Desisti hoje de um projeto pessoal que tinha, mas que estava em standby há vários anos (3 para ser mais exato). Em tempos comprei uma pasteleira daquelas bem antigas, estilo Yé-Yé, para restaurar. Tinha todo o potencial para resultar em algo interessante, já que tinha bastantes componentes clássicos, como travões de alavanca, farolim com dínamo, etc., e tudo de marcas nacionais bastante conhecidas. Apenas o estado geral de conservação era bastante mau, o que implicava muito trabalhinho para a restauração. Depois de adiar e adiar e adiar... só tendo até hoje recuperado uma jante, acabei por ter de constatar que na prática tinha um mono na minha garagem, que dificilmente iria recuperar, e achei melhor desfazer-me dele. No próprio dia em que coloquei a bicicleta à venda no OLX, exatamente pelo preço pelo qual a comprei, tive dois contatos de interessados. O negócio fez-se e hoje de manhã foi dia de levar a bichinha até ao seu feliz novo proprietário, um senhor reformado que já tinha feito a recuperação de uma bicicleta semelhante. Se por um lado fiquei triste pela desistência de um projeto engraçado, por outro fiquei contente porque claramente ficou bem entregue, a alguém que será capaz de fazer aquilo que me propus, muito provavelmente até melhor que eu.
Mostrar mensagens com a etiqueta bicicleta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta bicicleta. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, janeiro 07, 2015
domingo, novembro 02, 2014
Amanhecer Assim
Mais um dia em que a inércia não me venceu. Hoje, depois de mais uma noite mal dormida e um dia começado durante a madrugada, resolvi sair de casa pelas 6h30 em rumo a um percurso desconhecido. Já com luz do dia, foi tempo de percorrer mais uma vez as margens do Trancão até chegar ao Parque das Nações. Uma vez lá, perante o dilema de continuar ou voltar para casa, e dado o cedo da hora, optei por seguir em frente e passado pouco tempo estava a apreciar a vista do Cais das Colunas junto ao Terreiro do Paço. Assisti a uma sessão fotográfica para um casamento e não consegui evitar sentir-me emocionado com a imagem da felicidade de um casal retratada no meio daquele cenário. Uma vez mais o dilema: seguir em frente ou voltar para casa. Segui. Passei por um Cais do Sodré ainda vazio de pessoas mas repleto dos despojos da noite frente aos muitos bares que por ali estão. Parei junto às docas de Alcântara para observar o mar e segui até Belém. Junto à torre tomei finalmente a decisão de regressar, mas não sem antes tomar o pequeno almoço num café que mal tinha aberto àquela hora. O regresso já revestiu os locais visitados de uma luz diferente, e as pernas pedalaram mais rapidamente com a pressa de chegar a casa. O ritmo e as pernas fizeram sentir-me vivo e cheguei a casa pronto para um refrescante e revigorante banho, uma vez mais com a certeza que, depois deste início, o dia não tinha como correr mal.
sábado, outubro 25, 2014
Vencer
Hoje venci a inércia! Às 6h00 da manhã acordei com o mini despertador biológico que dorme ali ao lado, olhei para o relógio, e disse para mim próprio: "é hoje"! Levantei-me, vesti uma roupa desportiva mais ou menos ao calhas e no escuro (o resultado podia ter sido desastroso mas até correu bem) e saí porta fora. Peguei na minha bike e lá fui eu. Assim que abro o portão da garagem fiquei em choque, porque estava ainda escuro como breu, e eu nem sequer tinha qualquer iluminação comigo. Fiz uns bons quilómetros completamente às escuras em trilhos meio enlameados, mas passado um pouco lá começou a clarear e comecei a ver por onde ia. Revisitei um trilho que acompanha o rio Trancão até à zona do Parque das Nações, onde assisti a um nascer do sol brutal! Parei alguns minutos num dos pontões da zona norte a assistir àquela maravilha da natureza. No entanto, rapidamente que estava a servir de pequeno almoço a dezenas de melgas que me deixaram num estado lastimável, e optei por seguir viagem. A brisa fresca da manhã sabia que nem ginjas! Passando pela marina e chegado ao final da zona sul, optei por regressar, já que aparentemente às 9h00 ainda é cedo para aqueles cafés por ali abrirem. Fiz o mesmo caminho de volta, já com melhor visibilidade do que à ida, e rapidamente cheguei a casa. Resumindo: 45 quilómetros de passei, com direito a nascer do sol e muito orgulho por ter vencido a inércia! Um dia que começa assim, só pode correr bem!
domingo, outubro 05, 2014
2 Meses Depois...
2 meses depois, desde a última vez que fiz um passeio de BTT, venci finalmente a inércia e voltei ao ataque. Com a ajuda e companhia de um amigo, é certo. A volta foi tranquila para não recomeçar muito à bruta, mas o fato é depois de cerca de 40 kms feitos fiquei pura e simplesmente com vontade de mais, e de regressar a outros percursos. Este teve mais alcatrão do que devia, e normalmente o que me faz sentir bem é andar no mato, a sentir o cheiro da vegetação, as brisas e diferenças de temperaturas, a dureza e aspereza dos diferentes pisos num só percurso. O contato com a natureza é sem dúvida algo que me recarrega como se de uma bateria me tratasse, mas esta volta, com muitos quilómetros a acompanhar o Tejo, já serviu para matar as saudades, e talvez ajudar a vencer a inércia para retomar com mais frequência esta atividade que me faz tão bem. Porque é que somos tão resistentes a vencer a inércia e levantar o rabo para fazermos aquilo que sabemos que nos faz bem, assim que nos dispomos a fazê-lo? Não tenho a resposta para esta questão, mas tenho a esperança de contrariar este sentimento e forma de estar. Cenas dos próximos capítulos serão por aqui reveladas...
domingo, janeiro 20, 2013
A Primeira Queda
Enquanto criança as minhas férias eram passadas maioritariamente num local onde andar de bicicleta era imperativo. Foi nesse local que aprendi a andar e era o meu meio de deslocação para todo o lado, sempre que lá passava aqueles meses de férias (na altura em que as crianças ainda tinham períodos de férias decentes). Não me recordo com muito detalhe como foi a minha aprendizagem ou a primeira vez que consegui andar sozinho. Recordo-me do tradicional truque, levado a cabo pelo meu pai, para deixar as rodinhas auxiliares: passava por fazer-nos crer que ao andar sem as ditas rodinhas, tinha no entanto a segurança da mão que apoiava o selim, não deixando cair a bicicleta para nenhum dos lados. Quando nos apercebíamos que estávamos a andar sem qualquer apoio (nem o das rodinhas, nem o da mão), fazia-se magia. Não me recordo tão pouco da minha primeira queda, ou sequer de quantas vezes caí (acreditem, foram muitas). No entanto posso garantir que nunca me vou esquecer da primeira queda do meu filho, enquanto ontem andava na sua bicicleta, cheio de alegria. Sinto um aperto no coração sempre que me recordo do olhar dele, do susto no seu rosto, do choque de perceber que podiam acontecer coisas menos boas enquanto se divertia, das lágrimas misturadas com sangue que teimavam em escorrer... Não aconteceu nada de especial, tirando um nariz amassado e um corte no lábio, mas ainda assim... inesquecível. É nestes pequenos momentos em que percebemos a capacidade que temos de amar alguém incondicionalmente e infinitamente mais do que qualquer outra coisa. Amo-te Alexandre. Cá estarei para te ajudar a levantar sempre que caíres, ao longo da tua vida.
domingo, dezembro 02, 2012
Estou Gasto...
Imediatamente antes da banhoca merecida, após os 25 kms mais dolorosos e enlameados e acidentados que percorri ultimamente... Pontos positivos: aguentei-me até ao fim (ainda que em sofrimento) e não caí! Um grande bem haja aos amigos que me acolheram no seu grupo e tiveram a paciência para esperar por mim sempre que era preciso. Nota mental: continuar a ir aos treinos para voltar à forma dos bons velhos tempos!
Subscrever:
Mensagens (Atom)




