quarta-feira, janeiro 07, 2009

Sempre a Facturar...

Se há coisa que me enerva são os oportunistas com que nos cruzamos diariamente, que não olham a meios para obter os fins, sobretudo quando esses fins são... dinheiro. Tenho em vista neste momento aquela malta que vê oportunidades para lucrar com qualquer coisa. Exemplos? Na terça-feira passada estacionei o carro num parque... se é que posso chamar parque a um terreno baldio, em terra batida, com umas oliveiras e calhaus espalhados lá pelo meio. E acreditem que não estou a exagerar. Mas tentem lá adivinhar o que é que não faltava nesta espécie de parque de estacionamento: Alcatrão? Marcações de lugares de estacionamento? Passeios para os peões? Nada mais errado. O que não faltava neste parque era... o parquímetro, bem plantado no meio da lama! Outra situação deste género que me enerva é o cenário apocalíptico em que se tornou um centro comercial que, por fugir à confusão (e dimensão) dos restantes, eu costumava frequentar: o Olivais Shopping. Enerva-me porque é o único centro comercial que conheço que se dá ao luxo de fazer obras durante dois anos (e ainda não acabou), sem nunca fechar portas. Interessa lá alguma coisa que para entrar no centro tenhamos de utilizar elevadores sujos de entulho e tinta... interessa lá que para ir ao supermercado tenhamos que passar por uma nuvem de poeira... interessa lá que para ir ao banco tenhamos de falar aos gritos para nos sobrepormos ao martelo pneumático que não pára? A componente mais sui generis foi mesmo a zona da restauração onde se podia comer tranquilamente numa área desprovida de tecto, com as tubagens do ar condicionado e ventilação abertas directamente para cima de nós, e onde em vez de candeeiros pendiam lâmpadas fluorescentes nos pilares. Escusado será dizer que estes locais entram rapidamente na minha lista negra de pontos de passagem, mas não deixam de me irritar por isso. Pela ganância de alguém que, como cada vez mais é hábito, vê o mundo girar em torno do seu umbigo (e da sua carteira).

5 comentários:

LFM disse...

Vamos com calma, pois o ano ainda vai no inicio.
Saúde e sorte para 2009.

Luis Sardinha disse...

O parquimetro está lá para a EMEL ter dinheiro para alcatroar e marcar o estacionamento, e parte dos lucros (80%) é para ajudar 3 ou 4 coitadinhos a pagar as suas pequenas casas de 500 000 Euros e para ajuda na educação dos seus pobres filhos (no melhor colégio privado da região).

Não percebo onde está o teu sentido social...

O LFM tem razão, tem calma o ano ainda agora começou...

Abraço

Marco disse...

lfm: confirmo que tenho calma, até porque infelizmente antevejo vir a deparar-me com um rol de situações deste género, bastante extenso...

luis: percebo que o conceito do parquímetro serve para pagar a referida obra e a boa vida de mais uns quantos, mas não será suposto esta obra acontecer ANTES de se começar a pagar, em vez de DEPOIS? É mais ou menos a mesma coisa que começarmos a pagar portagens antes das autoestradas serem construídas...

Mary Xu disse...

Não sei se foi bem nessas condições mas o actual Rio Sul Shopping também não deixou de funcionar enquanto esteve em obras... Será que o ganancioso é o mesmo?

Mas para todos os efeitos cobrarem estacionamento nessas condições não é muito normal. É como pagarmos portagens numa autoestrada em obras... Se vamos pela autoestrada não é supostamente para ser mais rápido? No outro dia fomos até Setúbal e o aviso de obras só apareceu depois de tirarmos o ticket... Acabamos por demorar mais tempo do que indo pela nacional... Enfim... é o país que temos!

Marco disse...

mary: quer-me parecer que é mal geral...