Durante estes dias em que 99% do meu tempo é ocupado a mudar fraldas e a minimizar o estrago que as cólicas fazem a uma indefesa criatura com menos de 4 quilos, ocupei os restantes 1% com uma actividade que tinha pendente: montar um autorádio com DVD que comprei há uns 2 meses. Esta aventura dividiu-se em vários capítulos, desde o primeiro que é comprar algo do género pela Internet. Passados uns dias, levantei o aparelho numa loja de vão de escada ali para os lados de Sacavém, para chegar a casa e verificar que não dá para ligar com as ligações disponíveis (lá me lixaram o brinquedo novo). Começou assim o episódio seguinte de descobrir que adaptadores é necessário adquirir, para que tudo funcione. Uma vez descoberta uma loja que tratava do assunto, e feitas duas encomendas (uma falhada e outra que foi um grande sucesso), lá avancei para o passo seguinte: descobrir como obter imagem num rádio com leitor DVD. Pelos vistos alguém acha útil só poder ter imagem num rádio leitor de DVD com o travão de mão puxado... No manual, para ultrapassar esta "característica", dizia para ligar o fio rosa ao preto (o que não funcionou). Como tal resolvi inventar, e antes que o aparelho queimasse, descobri que funcionava ligando o fio laranja ao vermelho. Conclusão: quem escreveu o manual era daltónico. Posto isto, lá começou a maravilha tecnológica de origem chinesa a funcionar, e inclusivamente, quando está a reproduzir áudio simples, mostra um wallpaper com uma frase que diz tudo: "the joy is that creat a pute hapiness". Quando descobrir o que quer dizer "creat" e "pute", tenho a certeza que tudo fará sentido. De qualquer forma, devo dizer que o inglês dos chineses é muito melhor que o meu mandarim, e os rádios então, são espectaculares!
Terça-feira, Novembro 17, 2009
O Rádio do Mandarim
Durante estes dias em que 99% do meu tempo é ocupado a mudar fraldas e a minimizar o estrago que as cólicas fazem a uma indefesa criatura com menos de 4 quilos, ocupei os restantes 1% com uma actividade que tinha pendente: montar um autorádio com DVD que comprei há uns 2 meses. Esta aventura dividiu-se em vários capítulos, desde o primeiro que é comprar algo do género pela Internet. Passados uns dias, levantei o aparelho numa loja de vão de escada ali para os lados de Sacavém, para chegar a casa e verificar que não dá para ligar com as ligações disponíveis (lá me lixaram o brinquedo novo). Começou assim o episódio seguinte de descobrir que adaptadores é necessário adquirir, para que tudo funcione. Uma vez descoberta uma loja que tratava do assunto, e feitas duas encomendas (uma falhada e outra que foi um grande sucesso), lá avancei para o passo seguinte: descobrir como obter imagem num rádio com leitor DVD. Pelos vistos alguém acha útil só poder ter imagem num rádio leitor de DVD com o travão de mão puxado... No manual, para ultrapassar esta "característica", dizia para ligar o fio rosa ao preto (o que não funcionou). Como tal resolvi inventar, e antes que o aparelho queimasse, descobri que funcionava ligando o fio laranja ao vermelho. Conclusão: quem escreveu o manual era daltónico. Posto isto, lá começou a maravilha tecnológica de origem chinesa a funcionar, e inclusivamente, quando está a reproduzir áudio simples, mostra um wallpaper com uma frase que diz tudo: "the joy is that creat a pute hapiness". Quando descobrir o que quer dizer "creat" e "pute", tenho a certeza que tudo fará sentido. De qualquer forma, devo dizer que o inglês dos chineses é muito melhor que o meu mandarim, e os rádios então, são espectaculares!
Sábado, Novembro 07, 2009
Adeus, Gigante...
Com a euforia e turbilhão de emoções e preocupações inerentes a uma nova forma de ser e estar na vida, relacionada com outra vida, adiei durante algum tempo o meu adeus ao meu gigante. Este gigante que era o meu avô, nos últimos dias em que esteve comigo, sempre manifestou - ainda que com dificuldade - o seu grande desejo de ainda poder conhecer o seu bisneto. Apesar da sua luta ficou a alguns dias de concretizar esse mesmo desejo, já que resolveu partir no passado dia 30 de Outubro. Se hoje não pude assistir ao adeus de alguns, não me esqueci no entanto que passaram 7 dias após a sua partida. Não me esqueci que tenho menos um gigante na minha vida. Não me esqueci do seu desejo forte que ficou por cumprir. É nestas alturas que queremos acreditar que existe algo mais em nós do que uma amálgama de células, e que podemos persistir no tempo para além da vida. Acredito que seja verdade, porque apesar de ter partido eu ainda penso nele (e isso é persistir no tempo). Quando olho e agarro no meu filho, penso no quanto ele gostaria de o ter visto e de ter identificado parecenças. Penso no orgulho que sentiria do seu bisneto e da promessa que há em toda a vida que começa. Por isso mesmo, tenciono hoje abraçar o meu filho, dar-lhe um beijo na testa e dizer "este é do teu bisavô", porque sei que este seu desejo também persiste no tempo. Estes dias da minha vida são a prova que a vida se renova, por muito dolorosa que esta renovação possa ser. Despeço-me assim num misto de "adeus" e de "olá".
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
Cheguei!!!
Olá a todos! Como o meu pai diz que não quer transformar o blog dele num "baby blog", daqueles onde se começa a escrever sobre o número de vezes que um bebé tem cólicas durante o dia, ou sobre o número de fraldas que se gasta, tomei a liberdade de "hackar" este estaminé e dar-me a conhecer ao mundo. Por isso aqui fica o meu grande olá a todos: sou o Alexandre (o pequeno), cheguei no dia 4 de Novembro pelas 19h, peso cerca de 3,5 quilos e meço 49 centímetros. Conto vir para casa ainda hoje, porque já estou farto de estar na maternidade com todos aqueles chorões, e estou também muito ansioso para começar a dar trabalho aos meus papás durante muitos e longos anos (eles dizem que não se importam, mas eu acho que eles não sabem bem naquilo que se meteram...). Para já não tenho muito mais a escrever, mas prometo ir dando novidades!
Quinta-feira, Outubro 15, 2009
Segunda-feira, Outubro 05, 2009
Vencer Pelo Cansaço
Não querendo transformar este modesto estaminé numa algaraviada política, mas não resisto a fazer mais um post, desta feita visando a União Europeia. O tema, mais concretamente: a votação do Tratado de Lisboa. A questão que foco: se o tratado tem que ser aceite por todos os membros da união, a votação há-de repetir-se as vezes que forem necessárias até ganhar o "sim". E basicamente foi isto que aconteceu recentemente na Irlanda, após quase 2 anos do início desta "novela". É uma boa forma de enquadrar a democracia dos dias de hoje, uma vez que as classes políticas acabam por vencer muitas vezes pelo cansaço. Basta ver que andamos todos cansados dos temas políticos, mesmo os que mais directamente nos afectam a nível nacional. De qualquer forma e voltando ao tema principal, parece-me que ao fim deste tempo todo continuamos quase todos sem saber muito bem a que diz respeito o dito tratado. Eu pessoalmente dei-me ao trabalho de, aqui há uns tempos, ir ler a versão resumida que está disponível no portal da união europeia, e fiquei admirado com o quão vago pode ser um tratado coberto desta importância. Resumidamente e para não massacrar o estimado leitor, a versão sintetizada aborda pontos como: 1. Uma Europa mais democrática e transparente
2. Uma Europa mais eficiente
3. Uma Europa de direitos, valores, liberdade, solidariedade e segurança
4. A Europa enquanto actor na cena mundial
Ocorre-me dizer que qualquer destes pontos depende em primeira linha de todo e qualquer cidadão europeu, e só depois de governos ou representantes políticos, o que considerando que a grande maioria das pessoas desconhece o teor do tratado, constitui um paradoxo. Instituir num papel que vamos todos ser mais democráticos, eficientes, solidários, etc. parece-me mais um poema do Manuel Alegre do que um plano político concreto para atingir algum objectivo. Quanto à Europa na cena mundial, arriscaria dizer que enquanto as grandes potências estiverem geograficamente localizadas por outras bandas, teremos apenas direito a um papel secundário, ou até mesmo de figurante.
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