quarta-feira, junho 17, 2015

Almoço Descansado

Finalmente sinto que a comédia começa lentamente a regressar à minha vida. Depois de um período mais sério, pequenos eventos começam a surgir para animar o meu dia. Foi o que aconteceu hoje durante o almoço. Resolvi ir até ao restaurante do Museu Nacional de Arte Antiga. A comida de lá é fraquinha, sobrevalorizada e servida num tabuleiro. Tudo caraterísticas que me levariam a não ir lá, não fosse o cenário magnífico no qual nos podemos sentar a degustar uma refeição perfeitamente mediana. Tem uma esplanada com relvado e sombras frescas, com uma vista para o rio espetacular. Por isso, tal como dizia, lá fui eu. Servi-me do que queria, peguei no tabuleiro e escolhi a melhor mesa disponível para degustar a minha refeição. Entretanto apercebi-me que tinha trazido talheres de peixe, o que não encaixa com um prato de carne. Voltei ao interior do restaurante para trocar os talheres, tarefa que me deverá ter levado uns 10 segundos, até regressar ao exterior. O cenário que encontrei deixou-me literalmente de boca aberta e sem reação. Estavam cerca de 20 pombos a degladiar-se em cima do meu tabuleiro, que deixou de se ver, enquanto devoravam avidamente e em segundos a minha refeição! Restou-me, passados alguns instantes, afugentar os ratos voadores que tinham comido e defecado em cima do meu tabuleiro e voltar (novamente) ao interior do restaurante para uma segunda tentativa de adquirir uma refeição, não sem antes ouvir a senhora que estava na mesa ao lado de onde tudo aconteceu, a cerca de meio metro de distância, pedir-me desculpa por não ter afugentado os pombos porque “pensava que já tinha terminado” (o que não tendo eu sequer tido oportunidade de me sentar, seria algo difícil de fazer). Enquanto me servia (pela segunda vez) não consegui evitar rir de mim próprio e ao contar a história ao empregado, ele teve dó de mim e ofereceu-me a refeição! Enfim, um final feliz para uma cena digna do Mr. Bean!

quarta-feira, junho 03, 2015

Escrita em Dia

Cinco meses depois desde o meu último post, com alguma dificuldade ganhei ânimo suficiente para escrever de novo. Muita coisa aconteceu desde então, e sobretudo os dois últimos meses não foram muito fáceis de gerir psicologicamente. Posso começar por relatar que mudei de emprego. No entanto, em vez de fazer o que tinha dito a mim próprio que iria fazer, que era arranjar algo que me permitisse ter mais tempo livre para estar com os miúdos e fazer coisas por mim e para mim, arranjei mais sarna para me coçar. Nos dias que correm é impensável para mim sair antes das 19h30, e considerando que levo pelo menos uma hora no trajeto, raramente chego a casa antes das 20h30/21h00. Além disso avizinha-se a probabilidade de viajar para países como o Azerbaijão e Angola... Portanto, um tiro certeiro em termos financeiros, mas um tiro ao lado em termos de qualidade de vida. Isto para não falar na ginástica mental que tenho feito para ultrapassar o mês que antecedeu a minha mudança, no que diz respeito às opiniões negativas das pessoas com quem falava sobre esta minha mudança. Quando se ouve 9 em cada 10 pessoas dizer-nos que estamos a fazer asneira, quer se queira quer não, água mole em pedra dura tanto bate até que fura. O resultado foi que em vez de começar a nova etapa com o espírito em alta, comecei de pé atrás, o que não ajudou em nada. Mais ou menos ultrapassado este choque térmico inicial, outros fatores houve que contribuiram para o meu invulgarmente fraco estado de espírito. Há cerca de um mês estive envolvido em mais um acidente de mota (apenas 6 meses após o anterior), com um carro cheio de ciganos que não parou num cruzamento, e depois de me fazer "ir ao tapete" se colocou em fuga. Se alguém vir um Fiat Punto cinzento de matrícula 11-65-IM, podem atirar-lhe uma pedra da calçada e digam que vão da minha parte. Tenho matrícula, tenho testemunhas, tenho auto da polícia, tenho tudo... o outro carro é que aparentemente não terá seguro válido. Considerando uma reparação orçamentada em 4.600,00 eur. é mais uma dor de cabeça para resolver sem fim à vista. Como se não bastasse, no dia que se seguiu ao acidente de mota, logo pela fresquinha, tive um acidente de carro com uma jovem estudante que resolveu enfiar o seu Mercedes na traseira da minha carrinha. Nada de muito grave, e esse ainda assim resolveu-se com relativa facilidade. Aliás, é das poucas coisas que resolvi nos últimos tempos. Para terminar e não me alongar mais no choradinho, hoje fui ao médico porque desde o acidente de mota fiquei com dores no ombro esquerdo. O diagnóstico é uma "rotura da coifa dos rotadores", que é como quem diz "ombro lixado" e que me vai obrigar a fazer fisioterapia... Resta-me dar por feliz pela família e pelos amigos que tenho que têm sido fundamentais nos últimos tempos para a minha sanidade mental. É bem certo que as coisas podem sempre ser piores, por isso e apesar do meu tom negativo, o meu espírito já está um pouco mais animado que há um mês atrás. O que me leva à promessa de deixar de me queixar de uma vez por todas e seguir em frente, jogando com as cartas que me foram distribuídas. Até breve!

quinta-feira, janeiro 08, 2015

Conversa Sobre o Charlie

Durante o dia de hoje surgiu a necessidade de levar uma pessoa familiar ao hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, mais conhecido por Amadora/Sintra, o que só por si terá direito a um post aqui neste blog, que farei na devida altura e com a concentração que merece. Antecipando o que relatarei no post numa única palavra: "lamentável". Ainda assim, e dados os recentes acontecimentos relacionados com o ataque terrorista em França ao Charlie Hebdo, em que foram assassinadas 12 pessoas e várias ficaram feridas, enquanto esperava pelo atendimento tive a oportunidade de ouvir uma conversa de café entre duas amigas em que uma delas relatava à outra (que nada sabia sobre o sucedido) o que tinha acontecido. Retive na memória algumas expressões, que vou utilizar para uma reconstituição o mais fidedigna possível da conversa em causa:

Amiga A: Então não sabes o que aconteceu em França?
Amiga B: Não... o que foi?
Amiga A: Um ataque terrorísta dos "judaístas"! Mataram 12 pessoas!
Amiga B: A sério?
Amiga A; Sim... e ainda por cima eram franceses! Diz que aquela seita é como a Igreja Universal e tem gente em todo o mundo... até há ingleses que vão para Israel para serem treinados pelos outros terroristas "judaístas", para depois fazerem ataques!
Amiga B: Ahhhh!
Amiga A: Naquela seita até dizem aos "judaístas" que se fizerem um ataque terrorista para matar pessoas vão para o céu...

Por esta altura, como o meu cérebro já estava a entrar em colapso, optei por me abstrair da conversa e não ouvir mais nada, senão quem tinha de ser admitido nas urgências era eu!

Assim vai a cultura geral em Portugal...

quarta-feira, janeiro 07, 2015

A Minha Pasteleira...

Desisti hoje de um projeto pessoal que tinha, mas que estava em standby há vários anos (3 para ser mais exato). Em tempos comprei uma pasteleira daquelas bem antigas, estilo Yé-Yé, para restaurar. Tinha todo o potencial para resultar em algo interessante, já que tinha bastantes componentes clássicos, como travões de alavanca, farolim com dínamo, etc., e tudo de marcas nacionais bastante conhecidas. Apenas o estado geral de conservação era bastante mau, o que implicava muito trabalhinho para a restauração. Depois de adiar e adiar e adiar... só tendo até hoje recuperado uma jante, acabei por ter de constatar que na prática tinha um mono na minha garagem, que dificilmente iria recuperar, e achei melhor desfazer-me dele. No próprio dia em que coloquei a bicicleta à venda no OLX, exatamente pelo preço pelo qual a comprei, tive dois contatos de interessados. O negócio fez-se e hoje de manhã foi dia de levar a bichinha até ao seu feliz novo proprietário, um senhor reformado que já tinha feito a recuperação de uma bicicleta semelhante. Se por um lado fiquei triste pela desistência de um projeto engraçado, por outro fiquei contente porque claramente ficou bem entregue, a alguém que será capaz de fazer aquilo que me propus, muito provavelmente até melhor que eu.

terça-feira, janeiro 06, 2015

Lobos em Pele de Cordeiro

A nível profissional, cruzo-me frequentemente com a espécie "lobo em pele de cordeiro". No mundo da consultoria, acontece sobretudo em projetos levados a cabo em parceria entre empresas concorrentes. No meu caso, tenho vários projetos decorridos ou ainda em curso nestes moldes, e se tenho por um lado exemplos muito positivos de profissionalismo, em que conto com colegas que - sendo de outras empresas - sabem realmente trabalhar em equipa, outros exemplos tenho em que a aparência é essa mas a realidade é outra completamente diferente. Volta e meia, apercebemo-nos disso quando recebemos um email que não era suposto recebermos, onde somos colocados direta ou indiretamente em causa. É sempre giro, porque quando finalmente somos envolvidos na conversa, surge a oportunidade de responder - o que pessoalmente aproveito sempre para fazer. E nestes casos sabe realmente bem ripostar. Melhor ainda quando logo a seguir, surge a oportunidade de confrontar a pessoa com aquilo que fez, o que também gosto bastante de fazer, porque as reações normalmente até são bastante engraçadas. Resumindo: hoje foi um desses dias, em que tive a oportunidade de ripostar, dizer o que me ía na alma e ver uma reação aparvalhada de quem normalmente tem sempre resposta na ponta da língua. E assim vim para casa de consciência mais que tranquila e satisfeito comigo mesmo!

segunda-feira, janeiro 05, 2015

O Outro Lado

Na sequência do meu post anterior, e apesar de não concordar com o que a minha seguradora me indicou que deveria fazer, estabeleci contato diretamente com a seguradora do terceiro envolvido no sinistro. O atendimento telefónico (apesar de eu não ser cliente) foi trinta vezes melhor que o da Logo. Não foram colocadas quaisquer questões quanto à atribuição de responsabilidade e pediram-me apenas que fornecesse uma cópia do relatório de peritagem (que estava na posse da Logo, e que tive de contatar novamente a pedir que o partilhassem - o que, vá lá, fizeram). No dia útil seguinte (hoje) liguei novamente para saber se faltava alguma informação ou documentação, quando me responderam que já tinham remetido correspondência para a minha morada com a autorização necessária para o posterior pagamento da reparação, que será tratada diretamente entre a referida seguradora e a oficina. E assim se coloca um futuro ex-cliente Logo, a recomendar a seguradora concorrente Fidelidade.

domingo, janeiro 04, 2015

(In)Seguro

Lamentavelmente, dois meses após ter sofrido um acidente de moto (fui abalroado por um carro no IC17, na sequência do qual felizmente apenas ocorreram danos materiais) continuo sem ter a minha moto de volta. Não por indisponibilidade minha ou da oficina para proceder à reparação, não por dúvidas quanto à responsabilidade do acidente, apenas por aquilo que posso descrever como incompetência e má fé da companhia de seguros Logo (a minha, e não do terceiro envolvido). Depois de prestar várias vezes depoimento sobre o acidente, depois de insistir por e-mail e telefone quanto à urgência do apuramento de responsabilidades para aprovação da reparação (condicional), depois de várias reclamações minhas... a companhia entendeu que, por eu ter referido que me desloco na moto no percurso casa/trabalho, a mesma é usada para fins profissionais, o que significa que foram prestadas "declarações inexatas" na celebração da apólice, não sendo portanto a mesma válida. Terei usado o termo "fins profissionais" numa das minhas reclamações (ainda que nos vários depoimentos prestados tenha também escrito que a minha profissão é a de consultor - e não estafeta!) e usaram isso como arma de arremesso, sem tão pouco me contatarem previamente para confirmação. Como tal, excluem-se de qualquer responsabilidade na resolução do processo de sinistro, deixando-me com a "batata quente" na mão perante a outra companhia. Parabéns, Logo, pelo excelente comportamento perante um cliente de há vários anos, com várias apólices (automóveis, motos, casa...) e que sempre cumpriu com as suas obrigações. Só para avisar que isto não fica assim!

sábado, janeiro 03, 2015

Saudades

Ainda mal o ano de 2015 começou, ainda há apenas algumas semanas dei a minha última voltinha de BTT, e já sinto saudades de o fazer de novo. Acho que as saudades têm sobretudo a ver não com o tempo que passou, mas com o fato de antecipar que tão cedo não me volto a encher de lama novamente, já que os finais de semana têm sido tudo menos fáceis e durante a semana não há capacidade física para o fazer. Enfim... como recordar é viver, para relembrar, aqui fica uma foto do estado atual da "bicla" (tirada escassos minutos antes de apanhar uma rabanada de vento, cair no chão e partir o suporte da GoPro...), já que ainda não tomou banhoca desde o último passeio de 2014!

sexta-feira, janeiro 02, 2015

Está na Hora...?

Excelentíssimos Senhores Engenheiros da Volvo, que traduzem as mensagens do sistema eletrónico dos veículos, para o idioma português de Portugal: "Está na hora da revisão periódica"? A sério? Não tinham outra forma de escrever esta mensagem? Mas que confianças são estas? WTF!?

PS: Sim, é verdade: estavam 2 graus e um briol do caraças!!!

Update - a quem interessar, para "limpar" esta mensagem, o procedimento é:
1) Colocar a chave na ignição;
2) Carregar no botão do odómetro;
3) Rodar a chave para posição I e depois para a posição II;
4) Libertar o botão do odómetro quando o sinal de alerta laranja (i) piscar.

Tchanan!!!

quinta-feira, janeiro 01, 2015

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Se ontem foi o último dia de 2014, apraz-me constatar o óbvio: hoje é o primeiro de 2015. Posso dizer que 2014 acabou bem, em família e com bastante alegria. Bom convívio, boa disposição, boa comida e boa bebida! Nestas alturas e sobretudo nestas condições, deseja-se sempre que estes últimos instantes sejam um bom presságio para o que aí vem. Hoje foi também dia de visitar família, o que me levou a fazer alguns quilómetros de estrada praticamente deserta, debaixo de um sol brilhante e quente que contrasta com o frio que se faz sentir - adoro os dias assim, não sei explicar bem porquê mas sinto que são feitos só para mim! No final, já em casa, brincadeiras de criança fecharam este primeiro de janeiro. Amanhã é dia de trabalho, mas sendo sexta-feira antecipo que a desertificação da cidade se mantenha (o que é ótimo) e o dia passe de forma tranquila. Depois... venha 2015! Estou preparado para ele!