quarta-feira, setembro 20, 2017

Kenpo

Recentemente, ao investigar alternativas ao treino de artes marciais em contexto escolar, que o meu mai' velho tinha (judo), encontrei um dojo perto de casa para o qual já tinha algumas referências. Depois de uma visita e contacto telefónico, lá agendei com o sensei para assistir a uma aula de kenpo com o meu filho, para ver se lhe interessava. Fomos ambos ver e gostámos. Ele porque achou mais interessante que a prática do judo à qual estava habituado, eu porque tive um dejá vu em relação ao tempo em que pratiquei kickboxing, há mais de 20 anos atrás. Depois de termos os dois conversado sobre o assunto, resolvemos ambos assumir um compromisso: ele o de se "aguentar" à bomboca que é o horário (19h30 - 21h00) que implica ter os trabalhos de casa feitos antes da aula, e de jantar mais tarde duas vezes por semana; eu o de ter regularmente a disponibilidade para estar em casa às 19h30 duas vezes por semana. Pode parecer um compromisso pequeno, mas no meu caso que tenho um trabalho sem horário (e por vezes local) claramente definido, é algo que vai exigir bastante disciplina da minha parte. Mas como as artes marciais têm muito a ver com disciplina, e como nos últimos anos o único desporto que tenho feito é o levantamento da cerveja, resolvi deixar de procrastinar a coisa e arriscar. A ver se nos aguentamos os dois! Para já e desde então, já fizemos o primeiro treino e ficámos ambos satisfeitos. Ele porque se aguentou até ao fim e ainda lhe sobrava energia, e eu porque (além de ter sobrevivido) tive o prazer de treinar lado a lado com o meu filhote. Venham os próximos treinos (amanhã temos mais um) e o regresso a uma vida (mais) saudável da minha parte (em termos físicos e mentais). 

segunda-feira, setembro 11, 2017

Mais Uma Vindima

Tive mais uma vez o privilégio de, tal como tenho conseguido fazer quase todos os anos desde que me recordo, participar numa vindima. Cada vez aprecio mais o facto de o conseguir fazer, porque cada vez me parece mais próximo o momento em que posso deixar de o conseguir fazer. As vinhas vão desaparecendo... as pessoas vão deixando de as poder cuidar... e subitamente surge a perceção de que tudo pode terminar. Confesso que é um sonho meu um dia ter uma vinha minha - não precisa de ser de grande dimensão nem muito variada, bastam duas ou três castas... - para todos os anos poder reunir um grupo de familiares e amigos e fazer uns quantos litros de vinho. Todo o processo, convívio e por fim o resultado final, são ingredientes de uma receita que me continua sempre a fazer feliz. Pequenos pormenores como o cheiro da uva esmagada, a prova do vinho doce, o cansaço saudável no final de um dia de trabalho, contribuem para uma experiência ímpar e que deve ser valorizada. Para já não vale a pena preocupar-me muito com as oportunidades vindouras e se as mesmas se vão realizar ou não, mas sim registar mais uma lembrança e saborear os momentos vividos durante o último fim-de-semana. Espero que os mais pequenos também se recordem um dia destes momentos com o mesmo carinho com que eu me recordo daqueles que vivi, e com quem os vivi. Porque também é tempo de criar lembranças, além de as ter.

sábado, setembro 09, 2017

O Homem dos Girassóis

Quase na reentré do regresso ao trabalho, aproveitei o facto de uma exposição que queria muito ver, ter o seu prazo alargado. Assim sendo lá fui até à Cordoaria para visitar uma das 3 exposições residentes (o dinheiro não chega para tudo, pelo que a Paula Rego e os guerreiros Terracota terão de esperar) e conhecer um pouco mais a obra de Van Gogh. Aquilo que obtive foi muito mais do que esperava. O formato da exposição é sem dúvida diferente e envolve-nos e absorve-nos na arte e na história em torno do pintor. Desconhecia quase por completo o seu percurso, pelo que descobrir a dramática sequência de acontecimentos e situações por detrás dos seus últimos anos de vida (que a meu ver terão sido os mais profícuos a nível artístico, ainda que destruidores a nível pessoal) foi para mim fascinante. Deixo aqui algumas fotos que não fazem minimamente jus à experiência, que recomendo vivamente (sobre a qual não vou desvendar muito mais para não estragar a ocasião a quem ainda queira lá passar).





sexta-feira, setembro 08, 2017

Regresso às Viagens - Menorca

Depois de alguns anos sem viajar de férias para fora do país, em família, decidimos que era altura de retomar a tradição. A última ocasião terá sido para aí em 2012, quando tivemos a brilhante ideia de levar o mai' velho (na altura filho único) connosco com cerca de 3 anos para Marrocos (Saidia). Algures no meio da nossa estadia por lá, "caiu-nos a ficha" de que estávamos em África, quando a criança se cortou num pé, e descobrimos que o resort de 5 estrelas onde estávamos não tinha um médico, um kit de primeiros socorros ou um simples penso rápido que nos pudesse fornecer - outra aventura a relatar um dia destes por aqui. Decidimos "dar um tempo" nas viagens, que acabou por se prolongar com o nascimento do mai' novo.

5 anos depois da experiência anterior, decidimos de novo arriscar, e ultrapassar um segundo trauma que tínhamos relacionado com viagens às baleares. De todos os locais que já conhecemos, aquele onde talvez tenhamos gostado menos de passar férias foi Maiorca. Apesar da beleza da ilha, foi um destino que nos pareceu demasiado "Albufeira" para o nosso gosto. E o facto da "fiesta" extrema não nos permitir dormir no hotel sofrível que escolhemos para ficar, também não ajudou (entre outras coisas). Ultrapassado o trauma, escolhemos Menorca como destino, já que nos afiançavam que era completamente diferente. Um destino mais calmo, bom para famílias com filhos, com uma beleza natural a conhecer e, acima de tudo, um local civilizado segundo os padrões europeus (o que dada a experiência marroquina era importante).

Foi efetivamente uma viagem boa, que deu para miúdos e graúdos apreciarem a vários níveis, e que marcou o nosso regresso às viagens turísticas para fora do país, agora a 4. Apreciámos o tempo, o mar, a gastronomia, alguns locais interessantes, e tudo correu pelo melhor. Palavras para quê... deixo aqui algumas das muitas fotos que foram tiradas, para mais tarde recordar.















quinta-feira, setembro 07, 2017

Férias de Verão - Episódio IV

O terceiro e último episódio que gostaria de relatar como parte dos eventos mais marcantes do período estival, foi aquele em que pela terceira (e felizmente última) vez tive de chamar o 112. Desta feita, na madrugada que antecedeu a viagem até terras beirãs para a última parte das férias, a minha esposa resolveu dar também um ar da sua graça e ter uma crise de hipertensão durante a noite. A medição com o aparelhómetro caseiro indicava uns 18/10 para quem costuma ter uns 11/7, o que acompanhado do mau estar que a impedia sequer de estar em pé, me fez chamar de imediato assistência a casa. Pelas 4 da manhã, e enquanto as crianças ainda dormiam, lá veio (mais uma) ambulância prestar a devida assistência. Dois bombeiros extremamente calmos e simpáticos ajudaram a amenizar a situação. Feita a análise inicial da situação, revelou-se necessário ir até ao hospital. Lá seguiu caminho na companhia dos bombeiros, enquanto eu esperava por uma tia que tive de acordar a meio da madrugada, para ficar em casa com as crianças, seguindo logo depois atrás da ambulância.

Chegados ao hospital, tudo decorreu relativamente depressa (as pessoas não têm tantas urgências às 4h como a partir das 10h da manhã). Triagem com direito a pulseiras não condizentes (amarelo para ela, cinzenta para mim), medição de tensão, análises ao sangue, eletrocardiograma... e tudo se fez a tempo de voltar para casa já com a tensão mais baixa e indicação para continuar a monitorizar nos próximos dias, ainda antes das crianças acordarem e se aperceberem do que quer que fosse.

No meio deste estardalhaço matinal, de referir um pormenor caricato indiretamente relacionado com o episódio. Uns dias antes, enquanto ainda estava sozinho em casa, acordaram-me também durante uma madrugada com uma chamada para o telefone fixo (achei logo que seriam más notícias) - afinal era engano, uma senhora que queria falar com alguém chamado GERSON (nunca tinha ouvido tal nome na vida). Um dos bombeiros que se deslocou neste dia a minha casa, chamava-se GERSON. A pessoa que foi atendida antes da minha esposa, quando fez o eletrocardiograma no hospital, chamava-se GERSON. Resultado: os astros alinharam-se de forma tão estranha no que diz respeito a este nome, que entrou na nossa vida de forma tão invulgar, que neste momento o meu mai' novo tem um boneco a que chama Nico GERSON!

Fica o registo da peculiaridade...

quarta-feira, setembro 06, 2017

Férias de Verão - Episódio III

Chegou a altura de relatar o terceiro e - quiçá - o mais invulgar episódio do meu período de férias: o dia em que atropelei um palhaço. E digo palhaço não no sentido pejorativo ou figurado, mas sim um palhaço a sério, na verdadeira aceção da palavra. Daqueles palhaços que andam com um nariz falso e roupas largas. Mais especificamente um artista de rua dos que andam pelos cruzamentos da cidade a fazer malabares. O episódio em questão teve lugar pela hora do almoço, quando regressava ao escritório depois de ir buscar uma encomenda. No cruzamento da Av. Marechal Spínola com a Av. Gago Coutinho, após o sinal mudar para verde, arranquei, e alguns metros antes do semáforo e cruzamento, o artista resolve atravessar as 5 faixas de rodagem a correr pelo meio dos carros, tendo sido eu o feliz contemplado com o embate.

Pela primeira vez na vida tive a indescritível perceção de que tinha acabado de ser responsável pela morte de alguém. Não tenho palavras para descrever essa sensação, tal como não tenho palavras para descrever a alegria que senti quando a pessoa se levantou pelo próprio pé sem indícios de grandes mazelas, apesar do aparato do embate e dos danos visíveis no meu carro. Apercebendo-se da asneira que tinha feito (e apesar de lhe doer mais a ele do que a mim) começou logo por me pedir desculpa e parecia hiperativo, pelo que tive de lhe pedir que se sentasse quieto enquanto chamava o 112. Pela segunda vez nestas férias ligava para o número de emergência médica, desta feita pedindo uma ambulância e a presença da polícia. O homem apresentava alguns arranhões nos braços e um hematoma começava a formar-se na perna, mas de resto parecia estar bem.

Entretanto e não bastando já ter um palhaço em cena, começa o circo a montar-se: chega um auto-tanque com meia dúzia de bombeiros de gabardina e capacete. Questiono o porquê da sua presença, já que tinha solicitado uma ambulância. Disseram-me tratar-se do procedimento comum neste tipo de acidentes. Logo de seguida chega um motociclista do INEM, ao qual fiz a mesma pergunta. Indicou-me que era quem estava mais próximo, e que a ambulância devia estar a chegar. Logo depois chega finalmente a ambulância, de imediato seguida pela PSP. O palhaço parecia em pânico e, no seu português com sotaque italiano, só dizia que nada daquilo era necessário e que todas aquelas pessoas deviam ter casos mais importantes a responder. Enquanto o palhaço era encaminhado para o interior da ambulância para observação, respondi às questões colocadas pela polícia, preenchi o formulário com a minha descrição do acidente e soprei o balão. Apesar de não ser claramente responsável pelo sucedido, o polícia deu-me logo a entender que teria dificuldades em ser ressarcido pelos danos, já que os peões não têm seguro. Teria de tratar diretamente com a pessoa ou, em caso de necessidade, abrir um processo judicial para o efeito. Esta parte será matéria para uma segunda parte deste episódio, já que conversações estão ainda a decorrer. Posso dizer que o palhaço não necessitou ser hospitalizado, estando bem de saúde. Eu já tenho o carro reparado (ativei a cobertura de danos próprios para não ter de pagar os 1.800 euros de reparação) e estou muito grato por tudo ter corrido pelo melhor e terminado apenas como (mais uma) história caricata para contar.

PS: hoje já me consigo rir de alguns pormenores da situação, tais como o facto de durante todo o tempo em que este episódio decorreu, o nariz de palhaço daquele jovem italiano artista de rua nunca lhe ter caído ou saído do seu rosto.

Férias de Verão - Episódio II

Após o período de "descanso" inicial das férias, por terras algarvias, tive de me separar do resto da família alguns dias e ficar por Lisboa durante uma semana, antes de me juntar a eles por terras beirãs. Foi logo no primeiro dia de regresso ao trabalho, que fiz o número artístico de me "lesionar" estupidamente a sair do banho. Concretamente consegui fazer a proeza de partir ao meio uma unha do pé, com uma valente biqueirada no poliban. Sangue em fartura e um penso mal amanhado levaram-me a decidir procurar a assistência médica mais próxima, antes de seguir para o trabalho. Pela terceira vez desde que sou residente na minha morada atual, tentei dirigir-me ao centro de saúde da zona para ver um problema resolvido.

A primeira vez foi quando precisei que tratassem do meu filho mais velho, quando fez um golpe profundo na cabeça. Na altura, depois de pedir cuidados de enfermagem, vi os mesmos serem recusados e recomendado que me dirigisse ao hospital para que levasse pontos. Desisti do centro de saúde, atravessei a estrada e dirigi-me à clínica privada que existe logo em frente onde fui prontamente atendido por um médico que resolveu o problema com um simples ponto sintético, que mais não é do que um penso.

A segunda vez foi quando tive um acidente de mota a caminho do trabalho, e me dirigi ao centro de saúde ainda com as roupas e equipamento rasgados e a sangrar de várias feridas (à vista). Uma vez mais pedi cuidados de enfermagem. Informaram-me que sem marcação teria vaga pelas 17h00 da tarde (eram 10h00 da manhã). Evidenciei o estado em que me encontrava, explicando que aguardar 7 horas poderia não ser razoável para obter o tratamento que precisava. A senhora que me atendeu reconsiderou e fez-me a generosa oferta de esperar até às 12h30, altura em que excecionalmente me poderiam atender. Desisti novamente, fui até casa tomar banho e fazer os pensos possíveis com aquilo que tinha nos armários, e dirigi-me (de carro) às urgências da CUF onde finalmente fui (bem) tratado.

Retomando a história atual, pela terceira vez dirigi-me ao mesmo centro de saúde, onde pedi (novamente) cuidados de enfermagem. O primeiro contacto foi com o segurança, já que das várias senhas possíveis (com letras de A a F) não estava certo de qual seria a correta para mim. Posso dizer que falhei redondamente no questionário que me efetuou, no sentido de me (tentar) ajudar...

Segurança: qual é o seu médico de família?
Eu: honestamente não sei, nunca o conheci e ainda não precisei dele...

Segurança: então e costuma ser atendido em baixo ou em cima?
Eu: ... (silêncio)... baixo? cima? como assim...?

Segurança: da última vez que cá veio, foi atendido neste piso ou no de cima?
Eu: do que me recordo, quando cá vim a última vez só havia atendimento num piso...

Segurança: (evidentemente agastado com a minha ignorância sobre o modo de funcionamento atual daquele centro de saúde, retira uma senha qualquer e manda-me subir as escadas)
Eu: ... obrigado...

Subo as escadas e deparo-me com as cerca de 15 pessoas que estariam à minha frente, com as mais variadas letras e números nas suas senhas. Depois de aguardar 15 minutos sem que ninguém ali presente fosse chamado pela única senhora que estaria a prestar atendimento, achei que não havia duas sem três, desisti novamente e segui caminho para o trabalho. Tentei abstrair-me da dor que sentia sempre que usava o pé na condução ou simplesmente a andar. Já a meio da manhã consegui dar uso ao cérebro e lembrei-me que ao lado do edifício onde me encontrava havia um hospital privado. Dirigi-me lá e em menos de meia hora fui atendido e devidamente tratado.

Relato este episódio com alguma vergonha por ser digno de um cidadão sénior com problemas de mobilidade, mas não podia evitar deixar aqui um grande bem haja ao Serviço Nacional de Saúde por tão bem saber atender e tratar as pessoas que o justificam e contribuem para a sua existência, no que diz respeito a este tipo de local de atendimento - centros de saúde - para aqueles que eventualmente lá conseguem ser atendidos.

terça-feira, setembro 05, 2017

Férias de Verão - Episódio I

No seguimento do resumo que aqui publiquei anteriormente, apresenta-se o primeiro episódio de uma série de eventos que que foram as pinceladas que deram cor às minhas férias de verão em família. A primeira semana de férias foi passada por terras algarvias, mais concretamente ali para os lados da Lota, onde excecionalmente este ano conseguimos uma casa a "walking distance" da praia. Apreciamos bastante a zona a este de Faro, e temos por ali visitado bastantes locais e praias bonitas. Poder sair de casa e praticamente de seguida colocar o pezinho na areia, também tem o seu valor.

O episódio em questão passou-se logo após os primeiros dias, quando já próximo da hora do almoço, me dirijo ao mai' novo que roía um pêssego com os pezinhos de molho à beira mar, para o levar para casa. Ao olhar com mais atenção para ele percebi logo que algo de errado se passava. Umas estranhas manchas vermelhas com relevo tinham-se formado no espaço de alguns segundos no rosto e peito, pelo que peguei nele e em passo acelerado fui até casa onde lhe dei banho. As manchas começaram a desaparecer mas começaram a dar lugar a inchaço, pelo que nos metemos todos no carro no sentido de nos dirigirmos às urgências mais próximas. Dado não conhecer o lugar, e após duas ou três tentativas ter percebido que ali por perto não me iria safar optei por voltar para casa e chamar o 112, em vez de andar à procura de algo que poderia não encontrar rápido o suficiente.

O atendimento foi o melhor do início ao fim. Liguei ainda do carro, e após um rápida descrição do sucedido e despiste de alguns sintomas, passaram-me diretamente à enfermeira da viatura de emergência médica, que me disse para ficar em casa onde iriam ter comigo. Em menos de 10 minutos chegaram duas ambulâncias, bombeiros e INEM, que fizeram a primeira observação do jovem. O perigo de edema da glote foi colocado de parte, o que nos tranquilizou um pouco, mas a reação alérgica continuava, pelo que seria necessário levá-lo às urgências mais próximas: Vila Real de Santo António. Mal dei por mim o bombeiro já tinha pegado na criança e entrava para a ambulância com ele, todo animado. Fui atrás até lá, e foi uma tarde "bem" passada à espera que a medicação fizesse efeito, para finalmente após umas 2 horas (com direito a sesta pelo meio) poder voltar a casa.

O motivo da reação alérgica era para nós desconhecido. Não era o primeiro pêssego que comia, pelo que não sabíamos o que pensar. Ficou confirmado no entanto que o insuspeito pêssego era a causa, quando por lapso alguns dias mais tarde bebeu um gole de Compal da dita fruta, e iniciou de imediato o mesmo tipo de reação, ainda que em menor dimensão, e atacado (e resolvido) com Aerius. E assim ficámos com uma história e um cagaço valente, para mais tarde recordar...

domingo, setembro 03, 2017

Final de Férias do Período Estival

É hoje o último dia de férias dos dias que reservei para "descansar" neste período estival. Realço o "descansar", porque tal como esperava, provavelmente estaria relativamente longe disso. Ainda assim, as férias são como o sexo. Mesmo quando não é aquilo que esperávamos, é bom na mesma.

Posso no entanto dizer que foi um período interessante, e que termino com um sorriso no rosto, pronto para enfrentar o trabalho e levando histórias para contar (conforme também tenciono ir fazendo por aqui).

Como por exemplo aquele episódio em que o mai' novo foi de "charola" para o hospital. Como por exemplo aquele episódio em que tal qual cidadão idoso me ia partindo todo a sair do banho, sozinho em casa. Como por exemplo aquele episódio em que atropelei uma pessoa. Como por exemplo aquele episódio em que a minha esposa foi de "charola" para o hospital a meio da noite. Acho que neste momento devem ter o meu número na "blacklist" do 112...

Depois há também os locais visitados, como terras algarvias, terras beirãs (com direito a uma voltinha de mota pelo meio) e terras baleares de "nuestros hermanos" (com voltinha de avião, obviamente).
Enfim, tal como disse, para um período de cerca de um mês apenas, foi fixe, e no final da história, acabou por correr tudo bem.

segunda-feira, julho 10, 2017

Escapadinha até ao Monte do Peral

O conceito de "escapadinhas", mesmo na sua vertente mais comercial no que diz respeito a pacotes de experiências à venda (Odisseias… Lifecooler… etc.) cada vez me é mais apelativo. O facto de adquirirmos um destes pacotes (ou de alguém nos oferecer um) é uma boa forma de deixarmos de procrastinar uma curta viagem (ou escapadinha) de uma noite ou fim-de-semana, para reservarmos tempo de qualidade para nós próprios (e/ou os nossos).
Recentemente tive a oportunidade de ter um desses momentos, ainda que não tenha sido fruto de nenhum pacote previamente adquirido ou oferecido (mas podia muito bem sê-lo). O destino foi o Monte do Peral, no Alentejo, e foi o local perfeito para fugir de uma Lisboa cinzenta e fria (por lá o céu estava limpo e a temperatura acima dos 30º).


O caminho até lá foi parte importante da escapadinha. Paragem à entrada de Évora para visitar o Cromeleque dos Almendres, onde já há uns anos não passava.


Depois em Arraiolos para almoçar. Chegada ao Monte a meio da tarde, bem a tempo de passar umas horas valentes na piscina "infinita" com vista para a paisagem típica alentejana com Monsaraz lá ao fundo.


Monsaraz seria precisamente o local escolhido para jantar, onde - perante lotação esgotada em todo o lado - tivemos uma "abébia" do restaurante XX onde um simpático gerente teve pena deste casal com dois filhos e nos passou disfarçadamente à frente de uma lista de espera para nos sentar numa mesa reservada para alguém que não chegou a aparecer. O mais novo tinha fome e exigiu comida ao empregado que passava, que prontamente respondeu ao pedido como se uma ordem fosse!


Depois de uma noite bem dormida (mais ou menos… tanto quanto era possível com os 4 numa mesma divisão), o dia seguinte (mesmo no Alentejo) nasceu cinzento. Por isso depois do pequeno almoço cedo nos fizemos ao caminho de volta para parar no museu da sempre estranha Aldeia da Luz, no caminho que faríamos até à Marina da Amieira, onde o sol já despontava com força, e nos permitimos almoçar na esplanada do restaurante panorâmico com vista para a barragem do Alqueva.

Sei que foram apenas 2 dias (1 noite) com bastantes quilómetros percorridos, mas foi sem dúvida uma forma de me obrigar a desligar de tudo o resto, coisa que não conseguiria ter feito se tivesse ficado por casa.