No passado fim de semana visitei um local que já não visitava há bastante tempo: a Aldeia Típica do Mestre José Franco. E sinceramente fiquei muito contente por o ter feito, lamentando apenas ter estado tanto tempo sem por lá passar. É um local mágico, onde se sente o amor e dedicação que um homem colocou em tudo aquilo que fez. E que fez desprendidamente e desinteressadamente, ao ponto de, mesmo já não estando entre nós, se ter assegurado que um espaço que sempre esteve aberto a toda a gente, sem custos para o visitar, assim se mantém até aos dias de hoje. O Pedro lá se entreteve a admirar as coisas pelas quais passava, mas o Alex gostou mesmo! Uma espécie de Portugal dos Pequeninos, com história e aquelas pequenas coisas que hoje em dia dificilmente se encontram e vêem noutro lado. Desde profissões antigas, a tradições, diversões e até alguns animais... tudo foi motivo de interesse, e o interesse dele fez-me sentir bem. Sem dúvida um passeio a repetir, até porque depois dali até à Ericeira é um saltinho, e um almoço bem junto ao mar, regado com uma sangria de espumante, foi o remate ideal para este passeio improvisado.
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terça-feira, setembro 15, 2015
segunda-feira, agosto 31, 2015
Lisboa é Linda!
Gosto de Lisboa. Posso ter empregos mais ou menos de acordo com as minhas expectativas, que me dêem mais ou menos realização pessoal, mas gosto de trabalhar em Lisboa. É certo que o meu sonho seria poder fazer algo que me permitisse sair de entre quatro paredes e poder usufruir de um cenário mais próximo da natureza, mas em contexto citadino duvido que haja melhor lugar para se estar, do que uma cidade brindada com a envolvência de um rio como o Tejo, e de uma paisagem que nunca é a mesma de cada vez que lançamos um novo olhar. Olhando para trás ao longo do meu caminho profissional, comecei pela Rua da Junqueira, com direito a vista para o rio. Algum tempo mais tarde, passei para o Terreiro do Paço, também com vista para o rio e o privilégio da proximidade do Chiado e outras zonas circundantes. Mais tarde acabei por me afastar do rio e passar algum tempo na zona do Campo Pequeno, que também tinha o seu encanto. Depois passei a minha única "fase negra" quando fui "exilado" para um edifício integrante na maior superfície comercial de Lisboa (até hoje nunca mais fui capaz de frequentar o Colombro como conseguia fazer anteriormente). Acabei por sair dali para o Saldanha, onde me libertei da claustrofobia consumista. Mais recentemente reaproximei-me do rio, estando agora junto à 24 de Julho. Sinceramente, do novo "estaminé" o local é das poucas coisas que me agradam (apesar de ficar bastante longe de onde moro). Mas também admito que a localização vale bastante. Num dia da passada semana fui almoçar, e no regresso parei, olhei e respirei (no Largo das Necessidades). E vi uma paisagem que acredito muitas pessoas pagariam para ter direito a ver. Como pensei na altura, escrevo agora... Lisboa é linda!
quinta-feira, julho 02, 2015
O Burro Sou Eu
De vez em quando gosto de me presentear a mim próprio a meio do dia, nem que seja com um simples almoço "chill out". Então lá vou a um lugar qualquer à minha escolha, simplesmente desfrutar da paisagem e da comida. Hoje foi um desses dias, e como um dos privilégios de trabalhar na zona de Alcântara é estar a poucos minutos a pé das docas (entre muitos outros locais que tenho aproveitado para visitar), foi este o destino escolhido. Enquanto esperava pela minha pizza Siracusa e beberricava a minha Stout, tive a oportunidade de assistir a uma cena circense de um par de velhotes que chegou naquele momento à doca. Objetivo: atracar uma pequena embarcação no cais. Algo que poderia ser simples, mas não o foi. Na primeira tentativa de aproximação (e não obstante os gritos do velhote nº2 que se encontrava na popa) o velhote nº1 embateu violentamente no cais tendo sido obrigado a reposicionar-se para tentar nova manobra. Na segunda vez, e já com menos velocidade, conseguiu não embater de novo contra o cais. Desta feita foi contra a embarcação que estava ao lado. Como se diz na gíria militar, era tempo de voltar à primeira forma, pelo que resolveu sair da doca e voltar a tentar. Embateu de novo contra um cais onde se encontrava outra embarcação. Nisto o velhote nº2 já tentava auxiliar da forma que podia, lutando desesperadamente para afastar a embarcação de todos os alvos a que o velhote nº1 fazia pontaria, com um varão metálico, sem sucesso. Finalmente e passados cerca de 15 minutos, lá conseguiram atracar no respetivo cais, não sem antes evitar um forte embate da proa do navio, onde ficou uma amolgadela para a posteridade. Dei por mim a rir-me daqueles dois senhores que tentavam desesperadamente atracar o Ricardo III (pomposo nome para tão pequena embarcação), acabando por rir mais de mim próprio, que nesta quinta-feira estava a desfrutar de breves momentos de descontração a meio de um dia de trabalho, enquanto que aqueles dois de quem instantes antes me ria chegavam provavelmente de uma bela pescaria, num dia maravilhoso, com um tom de pele que evidenciava tratar-se de algo que fazem frequentemente. Como dizia o Scolari... acho que o burro sou eu.
domingo, junho 28, 2015
Fim-de-semana Offline
Foi mais ou menos o modo em que resolvi "operar" durante este fim-de-semana. Graças à minha cara metade tive(mos) direito a uma estadia por duas noites na magnífica Quinta dos Amarelos, na Aldeia do Meco. Após uma cansativa sexta-feira rumamos a sul, deixando a criançada em casa dos avós. Chegámos tarde, mas ainda fomos a tempo de ir ao Mequinhos petiscar umas "latinhas" acompanhadas com um verde bem fresco. No dia seguinte foi tempo de acordar e levantar nas calmas e ir até à Praia das Bicas. O dia estava fenomenal, mas o mar estava bravo e não dava para aproximar sequer da água. Depois de almoçar uns camarões gulosos e uma salada de polvo acompanhados por uma sangria de espumante com frutos silvestres, tudo muito bem servido no Gula do Meco (onde anteriormente era o Amo-te Meco), foi tempo de experimentar a Praia do Meco a ver se o mar dava umas tréguas por ali. Não era o caso. Acabámos por terminar o dia na piscina da quinta, o que considerando a caloraça que apanhámos anteriormente, foi o melhor final possível. A noite foi dividida pelo jantar no Acácio e uns copos no Mariadelina. O dia seguinte começou novamente nas calmas. A quinta tem algo de muito relaxante que quase é difícil de explicar. Até a vida dos cães que lá vivem mete inveja! A praia foi na Lagoa de Albufeira, que peca pela quantidade de gente, mas prima por se poder ir à água sem medo de ser levado por um agueiro. Antes de vir embora foi tempo de matar o desejo de comer sardinhas, e voltar a casa com os dedos a cheirar a peixe. O fim-de-semana ainda não acabou e já estou cheio de saudades. Offline? Sim. Neste fim-de-semana não houve espaço para olhar o telemóvel, para espreitar o e-mail ou para dar uma espreitadela no facebook. Os momentos, as conversas aconteceram sem distrações nem subterfúgios. Os locais visitados foram vistos e absorvidos. Não tirei uma única fotografia, mas também não vou precisar porque não me vou esquecer destes dois dias...
quarta-feira, junho 17, 2015
Almoço Descansado
Finalmente sinto que a comédia começa lentamente a regressar à minha vida. Depois de um período mais sério, pequenos eventos começam a surgir para animar o meu dia. Foi o que aconteceu hoje durante o almoço. Resolvi ir até ao restaurante do Museu Nacional de Arte Antiga. A comida de lá é fraquinha, sobrevalorizada e servida num tabuleiro. Tudo caraterísticas que me levariam a não ir lá, não fosse o cenário magnífico no qual nos podemos sentar a degustar uma refeição perfeitamente mediana. Tem uma esplanada com relvado e sombras frescas, com uma vista para o rio espetacular. Por isso, tal como dizia, lá fui eu. Servi-me do que queria, peguei no tabuleiro e escolhi a melhor mesa disponível para degustar a minha refeição. Entretanto apercebi-me que tinha trazido talheres de peixe, o que não encaixa com um prato de carne. Voltei ao interior do restaurante para trocar os talheres, tarefa que me deverá ter levado uns 10 segundos, até regressar ao exterior. O cenário que encontrei deixou-me literalmente de boca aberta e sem reação. Estavam cerca de 20 pombos a degladiar-se em cima do meu tabuleiro, que deixou de se ver, enquanto devoravam avidamente e em segundos a minha refeição! Restou-me, passados alguns instantes, afugentar os ratos voadores que tinham comido e defecado em cima do meu tabuleiro e voltar (novamente) ao interior do restaurante para uma segunda tentativa de adquirir uma refeição, não sem antes ouvir a senhora que estava na mesa ao lado de onde tudo aconteceu, a cerca de meio metro de distância, pedir-me desculpa por não ter afugentado os pombos porque “pensava que já tinha terminado” (o que não tendo eu sequer tido oportunidade de me sentar, seria algo difícil de fazer). Enquanto me servia (pela segunda vez) não consegui evitar rir de mim próprio e ao contar a história ao empregado, ele teve dó de mim e ofereceu-me a refeição! Enfim, um final feliz para uma cena digna do Mr. Bean!
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