Aparentemente a aplicação móvel Waze (para quem não conhece, uma espécie de GPS que nos indica o caminho mais rápido até um determinado destino, tendo em conta informação de trânsito atualizada ao momento) faz um pouco mais do que indicar-nos o caminho. Recentemente, numa das pouco frequentes ocasiões em que me desloquei de carro para o trabalho, no momento da chegada obtive uma sugestão muito importante. Criar um mecanismo de alerta que me avise com a seguinte mensagem: "Não se esqueça das crianças no carro". Olhei para o banco de trás, não fosse estar a escapar-me alguma coisa, mas confirmei que tinha deixado as minhas no colégio. Obviamente que estou a ser sarcástico, já que dificilmente me esqueceria de crianças no banco de trás, até porque as minhas na maioria do tempo fazem-se ouvir (no melhor dos cenários com sessões de discos pedidos) e sentir (os pontapés nas costas do banco são frequentes). Ainda assim acho extraordinário que se preconize a necessidade de ter um mecanismo que alerte os pais para o facto de trazerem os seus filhos consigo no carro, evitando assim o risco de saírem deixando-os lá ficar. Imagino que seja mais ou menos aquela sensação de "eish... esqueci-me da carteira no carro" ou "eish... esqueci-me do telemóvel no carro", mas aplicado a "eish... esqueci-me dos putos no carro". Graças a Deus pela tecnologia que permite a seres humanos menos competentes poderem ser pais nos dias que correm.
sexta-feira, março 31, 2017
quinta-feira, março 30, 2017
Em Zona Vermelha da EMEL...

quarta-feira, março 29, 2017
Técnico de Reparação de TVs
Mãe: Esta televisão agora volta e meia passa a dar chuva como se fosse do antigamente...
Pai: Experimenta ligar e desligar...
Após observação e análise pormenorizada do equipamento, por técnico de reparação qualificado com 2 anos de idade, em pijama, agarrado a um peluche e de chucha na boca, sai o seguinte comentário:
Filho: O problema da televisão é que está sem Internet.
terça-feira, março 28, 2017
Ponto de Situação
Passados três meses desde que escrevi... depois de ver pessoas partirem... depois de um início de ano atribulado, sinto de alguma forma o regresso à normalidade. A família tem sido um bálsamo importante, desde os mais novos que nos abençoam todos os dias e que nos fazem manter as coisas na perspetiva certa, como os mais velhos que felizmente se uniram e ficaram mais fortes quando enfrentando em conjunto a adversidade. O trabalho, honestamente, passou a ser um fardo. É aquilo que mais exige de mim, que começo a sentir me rouba a saúde, e é aquilo a que gostaria não ter de dedicar tanto tempo, hoje em dia. Apesar de ainda me sentir realizado com o que faço, as oportunidades e condições para o fazer bem são cada vez mais reduzidas (assim como a disponibilidade mental), o que me desgasta com o passar do tempo. Chegar todos os dias a casa, com os miúdos a jantar ou já com um pé na cama, não ajuda. Ainda assim acredito que virão dias melhores e que esta é apenas uma fase. Sei que depende essencialmente de mim dar a volta e fazer as coisas de maneira diferente. Tenho sentido dificuldades em dar essa volta, mas lá chegarei. Olhando para os próximos tempos, avizinham-se algumas lufadas de ar fresco que poderão ajudar: umas curtas férias que vão ser bem úteis para descansar o cérebro (pelo menos assim espero); logo depois, três dias de passeio de mota, há muito pensados e desejados; mais tarde, este ano, um outro passeio do género, o que também me anima; férias de verão em família já planeadas; etc. etc. etc. Porreiro, porreiro era entretanto conseguir voltar a dormir, mas isso é algo que neste momento está fora do meu controlo, portanto é aguardar que o diabrete mai' novo dê essas tréguas um dia destes (e que seja para breve). E é isto. Mais escrita brevemente, que é algo que também me ajuda.
Subscrever:
Mensagens (Atom)