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sexta-feira, junho 19, 2015

Conversas Coincidentes

Por vezes parece que os astros escutam as nossas conversas, para depois se alinharem de forma estranha e congeminarem sobre aquilo de que falamos. Foi sem dúvida o caso quando ontem estive a falar com um colega meu sobre o controlo do combustível na motos, e sobre as vezes em que, ao andar de moto, já tinha ficado sem combustível. A conversa acabou, da minha parte com a afirmação de que “com esta moto ainda nunca me aconteceu”. Pois é, mas como diriam os pacotes de açúcar Nicola, “Um dia fico sem combustível… Hoje é o dia!”. E foi. Resta contextualizar que tinha ido buscar a mota de manhã à oficina e que, após o acidente da qual esteve em “recuperação” durante quase 2 meses, a bóia do depósito terá ficado presa. Então saí do trabalho descansadinho quando de repente a luz da reserva acende e a mota pára logo de seguida (ainda que indicasse uma autonomia para mais 40 kms). Valeu o meu senhor pai que foi em meu auxílio com 4 litros de gasolina que me permitiram sair dali. Mas só quando atestei é que o raio do indicador do combustível/autonomia finalmente mexeu… agora é controlar este depósito a ver se ele (ou os atros, não sei bem) não me prega outra partida igual.

quarta-feira, junho 03, 2015

Escrita em Dia

Cinco meses depois desde o meu último post, com alguma dificuldade ganhei ânimo suficiente para escrever de novo. Muita coisa aconteceu desde então, e sobretudo os dois últimos meses não foram muito fáceis de gerir psicologicamente. Posso começar por relatar que mudei de emprego. No entanto, em vez de fazer o que tinha dito a mim próprio que iria fazer, que era arranjar algo que me permitisse ter mais tempo livre para estar com os miúdos e fazer coisas por mim e para mim, arranjei mais sarna para me coçar. Nos dias que correm é impensável para mim sair antes das 19h30, e considerando que levo pelo menos uma hora no trajeto, raramente chego a casa antes das 20h30/21h00. Além disso avizinha-se a probabilidade de viajar para países como o Azerbaijão e Angola... Portanto, um tiro certeiro em termos financeiros, mas um tiro ao lado em termos de qualidade de vida. Isto para não falar na ginástica mental que tenho feito para ultrapassar o mês que antecedeu a minha mudança, no que diz respeito às opiniões negativas das pessoas com quem falava sobre esta minha mudança. Quando se ouve 9 em cada 10 pessoas dizer-nos que estamos a fazer asneira, quer se queira quer não, água mole em pedra dura tanto bate até que fura. O resultado foi que em vez de começar a nova etapa com o espírito em alta, comecei de pé atrás, o que não ajudou em nada. Mais ou menos ultrapassado este choque térmico inicial, outros fatores houve que contribuiram para o meu invulgarmente fraco estado de espírito. Há cerca de um mês estive envolvido em mais um acidente de mota (apenas 6 meses após o anterior), com um carro cheio de ciganos que não parou num cruzamento, e depois de me fazer "ir ao tapete" se colocou em fuga. Se alguém vir um Fiat Punto cinzento de matrícula 11-65-IM, podem atirar-lhe uma pedra da calçada e digam que vão da minha parte. Tenho matrícula, tenho testemunhas, tenho auto da polícia, tenho tudo... o outro carro é que aparentemente não terá seguro válido. Considerando uma reparação orçamentada em 4.600,00 eur. é mais uma dor de cabeça para resolver sem fim à vista. Como se não bastasse, no dia que se seguiu ao acidente de mota, logo pela fresquinha, tive um acidente de carro com uma jovem estudante que resolveu enfiar o seu Mercedes na traseira da minha carrinha. Nada de muito grave, e esse ainda assim resolveu-se com relativa facilidade. Aliás, é das poucas coisas que resolvi nos últimos tempos. Para terminar e não me alongar mais no choradinho, hoje fui ao médico porque desde o acidente de mota fiquei com dores no ombro esquerdo. O diagnóstico é uma "rotura da coifa dos rotadores", que é como quem diz "ombro lixado" e que me vai obrigar a fazer fisioterapia... Resta-me dar por feliz pela família e pelos amigos que tenho que têm sido fundamentais nos últimos tempos para a minha sanidade mental. É bem certo que as coisas podem sempre ser piores, por isso e apesar do meu tom negativo, o meu espírito já está um pouco mais animado que há um mês atrás. O que me leva à promessa de deixar de me queixar de uma vez por todas e seguir em frente, jogando com as cartas que me foram distribuídas. Até breve!

domingo, dezembro 28, 2014

Falso Alarme...

Afinal, uma vez mais e contra aquilo que parecia estar a acontecer, as coisas não correram bem. Os achaques que se fizeram sentir no meu carro durante o dia de ontem, revelaram-se uma maleita do piorio no dia de hoje. Após uma longa viagem de 250 kms sem avarias, hoje, num percurso de apenas cerca de 2 kms, chegou ao destino e não mais deu sinais de vida. O indicador de avaria no sistema elétrico afinal era real... e para além da bateria que claramente foi gasta até ao tutano, o cheiro a queimado leva-me a crer que o alternador é o culpado do sucedido, o que antecipo ser uma bela prenda de Natal em termos de despesa. E como se não bastasse, tinha de acontecer quando também tenho a moto no "estaleiro" sem data de conclusão da reparação à vista. A cereja em cima do bolo: para retirar tudo o que tinha na bagageira (carro de bebé, cadeira auto de criança, etc.) pela porta do condutor (já que era a única que se conseguia abrir manualmente com a chave), tive praticamente de desmontar o interior todo do carro... Enfim, pelo menos já fiz a ginástica do dia! Brevemente aqui, cenas dos próximos episódios...

sábado, junho 16, 2012

Sorte/Azar? Isso Não Existe!

Depois de ter sido o infeliz proprietário de "o pior carro do mundo", passado algum tempo de calmaria, eis que me começou a morder o bichinho para ter um todo-o-terreno novamente. Desta feita procurava um carro que desse para fazer uns passeios, mas que fosse também confortável e possuidor de algum equipamento. Como pobretanas que sou comecei a procura no mercado dos usados, e encontrei um negócio para um "bicho" interessante e a bom preço, em que se facilitava a retoma do meu anterior carro. Lá fui experimentar o carro (tudo OK)... revi com alguma minúcia os pormenores visíveis do mesmo (tudo OK)... negociei o preço (tudo OK)... no final ficou a faltar apenas um pormenor para tratar, a cargo do vendedor: o belo do Grand Cherokee tinha películas não averbadas nos vidros todos, pelo que pedi para (antes de eu ir buscar a viatura) serem removidas as dos vidros da frente, de forma a poder fazer uma inspecção B e não ter problemas. O vendedor concordou e ficou de me contactar uma vez tratado este detalhe. Resultado final do negócio: a caminho da oficina para remover as películas uma roda da frente bloqueou! Jogo abaixo com o negócio.

Seria de suspeitar, caso acreditasse na sorte e no azar, que sou um tipo cheio de sorte, pois não fosse o dito "pormenor" neste momento seria o feliz proprietário de uma viatura a rolar em modo "tripé". Não acredito, e os dias seguintes provaram isso mesmo, já que em pleno passeio do H.O.G. Rally 2012 (um evento associado a uma concentração de Harley-Davidson que teve lugar este ano em Portugal), devo ter sido o único gajo a ficar apeado de mota. Parece que a velhinha Hornet não quis fazer jus à marca (Honda) e resolveu descansar um pouco...

Tenho sorte? Tenho azar? Nem uma coisa nem outra! O que acontece é que naturalmene coisas boas e menos boas vão sucedendo, e cabe-nos a nós decidir como interpretar, reagir e determinar o que fazer com isso, ou seja, dar a importância devida a esses acontecimentos.