quarta-feira, dezembro 11, 2013

Novelas Venezuelanas na MEO

Telenovela da MEO, vivida na primeira pessoa (longo, mas vale a pena ler...).

Início de Novembro:
Decido que o plano de dados para aceder à Internet, associado ao meu telemóvel M4O, é insuficiente (200mb) e resolvo pedir o plano de 1gb, que me permite obter de forma gratuita um cartão multi-sim (prémio produto do ano atribuído à PT). Contacto o apoio ao cliente para fazer o pedido. Indico o que pretendo (actualização do plano + cartão multi-sim). Durante a chamada obtenho confirmação da alteração do plano, bem como indicação de como receberia o cartão no prazo de 5 dias úteis. A chamada dura cerca de 20 minutos, tendo sido solicitado que "aguardasse por favor" umas 4/5 vezes.

Meados de Novembro:
Verifico que o plano de dados afinal não está actualizado conforme pedido (passou de 200mb para 500mb, e não 1gb). Contacto o apoio ao cliente, através do qual obtenho a confirmação de que tenho o plano actualizado... para os 500mb, e que não existe qualquer registo em como tinha sido solicitado o cartão multi-sim. Pedi para mudar dos 500mb para 1gb, mas obtive a explicação técnica de que o sistema só permitia uma alteração de plano por mês. Expliquei que não queria alterar o plano, mas sim o plano que tinha solicitado desde o início. A operadora não conseguia "operar" no sentido de mudar o que quer que fosse, e pediu-me para desligar e voltar a ligar para falar com outro operador mais "operacional". Cerca de 30 minutos de chamada, com cerca de 6/7 "aguarde por favor".

Chamada consecutiva em meados de Novembro:
Desligo e volto a ligar para o apoio ao cliente, sendo atendido por um novo operador mais prestável e "operacional". Explico a situação (de novo) e obtenho uma vez mais confirmação da actualização... para 500mb. Reitero que não era o que pretendia, expliquei as dificuldades sentidas até ao momento. O operador deu início ao processo de alteração, e solicitação do cartão multi-sim. Como o "sistema estava lento", indicou-me que poderia desligar e depois receberia uma SMS de confirmação da alteração do plano. Agradeci o facto de a chamada só ter durado cerca de 15 minutos, e de o operador só me ter pedido 3 vezes para "aguardar por favor".

Final de Novembro:
Não tendo recebido a SMS de confirmação de alteração do plano de dados, nem cartão multi-sim, contacto de novo o apoio ao cliente. O operador em questão confirmou que eu tinha o plano de 500mb (e não de 1gb) e verificou que não existia qualquer pedido de alteração de plano nem de envio de cartão multi-sim. Pedi para cancelar o meu contrato MEO na totalidade dos serviços, e disse que metessem a fidelização no cu. O operador pediu-me pela primeira vez para "aguardar por favor" enquanto direccionava a minha chamada para o departamento de retenção de clientes. 10 minutos de chamada e 1 "aguarde por favor".

Chamada consecutiva em final de Novembro:
Passada a chamada anterior para a retenção de clientes, expliquei pela quarta vez todo o histórico anterior. Obtive várias explicações possíveis para o sucedido. Nenhuma delas razoável. Após cerca de 30 minutos de chamada e cerca de 10 "aguarde por favor", foi-me proposto que seriam feitas as duas alterações que pedi inicialmente (1gb de plano de dados + cartão multi-sim) e ainda me fariam um desconto de 7,50 eur. na mensalidade durante dois anos. O plano ficaria activo no início do mês de Dezembro e o cartão seria enviado no prazo máximo de 5 dias úteis. Concordei.

Início de Dezembro:
Uma vez que continuava com um plano de 500mb, e ainda não tinha recebido o cartão multi-sim, contactei o serviço de apoio ao cliente. Foi-me indicado que efectivamente tinha o plano de 500mb, sendo que não existia nenhum pedido de alteração para 1gb, apesar de existir um pedido de emissão de cartão multi-sim. Perguntei como seria emitido o multi-sim sem ter o plano de 1gb, já que era a única forma de o obter gratuitamente. Explicaram-me que seriam cobrados mais 5 euros na factura mensal. Pedi para alterar o plano de 500mb para 1gb, o que foi feito na hora. Reiterei o pedido de envio de multi-sim (gratuito). Total de 20 minutos de chamada e 4/5 "aguarde por favor".

Hoje:
Já tenho 1gb de plano de dados. O multi-sim ainda não chegou. Contactei agora mesmo o serviço de apoio ao cliente, através do qual obtive confirmação em como não existe nenhum pedido de cartão multi-sim. Expliquei à operadora que a minha vida dava um filme indiano e pedi a emissão do cartão. Confirmou que receberei o mesmo num prazo máximo de 5 dias úteis. A conversa ficou-se por uns 5 minutos de chamada e apenas 1 "aguarde por favor".

To be continued...

Conclusões lógicas:
- todos os operadores da MEO sofrem de Alzheimer
- todos os operadores da MEO são mentirosos compulsivos
- o sistema informático da MEO corre em computadores 286 com 2mb de RAM
- o sistema informático da MEO é o Solitário
- na MEO, o conceito de dias úteis é subjectivo (aparentemente são todos inúteis)
- na MEO, o galardoado produto do ano da PT (cartão multi-sim) é um mito urbano
- mais um "aguarde por favor" e não há retenção de cliente que me retenha

quarta-feira, dezembro 04, 2013

Karma

E eis senão quando, apesar das minhas dúvidas existenciais sobre o rumo da minha vida, tudo corria bem (ou pelo menos de forma normal) profissionalmente falando... surge um pequeno revés. Para quem acredita em karma, eu posso muito bem ter sido a sua mais recente vítima, já que os astros parecem ter-se alinhado para eu regressar ao meu anterior local de trabalho... como consultor. A coisa ainda não está confirmada, mas parece que pode ser para durar.

Pontos negativos: vou ter de dividir a minha atenção e foco diário por mais uma tarefa; vou ter de me deslocar diariamente para mais do que um cliente (bye bye €€); vou ter de lidar com algumas pessoas que dispensava (hoje foi o primeiro dia e já pensava em contratar um "hitman" para tirar alguns "obstáculos" do caminho); a expectativa sobre o que eu possa vir (ou não) a fazer é tanta que nem sei muito bem como lidar com isso...

Pontos positivos: se volto, é porque me querem lá (pelo menos alguns); tenho lá bons amigos que tenho certeza gostaram tanto de me rever como eu a eles; independentemente do local, estar lá é sinal que tenho trabalho...

Na tentativa de ver o copo meio cheio em vez de meio vazio, vou tentar focar-me nos pontos positivos, mas espero sinceramente ter a paz interior, discernimento e raciocínio para lidar com isto da melhor forma. Nesta fase também não me apetece começar a chegar a casa todos os dias a esta hora, sobretudo com 3 pessoas que me amam e merecem realmente a minha atenção, à minha espera. Felizmente sei que tenho amigos que me vão ajudar em tudo o que for possível, e sinto também alguma confiança em mim para fazer o que é preciso da melhor forma.

Voltarei em breve para descrever os próximos capítulos...

quinta-feira, novembro 21, 2013

O Que Fazer?

Tenho passado os serões dos últimos dias a prepara uma formação. Algo que já não fazia há uns anos e que, apesar do trabalho que dá, tem em mim um efeito positivo. Percebo que é uma das coisas que gosto de fazer, e percebo o quão fácil é fazer algo difícil, quando se gosta. Um dos dilemas que vivo hoje em dia é não saber ao certo o que gostaria de fazer, nem ter bem a certeza se gosto realmente daquilo que faço. Acho que por vezes é simplesmente uma vontade de mudar. A perspectiva de que algo diferente nos pode fazer sentir melhor e mais realizados. O trabalho de consultor na prática não tem sido muito diferente do que fazia antes. As tarefas inerentes não têm sido propriamente mais entusiasmantes, ainda que eu as encare assim dando-lhes o benefício da dúvida que merecem, no sentido que a médio/longo prazo podem ter um retorno diferente, nem que seja no sentido de realização que podem proporcionar. Mas cá dentro... ah, o bichinho da inquietude e constante desejo de mais continua a roer-me! Alguns dias atrás o meu mentor (sim, agora tenho um mentor) perguntou-me o que eu queria estar a fazer daqui a dois anos. A resposta que me apeteceu dar-lhe foi "não sei", mas a que acabei por dar foi bastante diferente, e um pouco de improviso. A verdade é que eu próprio me faço essa pergunta todos os dias, e nem é preciso pensar num prazo a dois anos para ficar na mesma, não sabendo ao certo a resposta. O que é que eu gostaria de fazer?

terça-feira, novembro 19, 2013

Distracções

Num interregno que faço durante a preparação de uma acção de formação que vou dar esta semana (considerando que são 01h00 e ainda não terminei, está a correr bem...), reflicto um pouco sobre a quantidade de distracções que temos diariamente ao nosso alcance. Nomeadamente, enquanto dava uma voltinha pelo Facebook, verifiquei a quantidade abismal de publicações que por ali surgiram durante o dia de hoje, em detrimento de meia dúzia que lá foi colocada durante o fim-de-semana. Significa isto que, no fim-de-semana, enquanto estamos provavelmente concentrados em fazer coisas que nos dão prazer, a tendência para nos especarmos em frente ao computador a ler e escrever coisas com pouco significado é pouca. Já durante pleno dia de trabalho a conversa é diferente. Não me considero melhor nem pior que os outros mas, talvez por (de)formação profissional de vários anos, diversões como o Facebook são zona interdita para mim durante o horário de trabalho. E muito sinceramente, acho que no mínimo devíamos todos ser mais regrados quanto à utilização desta ferramenta que muito mérito e utilidade tem (se bem utilizada, com conta, peso e medida). Mas o tema deste post são as distracções, e não apenas o Facebook. Há quem se disperse a falar ao telemóvel, enviar mensagens, jogar, ver televisão, etc. A quantidade de objectos de distracção que nos rodeiam hoje em dia, seja em que circunstância for é excessiva, e raras são as vezes que não nos dispersamos com algo que simplesmente não deveria estar ao nosso alcance. O resultado? A falta de produtividade ou eficiência naquilo que nos tínhamos proposto fazer. Quer sejamos trabalhadores, estudantes ou outra coisa qualquer, se interrompemos o que estamos a fazer, sistematicamente, durante o dia, o resultado final não pode ser bom. Recordo-me que quando estudava, muitas vezes optava por sair de casa, e ir para a faculdade, para uma biblioteca ou outro local neutro onde as distracções não existissem ou pelo menos fossem mais reduzidas. Hoje em dia, a facilidade com que as ditas distracções vão atrás de nós, tornam tudo mais difícil. Somos uma cultura com um potencial enorme, dotadas de ferramentas incríveis que nos dão acesso a um mar de informação e fazem com que estejamos sempre contactáveis, mas... o resultado é bem diferente do que esse potencial poderia anunciar. Estando eu próprio, de alguma forma, a "cair" no paradigma da distracção ao escrever neste meu blog quando deveria estar a preparar a minha formação, vou minimizar o estrago dando por terminada a minha publicação de hoje, e voltando ao trabalho (que bem preciso). A reter? Num jogo (profissional, académico, pessoal...) em que as regras mudaram substancialmente nos últimos anos, talvez seja melhor sermos árbitros de nós próprios, para garantir que conseguimos alcançar algumas vitórias. Caso contrário, iremos conseguir pouco mais que alguns empates a 0...

sábado, novembro 16, 2013

Eu Quero Slow (and real) Food!

Faz mais ou menos um ano que atingi o auge... da minha mais baixa forma física de sempre. Lembro-me de fazer um passeio de cerca de 20 kms de bicicleta, durante o qual, mais ou menos a meio, senti estar esgotado fisicamente, e que acabou com um amigo a empurrar-me numa estrada com pouco mais que uma ligeira inclinação. Tomei uma decisão na altura e fiz algo em relação a isso. Passado um ano, carrego cerca de 10 kgs a menos comigo, corro, pedalo (no último mês fiz passeios de bicicleta de 60, 90 e 100 kms) e sinto-me fisicamente bem, como não me sentia há bastante tempo. Resolvida parte do problema (a do exercício físico, praticado agora com regularidade) a outra parte persiste e deparo-me com ela todos os dias. A alimentação. Ultimamente tenho feito um esforço bastante consciente por melhorar a minha alimentação. O problema é que quanto mais me preocupo com este aspecto, mais óbvios se tornam os obstáculos a quem, como eu, queira comer bem no seu dia-a-dia. Por comer bem, entenda-se comer adequadamente (e não muito). Qualquer centro comercial está recheado de restaurantes, onde se pode comer praticamente tudo... menos comida a sério. Pelo menos, que seja decente. Se pensarmos muito rapidamente nos locais que conhecemos, visualizamos McDonalds, Pizza Huts, H3, Woks, etc. Mesmo os supostos saudáveis (Vitaminas, Go Naturals, Capri, etc.) pouco mais oferecem que pratos recheados de carbohidratos com molho para disfarçar a falta de sabor do que vendem. Se pensarmos em cafés ou quiosques onde tomar um simples pequeno almoço, visualizamos folhados, salgados, bolos, doces, etc. Quando nos tentamos afastar dos centros comerciais, frequentamos habitualmente cozinhas temáticas, como restaurantes chineses, pizzarias, mexicanos, rodízios, etc. Certamente que qualquer pessoa que leia este texto se revê facilmente neste ciclo vicioso de facilitismo e frequência de locais que deveriam ser a excepção, e não a regra, da alimentação diária de qualquer pessoa. Obviamente que também conhecemos alguns (ainda que poucos) locais onde se pode comer realmente bem. A dificuldade? Conseguir aceder nessa mesma perspectiva diária e quotidiana a um local que ofereça outro tipo de alimentação. Um local que ofereça alimentação tradicional e saudável, com ingredientes que o nosso organismo conhece geneticamente e sabe processar, e que basicamente são o motivo pelo qual as gerações que nos antecederam não padeceram do mal da obesidade e doenças congéneres. Estou farto desta dificuldade. Não tenho mais paciência para comidas rápidas. Quando como, quero fazê-lo com calma. Comer é importante. Já diziam os antigos que saco vazio não se segura de pé. Pegando nesse velho ditado, digo que também não é enchendo o saco com bolinhas de esferovite que ele se vai segurar. Para mim, pode ser um pratinho de slow (and real) food, faxavor! Procura-se desesperadamente... num local perto de mim!

terça-feira, novembro 12, 2013

6 Meses...

O que dizer desta ausência? Penso que bati um recorde. Foram 6 meses sem escrever, e confesso que já estava a ressacar. Robin Sharma, um tipo que escreve umas coisas giras e que eu gosto de ler/ouvir, tem como uma das suas máximas "keep a journal". Pois, eu não tenho um diário no sentido lato da expressão, mas este cantinho funciona como tal. E a verdade é que quando eu "mantenho este diário" sinto-me sempre muito melhor. E não é a mesma coisa que escrever umas frases no Facebook!

O que aconteceu na minha vida desde a última vez que escrevi? Ora deixa cá ver por onde começar... Ah, já sei! Troquei de carro! Estava na altura de reformar o grande lambão S80 T5, que aparte o consumo exorbitante de gasolina (uns belos 13/100 num dia bom) vai deixar muitas saudades. Um Carro com C maiúsculo que nunca me deixou ficar mal. Ainda oiço o rugir dos 5 cilindros em linha a beber combustível como se fosse água. A substituta é uma bem mais modesta V50 a diesel, que ainda assim se porta bastante bem (e sai bastante mais barata).

Mais coisas? Mmm... Mudei de trabalho. Acho que é uma mudança relevante para ser comentada aqui. Leia-se no entanto que ainda só mudei de trabalho, e não de profissão. Penso que era algo que um dia gostaria de fazer, mas primeiro tenho de descobrir qual a alternativa certa àquilo que faço (o que ainda não descobri). Para já só me ocorrem coisas como viver numa ilha e passar o dia a pescar e apanhar fruta na praia, mas dizem que isso não dá muito dinheiro... Do emprego antigo despedi-me das tarefas menos interessantes, mas fiquei com alguns bons amigos! Para já o que interessa é que mudei de azul para verde, cor que a acompanhar uma mudança deste género só pode ser sinal de esperança (assim espero).

Já agora, e por falar em esperança, ocorre-me assim de repente uma outra novidade digna de nota: o Alex vai quebrar a sina do pai e da mãe, e vai deixar de ser filho único! Penso que também é uma novidade de relevo suficiente para ser aqui relatada. Vai ser um maninho, de seu nome Pedro (tal como o seu irmão mais velho, resolveu mostrar-se na ecografia para que dúvidas sobre o seu género não persistissem). Esta sim é "A" novidade.

Como se pode constatar, não escrevi durante os últimos meses, mas foi por uma boa razão: andei ocupado! A ver se o próximo post não é daqui a outros seis meses, até porque antecipo que agora que a coisa já acalmou um pouco, vou conseguir dar atenção a este blog (novamente) com alguma regularidade. Correndo o risco de estar a escrever para o boneco, despeço-me ainda assim com beijinhos e abraços.


quarta-feira, maio 22, 2013

Mau Tempo, Bons Resultados

Já diz o ditado que Deus escreve direito por linhas tortas, e que quando se fecha uma porta muitas vezes abre-se uma janela. Acho que qualquer uma das máximas anteriores se aplica ao volátil clima que temos vivido nos últimos tempos. Isto porque apesar de o balanço global de estar a chover em pleno mês de Maio ser obviamente mau, para não dizer uma grande merda, há pequenas coisas boas que resultam daí e que devem ser apreciadas pelos mais optimistas. Num destes exercícios de optimismo, acabei por me sentir grato, porque havia já algo que me incomodava há vários dias, cujo fim se deu graças a uma bela de uma chuvada. Refiro-me a uma "novela" com vários episódios, em que um vizinho brincalhão qualquer resolveu fazer do meu carro o seu livro em branco, para escrever a sua história. Novela é um nome exagerado, porque na realidade tudo se passou em três dias, o que corresponde no máximo a uma mini série. Aqui fica o relato:

1º Episódio:
O vizinho brincalhão dirige-se à viatura deste vosso incauto amigo, partindo de imediato para a agressão verbal: "Porco!". Ora se o carro poderia não estar nos seus melhores dias no que diz respeito ao resplendor da sua pintura metalizada, o properietário reserva-se o direito de ainda assim tomar banho, e não ser portanto enquadrável na classa da família animal dos bacorinhos, o que revela uma falta de rigor e até trabalho de investigação, na escrita do autor.

2º Episódio:
Não satisfeito com a agressão verbal inicial ("Porco!"), o autor revela-se agora egocêntrico e intolerante, redigindo uma segunda missiva onde claramente reclama das suas condições de trabalho: "Tenho os dedos sujos!". Não seria no entanto de esperar que o alvo da agressão inicial (eu) se importasse com quaisquer condições de trabalho, ou falta delas, para um autor tão pouco profissional e que de dia para dia revela uma faceta pessoal que muito deixa a desejar.

3º Episódio:
Nesta sua terceira e última missiva, o autor revela já alguma ansiedade, devido à falta de retorno quanto à escrita anterior: "Vê a parte de trás do carro!", suplica ele na superfície do capô, numa última tentativa desesperada de obter qualquer tipo de reacção da parte do proprietário da viatura, alvo de tamanha chacota e falta de respeito (eu). Mantive-me sereno e tentei antecipar se a próxima missiva seria na lateral esquerda ou direita, já que começava a faltar espaço livre para textos adicionais.

4º Episódio:
Numa reviravolta inesperada, choveu. Terminou assim uma mini série que se estava a transformar num filme de terror para mim, que já dificilmente suportava o suspense quanto ao que me esperaria no meu próprio automóvel, no dia seguinte. Estava até a pensar desfazer-me da viatura, tendo observado com algum interesse uma outra publicação literária (sim, eu sei que o meu carro parece a Bertrand...) que entretanto me foi deixada no limpa pára brisas, sugerindo fazer negócio com alguém que desconfio (não sei bem explicar porquê) ser de raça cigana...

Obrigado São Pedro!

domingo, maio 05, 2013

Realização Mesmo Aqui ao Lado

Descobri recentemente um prazer que não fazia ideia poder ter, sobretudo a um alcance tão curto. Correr. Digo "descobrir" porque correr todos nós corremos. Uns correm para o trabalho, outros correm para casa... e alguns poucos felizes afortunados como eu, algures no decorrer da vida, descobrem que é possível correr por gosto. E não me refiro ao chavão de "quem corre por gosto não cansa", que se aplica como metáfora a várias situações do dia-a-dia de muitas pessoas. Refiro-me simplesmente a isso mesmo: correr, por gosto. Imagino que outras pessoas consigam ter o mesmo tipo de prazer e realização com outro tipo de exercício físico, mas este, talvez pela simplicidade, tem o seu quê de especial. Nada mais básico do que uma pessoa fazer aquilo que simplesmente o seu corpo lhe permite, sem necessidade (pelo menos obrigatória) de dispositivos e acessórios. A mim, agrada-me sobretudo o factor libertador da mente de sentir o chão debaixo dos meus pés, nele assentes com uma passada forte, com um rumo e um destino traçado. Naquele momento sou apenas eu, o chão que piso, e o meu destino. Nada mais me passa pela mente... o trabalho fica onde estava, as preocupações também. No final, para além deste período de meditação que o exercício em causa me permite usufruir, tenho o prazer e a realização de me ter proposto fazer algo, e ter chegado ao objectivo final. Parece-me uma metáfora para a vida muito melhor que o chavão do "correr por gosto". Hoje tive o prazer de me reunir a outras tantas pessoas com o mesmo ponto de vista que eu, e fazer 14 kms pela cidade das sete colinas. Muita subida... muita descida... muita alegria e realização no final. Vou tentar repetir sempre que puder e os meus joelhos permitirem.

quarta-feira, abril 24, 2013

Good Mood...

Começo finalmente a colocar as coisas em perspectiva... a ganhar tempo e disposição para mim próprio. O poder que uma simples decisão pode ter no rumo e na vida de uma pessoa é absolutamente impressionante. Muda a nossa forma se ser e estar, e consequentemente muda o nosso próprio dia-a-dia. A combinação explosiva de boa disposição com uma véspera de feriado é mais que suficiente para transformar um dia merdoso num dia bestial. Tudo parece bem, tudo está bem. O feriado vai ser excelente, a sexta-feira será no mínimo boa e o fim-de-semana vai ser bestial, com direito a miminhos dos sogros que é como quem diz ir de viagem para a terra de "não fazer nenhum-2...

Quanto a objectivos próximos: o primeiro (já iniciado) foi o de regressar à incompleta tese do mestrado. Parece no entanto que antes de Julho não posso fazer muita coisa, mas coincidência das coincidências, Julho é o mês do "milagre". Como diria o Paulo Bento, é aguardar com tranquilidade. O segundo: actualizar o meu CV; tentei no outro dia entre as 00h00 e as 02h00 e o resultado não podia obviamente ultrapassar o razoável. Sei que posso dar mais e melhor, e mostrar mais e melhor de mim, por escrito (sobretudo se gosto de escrever, que melhor assunto que eu próprio???). O terceiro (e psicologicamente o mais difícil): começar a estudar a sério... o pendente PMI tem de cá morar, custe o que custar, e já que larguei as notas para o curso, há que aproveitar a oportunidade de certificação! O quarto: ir à luta, mas mesmo, mesmo a sério! Apresentar-me de forma inspiradora a toda e qualquer oportunidade que se adeqúe à minha pessoa e esperar pelo melhor!

Posto o acima exposto, se ainda assim a coisa correr menos bem ou de forma mais lenta, depois de Julho terei sempre umas belas e merecidas férias para esquecer o(s) assunto(s) durante uns tempos, e depois voltar à luta novamente já com baterias recarregadas. Até lá e durante, é só manter a mesma (ou melhor) disposição de hoje. Beijinhos e abraços!

segunda-feira, abril 22, 2013

Um Milagre, em Julho

Apesar de estar a roubar o nome de uma série, é a única expressão que me ocorre pensar neste preciso momento em que a minha vida e futuro ganharam contornos mais definidos. Após um mês de ausência de informação relativamente ao meu pedido, a minha actual situação profissional tem um fim à vista (que como se poderá calcular pelo título e imagem deste post é em Julho), sendo que mais forte do que a palavra "fim", será a palavra "início". Início de quê, poderão questionar-se algumas pessoas mais desocupadas que têm tempo de ler este blog ocasionalmente? Início de outra coisa qualquer, diferente, melhor ou pior... para já não interessa. Interessa-me mais o diferente, porque o igual já cansa. O risco é grande, é verdade, mas o potencial é enorme e não pode ser desperdiçado. Hoje a minha visão tornou-se mais clara, e o meu percurso ganhou uma meta para uma etapa, bem definida. Agora é começar a trabalhar, e muito. É começar a limar arestas de alguns planos e começar a pô-los em prática. É começar a fazer acontecer, já que a ausência de acontecimentos dos últimos tempos se estava a tornar insuportável. É altura de focar a minha atenção nas coisas importantes, e viver. Mais. Melhor. Espero conseguir. Sei que vou conseguir. Para já, sei uma coisa: o mais tardar em Julho, um milagre vai acontecer.