sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Primavera

Muito... mas mesmo muito bom!

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

O Peso de Não Estar Só

Recentemente comentei por aqui que me apetecia mudar... recentemente tive a possível oportunidade de o fazer... pensei, pesei os prós e contras... optei por não o fazer. Acho que tomei contacto pela primeira vez com o real peso da responsabilidade, com o facto de já não estar só, com o facto de existir alguém que conta comigo, precisa de mim, e que acima de tudo não posso deixar ficar mal aconteça o que acontecer. Percebi que por vezes o melhor para nós não é fazermos aquilo que queremos, mas sim aquilo que devemos e que é melhor para os outros (os que nos são importantes, leia-se) por mais romântica que possa parecer a alternativa. Talvez chegue o dia em que após pesar os prós e contras, a alternativa seja mais aliciante, mais tentadora, mas para já resta-me contar com a minha capacidade de fazer aquilo que sei, o melhor que sei, e sobretudo manter a atitude que me tenho esforçado por manter. à partida o facto de não mudar nada pode parecer a solução mais fácil. Não foi... Talvez um dia arrisque, mas ao contrário do que dizem os pacotes do Nicola... hoje não é o dia.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

O Nome do Lugar...

Há uma tradição um pouco "americana" que de há uns anos para cá (como aliás muitas outras coisas) começou a ter mais visibilidade em Portugal: os motéis. Até já comecei a receber publicidade na caixa de correio, sobre este tipo de estabelecimento. O que surpreendeu na passada semana foi o requinte... o estilo... o design e o romance que exalavam de um panfleto de um dos ditos motéis. O panfleto em si tinha o seu ar de lounge, de retiro romântico para qualquer casal... a única nuance é que no final de contas não passa mesmo do que é: um motel. Apercebemo-nos disso, quanto mais não seja quando, ao folhear o dito panfleto, em vez de verificar o preço da diária, verificamos o preço da hora... Mas até aqui, tudo bem... examinei com detalhe a especificação em papel do referido estabelecimento, com a curiosidade de quem nunca experimentou (o motel). O que estragou mesmo tudo foi quando reparei no nome. Quem é que no seu perfeito juízo se lembraria de baptizar tal lugar de... Motel IC32 Montijo!?!?!? Pior que isto seria mesmo só Motel Nacional 10 Arrentela, ou Motel Nacional 388 Amareleja! Mas porquê, eu me pergunto... porquê dar a tal lugar de classe um nome destes! Até já imagino o arranjinho de dia de namorados:

Ele: Oh querida... tomei a liberdade de nos reservar um cantinho especial para hoje...
Ela: Ah sim? Então que surpresa me preparaste?
Ele: Reservei-nos 4 horitas no IC32 Montijo!
Ela: P*ta que pariu!!!

Quem quiser espreitar o site do estabelecimento, pode constatar o desfasamento entre a imagem e o nome, a que me refiro. A minha teoria é que havia um especialista em marketing por trás de tudo isto, que morreu atropelado (no IC32, na zona do Montijo) dois dias antes da inauguração. Frustrados por não terem um nome para o local, e em honra ao defunto, os proprietários resolveram dar o nome da estrada ao motel, e assim matar dois coelhos de um atropelamento só. Aceitam-se teorias alternativas, mas para já esta parece-me a mais verosímil.

terça-feira, janeiro 31, 2012

Lost in Translation

Se há coisa que nunca fiz na vida foi julgar alguém pelo seu nível de literacia. Posso até dizer que algumas das pessoas mais inteligentes que conheço praticamente não sabem ler nem escrever. Ainda assim se há coisa que me faz confusão, é a malta que sistematicamente escreve com erros ortográficos. No meio profissional em que me situo, uma das principais ferramentas de trabalho é o bom do email. E estranhamente, o email de alguma forma potencia o analfabeto que há em nós, sendo extremamente mais fácil escrevermos com erros quando queremos enviar uma mensagem. Talvez pelo desejo de celeridade em escrever a missiva, ou por sentirmos que é um meio mais "familiar" ou "pessoal" de comunicar do que na realidade é. O que sei é que um dia não passa sem que receba umas "bardas" valentes na minha caixa de correio. Tudo isto ganha uma maior dimensão quando as ditas missivas são escritas em inglês. É aqui que se distingue o trigo do joio... é aqui que as pessoas honestas, sérias e inteligentes, assumem as dificuldades se as têm, e todas as outras tentam brilhar sem saber como. E é desta forma que rapaziada muitas vezes hierarquicamente acima da nossa posição nos brinda com as melhores pérolas que possamos imaginar, tais como:

Pérola 1: this is not "science rock" (alusivamente ao que deveria denominar-se por "rocket science", com o sentido de minimizar a importância do que se comenta)

Pérola 2: as I tall you before (em que se troca o significado de "como disse anteriormente" por algo semelhante a "como eu alto anteriormente")

Pérola 3: company confidencial (em que é clara a diversidade cultural, juntando em parte da assinatura automática de email uma referência clara à cultura britânica com "company", e outra à cultura portuguesa "confidencial" em vez de "confidential")

Pérola 4: we have already some actions on rolling (aqui o conceito de "ongoing" é reforçado por "on rolling", em que para além de indicar que algo se encontra a decorrer, mostra que vai sobre rodas)

Pérola 5: the codig is not good (em que se pretende referir a falta de qualidade do código, que obviamente em inglês se diz "codig")

Pérola 6: this will work in landscape and portland (sendo que neste caso há algo que vai funcionar bem em formato landscape/paisagem, mas também funcionará igualmente bem na bonita cidade de Portland)

Pérola 7: I am very preocupated (eu no lugar deste orador também ficaria muito "preocupated")

Vou continuar a fazer recolhas para o meu "best off" pessoal (ou será "best on"?)...

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Apetece-me Mudar

Alguém precisa de um informático?

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Vou Emigrar!

Está decidido! Depois de ler a edição online do Sol, hoje, fiquei convencido que o meu destino é emigrar para a Suiça. Aparentemente quando este país atravessa problemas relativos a diferenças a nível salarial, no seio da sua sociedade, as decisões a tomar são estranhamente simples. Se em Portugal alguma iniciativa fosse levada a cabo para reduzir o abismo que existe entre as classes baixa e alta, todos os possíveis entraves seriam apresentados, colocados, e todos nós teríamos de ficar conformados com o facto de nada acontecer. Na Suiça, houve um primeiro pensamento de reduzir os salários da classe alta como possível aproximação. Claramente uma ideia parva, no seguimento do qual surgiu uma boa: aumentar o salário mínimo! Como tal, e rendido a esta explicação, decidi avançar e emigrar para a Suiça, mesmo que tenha de viver remediadamente com um salário mínimo de... 3.300,00 euros! É nestas alturas que o nosso país (apesar de todas as coisas boas que tem) e sobretudo os nossos dirigentes, assumem mais ou menos a forma de um grande monte de merda!

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Um Sossego de Crianças

Fiquei há uns dias a saber da existência (inclusivé já em Portugal) de uma nova... como hei-de dizer... nóia, chamada carinhosamente de Bebés Reborn. E o que são os Bebés Reborn? São réplicas de bebés reais, em tamanho real, fabricados em vinil, que mulheres adultas adquirem e cuidam como se de crianças a sério se tratassem. E quando digo isto, falo de aquecer biberões, comprar cadeirinhas para transportar os ditos no carro, etc. Já aconteceram inclusivamente situações em que as "mamãs" foram abordadas pela polícia porque estavam a deixar a criança fechada no carro! O que é espectacular no meio disto tudo é que quem teve a ideia de génio para este negócio (cada boneco custa cerca de 500 euros) limitou-se a transportar o conceito dos Nenucos para mulheres com idade para terem juízo! E o mais triste é que o conceito é visto como algo muito benéfico, psicologicamente vantajoso e em essência sofisticado e intelectual. Eu vejo isto como... uma nóia... e das grandes! Ainda assim e a título de curiosidade estou tentado a transpor este conceito para o universo masculino. Por isso a partir de amanhã vou comprar um carrinho de brincar e tratá-lo como sendo real. Vou levá-lo ao centro de inspecções todos os anos... à lavagem automática... às bombas de gasolina... vou comprar jogos de pneus... Já estive até a ver preços de seguros e penso que vou conseguir um bom negócio, sobretudo tendo em conta o valor comercial! Só não sei exactamente quanto vou pagar de imposto de circulação, mas independentemente dos cêntimos, vai certamente valer a pena. Já me estou a imaginar numa conversa de gajos, em que todos gabam as suas máquinas... "então pá... que motor têm essa máquina? alguns 10 milímetros cúbicos, não?" Enfim... eu diria a estas senhoras que andam entretidas a brincar com Nenucos que podiam experimentar deixar-se de parvoíces e seguir a evolução natural da espécie... primeiro brincar aos papás e mamãs, e só depois brincar com os Nenucos!

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Foi Sem Querer

Com o devido respeito pelas vidas perdidas no recente acidente em Itália com o navio cruzeiro Costa Concordia, não consigo evitar deixar aqui algum escárnio relativamente ao comandante que está a ser responsabilizado pelo sucedido. Todos nós sabemos que os meios de comunicação social funcionam sobre tendências, e a tendência neste caso, desde o início, foi dizer mal do dito senhor... talvez porque o mesmo se põe a jeito! A notícia de que a aproximação excessiva do navio em relação a terra se deveu à intenção do homem querer acenar a um amigo já era má suficiente. Não satisfeito, ao ser confrontado com o facto de não ter ficado no navio até ao final da evacuação de todos os passageiros, a justificação dada foi que "tropeçou e caiu sem querer num salva vidas". Até estou a imaginar a conversa: "Estava eu ali heroicamente a ajudar uma senhora idosa a entrar para o bote quando... pimba!!! Tropecei na bengala da velha e caí eu p'a dentro do bote. Depois pensei: já que estou aqui... que se lixe a velha!". É mais ou menos como o tipo que está a dar um pirafo e entra o marido corno pelo quarto adentro: "Ah e tal, estava eu aqui a olear as dobradiças do roupeiro, quando escorreguei, tropecei e acidentalmente ao cair para cima da cama enfiei a pila na sua mulher que estava lá deitada a descansar as costas!". É bem verdade que para tudo há uma justificação... ou várias!

Métodos de Ensino

Andava eu por aí a deambular nos jornais online e deparei-me com uma notícia relativa ao Salão Erótico que vai decorrer em Fevereiro no Porto, onde vão ser dadas "aulas de sexo", com dois professores e 3 casais a exemplificar, que é como quem diz dois docentes (certamente doutorados) e 6 professores assistentes (ainda em fase de conclusão de mestrado). Este conceito de ter aulas de sexo (diferente de educação sexual) é algo que sempre me transcendeu um pouco. Em primeiro lugar porque quando oiço falar em aulas começo a imaginar toda uma logística associada semelhante à que conheço do ensino tradicional, e acabo por tentar identificar semelhanças e diferenças entre ambas. Por exemplo, algumas das semelhanças e diferenças que me ocorrem:


Semelhança 1. nas aulas teóricas, quando o professor está sem inspiração, pode sempre passar um filme alusivo à matéria, que será muito apreciado pelos alunos;
Diferença 1: os filmes nas aulas de sexo têm menos legendas;


Semelhança 2. na lembrança escolar de cada um de nós, existe sempre "aquela" professora que nos deixava completamente loucos;
Diferença 2: no ensino tradicional normalmente não temos direito a ver "aquela" professora ter relações sexuais;


Semelhança 3: a pontualidade e gestão do tempo é muito importante tanto no ensino tradicional como nas aulas de sexo;
Diferença 3: no ensino tradicional o aluno é penalizado se vier tarde, enquanto que nas aulas de sexo é penalizado se "vier" cedo;


Semelhança 4: quer no ensino tradicional, quer nas aulas de sexo, é possível realizar trabalhos em grupo;
Diferença 4: nas aulas de sexo, os trabalhos em grupo chamam-se "orgias";


Semelhança 5: no ensino tradicional e nas aulas de sexo, se o aluno faz alguma asneira, leva uma reguada;
Diferença 5: nas aulas de sexo, leva uma reguada... e gosta (S&M)!


Semelhança 6: em ambos os tipos de ensino, os alunos devem ter cuidado com a língua;
Diferença 6: apenas nas aulas de sexo, a falta de cuidado com a língua pode resultar em doenças venéreas;


Semelhança 7: tal como no ensino tradicional, também nas aulas de sexo o aluno pode ter falta de material;
Diferença 7: nas aulas de sexo o aluno não pode justificar-se dizendo que se esqueceu do "material" em casa;


Semelhança 8: em ambos os tipos de ensino, como método de avaliação, os alunos podem ser sujeitos a uma prova oral;
Diferença 8: nas aulas de sexo, durante a prova oral, o aluno não fala;


Semelhança 9: no ensino tradicional e nas aulas de sexo, o aluno pode chegar ao fim do ano lectivo e chumbar, tendo de repetir tudo outra vez;
Diferença 9: se o aluno chumbar nas aulas de sexo e tiver de repetir tudo outra vez... gosta!


Para já, ocorreram-me estas semelhanças e diferenças, mas tenho a certeza que existem muitas mais... vou dedicar mais algum tempo de meditação a este tema, e penso que voltarei a dissertar sobre o mesmo. Quem  sabe não posso até pensar numa tese e ter assim a oportunidade de ser também eu professor assistente, quiçá um dia docente de uma cadeira (ou qualquer outro tipo de peça de mobiliário de suporte) qualquer?

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Lembrar Que...

... muitas vezes quando achamos que estamos mal, basta olhar para o lado e perceber que não é bem assim. E não estou a falar daquelas situações do dia-a-dia a que muitos respondem celeremente que "com o mal dos outros posso eu bem". Estou a falar de situações extremas que muitos ainda assim conseguem encarar com a dignidade que lhes é possível. Ao deambular pela net deparei-me com o trabalho de Brian Cassey, um fotógrafo australiano, que há uns tempos fez uma foto reportagem em Hong Kong para expor algo que, segundo o próprio, pudesse marcar pela diferença ao ser trazido a público. O resultado foi um conjunto de fotos tirado em tempo record, que mostra como vivem algumas pessoas numa das cidades mais caras e evoluídas do mundo. No meio de enormes arranha-céus existem prédios recheados de autênticas jaulas, onde "habitam" pessoas... em alguns casos... famílias. Se a maioria das pessoas reconhece que é degradante viver assim, por outro lado consideram estar um patamar acima de ser sem abrigo, motivo suficiente para pagarem cerca de 200 dólares de renda mensal para terem uma jaula só deles. O fotógrafo ficou impressionado com a forma como, apesar da atmosfera deprimente em geral, algumas pessoas encaram a vida que levam nestas mesmas circunstâncias.

Para pensarmos todos... e muito!


Para ver a reportagem fotográfica completa, clicar aqui.