Há uns anos passava na TV um comercial que a determinada altura largava a seguinte pérola: "A diarreia vem sempre nas piores alturas". Sempre me questionei sobre qual seria a melhor altura para ter uma diarreia. O mesmo se aplica ao que me aconteceu no passado domingo, quando fui dar uma voltinha de BTT pelo trilho do Trancão. Não, não me deu uma dor de barriga incontrolável e não me caguei todo no meio do mato. Antes tivesse sido esse o meu problema... O que aconteceu foi que caí por uma ribanceira abaixo e aterrei em cima do pé direito que ao torcer para o lado de fora, deu um estalo, e disse que ficava por ali. Primeiro pensei que tivesse partido, mas depois de testar alguns movimentos, percebi que partido não estava, mas que algo se passava. A muito custo lá saí do meio do mato para mais tarde obter a confirmação na CUF quando após o raio X, o diagnóstico foi uma lesão dos ligamentos. E diz a doutora que para já "uma semana de repouso, com o pé levantado, a fazer gelo 4 vezes ao dia e a tomar brufen e nolotil" está bom. Conduzir (carro)? Fora de questão. Como é que fui trabalhar? Aproveitando o vazio legal que a Dra. estabeleceu na proibição de conduzir carro, optei por ir de mota (já que o pé direito é o menos essencial), naquilo que gosto de chamar o "modo Dr. House". Para quem não acompanhava a série, o dito médico (coxo) andava na sua Repsol Honda com uma bengala encaixada no quadro. Eu não encaixei uma bengala no quadro de uma CBR, mas encaixei uma canadiana na aranha de uma BMW (vide foto anexa). Amanhã? Casa, que isto para primeiro dia de lesão, não foi muito boa ideia ir trabalhar (assim o acusam as dores). Depois do dia de repouso, de volta ao "modo Dr. House". A ver...
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segunda-feira, setembro 21, 2015
sábado, janeiro 03, 2015
Saudades
Ainda mal o ano de 2015 começou, ainda há apenas algumas semanas dei a minha última voltinha de BTT, e já sinto saudades de o fazer de novo. Acho que as saudades têm sobretudo a ver não com o tempo que passou, mas com o fato de antecipar que tão cedo não me volto a encher de lama novamente, já que os finais de semana têm sido tudo menos fáceis e durante a semana não há capacidade física para o fazer. Enfim... como recordar é viver, para relembrar, aqui fica uma foto do estado atual da "bicla" (tirada escassos minutos antes de apanhar uma rabanada de vento, cair no chão e partir o suporte da GoPro...), já que ainda não tomou banhoca desde o último passeio de 2014!domingo, novembro 02, 2014
Amanhecer Assim
Mais um dia em que a inércia não me venceu. Hoje, depois de mais uma noite mal dormida e um dia começado durante a madrugada, resolvi sair de casa pelas 6h30 em rumo a um percurso desconhecido. Já com luz do dia, foi tempo de percorrer mais uma vez as margens do Trancão até chegar ao Parque das Nações. Uma vez lá, perante o dilema de continuar ou voltar para casa, e dado o cedo da hora, optei por seguir em frente e passado pouco tempo estava a apreciar a vista do Cais das Colunas junto ao Terreiro do Paço. Assisti a uma sessão fotográfica para um casamento e não consegui evitar sentir-me emocionado com a imagem da felicidade de um casal retratada no meio daquele cenário. Uma vez mais o dilema: seguir em frente ou voltar para casa. Segui. Passei por um Cais do Sodré ainda vazio de pessoas mas repleto dos despojos da noite frente aos muitos bares que por ali estão. Parei junto às docas de Alcântara para observar o mar e segui até Belém. Junto à torre tomei finalmente a decisão de regressar, mas não sem antes tomar o pequeno almoço num café que mal tinha aberto àquela hora. O regresso já revestiu os locais visitados de uma luz diferente, e as pernas pedalaram mais rapidamente com a pressa de chegar a casa. O ritmo e as pernas fizeram sentir-me vivo e cheguei a casa pronto para um refrescante e revigorante banho, uma vez mais com a certeza que, depois deste início, o dia não tinha como correr mal.
sábado, outubro 25, 2014
Vencer
Hoje venci a inércia! Às 6h00 da manhã acordei com o mini despertador biológico que dorme ali ao lado, olhei para o relógio, e disse para mim próprio: "é hoje"! Levantei-me, vesti uma roupa desportiva mais ou menos ao calhas e no escuro (o resultado podia ter sido desastroso mas até correu bem) e saí porta fora. Peguei na minha bike e lá fui eu. Assim que abro o portão da garagem fiquei em choque, porque estava ainda escuro como breu, e eu nem sequer tinha qualquer iluminação comigo. Fiz uns bons quilómetros completamente às escuras em trilhos meio enlameados, mas passado um pouco lá começou a clarear e comecei a ver por onde ia. Revisitei um trilho que acompanha o rio Trancão até à zona do Parque das Nações, onde assisti a um nascer do sol brutal! Parei alguns minutos num dos pontões da zona norte a assistir àquela maravilha da natureza. No entanto, rapidamente que estava a servir de pequeno almoço a dezenas de melgas que me deixaram num estado lastimável, e optei por seguir viagem. A brisa fresca da manhã sabia que nem ginjas! Passando pela marina e chegado ao final da zona sul, optei por regressar, já que aparentemente às 9h00 ainda é cedo para aqueles cafés por ali abrirem. Fiz o mesmo caminho de volta, já com melhor visibilidade do que à ida, e rapidamente cheguei a casa. Resumindo: 45 quilómetros de passei, com direito a nascer do sol e muito orgulho por ter vencido a inércia! Um dia que começa assim, só pode correr bem!
domingo, outubro 05, 2014
2 Meses Depois...
2 meses depois, desde a última vez que fiz um passeio de BTT, venci finalmente a inércia e voltei ao ataque. Com a ajuda e companhia de um amigo, é certo. A volta foi tranquila para não recomeçar muito à bruta, mas o fato é depois de cerca de 40 kms feitos fiquei pura e simplesmente com vontade de mais, e de regressar a outros percursos. Este teve mais alcatrão do que devia, e normalmente o que me faz sentir bem é andar no mato, a sentir o cheiro da vegetação, as brisas e diferenças de temperaturas, a dureza e aspereza dos diferentes pisos num só percurso. O contato com a natureza é sem dúvida algo que me recarrega como se de uma bateria me tratasse, mas esta volta, com muitos quilómetros a acompanhar o Tejo, já serviu para matar as saudades, e talvez ajudar a vencer a inércia para retomar com mais frequência esta atividade que me faz tão bem. Porque é que somos tão resistentes a vencer a inércia e levantar o rabo para fazermos aquilo que sabemos que nos faz bem, assim que nos dispomos a fazê-lo? Não tenho a resposta para esta questão, mas tenho a esperança de contrariar este sentimento e forma de estar. Cenas dos próximos capítulos serão por aqui reveladas...
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