Chegou o momento. Após o final de um ciclo e de umas retemperantes férias de verão em família, é altura de arregaçar as mangas e começar de novo. Dispo uma camisola verde para vestir uma laranja. Por um lado uma novidade, por outro o rever de muitas caras conhecidas. A familiaridade de um local que me dá algum conforto, o facto de não ser "novato" neste tipo de mudança, mas ainda assim aquele nervoso miudinho de quem se "manda novamente para fora de pé". Um sentimento maior de responsabilidade vai-se fazendo notar conforme os anos passam e estas coisas acontecem. Para com as instituições, para com a família que de mim depende, para comigo próprio que tenho de ser mais e mais exigente com aquilo que faço. Tudo somado, estou animado por este recomeço, por esta oportunidade de me reinventar e por tudo o que possa vir por aí. Vamos a isto!
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segunda-feira, setembro 03, 2018
segunda-feira, julho 16, 2018
Um Novo Ciclo
Decisão
tomada. Depois de cerca de 5 anos no mundo da consultoria (subtraindo um curto
período de 6 meses pelo meio em que resolvi experimentar outras andanças), é
tempo de mudar novamente de vida (leia-se, de trabalho). Não era algo que
procurasse ativamente, mas foi um convite que recebi bem, ainda que com as
devidas preocupações e apreensões que fazem parte deste tipo de tomada de
decisão… A oportunidade de mudar de ares é sempre apelativa. Uma página em
branco, na qual nos podemos reescrever e por isso redefinir. A perspetiva de
evitar alguns erros que nos reconhecemos no passado, trabalhando no sentido de
criarmos uma versão melhor de nós próprios. A isso aliada a possibilidade de
rever e trabalhar com pessoas com quem já tive o privilégio de o fazer no
passado, foi esta a lista dos motivos que me levaram a tomar a minha decisão
final. Deixo para trás um trabalho que julgo ter feito com alguma competência e
dignidade, um grupo de colegas e amigos dos quais terei saudades e o sentimento
de dever cumprido. Não terei sido perfeito, mas julgo que ninguém o será. Agora
é tempo de começar a viver o "phase out" de uma casa pintada de
verde, e começar a preparar a entrada noutra casa desta feita pintada de
laranja. São já algumas as cores pelas quais passei, mas acredito e espero
sempre que a seguinte seja a que me fica melhor, e desta feita não é exceção.
Resta-me aguardar algumas semanas, já com uma certa ansiedade. As férias pelo
meio irão ajudar.
sábado, outubro 24, 2015
Balanço da Primeira Semana
Eis que chegou ao fim a primeira semana após o meu regresso ao trabalho, e olhando para trás penso que não podia ter corrido melhor. O reencontro com tantos antigos colegas... o trabalho (e a equipa) que já estavam à minha espera, logo no primeiro dia... a forma como fui bem recebido (de volta). É uma sensação especial ter tanta gente a dizer-me de forma sincera como ficaram felizes com o meu regresso. É também um sinal claro de que estou em casa. As pessoas e equipas com quem tenho tido o privilégio de trabalhar em todos os sítios por onde passei são normalmente a melhor parte, e o que me faz recordar de forma mais nostálgica esses mesmos locais. A oportunidade de as rever é sempre uma boa experiência. A nível de trabalho, resta-me agora retomar o que há meses interrompi (com mais uns pozinhos à mistura), fazer aquilo que sei fazer, dar o meu melhor e esperar que seja suficiente. Efetivamente, acho que o verde (sem conotações desportivas associadas) é uma cor que me fica bem.
sábado, outubro 10, 2015
Done!!! I'm Rolling...
"Não tenho luxos mas sou rico, há minha maneira..." :)
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quinta-feira, outubro 08, 2015
1 Dia
Falta um dia para a mudança mais esperada. Nos últimos tempos, não consigo evitar este "contador" na minha cabeça. É certo que tomada a decisão o meu estado de espírito transformou-se de imediato, ainda assim a espera dá cabo de mim. Os planos sobrepõe-se como ideias atabalhoadas na minha cabeça. O que vou fazer... como vou fazer... como gostaria de me redefinir... A semana de interregno entre dois locais de trabalho tem já uma agenda recheada que dificilmente conseguirei cumprir, entre fazer tarefas há muito adiadas e investir em mim próprio, tudo em apenas 5 dias. Não vai chegar certamente, mas a ânsia de voltar a pôr mãos à obra também é muita, por isso o trabalho será bem vindo. Quase 4 semanas passadas desde que tomei esta decisão, os dias, horas e minutos custam cada vez mais a passar, quanto mais próximo do momento final. Fala um dia para a mudança mais esperada.
terça-feira, setembro 22, 2015
De Novo o Verde Esperança
E depois de muito andar a engolir em seco nos últimos 5 meses, sentindo-me o mais desconfortável possível na minha pele, eis que surge a mudança de novo. A partir do próximo mês dispo a T-shirt e volto de novo ao fato, e que melhor expressão para comprovar que "não é o hábito que faz o monge" (neste caso em concreto, a T-shirt que faz o gestor de projeto, numa instituição qualquer). O regresso ao verde (e não, não me converti ao Sporting) foi uma possibilidade graças a uma porta que nunca e fechou, de uma casa cheia de gente boa que está pronta a receber-me de volta. E que boa sensação esta também, de haver quem esteja disposto a receber-me de novo! Começo lentamente a ter a sensação de respirar ar fresco novamente, com um ânimo para (re)começar a trabalhar que raras vezes senti no passado! E isto tudo independentemente do cansaço físico que perdura graças a crianças a começar a escola e a respetiva época de doenças, que não matam mas moem... a lesão de ligamentos do passeio de BTT no fim-de-semana, que também não contribui... mas mesmo assim! Estou bem, como não estava há já bastante tempo. A quem interessar, prometo ir aqui deixando as cenas dos próximos capítulos... :)
quarta-feira, setembro 16, 2015
Num Único Dia...
Num único dia consegui fazer algo que nunca imaginei ter de fazer ao mesmo tempo. Num único dia consegui apresentar a minha demissão do meu atual emprego, recusar uma oferta de trabalho de uma empresa e pedir uma oportunidade de emprego a outra. As três conversas em causa (todas difíceis, não pelos interlocutores, mas pelo conteúdo) foram tidas num intervalo inferior a 6 horas, e a decisão que me motivou e levou a entrar neste "furacão" de acontecimentos foi pensada e tomada na noite imediatamente anterior. Para isto tive de fazer algo que devo admitir me é muito difícil: pensar naquilo que é efetiva e exclusivamente melhor para mim e não aquilo que deixa os outros contentes comigo. Isto porque me custou imenso falar com o meu chefe atual por quem tenho o maior respeito e consideração e ter de lhe dizer que me vou embora. Isto porque me custou imenso dizer a um amigo que me fez uma proposta de trabalho, que terei de a recusar. Isto porque tive de me lançar na demanda de tomar a iniciativa de ir atrás de um emprego, com toda a incerteza que isso me traz. O pior de tudo é ter de admitir que a minha anterior mudança de posto de trabalho foi... um erro. Ter de admitir que mudei para pior, em relação ao que eu próprio tinha definido para mim e para a minha família, em termos de objetivos pessoais e profissionais. Ainda assim, como alguém muito importante para mim disse, "vale mais admitir um erro cedo do que insistir nele indefinidamente", por isso, resolvi tratar da situação o mais rapidamente possível. Lanço-me uma vez mais no desconhecido, porque ao dia de hoje não tenho concretamente nenhuma proposta de trabalho assinada e confirmada. Independentemente disso a carta de demissão será entregue sim ou sim amanhã. Posso não saber exatamente aquilo que quero, mas garantidamente sei o que não quero. Em breve, cenas dos próximos capítulos.
quarta-feira, junho 03, 2015
Escrita em Dia
sexta-feira, novembro 21, 2014
Orgulho e Satisfação
Ontem senti um orgulho e satisfação enormes. Recusei, sem pestanejar, uma proposta de emprego ainda antes de esta ser completamente formulada . Não precisei saber detalhes, como o que iria fazer, nem quanto iria receber. Bastou-me ter a verticalidade de recusar a eventual possibilidade de vir a trabalhar com alguém com quem já trabalhei no passado e que considero um exemplo a não seguir em todos os possíveis sentidos. Depois de ver conhecidos e amigos meus serem levados numa onda de recrutamento criada por esta pessoa, sobretudo movidos por questões financeiras, e ignorando (na minha opinião - posso estar errado) alguns valores que deveriam ter, não pude deixar de me sentir bem quando, ao ser questionado se o meu "não" era final, não tive qualquer dúvida em o confirmar. Sem querer parecer paternalista nem cair em clichés, mas efetivamente nem tudo tem um preço, e para mim este foi um desses casos. Numa altura em que repenso o meu posicionamento no mercado de trabalho e aquilo que quero realmente fazer na vida, esta não era de todo uma possibilidade a considerar. Nunca dizer não me soube tão bem.
terça-feira, novembro 18, 2014
Murro no Estômago
De vez em quando faz-nos bem levar um murro no estômago. Não me refiro a murro numa perspetiva literal, mas sim como uma espécie de "abre olhos" para a realidade. Ontem, levei um destes. Estava à conversa com o meu amigo David, num registo habitual de quem gosta de se queixar da vida em geral, quando me apercebi o quão paternalista e condescendente alguém (neste caso, eu) pode ser sem se aperceber de tal. A conversa abordou o tema da mudança de carreira e uma potencial situação de desemprego, momento em que saquei das minhas convicções e comecei a dissertar sobre o que faria nessa situação... como seria altamente disciplinado e ativo na busca de novo emprego... como faria disso a minha ocupação das 9h às 17h... blá blá blá. Felizmente a resposta foi o tal "murro no estômago", o que me fez sair do meu registo condescendente e paternalista, para perceber que apesar de ter emprego, estou desempregado. Para perceber que se estou à procura de algo melhor ou diferente (independentemente de ainda não saber bem o quê), devia estar a aplicar essa disciplina que estava a apregoar para mudar, já, agora mesmo. E não o faço. Portanto, percebi que a minha conversa era uma "treta" pegada, e só deixará de o ser a partir do momento que tiver a coragem de a aplicar a mim próprio, nestas mesmas circunstâncias. Ainda bem que levei este murro no estômago, porque quando deixar de estar encolhido com dores e me erguer novamente, vou conseguir olhar em frente com uma perspetiva completamente diferente.
segunda-feira, abril 22, 2013
Um Milagre, em Julho
Apesar de estar a roubar o nome de uma série, é a única expressão que me ocorre pensar neste preciso momento em que a minha vida e futuro ganharam contornos mais definidos. Após um mês de ausência de informação relativamente ao meu pedido, a minha actual situação profissional tem um fim à vista (que como se poderá calcular pelo título e imagem deste post é em Julho), sendo que mais forte do que a palavra "fim", será a palavra "início". Início de quê, poderão questionar-se algumas pessoas mais desocupadas que têm tempo de ler este blog ocasionalmente? Início de outra coisa qualquer, diferente, melhor ou pior... para já não interessa. Interessa-me mais o diferente, porque o igual já cansa. O risco é grande, é verdade, mas o potencial é enorme e não pode ser desperdiçado. Hoje a minha visão tornou-se mais clara, e o meu percurso ganhou uma meta para uma etapa, bem definida. Agora é começar a trabalhar, e muito. É começar a limar arestas de alguns planos e começar a pô-los em prática. É começar a fazer acontecer, já que a ausência de acontecimentos dos últimos tempos se estava a tornar insuportável. É altura de focar a minha atenção nas coisas importantes, e viver. Mais. Melhor. Espero conseguir. Sei que vou conseguir. Para já, sei uma coisa: o mais tardar em Julho, um milagre vai acontecer.
terça-feira, março 26, 2013
domingo, março 24, 2013
sábado, março 23, 2013
sexta-feira, março 15, 2013
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
O Peso de Não Estar Só
Recentemente comentei por aqui que me apetecia mudar... recentemente tive a possível oportunidade de o fazer... pensei, pesei os prós e contras... optei por não o fazer. Acho que tomei contacto pela primeira vez com o real peso da responsabilidade, com o facto de já não estar só, com o facto de existir alguém que conta comigo, precisa de mim, e que acima de tudo não posso deixar ficar mal aconteça o que acontecer. Percebi que por vezes o melhor para nós não é fazermos aquilo que queremos, mas sim aquilo que devemos e que é melhor para os outros (os que nos são importantes, leia-se) por mais romântica que possa parecer a alternativa. Talvez chegue o dia em que após pesar os prós e contras, a alternativa seja mais aliciante, mais tentadora, mas para já resta-me contar com a minha capacidade de fazer aquilo que sei, o melhor que sei, e sobretudo manter a atitude que me tenho esforçado por manter. à partida o facto de não mudar nada pode parecer a solução mais fácil. Não foi... Talvez um dia arrisque, mas ao contrário do que dizem os pacotes do Nicola... hoje não é o dia.
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