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terça-feira, setembro 13, 2016

Terceiro Passo de um Caminho Mais Longo (1/3)

Há apenas algumas semanas atrás, de uma simples conversa de café entre dois amigos motards, surgiu a perceção de um objetivo comum. Juntaram-se assim duas vontades de conhecer alguns locais mais a sul, e em pouco tempo estávamos a organizar o percurso e a tratar dos preparativos. Optámos por fugir a alguns destinos mais comuns que considerámos inicialmente, como alguns pontos específicos da costa alentejana ou terras que já conhecíamos e preferimos definir um trajeto por zonas menos conhecidas de ambos, incluindo um roteiro junto ao rio Sado, bem como uma parte da N2 entre o Algarve e o Alentejo. Em menos de um mês tínhamos a viagem planeada e o alojamento tratado. As montadas: uma BMW F800R (de "moi même") e uma Suzuki GSR600. A viagem dividiu-se em 3 dias, sendo que no primeiro o percurso foi feito entre Lisboa e Odeceixe, o segundo entre Odeceixe e Serpa (pelo Algarve) e o terceiro partindo de Serpa rumo a Lisboa. Como sem crónica e sem fotos, o passeio não existe, deixo aqui o relato destes 3 dias de viagem.

1º dia: Lisboa - Odeceixe (Roteiro do Sado)




Começou assim a aventura num ponto de encontro habitual de outras voltas - bombas da Galp da 2ª circular - para dar início à viagem percorrendo os poucos quilómetros de autoestrada que iríamos fazer e que se resumiram à ponte Vasco da Gama e A33 em direção a Setúbal. Aí iríamos apanhar o Ferry em direção a Tróia, ponto a partir do qual começaria a viagem a sério. Esticadas as pernas às burras, lá aguardámos pela nossa vez de fazer a travessia.



Uma vez em Tróia seguimos alguns quilómetros em direção à Comporta, virando depois para a Carrasqueira, onde se impunha a visita ao cais palafítico que nenhum de nós conhecia mas já tínhamos ouvido falar. Uma paisagem sem dúvida muito bonita e invulgar onde vale a pena ir e conhecer. Nota: há por lá uns restaurantes a caminho do cais que têm muito bom aspeto, e podem ser um complemento a um passeio de fim-de-semana a organizar.





Após algum TT feito pelo meio dos arrozais com os pneus errados, regressámos à estrada em direção a Alcácer do Sal, onde parámos para descansar as burras e dar de beber aos burros. Depois de recuperar era novamente tempo de nos fazermos à estrada, para ir em busca do que seria um excelente almoço no restaurante "O Besugo", localizado no Torrão, com direito a um bife e uma costeleta de novilho tamanho XL que praticamente se cortavam com as costas da faca. Antes foi tempo ainda de parar na barragem de Vale do Gaio e observar a espetacular paisagem onde a frescura do Sado se contrapõe com a aridez circundante.





Depois de recuperadas as forças no Torrão, seguimos para sul até Ferreira do Alentejo (com uma paragem pelo meio na barragem de Odivelas) e depois em direção ao Lousal, onde visitámos as minas abandonadas. Este local é digno de cenários de filmes, e impressiona assim que nos deparamos com ele de repente à saída de uma curva. A ver, as várias ruínas que compunham o complexo e as duas lagoas, uma de cor verde e outra de cor vermelha (devido aos resíduos ácidos). Nova paragem para descansar as burras, hidratar os burros e visitar o local. Estas minas foram geridas por Frédéric Velge durante as décadas de 60/70. No local existe um museu que conta a história deste homem e do que fez pela terra e pelos mineiros (e suas famílias) que ali trabalhavam.





Seguimos depois viagem em direção a Ourique, onde parámos apenas para beber umas minis em frente ao local de eleição de muitos para os almoços das viagens a caminho da concentração de Faro. Mudança de direção para oeste, parando na barragem do Monte da Rocha, nova paisagem deslumbrante e alguns minutos para descanso no meio dos sons do silêncio. Como o sol começava a dar sinais de querer desaparecer, decidimos rumar em direção ao nosso destino final do dia: Odeceixe.




Chegados a Odeceixe, antes de pararmos na vila seguimos diretos à praia. A vista da praia a partir do miradouro foi uma forma excelente de terminar a viagem, acompanhada de banda sonora já que havia festa no areal. Os quilómetros percorridos faziam-se sentir, por isso fomos ver do nosso alojamento, que se revelaria a última aventura do dia.



Depois de chegar à hospedaria D. Maria, deparámos-nos com um edifício decrépito e com ar de abandonado, que em nada se parecia com as fotos do local aprazível que tínhamos visto na net... Após várias tentativas de contacto para o número que tínhamos (sem sucesso) e de começarmos a ter dúvidas se o dito alojamento ainda estaria a funcionar, lá nos atendeu o Sr. Silvério que nos encaminhou para o restaurante em frente, onde a senhora que dá nome à hospedaria viria ter connosco para então nos fazer o "check-in". Depois de atender um par de alemãs, indicando-lhes que "pequeno almoço... 9h... 10h... depois... finito" (uma verdadeira poliglota), lá nos orientou a nós com maior facilidade. Largámos os tarecos, refrescámos-nos e fomos ver da janta. Escolhemos o restaurante que tinha menos gente - o restaurante "Retiro do Adelino" - onde bebemos um verde bem fresco e comemos um arroz de marisco fenomenal que incluía camarões, pernas de sapateira, ameijoas... acho que o que menos tinha era mesmo arroz! Depois de rever o percurso do dia seguinte foi tempo de passear pela vila, beber mais uns copos e ir descansar.



O segundo e terceiro dias estavam ainda para vir...

sábado, novembro 01, 2014

Trinta Mil

Há cerca de dois anos atrás, numa compra improvável e meio forçada (por causa de um acidente), comprei a minha "velhota" (Kawasaki ZZR 1100 de 97). Dois anos passados, com 30 mil quilómetros feitos em conjunto (ela já conta com 80 mil no total), posso dizer que foi uma moto que aprendi a gostar. Venham mais dois anos e outros 30 mil quilómetros! Aqui fica um vídeo promocional da época dela...

quinta-feira, outubro 23, 2014

Coexistência Pacífica

Devido às caraterísticas da minha atividade profissional, não tenho um local de trabalho fixo. Os vários projetos em que participo podem levar-me para locais dentro ou fora de Lisboa, mais ou menos longe da zona onde vivo. Neste momento um deles leva-me a percorrer cerca de 40 kms (para cada lado), tendo de entrar e sair de Lisboa para chegar ao destino, percorrendo algumas das vias mais complicadas em termos de trânsito. Já agora aproveito para referir que o meu emprego de sonho (ou quase) seria aquele em que eu pudesse ir de bicicleta para o trabalho. Voltando ao tema inicial, enquanto hoje percorria o IC19, deparei-me com 6 kms de trânsito parado por causa de um acidente. Felizmente o meu meio de transporte é uma moto, por isso o impacto destes imprevistos mais ou menos previsíveis é reduzido. Nesta ocasião percorri os kms de fila atrás de outro motociclista, que só me ocorre dizer necessitava de um curso de gestão de raiva... O homem esperneava, gritava, fazia gestos obscenos... Só estava a ver quando é que parava a moto e desatava ao pontapé a um carro qualquer. Ainda que a expressão de descontentamento fosse a mais condenável e errada, o motivo era aquele que enerva (normalmente em menor escala) a totalidade ou quase dos motociclistas: o desrespeito de quem não o é, na estrada. Quem anda de moto diariamente como eu, quando conduz um carro, revela-se um condutor mais atento. Não muda de faixa sem olhar pelo espelho retrovisor primeiro... assinala as manobras com pisca... facilita situações de passagem... não se deixa ficar parado no meio de cruzamentos... em resumo (e obviamente correndo os riscos de fazer generalizações que são injustas para alguns) os motociclistas são melhores condutores de automóveis do que os condutores de automóveis que não são motociclistas. É certo que passar com a moto no meio do trânsito parado não está previsto no código de estrada, mas ainda assim a possibilidade de o fazer é um fator determinante para optar por este meio de transporte. Da mesma forma, os condutores de automóveis que olham com desdém para os motociclistas que o fazem, e por vezes arriscadamente os tentam prejudicar até com intenção, nem sequer fazem ideia do nível de atenção e stress que isto representa para um motociclista. Eu falo por mim, que o faço conscientemente, e sei que é uma manobra arriscada... sei que se algo acontecer, sou sempre eu o responsável perante as regras do código de estrada... sei que se algo acontecer, quem se magoa sou eu... sei que se algo acontecer, ainda serei o alvo da fúria do condutor que está do outro lado da equação. A bem da coexistência de motos e carros na estrada deixo aqui o meu apelo à reflexão e à cooperação. O resultado será certamente muito melhor do que algumas situações a que assisto diariamente.

sexta-feira, setembro 26, 2014

Terceiro Passo de Um Caminho Mais Longo

Depois do primeiro passo de um caminho mais longo ter sido dado em Julho de 2012, e na sequência do segundo passo já em Março de 2014, eis que chega a altura de começar a delinear o terceiro para não ter o mesmo intervalo que os anteriores. Da primeira vez foram 3 dias de viagem de moto pela zona centro do país. Alguns locais que já conhecia, outros nem por isso. Uma viagem excelente, para a história, feita em boa companhia com alguém que teve a oportunidade de conhecer uma parte de um país que já é o seu, apesar de não ter nascido cá. Da segunda vez foram também 3 dias, dedicados à zona norte. Desta feita a viagem já foi mais preenchida com locais que não conhecia assim tão bem. Apesar de ter partido nesta segunda aventura sozinho, foi uma vez mais uma experiência indescritível, repleta de locais, pessoas, paisagens, sabores, aromas e muito mais, que nunca esquecerei. Sempre que me lembro destas duas viagens, o meu punho começa a sentir comichão e vontade de acelerar, para me levar rumo ao desconhecido em cima de duas rodas. O cansaço físico do corpo cai facilmente no esquecimento, logo após a conclusão de cada viagem, por isso ficam só as memórias boas e a vontade de repetir. Está na altura de começar a pensar nisso. Melhor, está na altura de fazer algo em relação a isso. E o primeiro passo, deste terceiro passo (peço desculpa pela redundância) é definir uma data. E nada melhor do que celebrar um ano desde a última viagem, quando se faz a seguinte, por isso fica desde já marcada para os dias 14, 15 e 16 de Março de 2015. Destino: sul do país. Mais detalhes (que já tenho) serão revelados por aqui brevemente.

domingo, fevereiro 09, 2014

Segundo Passo de um Caminho Mais Longo (agora é que é!)

No ano passado tentei marcar uma nova etapa daquilo que foi o primeiro passo de um longo mas gratificante caminho, iniciado em 2012. Não aconteceu, mas a vontade de seguir ficou. É hora de retomar os planos. Para me lembrar a mim próprio, mais do que dar a conhecer aos outros, aqui fica o percurso previamente traçado, e que agora será cumprido.
O mapa é tosco, mas serve para dar uma ideia da distância a percorrer e sobretudo dos locais a visitar. O percurso está traçado para 3 dias, de forma a calcorrear cerca de 1000 kms e ficar a conhecer ou simplesmente revisitar alguns lugares interessantes. A ideia é, sempre que possível, evitar autoestrada, já que existem outros caminhos muito mais interessantes de percorrer. Aqui fica algum detalhe dos locais a visitar:

Dia 1, Checkpoint 1: Muge
Do anterior percurso pouco ou nada se tentará repetir. Apenas o princípio da viagem pode ser o mesmo... isto porque pelo fresco da manhã vai saber mesmo bem uma bela bifana do Silas, em Muge! Se fosse agora, neste preciso momento, escolhia a que vem numa travessa (e que é do respectivo tamanho), acompanhada por queijo, fiambre, enfim... tudo a que temos direito!

Dia 1, Checkpoint 2: Coimbra
Coimbra é a maior cidade da região Centro de Portugal e situada na sub-região do Baixo Mondego, com cerca de 143 396 habitantes. (...) É considerada uma das mais importantes cidades portuguesas, devido a infraestruturas, organizações e empresas para além da sua importância histórica e privilegiada posição geográfica no centro da espinha dorsal do país. Coimbra é também referência nas áreas do Ensino e da Saúde.
O Mosteiro de Santa Cruz localiza-se na freguesia de Santa Cruz, na cidade, concelho e distrito de Coimbra, em Portugal. Foi fundado em 1131 pela Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho , com o apoio de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I, que nele se encontram sepultados. A qualidade das intervenções artísticas no mosteiro, particularmente na época manuelina, fazem deste um dos principais monumentos históricos e artísticos do país.

Dia 1, Checkpoint 3: Aveiro
Aveiro, conhecida como a "Veneza de Portugal" e durante algum tempo chamada de "Nova Bragança", é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Aveiro, na Região Centro e pertencente à sub-região do Baixo Vouga, com cerca de 55 291 habitantes. O perímetro urbano é constituído pelas freguesias de Glória e Vera Cruz (a área original da cidade), estendendo-se ainda para Aradas, Cacia, Esgueira, São Bernardo e Santa Joana (...).
A Reserva Natural das Dunas de São Jacinto é um ponto de visita obrigatória para todos os amantes da natureza. É uma extensão costeira de areais, pequenos bosques e lagoas, situada imediatamente a norte da barra de Aveiro. Por isso mesmo, o acesso faz-se, ou de barco a partir de Aveiro/farol, ou de automóvel, o que implica um desvio de três dezenas de quilómetros através de Estarreja e da praia da Vagueira. Foram definidos uma série de percursos sinalizados e pontos de observação das aves migratórias, de forma a que a desejada presença dos visitantes não colida com os imperativos de protecção ambiental.

Dia 1, Checkpoint 4: Porto
O Porto é uma cidade portuguesa situada no noroeste da Península Ibérica, sede do município homónimo com 41,66 km2 de área, tendo uma população de 237.584 habitantes (2011). A cidade é considerada uma cidade global, sendo a capital do Distrito de Porto, da Área Metropolitana do Porto e da região do Norte, sub-região do Grande Porto. A cidade metrópole, constituída pelos municípios adjacentes que formam entre si um único aglomerado urbano, conta com cerca de 1.286.276 habitantes, o que a torna a maior do noroeste peninsular e a segunda maior de Portugal, após a Grande Lisboa (...).
Caves do Vinho do Porto: A Cálem tem produzido Vinhos do Porto de qualidade superior desde 1859, reconhecidos através de sucessivos prémios nacionais e internacionais. Descubra as Caves onde o Vinho repousa durante longos anos até atingir o equilíbrio perfeito, aprenda a distinguir os diferentes aromas e paladares numa prova de degustação. Fique a conhecer a singular paisagem da região demarcada do Douro e as características que tornam este Vinho tão especial, tão apreciado. Realmente único… Uma experiência inesquecível que fará de si um apreciador incondicional.

Dia 2, Checkpoint 1: Guimarães
Guimarães é uma das mais importantes cidades históricas do país, sendo o seu centro histórico considerado Património Cultural da Humanidade, tornando-a definitivamente um dos maiores centros turísticos da região. As suas ruas e monumentos respiram história e encantam quem a visita. (...) Guimarães é muitas vezes designada como "Cidade Berço", devido ao facto aí ter sido estabelecido o centro administrativo do Condado Portucalense por D. Henrique e por seu filho D. Afonso Henriques poder ter nascido nesta cidade e fundamentalmente pela importância histórica que a Batalha de São Mamede, travada na periferia da cidade em 24 de Junho de 1128, teve para a formação da nacionalidade. Contudo, as necessidades da Reconquista e de protecção de territórios a sul levou esse mesmo centro para Coimbra em 1129.
O Castelo de Guimarães localiza-se na freguesia de Oliveira do Castelo, cidade e concelho de Guimarães, no distrito de Braga, em Portugal. Em posição dominante, sobranceiro ao Campo de São Mamede, este monumento encontra-se ligado à fundação do Condado Portucalense e às lutas da independência de Portugal, sendo designado popularmente como berço da nacionalidade. Classificado como Monumento Nacional, em 2007 foi eleito informalmente como uma das Sete maravilhas de Portugal.

Dia 2, Checkpoint 2: Parque Nacional da Peneda-Gerês
O Parque Nacional da Peneda-Gerês ou conjunto serrano da Peneda-Gerês, é o único parque nacional de Portugal e situa-se no extremo nordeste do Minho, estendendo-se até Trás-os-Montes, desde as terras da Serra da Peneda até a Serra do Gerês - daí a sua designação -, sendo recortado por dois grandes rios, o Rio Lima e Cávado. Fazendo fronteira com a Galiza, abrangendo os distritos de Braga (concelho de Terras de Bouro), Viana do Castelo (concelho de Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca) e Vila Real (concelho de Montalegre) numa área total de cerca de 70 290 hectares. O Parque Nacional da Peneda-Gerês é considerado pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera.
É uma das maiores atracções naturais de Portugal, pela rara e impressionante beleza paisagística e pelo valor ecológico e etnográfico e pela variedade de fauna (corços, garranos, lobos, aves de rapina) e flora (pinheiros, teixos, castanheiros, carvalhos e várias plantas medicinais). Estende-se desde a serra do Gerês, a Sul, passando pela serra da Peneda até a fronteira espanhola.

Dia 2, Checkpoint 3: Chaves
Chaves é uma cidade portuguesa do Distrito de Vila Real, Região Norte, sub-região do Alto Trás-os-Montes, com uma população (em 2011) de 16 466 habitantes no seu perímetro periurbano. A cidade de Chaves em sentido restrito está dividida em três freguesias: Madalena, Santa Maria Maior e Santa Cruz - Trindade.
É sede de um município com 591,22 km² de área e 41 243 habitantes (2011), subdividido em 51 freguesias. (...) Pode-se afirmar que é uma cidade empreendedora pois, a nível de turismo, apresenta casas de turismo rural e bons restaurantes para os grandes apreciadores de gastronomia Transmontana.
Sobre o rio Tâmega, a ponte romana é o ex-libris do concelho de Chaves, sendo considerada uma das melhores heranças deixadas pelos romanos. Foi edificada entre o final do século I e o início do século II d. C, pelo Imperador Trajano. Tem cerca de 150 metros de comprimento e doze arcos de volta perfeita formados por poderosas aduelas de granito. No centro da ponte, estão expostos documentos epigráficos em tom de homenagem ao povo flaviense. Actualmente, funciona apenas como ponte pedonal. Está classificada como Monumento Nacional.

Dia 2, Checkpoint 4: Vila Real
Vila Real é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Vila Real, na Região Norte e sub-região do Douro, com cerca de 25 000 habitantes. Foi capital da extinta província de Trás-os-Montes e Alto Douro. (...) Crescida num planalto situado na confluência dos rios Corgo e Cabril, a cidade está enquadrada numa bela paisagem natural (Escarpas do Corgo), tendo como pano de fundo as serras do Alvão e, mais distante, do Marão. Com mais de setecentos anos de existência, Vila Real foi outrora conhecida como a "Corte de Trás-os-Montes", devido ao elevado número de casas brasonadas que então tinha.
O esplêndido solar do Palácio de Mateus está retratado nos rótulos do famoso vinho Mateus rosé. Construído no século XVIII, o edifício apresenta uma impressionante fachada barroca e pináculos ornamentados no telhado. Os jardins bem cuidados integram estátuas elegantes e um maravilhoso lago diante do palácio. Realizam-se regularmente eventos musicais no palácio e estão disponíveis visitas guiadas.

Dia 3, Checkpoint 1: Viseu
Viseu é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Viseu, na região Centro e sub-região de Dão-Lafões com 47 250 habitantes, sendo por isso a terceira maior e mais populosa cidade no Centro de Portugal, a seguir a Coimbra e Aveiro.
A Cava de Viriato é um acampamento militar romano ou árabe localizado na cidade de Viseu. É monumento nacional desde 1910. O acampamento apresenta uma forma octogonal, delimitado por fortes taludes, com 2000 metros de perímetro e uma área de 38 hectares; nas faces de nascente, norte e poente apresenta um fosso. A Cava é tradicionalmente considerada um acampamento da época romana, construído por Décimo Júnio Bruto (137-136 a. C.) ou, segundo Jorge Alarcão, pelos chefes militares Petreio e Cássio Longino em meados do século I a. C.. Mais recentemente, Vasco Mantas, apesar de considerar que dentro da área da Cava existe um acampamento romano, atribui a sua construção aos árabes. Só no século XVI é que se ligou o nome de Viriato à Cava, no entanto, este chefe dos Lusitanos, provavelmente, nunca pôs os pés em Viseu.
À beira da Cava de Viriato, ergue-se a estátua de Viriato, o aguerrido herói que a cidade desta forma homenageia. O escultor Mariano Benliure, de nacionalidade espanhola, soube interpretar neste expressivo conjunto escultórico, a alma e o vigor do valente guerreiro, que personificou a luta contra o invasor romano e que Viseu adoptou como personagem do seu imaginário na construção da imponência da cidade.

Dia 3, Checkpoint 2: Serra da Estrela, Covilhã
Serra da Estrela, por vezes referida como Serra de Estrela, é o nome dado à cadeia montanhosa e à serra onde se encontram as maiores altitudes de Portugal Continental, constituindo a segunda mais alta montanha de Portugal (apenas a Montanha do Pico, nos Açores, a supera). Faz parte da mais vasta cordilheira denominada Sistema Central, no subsistema designado como sistema montanhoso Montejunto-Estrela, que se desenvolve no sentido sudoeste-nordeste desde a serra de Montejunto, e o seu cume-pai é o Pico Almanzor. A serra da Estrela é uma zona de paisagem integrada no Parque Natural da Serra da Estrela, que após a sua constituição em 16 de Julho de 1976 se instituiu como a maior área protegida em solo português.

Dia 3, Checkpoint 3: Castelo Branco
Castelo Branco é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Castelo Branco, situada na região Centro (Beira Baixa) e sub-região da Beira Interior Sul, com cerca de 38 542 habitantes e uma área metropolitana que abriga 41 631 habitantes. Ao contrário de outras cidades da região, que cresceram notavelmente devido à indústria têxtil, Castelo Branco sempre teve uma importância geoestratégica e política em Portugal. Não está por esse motivo sujeita às flutuações económicas que deslocalizaram empresas têxteis - mormente de laboração manual desqualificada - como sucedeu na região norte e na Cova da Beira.
O Jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco revela-se como um dos mais originais exemplares do Barroco em Portugal. Em especial no que respeita à estatuária: aos aspectos simbólicos e à disposição dos seus elementos em percursos temáticos. (...) Este jardim Barroco, em forma rectangular, é dominado por balcões e varandas com guardas de ferro e balaústres de cantaria. Apresenta cinco lagos, com bordos trabalhados, nos quais estão instalados jogos de água. No patamar intermédio da Escadaria dos Reis existem repuxos e jogos de água surpreendentes.

E basicamente é isto... agora é começar a trabalhar nos preparativos. Tenho um mês para o fazer (e esperar que o bom tempo chegue até lá).

segunda-feira, abril 08, 2013

Recarregar Baterias

Vencida a inércia resultante de uma "onda" menos positiva, regresso à escrita passados uns dias. Acho que deixei recarregar as minhas baterias com um fim de semana de "relax", sobretudo dedicado ao espírito "motard". Primeiro foi uma incursão pelo regresso há muito esperado da FIL motos, denominada este ano Motoshow 2013. Excelente regresso, com direito a três stands em grande: 1º lugar para Yamaha (pela dimensão e show off), 2º lugar (para minha agradável surpresa) para Kawasaki (pela notável presença) e terceiro lugar para a Honda (sobretudo graças aos excelentes novos modelos de 2013). As bancadas com comes e (muitos) bebes, bem como o palco com música ao vivo, foram retoques bem dados a esta feira que nunca devia ter sido interrompida e cujo regresso era bastante desejado. Bastou ver a afluência ao certame. No dia a seguir, voltinha dominical em duas rodas, com partida de Lisboa em direcção à Malveira, seguida de passeio pelas curvas do Bombarral e almoçarada em Rio Maior. As Salinas Naturais de Rio Maior são tudo menos aquilo que eu esperava encontrar em tal localização. Umas surpreendentes salinas numa paisagem invulgar, ainda bastante afastadas do mar, com uma surpreendente configuração de casas em madeira em seu redor com restaurantes, lojas de velharias, etc. Um local mágico, que vale a pena visitar em passeio, de carro ou mota. O franguinho no churrasco e a mousse de chocolate caseira são sem dúvida para repetir! O regresso pelo mesmo caminho foi inevitável (para nova apreciação das curvas), apesar do ritmo imposto por um compincha carinhosamente apelidado de "roda presa", que ao fim de duas semanas de carta resolveu fazer connosco o seu passeio inaugural numa Hayabusa 1300, a uma velocidade em autoestrada nunca superior a 90 kms/h. A minha velhinha e veterana ZZR não fez nada má figura no meio de todos aqueles "canhões", e o balanço final do passeio foi muito positivo. Há algo de libertador em andar de mota, por isso espero que as quedas frequentes me dêem algum descanso, para eu poder apreciar estes momentos sublimes, que vão muito além da condução no trânsito do dia-a-dia...

sábado, outubro 06, 2012

Até à Vista, Companheira...

Dois anos de aventuras e desventuras diárias, com muitos quilómetros percorridos, que chegaram ao fim. Apesar de uma saída de cena algo "dramática", foram muitos os bons momentos vividos graças a esta valente Hornet, que não pude deixar de rever mentalmente enquanto a empurrava para o atrelado do seu novo proprietário. Espero que o estrago que fiz seja recuperável e que esta mota com "H" maiúsculo ainda possa fazer alguém muito feliz. Foi um prazer rodar assim. Até à vista!

sábado, outubro 08, 2011

A Evolução Mecânica

E tudo começou mais ou menos assim, mas em azul (duas vezes):


Alguns anos mais tarde, chegou a vez de regressar às duas rodas, assim:


Depois do regresso, ficou a vontade de algo mais, então tratei disto:


Experimentei isto:


E isto:


Mas acabei por comprar isto:


Como diz um amigo meu, moto escreve-se com H...

terça-feira, abril 12, 2011

Alvo em Movimento

Nas últimas semanas e após um Inverno que conseguiu ultrapassar as expectativas de qualquer um, finalmente o bom... err... razoável tempo parece ter chegado. Para quem se desloca em duas rodas para o trabalho (ainda que sem pedais envolvidos no processo) é uma boa notícia. No entanto, a má notícia é que a malta que se desloca em quatro também ganha mais liberdade. E a liberdade a que me refiro, tem a ver com abrir a janela do carro... sendo que abrir a janela do carro, ocasionalmente, pode ter um motivo... sendo que esse motivo ocasional pode muito bem ser mandar uma escarradela borda fora! Ora sabendo que a malta das duas rodas (leia-se neste caso eu) tem a tendência para ignorar toda e qualquer existência de trânsito condicionado, sendo forçada a utilizar as alternativas possíveis (faixa contrária/berma), estamos perante uma situação pura de alvos em movimento. Se muitas vezes em situações de perigo as pessoas vêm passar a vida à sua frente, na situação de perigo que vivi ainda esta semana, não vi nada mais do que uma "verdinha" a passar a poucos centímetros da viseira do meu capacete. Tenho impressão que se tivesse casca, era um ovo, e dos bem cozidos! Capaz de me lascar a pintura! Nunca consegui perceber o que motiva este tipo de função corporal, nem o que leva alguém a um acto tão elegante como cuspir no meio da rua, o que só contribuiu para a minha irritação. Neste caso, o "agressor" pediu imensa desculpa, o que de alguma forma colocou um travão à biqueirada que se dirigia à porta da sua viatura, mas o trauma causado pela imagem da libertação de muco voadora produzida pela dita aventesma, esse já ninguém mo tira...

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Mais Tempo Para Mim!

Se houve coisa que me irritou desde que o meu estaminé profissional mudou de localização no final do ano passado, foi o leque de formas possíveis para chegar lá. O primeiro método que testei foi o dos transportes públicos. Se 45 minutos por viagem não choca muito quando, de manhã, apanhamos o comboio e depois o metro para chegar ao local pretendido, um horário incerto de saída do trabalho pode significar uma viagem de regresso superior a hora e meia. Claramente não funcionou, e a eventual necessidade de ter de regressar a casa rapidamente não ajudou. A segunda tentativa passou por ir de carro, o que me fez sentir muito, mas mesmo muito parvo em alguns dias: duas horas de viagem foi o recorde que me levou a repensar se valia a pena a pipa de massa que pagava em estacionamento, versus o suposto ganho de tempo (que afinal muitas vezes não existia). Acabei por regressar às origens e fazer algo que não fazia há uns 10 anos: andar de mota. Assim, e aproveitando a nova legislação em vigor, vi o que mais me agradava no leque das 125 usadas, e arranjei o meu brinquedo novo. Ultrapassada a vergonha que o vendedor me fez passar, quando depois de me perguntar há quanto tempo não andava de mota, a colocou fora do stand e a segurou enquanto eu montava, começo agora a recuperar a segurança de outros tempos e a apreciar as claras vantagens (apesar das desvantagens relacionadas com a época - chuvosa - do ano). 30 minutos é o que levo num mau dia de trânsito, a fazer o percurso que outrora consumia habitualmente mais de uma hora, para cada lado. Claramente, sobra mais tempo para mim!