domingo, novembro 02, 2014

Amanhecer Assim

Mais um dia em que a inércia não me venceu. Hoje, depois de mais uma noite mal dormida e um dia começado durante a madrugada, resolvi sair de casa pelas 6h30 em rumo a um percurso desconhecido. Já com luz do dia, foi tempo de percorrer mais uma vez as margens do Trancão até chegar ao Parque das Nações. Uma vez lá, perante o dilema de continuar ou voltar para casa, e dado o cedo da hora, optei por seguir em frente e passado pouco tempo estava a apreciar a vista do Cais das Colunas junto ao Terreiro do Paço. Assisti a uma sessão fotográfica para um casamento e não consegui evitar sentir-me emocionado com a imagem da felicidade de um casal retratada no meio daquele cenário. Uma vez mais o dilema: seguir em frente ou voltar para casa. Segui. Passei por um Cais do Sodré ainda vazio de pessoas mas repleto dos despojos da noite frente aos muitos bares que por ali estão. Parei junto às docas de Alcântara para observar o mar e segui até Belém. Junto à torre tomei finalmente a decisão de regressar, mas não sem antes tomar o pequeno almoço num café que mal tinha aberto àquela hora. O regresso já revestiu os locais visitados de uma luz diferente, e as pernas pedalaram mais rapidamente com a pressa de chegar a casa. O ritmo e as pernas fizeram sentir-me vivo e cheguei a casa pronto para um refrescante e revigorante banho, uma vez mais com a certeza que, depois deste início, o dia não tinha como correr mal.

sábado, novembro 01, 2014

Trinta Mil

Há cerca de dois anos atrás, numa compra improvável e meio forçada (por causa de um acidente), comprei a minha "velhota" (Kawasaki ZZR 1100 de 97). Dois anos passados, com 30 mil quilómetros feitos em conjunto (ela já conta com 80 mil no total), posso dizer que foi uma moto que aprendi a gostar. Venham mais dois anos e outros 30 mil quilómetros! Aqui fica um vídeo promocional da época dela...

sexta-feira, outubro 31, 2014

Sala Errada

Costuma dizer-se que se somos a pessoa mais inteligente na sala onde estamos, então é porque estamos na sala errada. Hoje senti-me assim, e apercebi-me do fácil que é uma pessoa deixar-se estar nesta zona de conforto. Existe um agradável sentimento e sensação de à-vontade no cenário descrito, aquele em que somos quem mais sabe e domina uma matéria em discussão. Na minha perspetiva não existe nada de errado em termos um contributo a dar em determinadas ocasiões e circunstâncias, mas efetivamente vejo os perigos de nos agarrarmos a essas circunstâncias e tentarmos fazer com que perdurem no tempo, sem que nada evolua dentro de nós. Percebo bem o quão importante é irmos mudando de sala, depois de darmos os nossos contributos. E darmos os nossos contributos mesmo quando não somos a pessoa mais inteligente da sala. Isto porque a aprendizagem é um processo dinâmico e contínuo que nunca acaba, e deve ser alimentado por nós. Quando tal não acontece, existe uma disrupção que afeta quem somos e a forma como nos posicionamos no mundo, quando deixamos de aprender, deixamos de poder ajudar. E quando deixamos de poder ajudar, deixamos de ter um papel no mundo, em relação aos que nos rodeiam mas também em relação a nós próprios. Hoje fui a pessoa mais inteligente da sala, mas no final do dia, saí, e não mais voltei.

quinta-feira, outubro 30, 2014

Saber e Gostar

Tenho como exercício mental a realizar na próxima semana, pensar sobre aquilo que sei fazer e o que gosto de fazer. Estranhamente, o que se revela mais difícil de fazer neste exercício é dissociar as duas perguntas. Isto porque existe uma tendência natural para responder à primeira pergunta, considerando apenas o contexto do que gostamos de fazer, e responder à segunda pergunta, considerando apenas o contexto do que sabemos fazer. Este vício mental é prejudicial a pensar nas duas perguntas de forma isolada, e obter respostas reais e interessantes a ambas as questões. Isto porque nem sempre sabemos fazer aquilo que gostamos ou gostaríamos de saber fazer, e nem sempre gostamos de fazer aquilo que sabemos fazer. Dado o nó mental, conforme descrito anteriormente, é tempo de o desatar e pensar no assunto de forma assertiva. Darei a conhecer as cenas dos próximos capítulos, mal tenho chegado a alguma conclusão...

quarta-feira, outubro 29, 2014

Energia Solar

Depois de ter acordado às 4h da manhã com um bebé de 6 meses a dar-me pontapés na cabeça, já não consegui dormir mais. Resolvi dar utilidade ao tempo e estive a fazer o convite da festa de aniversário do Alexandre, que se avizinha, bem como a despachar algum trabalho que tinha pela frente. Quando terminei de fazer o que me propus fazer, passava já das 7h da manhã, e era tempo de me despachar para ir trabalhar. Não tive como evitar sentir uma falta de energia enorme, já que as poucas horas de sono associadas aos efeitos físicos da futebolada da noite anterior deram realmente cabo de mim. A meio do dia resolvi dar a volta à coisa e presentear-me com um almoço decente. Em vez da tradicional ida à “mangedoura”, fui novamente passear (tal como tinha feito no início da semana). Desta feita o destino foi a praia da Torre, onde almocei na esplanada do restaurante Torremar.

Uma dourada grelhada acompanhada de um copo de vinho branco fresquinho, enquanto apanhava o sol quente que aquecia não só a mim como às pessoas que entretanto foram chegando para gozar um dia de praia digno de um mês de verão (incluindo idas à água!). Por ali estive a apreciar o sol, o mar e a refeição, para “recarregar a bateria”. Funcionou, e foi tempo de regressar ao trabalho, com outra disposição completamente diferente. Sem dúvida, são as pequenas coisas que por vezes fazem uma grande diferença!

Não Conseguimos ou Não Queremos?

Aquilo que por vezes dizemos a nós próprios que não conseguimos fazer, ou não somos bons a fazer e por isso nem vale a pena tentar, é muitas vezes um preconceito que pode ser adquirido de várias formas. Frequentemente é apenas e simplesmente o resultado da repetição de dizermos isso mesmo a nós próprios. Também frequentemente, quando conseguimos ultrapassar esse preconceito, o pouco que o fundamenta cai por terra, e novas oportunidades de evolução pessoal surgem. Ontem à noite foi a minha vez de ultrapassar o preconceito de que não sou bom a jogar futebol (no caso em concreto, futebol). Parece algo ridículo face ao tema, mas serve perfeitamente de exemplo. A realidade é que continuo a não ser bom a jogar futebol, mas percebi que isso não interessa, e que posso jogar na mesma. Isto porque há coisas boas no facto de ir jogar à bola com um grupo de amigos ou conhecidos. Há a prática desportiva... há o conhecer pessoas novas... e há também a possibilidade (ainda que remota para quem como eu joga com 2 pés esquerdos... aleijados) de melhorar um pouco e passar até quem sabe a jogar melhor. Voltando à questão do preconceito, ontem à noite ultrapassei um dos meus e lá fui eu. Não joguei mal nem joguei bem, mas até deu para marcar um golito, desintoxicar o meu sistema de tanto que transpirei em apenas uma hora, e ficar completamente partido fisicamente! Gosto de ficar partido fisicamente... porque me fortalece mentalmente. E não sei explicar muito bem porquê. Se calhar nesta noite em particular, foi simplesmente porque ultrapassei um dos meus preconceitos, com as vantagens que já enumerei. Quem prestar atenção ao texto, conseguirá estabelecer alguns paralelismos interessantes, com várias áreas da sua própria vida.

terça-feira, outubro 28, 2014

A Melhor Versão do Eu

Gosto realmente de fazer exercício físico. No entanto aborrece-me não ter a disponibilidade para o fazer com a frequência e disponibilidade que gostaria de ter. Hoje foi mais um dia em que consegui vencer a inércia após alguns momentos de reflexão enquanto, ainda na cama, olhava para as horas no despertador. 6h30, marcava ele... depois de ter acordado 3 horas antes para atender ao chamamento do Alex... e me ter deitado novamente quase uma hora depois. O debate interno durou alguns minutos mas lá optei pela solução (aparentemente) mais dolorosa: levantar-me. Uma vez mais vesti uma roupa desportiva ao acaso (com todos os riscos inerentes), e lá fui eu (hoje já com claridade). Pedalei uns míseros 15 quilómetros de trilhos mas... não é que se revelou o suficiente para me fazer sentir vivo ainda com o dia inteiro de trabalho pela frente? Nos últimos tempos tenho pensado ocasionalmente que, se apreciarmos aquilo que conseguirmos fazer com as ferramentas que temos, em vez de nos penalizarmos por não conseguir fazer o que idealizámos, a nossa vida transforma-se para melhor. E isso, no final de contas, é o mais importante. Uma reflexão que desde recentemente trago sempre comigo, e aplico em variadas ocasiões e circunstâncias diárias: o que faria neste momento a melhor versão do "eu" próprio? Hoje pelas 6h30, a melhor versão do "eu" próprio levantava-se para ir treinar. E assim foi. Amanhã há mais (... ou pelo menos assim espero)!

segunda-feira, outubro 27, 2014

Hora de Almoçar!

A propósito de um artigo que li recentemente, que revela que os portugueses estão a voltar ao hábito de antigamente da "marmita" para levar o almoço para o trabalho, ocorre-me dizer que não tenho nada contra... e também nada a favor. Não me faz qualquer confusão que as pessoas optem por essa solução, sobretudo considerando os motivos pelos quais o fazem (que normalmente estão associados a fatores financeiros). Eu próprio, se me visse confrontado com limitações financeiras que me levassem a isso, também o faria. Mas fico contente por (ainda) não estar nessa posição. Não sou daquelas pessoas que vivem para comer, nem para fazer almoçaradas de 3 horas em pleno dia de trabalho. Mas gosto de aproveitar o período de almoço para desligar um pouco a mente dos assuntos profissionais e relaxar enquanto aprecio a refeição. Hoje por exemplo, foi um desses dias. Em vez de descer as escadas até à "mangedoura" mais próxima (nome carinhoso que um colega meu inventou para os aglomerados de restaurantes de "fast food" dos centros comerciais), saí de improviso e fui até à Marina do Parque das Nações, comer um frango grelhado com maça caramelizada e puré, acompanhado de um copo de vinho branco, enquanto observava os barcos no rio ali mesmo ao lado. Uma interrupção destas num dia de trabalho, pode parecer disruptiva para muitos, em termos de atividade. Para mim, é terapêutica. Como é óbvio não é algo que possa nem consiga fazer todos os dias, mas de vez em quando acho que tenho direito a presentear-me. Como dizem uns célebres pacotes de açucar... hoje foi o dia!

domingo, outubro 26, 2014

O Tempo Também se Atrasa!

O tempo também se atrasa. Pelo menos foi o que aconteceu esta noite. Uma simples hora é motivo de disrupção de toda a nossa forma de estar, mesmo para alguém que, como eu, tem dois despertadores biológicos em casa a funcionar em plena atividade logo às 6h da manhã. O mais novo que já tem o ritmo de sono da tortura chinesa, em que não nos deixa dormir mais do que 2 a 3 horas seguidas, combinado com o mais velho que, ainda que já durma a noite inteira, opta SEMPRE por acordar pelas 7h00. E como hoje o tempo se atrasou... as 7h00 transformaram-se em 6h00. O engraçado é que se isto acontecesse todos os dias era fenomenal. O fato de uma pessoa conseguir (independentemente do motivo) estar acordada a estas horas abre todo um leque de coisas que se conseguem fazer, fora do normal. Neste dia de espertina matinal, foi-nos possível fazer a logística do costume nas calmas, sair e ir a pé até à pastelaria e depois ao supermercado, passear pelas hortas urbanas ali mesmo ao lado e regressar a casa nas calmas, antes de seguir para o primeiro evento social do dia (aniversário de colega de escola do Alex...). Isto reforça a minha crença em como de manhã é que se começa o dia. Tivesse eu a capacidade física (e mental) para o fazer e levantava-me todos os dias às 6h00!

sábado, outubro 25, 2014

Vencer

Hoje venci a inércia! Às 6h00 da manhã acordei com o mini despertador biológico que dorme ali ao lado, olhei para o relógio, e disse para mim próprio: "é hoje"! Levantei-me, vesti uma roupa desportiva mais ou menos ao calhas e no escuro (o resultado podia ter sido desastroso mas até correu bem) e saí porta fora. Peguei na minha bike e lá fui eu. Assim que abro o portão da garagem fiquei em choque, porque estava ainda escuro como breu, e eu nem sequer tinha qualquer iluminação comigo. Fiz uns bons quilómetros completamente às escuras em trilhos meio enlameados, mas passado um pouco lá começou a clarear e comecei a ver por onde ia. Revisitei um trilho que acompanha o rio Trancão até à zona do Parque das Nações, onde assisti a um nascer do sol brutal! Parei alguns minutos num dos pontões da zona norte a assistir àquela maravilha da natureza. No entanto, rapidamente que estava a servir de pequeno almoço a dezenas de melgas que me deixaram num estado lastimável, e optei por seguir viagem. A brisa fresca da manhã sabia que nem ginjas! Passando pela marina e chegado ao final da zona sul, optei por regressar, já que aparentemente às 9h00 ainda é cedo para aqueles cafés por ali abrirem. Fiz o mesmo caminho de volta, já com melhor visibilidade do que à ida, e rapidamente cheguei a casa. Resumindo: 45 quilómetros de passei, com direito a nascer do sol e muito orgulho por ter vencido a inércia! Um dia que começa assim, só pode correr bem!