segunda-feira, abril 14, 2008

Dias de Blues

Há dias assim... dias de "blues". Quando tentamos fazer algo e não conseguimos fugir à inevitabilidade de não o conseguir, aquele "D" enorme da palavra "desistir" que surge pela primeira (espero que última também) vez no nosso vocabulário, a dura realidade de percebermos que não somos perfeitos, ao contrário daquilo que por vezes pensamos... torna estes dias mais longos. Pouco nos resta senão curtir a nossa própria neura, ouvindo uma música, vendo um filme ou lendo um livro em conformidade com o nosso espírito. Não é bom, não é mau, não é felicidade, não é infelicidade... apenas é o que é. Já há algum tempo que não era contemplado com um fase assim, mas agora aconteceu. Sei exactamente em antecipação tudo o que vai acontecer, todos os estágios intermédios até este sentimento se desvanecer. As palavras que ouvirei e as que ignorarei (assim com os seus locutores), a concordância e/ou a (auto-)reprovação, aquele dia em que não vou pensar nisso e finalmente os dias que vêm depois. Faz parte de um processo, daí encarar a coisa de ânimo leve, apesar do ânimo ser pesado. No meio disto aborrece-me o facto de escrever tão bem (dentro daquilo que quem escreve qualquer coisa consegue avaliar sobre si próprio) textos que dizem tão pouco, ou que pelo menos não dizem nada de jeito. Estranho síndrome este que afecta a actividade criativa de quem a consegue (nem que seja só ocasionalmente) ter. Talvez por isso pintores e outros artistas plásticos famosos tenham sido especialistas em fases de "blues"... talvez essas fases funcionem como musas inspiradoras. Ainda bem que não sou artista, pois assim posso simplesmente esperar que passe.

4 comentários:

Luis Sardinha disse...

Deixa-me ajudar-te para passares para a etapa seguinte...

Vamos almoçar?

Abraço

Anónimo disse...

Da mesma forma que gostas que aqueles que te são queridos não te ignorem e se abram contigo, também deverias contar com eles e ouvir as suas opiniões antes de decidir, ainda que, logicamente, a decisão final seja sempre tua...
Da mesma forma como tu iluminas as vidas de outras pessoas, também há quem esteja disponível para ti... para além de haver ouvidos que gostam de ouvir o que tens para dizer, pode sempre haver a disponibilidade (que nunca foi negada) para transcrever algum trabalho que tenhas que apresentar se não tens tempo para o fazer, (isto é apenas um exemplo). Não é fácil chegar onde chegaste, por isso parece-me precipitado assumires uma decisão tão definitiva, numa altura em que, provavelmente com um pequenino esforço e com alguma colaboração dos que te rodeiam e apreciam e que, decerto, não serão apenas amigos para os copos ou para as visitas ao fim de semana, poderias alcançar uma etapa cuja meta não estaría muito distante e que apesar de poder corresponder "apenas" a mais um diploma, não sabes se não poderá vir a ter alguma importância no futuro...

Beijinhos
Pai

Anónimo disse...

Vai passar.
Só interessa que sejas feliz.
Beijo

Kabe Ludo disse...

Vou citar o Homer Simpson:

"To alcohol! The cause of - and solution to - all of life's problems."

Haja juízo!