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domingo, outubro 14, 2018

Furacão Leslie Nielsen

Mais uma vez e como o IPMA e a proteção civil já nos têm habituado, a montanha pariu um rato. O furacão Leslie, anunciado como o mais violento acontecimento meteorológico a assolar Portugal desde meados do século XIX, acabou por passar por nós como uma moderada depressão ou ciclone tropical (e não um furacão, que é a escala máxima para fenómenos desta natureza). Apesar dos esforços dos jornalistas (sobretudo do CM) por mostrar o caos e cenários apocalíptico deixado para trás, tal não aconteceu e pouco mais que umas árvores caídas e cortes de luz tiveram de servir. O mais engraçado é que qualquer pessoa com um telemóvel e uma aplicação de meteorologia, a meio do dia, conseguia consultar informação mais atualizada que aquela que o IPMA e os meios de comunicação social anunciavam e anunciaram até ao final do dia (e que acabou por se comprovar não ser correta). Não sei se os senhores do IPMA e da ANPC já ouviram falar da fábula do Pedro e o Lobo, e se percebem as consequências do alarmismo infundado constante com que nos presenteiam (agora até SMS são enviadas às pessoas a pedir para não saírem de casa, etc.). Tal como acontece na dita fábula, chegará o dia em que o lobo vem mesmo lá, e depois ninguém vai ligar...

Nota do autor: a foto acima nada tem a ver com o fenómeno climático relatado, foi escolhida apenas por semelhança... porque se trata do falecido ator cómico Leslie Nielsen... que em tempos passados me fazia rir até chorar com alguns dos seus filmes.

domingo, outubro 26, 2014

O Tempo Também se Atrasa!

O tempo também se atrasa. Pelo menos foi o que aconteceu esta noite. Uma simples hora é motivo de disrupção de toda a nossa forma de estar, mesmo para alguém que, como eu, tem dois despertadores biológicos em casa a funcionar em plena atividade logo às 6h da manhã. O mais novo que já tem o ritmo de sono da tortura chinesa, em que não nos deixa dormir mais do que 2 a 3 horas seguidas, combinado com o mais velho que, ainda que já durma a noite inteira, opta SEMPRE por acordar pelas 7h00. E como hoje o tempo se atrasou... as 7h00 transformaram-se em 6h00. O engraçado é que se isto acontecesse todos os dias era fenomenal. O fato de uma pessoa conseguir (independentemente do motivo) estar acordada a estas horas abre todo um leque de coisas que se conseguem fazer, fora do normal. Neste dia de espertina matinal, foi-nos possível fazer a logística do costume nas calmas, sair e ir a pé até à pastelaria e depois ao supermercado, passear pelas hortas urbanas ali mesmo ao lado e regressar a casa nas calmas, antes de seguir para o primeiro evento social do dia (aniversário de colega de escola do Alex...). Isto reforça a minha crença em como de manhã é que se começa o dia. Tivesse eu a capacidade física (e mental) para o fazer e levantava-me todos os dias às 6h00!

quarta-feira, julho 02, 2014

Semana de Trabalho

Hoje é dia de regressar à escrita. O computador está como eu (com a bateria a uns 10%), mas deve chegar para escrever meia dúzia de linhas. O tema de hoje surgiu-me ao ler um artigo do SOL, em que um reformado do sistema de nacional britânico defende que a semana deveria passar de 5 para 4 dias de trabalho. Ora está bom de ver que por estas bandas a coisa está mais a modos de passar de 5 para 6 ou 7 dias de trabalho, como no "tempo da outra senhora". Se o tema deste artigo parece um bocado ridículo de tão próximo que é com os desabafos típicos de um português a tomar café numa segunda-feira de manhã, o conteúdo faz todo o sentido. A justificação é que cada vez mais se trabalha mais, com menos direito a intervalos. As pessoas comem uma refeição rápida de pé num café, ou uma sandes na secretária do trabalho... os casais com filhos trabalham de forma agressiva tentando desesperadamente ter o tempo que nunca chega para acompanharem devidamente os filhos... em suma falta tempo para tudo o que é realmente importante. Ora quem me lê por aqui já viu esta mesma afirmação numas quantas publicações anteriores, pelo que escusado será dizer que concordo plenamente com o amigo "bife". E falando um pouco mais a sério, o resultado final deste estilo de vida é bastante grave, e inclui doenças como o stress, a obesidade e a hipertensão. Para piorar o quadro, resta referir que quem não vive nesta azáfama vive habitualmente no extremo oposto: o desemprego - ainda pior! Enfim, depois de ler estas linhas reforço o meu estado de espírito e o esforço consciente - esperançosamente no futuro subconsciente - de gerir o meu tempo da melhor forma. São vários os exercícios mentais que tenho feito, e por vezes deixar algumas coisas de lado, ou mesmo para trás, não é tão mau como à partida pode parecer. Sobra mais para outras coisas, o que afinal é aquilo que se pretende!

terça-feira, junho 17, 2014

Tempo de Qualidade...

Sem palavras.

domingo, junho 15, 2014

2 Semanas

O tempo que estarei em casa a contar de hoje. Tempo que me é concedido para PODER estar com os meus. Tempo que tenciono aproveitar ao máximo, por eles e por mim. Espero também poder descansar e "reposicionar" a minha mente onde quero que ela esteja. Nos últimos tempos tem andado a deambular, por isso está na hora de voltar ao seu lugar. Grandes objetivos: poder estar com a criançada, mais do que é habitual. Pequenos (mas também grandes) outros objetivos, reservados para uma porção do tempo que me é concedido, para além da criançada: ler e escrever, meditar um pouco e desintoxicar o corpo com algum exercício. Não sei se vou conseguir ter a resistência e força de vontade para acomodar isto tudo em duas semanas, mas pelo menos acho que vale a pena tentar. Entretanto, vou escrevendo por aqui a dar conta do meu estado de espírito, ao longo dos próximos dias. Agora, vou abandonar o teclado. Hora de caracolada com uns amigos. Sem dúvida, uma boa forma de começar este "período de mudança"!

quarta-feira, junho 11, 2014

Mais Uma Ausência Justificada...

O formigueiro na ponta dos dedos trouxe-me aqui outra vez. Passado cerca de um mês e meio da minha mais recente mudança radical de vida, em que passei a ser pai de irmãos em vez de pai de filho único, aqui estou eu de novo a escrever. E o curioso é que o faço precisamente numa altura em que tudo parece estar a meu favor, menos o tempo. Não falo do tempo que todos se queixam, o das condições climáticas, mas sim o tempo que passa, não volta, e parece sempre curto. Gostava de ter mais tempo para fazer tanta coisa que gosto com quem gosto, e acabo por constatar o óbvio: não consigo. Por melhor que tente gerir o meu tempo e disponibilidade, nunca sinto que seja suficiente. Fica sempre algo, ou pior, alguém, para trás. Vou lutando para que assim não seja, mas o melhor que sinto alcançar é um equilíbrio frágil entre o que quero fazer e consigo fazer.

Aquilo de que me queixo não é um vago desejo de querer mais tempo para fazer "cenas", mas sim uma concreta vontade que tenho de passar mais tempo com os meus antigos, porque a cada dia que passa a noção de que um dia cada um deles deixará de cá estar angustia-me. Uma concreta vontade de passar mais tempo com os meus filhos, porque sei que é essa experiência que em última instância é determinante para que eu possa contribuir para que sejam quem quiserem ser, e que isso seja serem pessoas boas e boas pessoas. Uma concreta vontade de estar com quem amo, porque se o amor não é suficientemente motivador para que isso aconteça, então o que será? A verdade é que o dia-a-dia das pessoas da sociedade em que me insiro, é uma realidade "fazer A para chegar a B", ainda que não se desgoste de "fazer A" (como felizmente é o meu caso). O problema é que normalmente se gosta mais do "chegar a B".

Ocasionalmente cruzo-me com as palavras escritas ou ditas de alguém que realizou o que considero um verdadeiro "sonho". Alguém que tem no seu caminho o seu próprio destino. Alguém para quem "fazer A" equivale a "chegar a B", sem termos nem condições. Gostava de ser uma dessas pessoas. Para já, contento-me com os meus momentos de "chegar a B". Contento-me com as brincadeiras e boa disposição do Alex, com os sorrisos inesperados do Pedro, com a cumplicidade constante da Sofia, com o amor incondicional que sinto da/pela minha família e com os poucos e bons amigos que tenho a sorte de ter. Mas todos os dias continuo a puxar pela cabeça para descobrir como raio poderei alcançar o meu Nirvana... alguém me pode ajudar?

quarta-feira, maio 22, 2013

Mau Tempo, Bons Resultados

Já diz o ditado que Deus escreve direito por linhas tortas, e que quando se fecha uma porta muitas vezes abre-se uma janela. Acho que qualquer uma das máximas anteriores se aplica ao volátil clima que temos vivido nos últimos tempos. Isto porque apesar de o balanço global de estar a chover em pleno mês de Maio ser obviamente mau, para não dizer uma grande merda, há pequenas coisas boas que resultam daí e que devem ser apreciadas pelos mais optimistas. Num destes exercícios de optimismo, acabei por me sentir grato, porque havia já algo que me incomodava há vários dias, cujo fim se deu graças a uma bela de uma chuvada. Refiro-me a uma "novela" com vários episódios, em que um vizinho brincalhão qualquer resolveu fazer do meu carro o seu livro em branco, para escrever a sua história. Novela é um nome exagerado, porque na realidade tudo se passou em três dias, o que corresponde no máximo a uma mini série. Aqui fica o relato:

1º Episódio:
O vizinho brincalhão dirige-se à viatura deste vosso incauto amigo, partindo de imediato para a agressão verbal: "Porco!". Ora se o carro poderia não estar nos seus melhores dias no que diz respeito ao resplendor da sua pintura metalizada, o properietário reserva-se o direito de ainda assim tomar banho, e não ser portanto enquadrável na classa da família animal dos bacorinhos, o que revela uma falta de rigor e até trabalho de investigação, na escrita do autor.

2º Episódio:
Não satisfeito com a agressão verbal inicial ("Porco!"), o autor revela-se agora egocêntrico e intolerante, redigindo uma segunda missiva onde claramente reclama das suas condições de trabalho: "Tenho os dedos sujos!". Não seria no entanto de esperar que o alvo da agressão inicial (eu) se importasse com quaisquer condições de trabalho, ou falta delas, para um autor tão pouco profissional e que de dia para dia revela uma faceta pessoal que muito deixa a desejar.

3º Episódio:
Nesta sua terceira e última missiva, o autor revela já alguma ansiedade, devido à falta de retorno quanto à escrita anterior: "Vê a parte de trás do carro!", suplica ele na superfície do capô, numa última tentativa desesperada de obter qualquer tipo de reacção da parte do proprietário da viatura, alvo de tamanha chacota e falta de respeito (eu). Mantive-me sereno e tentei antecipar se a próxima missiva seria na lateral esquerda ou direita, já que começava a faltar espaço livre para textos adicionais.

4º Episódio:
Numa reviravolta inesperada, choveu. Terminou assim uma mini série que se estava a transformar num filme de terror para mim, que já dificilmente suportava o suspense quanto ao que me esperaria no meu próprio automóvel, no dia seguinte. Estava até a pensar desfazer-me da viatura, tendo observado com algum interesse uma outra publicação literária (sim, eu sei que o meu carro parece a Bertrand...) que entretanto me foi deixada no limpa pára brisas, sugerindo fazer negócio com alguém que desconfio (não sei bem explicar porquê) ser de raça cigana...

Obrigado São Pedro!

quinta-feira, março 26, 2009

Raios e Coriscos!

Eu sei que pode parecer um pouco ridículo não passar por aqui para escrever há já algum tempo, e de repente quando volto é para falar do clima. Não consegui mesmo evitar... é mais forte do que eu! Porque é que não chove logo de uma vez por todas para acabarmos com isto. A minha cabeça parece que vai explodir, de tanto ouvir os boletins meteorológicos dia após dia a anunciar mau tempo. E já lá vai mais de uma semana, e o raio das intempéries nunca chegam. Ele é frentes frias vindas do Sul, chuva no Algarve, céu nublado, etc. Mas o que sei é que todos os dias tenho saído de casa com um dia radioso de sol e calor. Parece que os senhores da meteorologia estão a tentar fazer com que chova, apenas com a força do seu pensamento. Mas eu até percebo o dilema. Se agora finalmente ao fim de mais de uma semana calham a desistir e começam a anunciar bom tempo, e depois entretanto chove!? G'anda barraca que era... por isso o melhor é mesmo continuar a anunciar mau tempo, nem que seja até ao próximo Inverno. Ainda assim e por via das dúvidas, em simultâneo vão emitindo alertas para o risco de incêndio devido às temperaturas elevadas. É aquilo que se chama "uma no cravo outra na ferradura", mas mais vale prevenir do que remediar: assim, se fizer calor avisaram para os perigos, e se fizer mau tempo acertaram na "mouche" com as previsões. Enfim... acho que vou ver se uma daquelas ciganitas que andam por aí a ler a sina me consegue dizer que tempo vai fazer para o fim de semana...

domingo, fevereiro 01, 2009

Dias de Chuva

Se por um lado a chuva tem o efeito maléfico de nos impedir muitas vezes de fazer o que planeamos (sobretudo para o nosso tempo livre), por outro lado tem o dom de nos remeter outras tantas vezes para o conforto de um lar e para o descanso de estar simplesmente sentado a ver, ler ou escrever algo enquanto digerimos calmamente uma refeição e ouvimos o som da intempérie lá fora. Depois de uma noite longa de chuva, sucedeu-se hoje um dia de idênticas características. Por isso cá estou eu, sentado em casa, a escrever algo neste preciso momento. E curiosamente não me incomoda muito a ideia de me manter assim até o dia acabar e ser sucedido por outra noite que se prevê semelhante à anterior. É claro que este ano tenho tido a felicidade de não ser presenteado com um lago na casa (há pessoas que têm uma casa no lago, mas eu gosto mais de ser ao contrário), e julgo que isso favorece este meu optimismo anti natura. Ainda assim o cansaço acumulado dos últimos meses e o pouco tempo de descanso favorecem ainda mais este meu sentimento. Parece que se comprova o ditado que diz que "elas não matam, mas moem". Assim sendo, vou "vegetar" mais um pouco enquanto os alertas lá foram vão mudando de cor entre o amarelo e o laranja. Enquanto não cair uma árvore em cima do meu carro, certamente estará tudo bem.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Au Revoir, Frio Polar

E pronto... de um dia para o outro e quando menos se esperava, lá se acabou a "vaga de frio polar", queira lá isso significar o que quiserem. Ainda agora estive a ver as previsões meteorológicas para os próximos dias e é só temperaturas de Verão, praticamente na casa dos 10º! A gaita é a chuva... mas enfim, não se pode ter tudo. Confesso que sou mais adepto do frio do que da chuva, até porque dava um certo gozo aquele ritual matinal de tirar o gelo dos vidros do carro... ver o termómetro marcar temperaturas completamente diferentes do que é habitual... etc. Resumindo e concluindo, acho que vou sentir saudades daquele singelo sinal negativo antes da temperatura assinalada.