segunda-feira, junho 01, 2026

Viagem pela N222 - A Crónica (Dia #1)

No passado dia 29 de maio fiz aquele que será talvez o meu único passeio de mota deste ano, digno desse nome, ao longo daquilo que seriam 3 dias de boa disposição, bom convívio, alguns comes e bebes e muitos quilómetros partilhados. Dia 29 foi uma sexta-feira, por isso o objetivo comum era chegar a Vila Nova de Gaia ao final do dia, sendo o caminho percorrido até lá mais ou menos livre de acordo com as circunstâncias e ponto de partida de cada um. 

Uns quantos já levavam alguns dias de estrada percorrida sobretudo por terras de “nuestros hermanos”… outros tiraram o dia para fazer a viagem com mais calma e tranquilidade… outros saíram do trabalho e simplesmente fizeram o caminho até lá em modo papa-léguas (nos quais eu me incluo, assim como o meu companheiro Vitor Z., com quem combinei ponto de encontro na AE de Santarém).

 

O Sérgio estava com tanta pressa de se juntar ao Alfredo, Diogo, Fernando M. e Nuno, que até perdeu as solas dos sapatos.

 

Primeiro momento de hidratação completo, e lá seguimos viagem para parar pouco tempo depois num corte de estrada devido a acidente. Uns quantos quilómetros a filtrar debaixo de algum calor, mas felizmente assim que chegámos ao local onde a BT estava a cortar o trânsito, o mesmo reabriu e pudemos seguir viagem sem grandes atrasos.

Finalmente chegámos (eu e o Vitor Z.) a Vila Nova de Gaia, onde alguns companheiros do núcleo alentejano do grupo (Fernando, Nuno, Vitor P. e Ana) já se haviam instalado no Hotel Black Tulip, não sem antes criar algum alvoroço de forma a garantir estacionamento para todas as motas, que não seriam poucas, no parque privado do hotel (obrigado Fernando R.!). O Bruno não queria ser visto com mal vestidos por isso optou por ficar no Hotel B&B para não haver cá misturas!

 

O resto da malta foi chegando a pouco e pouco, mas como tínhamos hora marcada no Restaurante Ar de Rio no cais de Gaia, fizemo-nos ao caminho (que era curto). O Paulo, o tripeiro do grupo, foi ter connosco ao restaurante diretamente, montado na sua Ducati e com o seu capacete BMW. Chegados ao cais ainda tivemos a oportunidade de ver o Douro e a ponte D. Luis com a luz do dia, enquanto o sol se ia pondo.

 

A conversa animou rapidamente como de costume, e degustadas já umas belas francesinhas, a malta ainda estava com sede, pelo que atravessámos o rio e fomos até ao Cais da Ribeira em busca de uns finos para arrematar a noite. 

 

Mais um alvoroço numa esplanada em que não tinham vontade de atender clientes, e lá descobrimos outra mais adiante no Cais da Estiva, no Wine Quay Bar, onde os finos chegaram rapidamente e fomos mais bem tratados (obrigado outra vez Fernando R.!).

 

Com isto tudo já se fazia tarde, pelo que coloquei o chapéu de organizador e comecei a imaginar o pessoal a deixar-se dormir na manhã seguinte (o Paulo pode confirmar que não seria algo inédito…) ou começar a rolar ainda com os olhos cheios de ramelas, o que representa um perigo para a condução, por isso sugeri que fossemos descansar para começar o dia seguinte pela fresquinha. Além disso o Vitor Z. estava com curiosidade de conhecer o Pedro, o seu companheiro de quarto, que optou por ir diretamente para o hotel e dormir na hora recomendada pelo Vitinho…

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