Hoje é o último dia do ano de 2014, e independentemente de ter sido um dia de trabalho (como foi o caso) ou não, há sempre um sentimento de contagem decrescente. Apesar de durante a manhã ter tido um mega berbicacho para resolver no trabalho, o almoço marcou o início de uma tarde sem qualquer tipo de produtividade, com final ligeiramente antecipado para beber umas minis com uns colegas e voltar a casa. A noite vai ser em família, porque o peso da idade, do cansaço, e da criançada faz-se sentir e o conforto do nosso cantinho parece o mais desejado. Recordo ainda outros tempos de jantaradas e copos, que tinham muitas vantagens mas também a desvantagem da ressaca no dia seguinte (outra coisa que hoje em dia já não apetece e parece custar 100 vezes mais a ultrapassar). Depois desta conversa toda de velho, fico-me por aqui. Até para o ano!
quarta-feira, dezembro 31, 2014
terça-feira, dezembro 30, 2014
Afinal...
... nem tudo é mau! Contra as minhas expectativas o meu carro ficou pronto hoje, e tive direito a um pequeno desconto para não doer tanto (dos cerca de 900 passou para cerca de 700 "aéreos" - menos mal). Acho que a malta da oficina tem pena de mim... Além disso, finalmente chegou o meu novo telemóvel (a prenda de mim para mim) que a DHL fez o favor de guardar durante a semana em que estive ausente (... podia tê-lo recebido logo na segunda-feira passada...). Para quem estava habituado à lentidão de equipamento obsoleto, não ter de esperar para nada faz-me perceber o "maquinão" que tenho na mão, quando trabalho com o meu 1+1 (OnePlus One). Para terminar em beleza, o processo de adormecer as crianças no dia (noite) de hoje correu bem, e quase não houve gritaria... por agora, vou fechar a loja e dormir confortavelmente com o Pedro no sofá da sala, para dar algum descanso à mãe, que tem passado umas noites do piorio.
segunda-feira, dezembro 29, 2014
Back to Work!
Um daqueles dias... Depois de uma semana de férias, foi tempo de voltar novamente ao trabalho, ainda por cima para retomar um projeto antigo que já estava meio "enterrado", mas que resolveu virar zombie e vir a arrastar-se atrás de mim... pelo menos no final do dia, a prova foi superada e o zombie levou um balázio na cabeça para ficar sossegado de vez. Pior sorte no que diz respeito à avaria do carro. Os meus maiores receios confirmaram-se. O diagnóstico foi: bateria morta + alternador falecido. Resultado? Orçamento de cerca de 900 "aéreos", como prenda no sapatinho! Em desespero e a pensar na minha mota (e no jeito que agora me fazia), liguei para a oficina onde me disseram que estava tudo a correr bem. No entanto, por "correr bem" não antecipava que quisessem dizer que a mota estava toda desmontada, que tinham enviado umas peças para reparação e pintura que ainda não tinham regressado, e que as peças novas que tinham encomendado só hoje tinham chegado. Bem, talvez seja eu que seja muito pessimista, mas efetivamente dou outro significado a "correr bem".
domingo, dezembro 28, 2014
Falso Alarme...
Afinal, uma vez mais e contra aquilo que parecia estar a acontecer, as coisas não correram bem. Os achaques que se fizeram sentir no meu carro durante o dia de ontem, revelaram-se uma maleita do piorio no dia de hoje. Após uma longa viagem de 250 kms sem avarias, hoje, num percurso de apenas cerca de 2 kms, chegou ao destino e não mais deu sinais de vida. O indicador de avaria no sistema elétrico afinal era real... e para além da bateria que claramente foi gasta até ao tutano, o cheiro a queimado leva-me a crer que o alternador é o culpado do sucedido, o que antecipo ser uma bela prenda de Natal em termos de despesa. E como se não bastasse, tinha de acontecer quando também tenho a moto no "estaleiro" sem data de conclusão da reparação à vista. A cereja em cima do bolo: para retirar tudo o que tinha na bagageira (carro de bebé, cadeira auto de criança, etc.) pela porta do condutor (já que era a única que se conseguia abrir manualmente com a chave), tive praticamente de desmontar o interior todo do carro... Enfim, pelo menos já fiz a ginástica do dia! Brevemente aqui, cenas dos próximos episódios...
sábado, dezembro 27, 2014
Cheguei!
Sem gritaria de crianças... sem multas na A23... sem avarias no carro (teve uns achaques no sistema elétrico na partida, mas depois correu tudo bem). Afinal ainda há esperança! As coisas afinal podem correr bem! Iupi!!! Feliz Natal!
sexta-feira, dezembro 26, 2014
Christmas Blues
Hoje (sexta-feira) é a véspera do dia de regresso a Lisboa. Depois de toda a confusão prevista inicialmente para a semana que agora termina... da constipação do Pedro que não o deixou dormir nem a todos os que partilhavam o mesmo piso que ele... da gritaria frequente... misturada com a alegria de estarmos todos juntos... da vivência das tradições... começam a fazer-se sentir os "blues" da reta final deste breve mas cansativo período de férias. Previsões? Mais 250 kms até chegar a casa... uma possível multa por excesso de velocidade na A23... mais alguma gritaria (potencialmente, já que hoje a criança até se está a portar mais ou menos)... e muitas saudades ainda antes de chegar ao destino. No final, foram dias bem vividos, em que até o sol nos deu uma abébia e se fez sentir por entre o ar gélido, com um céu limpo como pano de fundo, não deixando a chuva tramar o nosso Natal!
quinta-feira, dezembro 25, 2014
Natal, Bodo e Outras Coisas...
quarta-feira, dezembro 24, 2014
Tradição
Hoje foi dia de cumprir tradições! Para além da tradição da comezaina já por aqui descrita anteriormente (e que tenho cumprido com rigor, dia após dia, desde que cheguei), nesta aldeia ainda se cumprem alguns rituais como por exemplo o madeiro e a missa do galo. O madeiro é da responsabilidade da malta que no ano corrente foi à inspeção para ir (ou não) à tropa. Como aqui pela terra apenas um rapaz se enquadra nestes moldes, como não poderia deixar de ser, deixou toda a gente ao frio, à espera que chegasse para atear o fogo à pilha de lenha cuidadosamente enfeitada com uma laranjeira (com laranjas e tudo) no seu topo. Uma vez ultrapassado o atraso, lá foi tempo de acender a fogueira que durará vários dias (segundo a tradição, devia durar até ao dia de reis, mas hoje em dia dificilmente passa do 26...).
Mais tarde, e já depois do jantar, foi tempo da missa do galo. O senhor padre já com alguma idade e pouca paciência lá cumpriu os preceitos religiosos e cantou com a afinação possível, numa tentativa de acompanhar o coro, que lutava por se lembrar da letra das músicas que se cantavam. Depois dos parabéns, foi tempo de beijar o menino Jesus, outro ritual que felizmente ainda tive oportunidade de observar. Depois de um breve aquecimento junto ao madeiro, após a saída da velhinha igreja, foi tempo de regressar a casa para a tradição que se segue: a distribuição e abertura dos presentes! Quer-me parecer que das cerca de 80 prendas que estão junto à árvore, umas 60 devem ser para o Alex... até amanhã e feliz Natal!
terça-feira, dezembro 23, 2014
A Sony Ganhou Tomates!
Finalmente! Nem de propósito, depois do meu post sobre o não-lançamento do filme "A Entrevista", parece que a malta da Sony ganhou tomates e decidiu avançar com a divulgação do filme, não só através dos cinemas, mas também através de canais de vídeo na Internet, como por exemplo o Youtube. Afinal existe esperança para a humanidade, e de certeza que toda esta situação vai tornar um filme que mesmo que seja mediano em qualidade, numa película de culto! Igualmente, tenho a certeza que nenhum mal virá ao mundo por tudo isto! E fico igualmente muito satisfeito por ver que o ataque de hackers pró Coreia do Norte à indústria cinematográfica teve já resposta com um "apagão" do fraco serviço de Internet que a Coreia do Norte usufrui através de um (e um só) provedor de serviços chinês. Isto faz-me lembrar um outro filme da década de 80, chamado War Games. Ainda que a "guerra" nele descrita seja diferente, não deixa de ser um exemplo de "cyber war"! A coisa está a aquecer! Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos...
segunda-feira, dezembro 22, 2014
Chegámos!
E pronto! Conforme profetizei no meu post do dia de ontem, hoje fizemo-nos à estrada para percorrer os cerca de 250 kms que separam Lisboa de Castelo Branco. E já no final da viagem, depois da meia hora de berraria nos últimos quilómetros, lá chegámos ao nosso destino (eu sabia que isto ia acontecer...). A chegada foi cheia de alegria, com metade da família a receber a outra metade de braços abertos e uma mesa cheia de bolos, filhós, queijos, vinho, etc. etc. etc. Um breve prelúdio daquilo que se avizinha para os próximos dias. Aproveito desde já para fazer mais outro vaticínio, em que me vejo a regressar a Lisboa com cerca de 4 a 5 kg extra em relação aos que já trago comigo (e que não são poucos). Para além do declínio e cansaço psicológico, há que complementar com o declínio físico, por isso há lá coisa melhor que enfardar que nem um labrego durante os próximos dias? PS: se precisar de ajuda quando tiver de "rebolar" de volta para casa, espero que algum amigo meu tenha um atrelado ou qualquer outro veículo pesado a postos...
domingo, dezembro 21, 2014
Quase de Férias
Se numa situação normal as férias são algo que uma pessoa anseia ter, nos últimos tempos (meses) encaro-as sempre com apreensão. Isto porque as últimas experiências, devido ao fator C de Criança(s), tem sido completamente extenuantes. Como diz um amigo meu, que tendo 4 filhos é ainda mais digno de dó do que eu (no bom sentido da expressão, entenda-se, se é que a expressão em causa pode ter um bom sentido), "tudo é difícil". E nas férias, ainda mais. São as viagens, que deviam acabar meia hora mais cedo, para que o bebé dormisse até chegar ao destino sem antes acordar e fazer um berreiro... são os locais diferentes, que automaticamente causam desconforto e comportamento diferente do habitual... é o frio, diferente do quentinho da nossa casa... é um sem número de gente a querer ajudar sem muitas vezes conseguir ou poder... é o barulho... é a confusão... é a alegria que logo a seguir dá lugar à gritaria... e mais confusão. Resumidamente, um misto de coisas boas e más, de alegria e stress, em que tudo culmina em cansaço. De certeza que a próxima semana será assim. Mas vale a pena ir, por isso vou. E sei que daqui a uns tempos será melhor!
quinta-feira, dezembro 18, 2014
Entrevista com Um Terrorista
Li hoje uma notícia que refere que o lançamento para o cinema do mais recente filme da Sony Pictures, “A Entrevista”, foi cancelado. O motivo do cancelamento prende-se com um conjunto de ameaças que surgiram da parte de um grupo de hackers autointitulado de “Guardiões da Paz”, devido ao fato de a trama do filme ser uma sátira em que se planeia o assassinato do líder da Coreia do Norte. Eu ainda sou do tempo em que as pessoas que fazem parte da chamada sociedade civilizada onde me incluo, tinham alguns tomates e nem sequer ligavam a este tipo de situação. Não sei precisar quantos filmes vi até hoje, que incluem referências satíricas aos chamados líderes terroristas de diferentes nações e religiões. Creio inclusivamente que quando os filmes de comédia absurda estavam na moda, raro devia ser o caso em que isto não sucedesse. E não me lembro de alguma vez isso ter tido qualquer tipo de repercussões. É bem certo que se os líderes terroristas de antigamente não ligavam a este tipo de situação, o caríssimo Kim Jong-Un pode não ser da mesma opinião. Ainda assim, lamentável é que, por se entender que por não ser da mesma opinião, se façam as coisas de maneira diferente. Ou será que antigamente só se fazia comédia com o aval dos visados? O Saddam deve ter-se fartado de passar autorizações às produtoras de cinema… O resultado final será que, tal como referido nas notícias que referem o cancelamento do filme, “A Entrevista” vai certamente cair nas malhas da net, espalhar-se de forma viral e provavelmente (e independentemente da qualidade) tornar-se um filme de culto. Eu pessoalmente tenciono ver, apesar do aviso de que irei sofrer um “amargo destino” se o fizer.
Jantar de Natal "Business"
Ontem foi dia (ou melhor, noite) de jantar de Natal da empresa onde trabalho. Se por vezes não me apetece muito ir a este tipo de eventos, recordo-me sempre das palavras de um dos meus primeiros colegas de trabalho, quando - por preguiça - me tentei baldar ao meu primeiro jantar de Natal de trabalho. Basicamente, esta deve ser vista como uma oportunidade para estar com as pessoas, conhecê-las melhor e evitar o fator exclusão. E a inclusão e relacionamento entre pessoas que trabalham num mesmo local ou empresa é realmente algo importante. Isto porque (na minha opinião) a separação rígida da vida profissional e pessoal é algo que não faz muito sentido. Se eu vou passar a maior parte do tempo que estou acordado, com pessoas que não fazem parte da minha família ou círculo de amigos direto, é bom que consiga criar laços além dos profissionais, com aqueles que me rodeiam nesse meio. Além disso, sempre que venço a inércia e vou a este tipo de eventos, acaba sempre (ou quase sempre) por valer a pena. Por isso, este ano, uma vez mais fiz questão de não faltar, e foi muito bom. O local escolhido chama-se Espaço Montes Claros e tinha o pomposo apelido de "secret spot". Um local sem dúvida agradável, já ali em Monsanto. A festa deu para (além de jantar) conversar, conhecer melhor algumas pessoas e até dançar (ainda que ao som de uma sofrível seleção musical). Venha o próximo e que seja tão bom ou melhor que este!
quarta-feira, dezembro 17, 2014
1+1
OnePlus One. É a marca/modelo do meu próximo telemóvel. Este vai ser o meu pequeno luxo e a a minha prenda de mim para mim, depois de andar no bolso com um Nokia da empresa, cuja única (ainda que grande) vantagem é ter uma bateria que dura uma semana inteira, e um iPhone 4 em segunda-mão, considerado obsoleto pela própria marca. Esta maravilha vem da China, mas tem tudo menos caraterísticas de material da loja do chinês (a não ser o preço, que é a grande vantagem para um equipamento com estas especificações). Depois de um sistema de venda a funcionar apenas por convites, que nunca mais me dava oportunidade de deitar as mãos a um, abriram a venda ao público em geral (ainda pela net) pela ocasião do seu primeiro aniversário. Encomenda feita e paga no próprio dia! Vou assim ficar com um “phablet”, já que o bicho tem um ecrã de 5,5”, mas acho que vale a pena. O meu ato de consumismo natalício está feito, mas acho que também mereço! Pode ser que chegue antes do Natal...
terça-feira, dezembro 16, 2014
Natal Escolar!
Hoje foi a festa de Natal da escola do Alex. Uma vez mais, e por muito que o trabalho apertasse, mandei tudo para as urtigas já que para mim não é opção faltar a este tipo de eventos dos meus filhos. Sem dúvida que ninguém recordaria o fato de eu ter ficado a trabalhar num dia como este, a não ser o meu filho, se faltasse à sua festa. Lá fomos todos em romaria, pais e avós, para assistir ao espetáculo que carinhosamente alunos e professores prepararam para brindar os pais nesta ocasião. Muita cantoria e muitas fotografias para mais tarde recordar. Depois foi tempo de lanche para as crianças, durante o qual qual alguns pais desvairados aproveitaram para saciar a sua fome. No final, muito orgulho pelo filho que tenho, pela sua maneira de ser e estar e por tudo aquilo que faz na sua vida, já tantas vezes a pensar em nós.
segunda-feira, dezembro 15, 2014
domingo, dezembro 14, 2014
Parabéns!
O dia hoje foi especial, e compensou largamente o (relativo e subjetivo) trabalho que dá sair com a criançada toda de casa para ir almoçar fora. A ocasião em particular foi a festa de aniversário da minha Mãe. O local escolhido foi um restaurante no centro comercial Fonte Nova onde se serve comidinha da boa. No final do almoço houve direito a um bolo "artesanal" confecionado numa parceria quase artística pelo marido e pela nora da aniversariante. Não faltaram os adereços com fotos dos dois netinhos, em cima do bolo. Algumas lágrimas escorridas ao ver as prendinhas também serviram para brindar a ocasião. Resumidamente, foi um bocadinho muito bem passado, em que visivelmente dá gosto ter um núcleo familiar como este. Beijinho grande, Mãe!
quarta-feira, dezembro 10, 2014
O Que é Barato...
... sai definitivamente caro. Pelo menos isto é o que a experiência me tem confirmado, ao longo do tempo. Num dos carros lá de casa, depois de passar pela experiência de ter um conjunto de pneus de origem completamente gastos ao fim de apenas 30 mil kms, optou-se por procurar soluções mais económicas (na altura a substituição por outros da mesma marca/modelo afigurava-se em cerca de 200 euros cada um!). Na oficina onde o levei (uma autoshop qualquer desta vida), apresentaram-me então uma alternativa de chamada "linha branca", em que se resolvia a coisa por uma fração do preço (cerca de 70 euros cada). Assim foi. Se os pneus de origem se gastaram em apenas 30 mil kms (diga-se de passagem por serem bons como eram), já estes duraram mais de 70 mil e continuavam com o piso inalterável. O fato de desde que os coloquei, só conseguir fazer curvas com o controlo de tração ligado, explica por si o porquê desta falta de desgaste. Se os pneus não se gastaram, gastou-se a nossa paciência, e resolvemos abrir cordões à bolsa. Fui a uma oficina que conheci entretanto, especializada em pneus, onde surpreendentemente me apresentaram preços quase iguais aos de "linha branca" para soluções de marca! Conclusão, substituí os 4 pneus por uns Continental, que me custaram cerca de 90 euros cada. E o carro parece outro! Só foi pena o tempo que andei com os velhos e o achincalho que levei do dono da oficina que me disse que não se justificava comprar pneus da loja do chinês...
terça-feira, dezembro 09, 2014
Procuro, Mas Não te Encontro

segunda-feira, dezembro 08, 2014
Blog do Sono
quinta-feira, dezembro 04, 2014
Sleepless at 6:30
E foi assim mais uma noite bem passada. Depois de um belo jantar em casa dos pais, seguido de uma breve assistência técnica informática em casa de uns amigos, parecia tudo bem encaminhado para simplesmente chegar a casa e descansar. Nada poderia ser mais errado. Cerca das 2h00, ainda mal me tinha deitado, foi tempo de despertar com o Pedro a não querer dormir. Levantar, pegar ao colo, embalar, embalar, tentar deitar, pegar ao colo novamente, embalar, embalar, adormecer. Seguido de novo acordar, embalar, embalar, desistir e deitar na cama ao lado da mãe, enquanto vou para a sala já sem ser capaz de eu próprio adormecer. São aproximadamente 6h30, e entretanto já adiantei trabalho para o dia seguinte, já respondi a uns quantos emails, já deambulei pelo FB... basicamente já fiz de tudo um pouco, menos (uma vez mais) aquilo que devia. Daqui a nada é tempo de sair de casa, para dar início a um dia de trabalho repartido por 3 clientes diferentes. Resumidamente: mais um belo dia, na vida de um consultor sonâmbulo, aquele que se avizinha...
quarta-feira, dezembro 03, 2014
terça-feira, dezembro 02, 2014
Dia Bipolar
Hoje tive um dia bipolar. De manhã, tive tudo menos tempo para fazer o que queria e precisava, no cliente onde estive. De tarde e já noutro cliente, por falta de organização (do cliente e minha) o tempo foi a mais para o que havia por fazer. Resultado, acabei por trabalhar imenso, em coisas que devia e não devia, em cada parte do dia. Esqueci-me de fazer outras tantas coisas que precisava e não me foquei em fazer o que queria. A conclusão é que acabei por não fazer nada de jeito, o que infelizmente nos últimos tempos tem ocorrido com alguma frequência, apesar dos meus esforços. Enfim, valeu a futebolada no final do dia para me animar, já que excecionalmente não joguei com os meus dois pés esquerdos aleijados, e até consegui marcar 3 golos, o que é sem dúvida uma coisa rara!
segunda-feira, dezembro 01, 2014
Outra Noitada, Mas Sem Ressaca
Depois de estar a curar uma ressaca durante metade do fim-de-semana, e de passar a outra metade a passear com a família, como qualquer adulto irresponsável que se preze deixei o trabalho para o fim. Na realidade não devia sequer ter trabalho para fazer em casa, mas desta vez simplesmente aconteceu. A forma que arranjei de lidar com a situação foi deixá-lo para a noite de domingo, o que como seria de esperar, correu lindamente. O resultado final? Acabei por me deitar às 4h da manhã para me levantar às 7h e ir apresentar o trabalho feito a um cliente. Se consegui fazê-lo? Sim, mas não sei se me senti pior com os efeitos da ressaca de sábado ou com os efeitos da azia de segunda-feira. Definitivamente e tal como disse há uns dias atrás, estou demasiado velho e gasto para estes filmes... Pelo menos a ressaca foi por um bom motivo!
domingo, novembro 30, 2014
Dia de Passeio
Depois da ressaca do dia anterior ainda estar só meio curada, hoje foi dia de ir passear. O tempo deu umas abébias à malta e apesar do frio, não choveu e o sol até espreitou de vez em quando. A criançada portou-se bem e deixou os adultos almoçarem fora como as pessoas normais e civilizadas fazem aos fins-de-semana. Depois, cheios de moral e coragem, foi tempo de irmos dar uma volta, sendo o destino escolhido o museu da eletricidade. Confesso que sempre que vou ali fico admirado com a beleza daquele edifício e com a história riquíssima que alberga. É realmente um local que gosto de visitar, e onde me sinto muito bem. Viva o bom tempo e as abébias da criançada! Viva!
sábado, novembro 29, 2014
A Ressaca...
Definitivamente, estou velho e gasto. Cada vez sinto menos capacidade para fazer noitadas de que espécie for. E se ontem a espécie era das boas... nem por isso a noitada foi melhor! Em vez de ficar a trabalhar até às tantas, o programa de festas era animador: jantarada de um grupo de malta numa marisqueira, seguida de saída com direito a copos. O resultado final? Para mim foi uma ressaca brutal, resultante de 3 horas a comer marisco e a beber vinho verde a acompanhar. E como se o vinho verde não fosse suficiente, aqui o esperto decidiu rematar com uns whiskys, para não restarem dúvidas no dia seguinte. Asseguro-vos que raras vezes senti que o meu estômago decidira deixar o meu corpo e emigrar para um qualquer país do norte da Europa, onde pudesse congelar até as dores passarem. Em suma, as noitadas (de trabalho ou sem ser de trabalho) pagam-se caras... e bem!
sexta-feira, novembro 28, 2014
O Último Dia
Hoje foi o último dia daquilo que podia ter sido uma oportunidade de voltar a fazer algo que sempre gostei de fazer: dar formação. Há quatro semanas atrás pensei que teria o prazer de levar esta tarefa a cabo, pelo menos durante umas duas semanas. Em vez disso, calharam-me dois dias no meio daquilo que foi um caos formativo mais do que uma ação de formação. É pena que este tipo de atividade seja vista por alguns como mais uma tarefa para fazer número, quando na realidade deveria ser um projeto prioritário para qualquer entidade que se dedica a formar as pessoas que quer ver nos seus quadros, a vestir a sua camisola e a dar a cara perante os seus clientes. Lamento que assim tenha sido, e posso apenas dizer que nos dois breves dias a que tive direito de contatar com os formandos, dei o meu melhor. Entretanto, percebi realmente que a formação é algo que mexe comigo. Algo que gosto e sinto saber fazer, e que me sai de forma bastante natural. Se já tinha saudades, continuei a tê-las. Enfim, como se costuma dizer: fica para a próxima!
quinta-feira, novembro 27, 2014
Eficiência Nacional
Há alguns dias atrás necessitei fazer uma compra online para uma bateria de substituição de um computador portátil. O processo de compra online não podia ter sido mais simples, e no dia seguinte o artigo foi expedido do país de origem. Assim, saiu da China no dia 10 e chegou a Roterdão no dia 14. Depois de Roterdão, pensei que o restante percurso fosse rápido, mas em vez disso, chegou a Portugal no dia 24 (10 dias depois!). Uma vez chegado a Portugal, imaginei que o percurso final de cerca de 1 km de distância da estação dos CTT até minha casa fosse mais rápido. Neste momento já passaram 4 dias e nada. Resumindo, 4 dias para viajar entre continentes, 10 dias para viajar entre países europeus um período de tempo indeterminado (neste momento vai em 4 dias) para percorrer 1 km de distância. É justo.
terça-feira, novembro 25, 2014
TPC

segunda-feira, novembro 24, 2014
Aquele Sentimento...
... de merda, quando um consultor está alocado a 150% do seu tempo em projetos, não consegue (e sinceramente não quer) trabalhar em casa e num domingo à noite lhe "cai a ficha" quanto a ter algumas horas para preparar uma semana inteira de ações de formação. Primeiro começamos por sentir uma enorme frustração por não conseguirmos evitar cair no mesmo tipo de situação, apesar dos vários anos de experiência... depois passamos a sentir desespero, quando imaginamos que a tarefa que temos pela frente possa não ser realizável... depois sentimos calma quando nos decidimos meter mãos à obra... e finalmente orgulho, quando a meio da madrugada conseguimos alcançar algo razoável que cumpre com os objetivos. Foi mais ou menos assim a noite passada. A meta da formação de hoje já foi cumprida, e os restantes dias estão bem encaminhados, para mim e para os meus colegas de equipa. Mas o orgulho pessoal de ter conseguido terminar esta tarefa não supera o desejo de evitar voltar a colocar-me neste tipo de situação. Como se diz na gíria da minha profissão: lesson learned... again!
domingo, novembro 23, 2014
62 no 22

sábado, novembro 22, 2014
As Diretas Gostam de Mim
Para alguém que nunca dormiu muito, ter a hipótese de o fazer é a coisa que mais me passa pela cabeça nos últimos tempos. Em relação a esta minha sonolência quase crónica, e como se costuma dizer, ultimamente "se não é do cú, é das calças". Esta sexta-feira foi dia de noitada no trabalho (sim que as noitadas de lazer são mais ou menos uma memória remota e distante). Contra as previsões mais otimistas do resto da equipa, a minha previsão pessoal sobre a tarefa a cumprir revelou-se a correta, e o trabalho prolongou-se até às 2h da manhã (ainda assim, já houve noitadas bem piores que esta). Mas como se isso não bastasse, quando chego a casa e me dirijo ao quarto para me deitar (e note-se que disse "deitar" e não "dormir"), os putos resolvem dar início a um dueto, em que cada um chora a partir do seu quarto. Cruzo-me no corredor com um zombie que só depois me apercebo ser a minha mulher estremunhada, que entra para um quarto, enquanto eu me dirijo para o outro. Apaziguam-se os cantores, ainda que apenas temporariamente... cerca de uma hora depois a sinfonia recomeça e trocamos de quartos como uma espécie de autómatos sonâmbulos. O apaziguamento dos cantores noturnos revela-se mais difícil que o habitual, e quando dou por mim são 6h da manhã, e ainda estou acordado... Uma hora depois, por volta das 7h, os pequenos dizem que está bom assim e que pode começar o dia. E é isto.
sexta-feira, novembro 21, 2014
Orgulho e Satisfação
Ontem senti um orgulho e satisfação enormes. Recusei, sem pestanejar, uma proposta de emprego ainda antes de esta ser completamente formulada . Não precisei saber detalhes, como o que iria fazer, nem quanto iria receber. Bastou-me ter a verticalidade de recusar a eventual possibilidade de vir a trabalhar com alguém com quem já trabalhei no passado e que considero um exemplo a não seguir em todos os possíveis sentidos. Depois de ver conhecidos e amigos meus serem levados numa onda de recrutamento criada por esta pessoa, sobretudo movidos por questões financeiras, e ignorando (na minha opinião - posso estar errado) alguns valores que deveriam ter, não pude deixar de me sentir bem quando, ao ser questionado se o meu "não" era final, não tive qualquer dúvida em o confirmar. Sem querer parecer paternalista nem cair em clichés, mas efetivamente nem tudo tem um preço, e para mim este foi um desses casos. Numa altura em que repenso o meu posicionamento no mercado de trabalho e aquilo que quero realmente fazer na vida, esta não era de todo uma possibilidade a considerar. Nunca dizer não me soube tão bem.
quinta-feira, novembro 20, 2014
Turbilhão
Hoje foi dia de recuperação. Depois de ter sido abalroado por um carro no dia anterior, quando cheguei a casa resolvi ainda assim não desmarcar a futebolada noturna que tinha combinada, o que se provou a decisão acertada já que me permitiu desanuviar um pouco do stress do acidente. Ainda assim, esta sequência de eventos e o cansaço acumulado de quem não dorme como deve ser há 7 meses, resultou num turbilhão de provocações físicas ao meu corpo que se começou a queixar e a pedir alguma atenção. Graças à minha amiga Sónia, foi possível marcar uma sessão de Reiki quase de improviso, que teve um efeito mágico e me permitiu recuperar substancialmente dos abusos infligidos (e auto-infligidos também). O meu grande bem haja a alguém que quer, sabe e consegue dar aos outros aquilo que dá, e que é uma grande parte de si (um beijinho muito grande para ti!). Desde então os dias ganharam outra forma e tenho estado a funcionar corretamente, sem "bugs". As ideias continuam a fervilhar desde o "murro no estômago" e cada vez ganham uma forma mais concreta e delineada na minha mente. Cresce a vontade de as colocar no papel e dar forma ao caminho que tenho que seguir para me sentir completo. Sei que vou conseguir.
quarta-feira, novembro 19, 2014
Dia de Chuva
Não sou muito de acreditar em alinhamentos cósmicos para que as coisas nos aconteçam por um determinado motivo. Mas depois de hoje ter sido abalroado por um carro, enquanto circulava de moto no IC17 a caminho de casa, dei por mim a constatar que com uma periodicidade de cerca de 2 anos tenho sofrido quedas/acidentes que ainda assim, felizmente, resultaram apenas em alguns arranhões e muitos danos materiais. Compreendo também que, ao fazer uma média de 400 kms por semana em horas de ponta do trânsito citadino de Lisboa, estou realmente a desafiar as leis da probabilidade, no que diz respeito a ter azar em determinadas alturas. Mas gosto tanto de andar de moto e sabe tão bem não perder horas infindáveis de qualidade de vida, parado no meio do trânsito incompreensível de uma zona urbana como a de Lisboa, que não consigo sequer conceber deixar de circular em duas rodas. Penso que tenho de continuar a ser cada vez mais e mais cauteloso na forma como conduzo, se não quero abdicar dessa mesma qualidade de vida. Para já, a minha "menina" está no estaleiro, e eu estou confinado ao enlatado de quatro rodas e ao trânsito estupidificante...
terça-feira, novembro 18, 2014
Murro no Estômago
De vez em quando faz-nos bem levar um murro no estômago. Não me refiro a murro numa perspetiva literal, mas sim como uma espécie de "abre olhos" para a realidade. Ontem, levei um destes. Estava à conversa com o meu amigo David, num registo habitual de quem gosta de se queixar da vida em geral, quando me apercebi o quão paternalista e condescendente alguém (neste caso, eu) pode ser sem se aperceber de tal. A conversa abordou o tema da mudança de carreira e uma potencial situação de desemprego, momento em que saquei das minhas convicções e comecei a dissertar sobre o que faria nessa situação... como seria altamente disciplinado e ativo na busca de novo emprego... como faria disso a minha ocupação das 9h às 17h... blá blá blá. Felizmente a resposta foi o tal "murro no estômago", o que me fez sair do meu registo condescendente e paternalista, para perceber que apesar de ter emprego, estou desempregado. Para perceber que se estou à procura de algo melhor ou diferente (independentemente de ainda não saber bem o quê), devia estar a aplicar essa disciplina que estava a apregoar para mudar, já, agora mesmo. E não o faço. Portanto, percebi que a minha conversa era uma "treta" pegada, e só deixará de o ser a partir do momento que tiver a coragem de a aplicar a mim próprio, nestas mesmas circunstâncias. Ainda bem que levei este murro no estômago, porque quando deixar de estar encolhido com dores e me erguer novamente, vou conseguir olhar em frente com uma perspetiva completamente diferente.
quinta-feira, novembro 06, 2014
Discurso do Pensamento
Hoje enquanto almoçava com um amigo, e divagava (como gosto tanto de fazer) por questões mais filosóficas, apercebi-me da importância que a conversa e o debate de ideias tem para a evolução do raciocínio do próprio. Apercebi-me de como se evolui muito mais a conversar sobre os temas do que simplesmente dedicando tempo à reflexão sobre os mesmos. Não digo que a reflexão não seja importante, mas o debate dá frutos muito mais rapidamente. Talvez seja pela introdução de outras perspetivas e ideias na nossa linha de raciocínio, que naturalmente não teríamos numa reflexão isolada. Talvez, não. De certeza que é isso mesmo. Enfim, acho que as duas coisas (reflexão e debate) servem fins que também podem ser considerados diferentes, e por isso mesmo são ambas necessárias. Calculo que quem leia este texto não perceba nada, mas para mim, a sua escrita sortiu o efeito necessário e desejado.
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quarta-feira, novembro 05, 2014
Cinco
Ontem o meu pequeno Alex deixou de ser tão pequeno como era. Fez 5 anos. Por muito pensador e filosófico que eu por vezes possa ser em relação à minha vida, à análise do que fiz até hoje e do que gostaria de fazer no futuro, efetivamente uma coisa não tem margem para dúvidas. Ele (Alex) e o Pedro. A existência de ambos. É algo que, depois de acontecer, se revela imprescindível. Se hoje alguém me pedir para idealizar uma vida hipotética, um cenário, em que nenhum deles exista ou existisse, não consigo. Simplesmente porque não consigo abdicar deles, daquilo que são (com base no meu - melhor ou pior - contributo) e representam para mim. Uma gargalhada, um sorriso, um carinho, uma demonstração de afeto ou dependência de nós é algo que não tem equiparação com absolutamente nada. E isto pode parecer egoísta e egocêntrico, e talvez até seja, mas efetivamente não há nada que se assemelhe a estas situações e ao que de bom representam para alguém como eu. O meu pequenino deixou de ser tão pequenino, mas aos meus olhos não. Parabéns, Alexandre. Amo-te muito. Pai.
terça-feira, novembro 04, 2014
Hoje
Hoje foi dia de pensar em mim. E como parte de pensar em mim inclui pensar nos outros, passei o dia com o Alexandre. Desde o início deste ano, marquei este dia de férias e apesar das exigências profissionais, não abdiquei dele. Festejei o aniversário do meu pequenino a 100%. Fui com ele ao Pavilhão do Conhecimento para brincar e vê-lo brincar... almocei com ele, em família... fui com ele ao Oceanário e assisti com prazer a "visita guiada" que fez aos avós que ainda não conheciam... fui com ele brincar... jantei novamente em família, agora mais alargada, e vi o carinho dele para com todos e de todos para com ele, sentindo um enorme prazer e orgulho de ser o seu pai. Hoje foi dia de pensar em mim, pensando mais nele. Porque ele sou eu.
segunda-feira, novembro 03, 2014
Segunda-Feira, Primeiro Dia
Hoje foi dia de regresso. Regresso ao trabalho, depois de um fim-de-semana. Regresso a um local de trabalho depois de uma ausência prolongada. Foi bom. Estive junto de pessoas que considero amigas, coloquei a conversa em dia e senti satisfação por se ter feito sentir a minha ausência e se ter apreciado o meu regresso. Foi mão. Revisitei pequenas situações que me fizeram sentir um "dejá vu" em relação a aspetos que me levaram a partir. Senti que as coisas não mudaram e que a minha opção de sair tinha sido a mais correta. No final do dia tive de pensar um pouco sobre como lidar com esta dualidade, com este sentimento misto e com a forma como vou viver as próximas semanas, nesta mesma situação. Estou confiante que vou saber lidar com este projeto, este desafio profissional e tudo isto da melhor forma possível. Espero estar à altura das minhas próprias expectativas, mais até do que as expectativas dos outros.
domingo, novembro 02, 2014
Amanhecer Assim
Mais um dia em que a inércia não me venceu. Hoje, depois de mais uma noite mal dormida e um dia começado durante a madrugada, resolvi sair de casa pelas 6h30 em rumo a um percurso desconhecido. Já com luz do dia, foi tempo de percorrer mais uma vez as margens do Trancão até chegar ao Parque das Nações. Uma vez lá, perante o dilema de continuar ou voltar para casa, e dado o cedo da hora, optei por seguir em frente e passado pouco tempo estava a apreciar a vista do Cais das Colunas junto ao Terreiro do Paço. Assisti a uma sessão fotográfica para um casamento e não consegui evitar sentir-me emocionado com a imagem da felicidade de um casal retratada no meio daquele cenário. Uma vez mais o dilema: seguir em frente ou voltar para casa. Segui. Passei por um Cais do Sodré ainda vazio de pessoas mas repleto dos despojos da noite frente aos muitos bares que por ali estão. Parei junto às docas de Alcântara para observar o mar e segui até Belém. Junto à torre tomei finalmente a decisão de regressar, mas não sem antes tomar o pequeno almoço num café que mal tinha aberto àquela hora. O regresso já revestiu os locais visitados de uma luz diferente, e as pernas pedalaram mais rapidamente com a pressa de chegar a casa. O ritmo e as pernas fizeram sentir-me vivo e cheguei a casa pronto para um refrescante e revigorante banho, uma vez mais com a certeza que, depois deste início, o dia não tinha como correr mal.
sábado, novembro 01, 2014
Trinta Mil
Há cerca de dois anos atrás, numa compra improvável e meio forçada (por causa de um acidente), comprei a minha "velhota" (Kawasaki ZZR 1100 de 97). Dois anos passados, com 30 mil quilómetros feitos em conjunto (ela já conta com 80 mil no total), posso dizer que foi uma moto que aprendi a gostar. Venham mais dois anos e outros 30 mil quilómetros! Aqui fica um vídeo promocional da época dela...
sexta-feira, outubro 31, 2014
Sala Errada
Costuma dizer-se que se somos a pessoa mais inteligente na sala onde estamos, então é porque estamos na sala errada. Hoje senti-me assim, e apercebi-me do fácil que é uma pessoa deixar-se estar nesta zona de conforto. Existe um agradável sentimento e sensação de à-vontade no cenário descrito, aquele em que somos quem mais sabe e domina uma matéria em discussão. Na minha perspetiva não existe nada de errado em termos um contributo a dar em determinadas ocasiões e circunstâncias, mas efetivamente vejo os perigos de nos agarrarmos a essas circunstâncias e tentarmos fazer com que perdurem no tempo, sem que nada evolua dentro de nós. Percebo bem o quão importante é irmos mudando de sala, depois de darmos os nossos contributos. E darmos os nossos contributos mesmo quando não somos a pessoa mais inteligente da sala. Isto porque a aprendizagem é um processo dinâmico e contínuo que nunca acaba, e deve ser alimentado por nós. Quando tal não acontece, existe uma disrupção que afeta quem somos e a forma como nos posicionamos no mundo, quando deixamos de aprender, deixamos de poder ajudar. E quando deixamos de poder ajudar, deixamos de ter um papel no mundo, em relação aos que nos rodeiam mas também em relação a nós próprios. Hoje fui a pessoa mais inteligente da sala, mas no final do dia, saí, e não mais voltei.
quinta-feira, outubro 30, 2014
Saber e Gostar
Tenho como exercício mental a realizar na próxima semana, pensar sobre aquilo que sei fazer e o que gosto de fazer. Estranhamente, o que se revela mais difícil de fazer neste exercício é dissociar as duas perguntas. Isto porque existe uma tendência natural para responder à primeira pergunta, considerando apenas o contexto do que gostamos de fazer, e responder à segunda pergunta, considerando apenas o contexto do que sabemos fazer. Este vício mental é prejudicial a pensar nas duas perguntas de forma isolada, e obter respostas reais e interessantes a ambas as questões. Isto porque nem sempre sabemos fazer aquilo que gostamos ou gostaríamos de saber fazer, e nem sempre gostamos de fazer aquilo que sabemos fazer. Dado o nó mental, conforme descrito anteriormente, é tempo de o desatar e pensar no assunto de forma assertiva. Darei a conhecer as cenas dos próximos capítulos, mal tenho chegado a alguma conclusão...
quarta-feira, outubro 29, 2014
Energia Solar
Depois de ter acordado às 4h da manhã com um bebé de 6 meses a dar-me pontapés na cabeça, já não consegui dormir mais. Resolvi dar utilidade ao tempo e estive a fazer o convite da festa de aniversário do Alexandre, que se avizinha, bem como a despachar algum trabalho que tinha pela frente. Quando terminei de fazer o que me propus fazer, passava já das 7h da manhã, e era tempo de me despachar para ir trabalhar. Não tive como evitar sentir uma falta de energia enorme, já que as poucas horas de sono associadas aos efeitos físicos da futebolada da noite anterior deram realmente cabo de mim. A meio do dia resolvi dar a volta à coisa e presentear-me com um almoço decente. Em vez da tradicional ida à “mangedoura”, fui novamente passear (tal como tinha feito no início da semana). Desta feita o destino foi a praia da Torre, onde almocei na esplanada do restaurante Torremar.
Uma dourada grelhada acompanhada de um copo de vinho branco fresquinho, enquanto apanhava o sol quente que aquecia não só a mim como às pessoas que entretanto foram chegando para gozar um dia de praia digno de um mês de verão (incluindo idas à água!). Por ali estive a apreciar o sol, o mar e a refeição, para “recarregar a bateria”. Funcionou, e foi tempo de regressar ao trabalho, com outra disposição completamente diferente. Sem dúvida, são as pequenas coisas que por vezes fazem uma grande diferença!
Uma dourada grelhada acompanhada de um copo de vinho branco fresquinho, enquanto apanhava o sol quente que aquecia não só a mim como às pessoas que entretanto foram chegando para gozar um dia de praia digno de um mês de verão (incluindo idas à água!). Por ali estive a apreciar o sol, o mar e a refeição, para “recarregar a bateria”. Funcionou, e foi tempo de regressar ao trabalho, com outra disposição completamente diferente. Sem dúvida, são as pequenas coisas que por vezes fazem uma grande diferença!
Não Conseguimos ou Não Queremos?

terça-feira, outubro 28, 2014
A Melhor Versão do Eu
Gosto realmente de fazer exercício físico. No entanto aborrece-me não ter a disponibilidade para o fazer com a frequência e disponibilidade que gostaria de ter. Hoje foi mais um dia em que consegui vencer a inércia após alguns momentos de reflexão enquanto, ainda na cama, olhava para as horas no despertador. 6h30, marcava ele... depois de ter acordado 3 horas antes para atender ao chamamento do Alex... e me ter deitado novamente quase uma hora depois. O debate interno durou alguns minutos mas lá optei pela solução (aparentemente) mais dolorosa: levantar-me. Uma vez mais vesti uma roupa desportiva ao acaso (com todos os riscos inerentes), e lá fui eu (hoje já com claridade). Pedalei uns míseros 15 quilómetros de trilhos mas... não é que se revelou o suficiente para me fazer sentir vivo ainda com o dia inteiro de trabalho pela frente? Nos últimos tempos tenho pensado ocasionalmente que, se apreciarmos aquilo que conseguirmos fazer com as ferramentas que temos, em vez de nos penalizarmos por não conseguir fazer o que idealizámos, a nossa vida transforma-se para melhor. E isso, no final de contas, é o mais importante. Uma reflexão que desde recentemente trago sempre comigo, e aplico em variadas ocasiões e circunstâncias diárias: o que faria neste momento a melhor versão do "eu" próprio? Hoje pelas 6h30, a melhor versão do "eu" próprio levantava-se para ir treinar. E assim foi. Amanhã há mais (... ou pelo menos assim espero)!
segunda-feira, outubro 27, 2014
Hora de Almoçar!
A propósito de um artigo que li recentemente, que revela que os portugueses estão a voltar ao hábito de antigamente da "marmita" para levar o almoço para o trabalho, ocorre-me dizer que não tenho nada contra... e também nada a favor. Não me faz qualquer confusão que as pessoas optem por essa solução, sobretudo considerando os motivos pelos quais o fazem (que normalmente estão associados a fatores financeiros). Eu próprio, se me visse confrontado com limitações financeiras que me levassem a isso, também o faria. Mas fico contente por (ainda) não estar nessa posição. Não sou daquelas pessoas que vivem para comer, nem para fazer almoçaradas de 3 horas em pleno dia de trabalho. Mas gosto de aproveitar o período de almoço para desligar um pouco a mente dos assuntos profissionais e relaxar enquanto aprecio a refeição. Hoje por exemplo, foi um desses dias. Em vez de descer as escadas até à "mangedoura" mais próxima (nome carinhoso que um colega meu inventou para os aglomerados de restaurantes de "fast food" dos centros comerciais), saí de improviso e fui até à Marina do Parque das Nações, comer um frango grelhado com maça caramelizada e puré, acompanhado de um copo de vinho branco, enquanto observava os barcos no rio ali mesmo ao lado. Uma interrupção destas num dia de trabalho, pode parecer disruptiva para muitos, em termos de atividade. Para mim, é terapêutica. Como é óbvio não é algo que possa nem consiga fazer todos os dias, mas de vez em quando acho que tenho direito a presentear-me. Como dizem uns célebres pacotes de açucar... hoje foi o dia!
domingo, outubro 26, 2014
O Tempo Também se Atrasa!
O tempo também se atrasa. Pelo menos foi o que aconteceu esta noite. Uma simples hora é motivo de disrupção de toda a nossa forma de estar, mesmo para alguém que, como eu, tem dois despertadores biológicos em casa a funcionar em plena atividade logo às 6h da manhã. O mais novo que já tem o ritmo de sono da tortura chinesa, em que não nos deixa dormir mais do que 2 a 3 horas seguidas, combinado com o mais velho que, ainda que já durma a noite inteira, opta SEMPRE por acordar pelas 7h00. E como hoje o tempo se atrasou... as 7h00 transformaram-se em 6h00. O engraçado é que se isto acontecesse todos os dias era fenomenal. O fato de uma pessoa conseguir (independentemente do motivo) estar acordada a estas horas abre todo um leque de coisas que se conseguem fazer, fora do normal. Neste dia de espertina matinal, foi-nos possível fazer a logística do costume nas calmas, sair e ir a pé até à pastelaria e depois ao supermercado, passear pelas hortas urbanas ali mesmo ao lado e regressar a casa nas calmas, antes de seguir para o primeiro evento social do dia (aniversário de colega de escola do Alex...). Isto reforça a minha crença em como de manhã é que se começa o dia. Tivesse eu a capacidade física (e mental) para o fazer e levantava-me todos os dias às 6h00!
sábado, outubro 25, 2014
Vencer
Hoje venci a inércia! Às 6h00 da manhã acordei com o mini despertador biológico que dorme ali ao lado, olhei para o relógio, e disse para mim próprio: "é hoje"! Levantei-me, vesti uma roupa desportiva mais ou menos ao calhas e no escuro (o resultado podia ter sido desastroso mas até correu bem) e saí porta fora. Peguei na minha bike e lá fui eu. Assim que abro o portão da garagem fiquei em choque, porque estava ainda escuro como breu, e eu nem sequer tinha qualquer iluminação comigo. Fiz uns bons quilómetros completamente às escuras em trilhos meio enlameados, mas passado um pouco lá começou a clarear e comecei a ver por onde ia. Revisitei um trilho que acompanha o rio Trancão até à zona do Parque das Nações, onde assisti a um nascer do sol brutal! Parei alguns minutos num dos pontões da zona norte a assistir àquela maravilha da natureza. No entanto, rapidamente que estava a servir de pequeno almoço a dezenas de melgas que me deixaram num estado lastimável, e optei por seguir viagem. A brisa fresca da manhã sabia que nem ginjas! Passando pela marina e chegado ao final da zona sul, optei por regressar, já que aparentemente às 9h00 ainda é cedo para aqueles cafés por ali abrirem. Fiz o mesmo caminho de volta, já com melhor visibilidade do que à ida, e rapidamente cheguei a casa. Resumindo: 45 quilómetros de passei, com direito a nascer do sol e muito orgulho por ter vencido a inércia! Um dia que começa assim, só pode correr bem!
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