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sexta-feira, setembro 07, 2018

Velho e Gasto, Mas...

Esta quarta-feira senti-me velho mas feliz por isso. Explico o porquê. Fui assistir a um concerto dos 30 Seconds to Mars (a segunda vez que o faço) e constatei as diferenças dos tempos relativamente à forma como decorrem os concertos em geral, como decorrem as atuações e até como as pessoas agem. O concerto foi bom, mas ficou aquém do último a que tinha assistido. A performance foi boa mas não muito mais do que isso. Ainda assim valeu a pena assistir, até mesmo naquele momento em que o Jared Leto chamou ao palco o célebre cantor português "Diego Pestana" (também conhecido por Diogo Piçarra). A produção foi também mediana, quando comparada com o anterior, muito mais "explosivo" visualmente. No início do concerto, e ainda relacionado com a produção, comentávamos que a magia dos espectáculos a que se assistia num estádio, à noite, algumas vezes debaixo de chuva, se perde completamente num ambiente assético e controlado como o de uma Altice Arena. Igualmente assético é o final do concerto, em que já não se dá sequer oportunidade para que um encore aconteça. Última música tocada, sai tudo do palco, acendem-se as luzes, e a malta dispersa de imediato. Até aqueles que estão na plateia, colados ao palco. Mas aquilo que me enervou, mas enervou mesmo solenemente neste concerto, foi a "maltinha" que estava no setor do balcão onde me encontrava. Antes do concerto começar tinha aquilo que parecia umas groupies à minha frente, que pensei fossem partir a loiça toda mal fossem tocados os primeiros acordes, mas que... nem se levantaram durante todo o concerto! Como é possível, um concerto em que todo um setor (infelizmente o meu) assistiu sentado (exceto dois ET's dos quais este vosso orgulhosamente fazia parte) como se estivessem no cinema! Efetivamente até pipocas e panquecas e fatias de piza se venderam, por isso começa a não ser muito diferente... Fiquei francamente desiludido por, no meio daquelas dezenas de pessoas e sendo talvez eu um dos mais velhos, ter sido também dos poucos que se levantaram e curtiram a coisa como deve ser. Enfim, valeu isso mesmo e aproveitar, assim como aproveitei a abertura, com uma banda para mim desconhecida mas que foi uma agradável surpresa (Xande). E a noite ainda acabou em beleza quando, para deixar o "rebanho" desopilar dali para fora, fomos beber um copo ao casino onde havia também música ao vivo. Resumindo, estou velho, mas acho que ainda me sei divertir.

quarta-feira, maio 30, 2012

Ficar Velho...

Não tenho propriamente este tipo de sentimento, mas confesso que às vezes já me sinto deslocado. Passo a explicar esta minha divagação. Estava ontem à espera na bilheteira da FNAC quando à minha frente 3 "jovens" comentavam a qualidade dos concertos do Rock in Rio.

Jovem 1: Epá... o concerto dos Metallica não foi grande coisa...
Jovem 2: Yá... Offspring foi muito melhor!
Jovem 3: A sério? Julgava que Metallica tinha sido melhor...
Jovem 1: 'Tás-te a passar? Não queiras comparar a quantidade de moches que houve em Offspring, e a que houve em Metallica! Em Offspring houve muito mais moches!
Jovem 2: Além disso a malta das drogas foi toda assistir a Offspring e não foram a Metallica!
Jovem 3: Yá, tens razão... a malta das drogas é muito mais fixe, por isso Offspring deve mêmo ter sido melhor...

Se tivesse decidido participar na conversa, o que obviamente não fiz, diria algo como:

Velho 1: Hã?

segunda-feira, maio 07, 2012

Segunda-Feira...

A pedido de algumas famílias:

Tantos anos a marrar, e lá consegui trabalho,
Suga-m'a energia toda, é um emprego do car*l#o.
Quando chega o fim do mês, só penso em receber,
Durante os outros dias, sinto que me estão a f*d#r.
Investi em formação, passei noites sem dormir,
Este meu triste empenho, até faz os outros rir.
A semana vem ai, segunda vai começar,
Dá-me um nó na barriga, tenho de ir mas é c*g#r.

Segunda-feira... bahhhh.
Acabou-se a brincadeira... bahhhh.
Olh'o pró pijama no chão...
Voltar para o emprego?
Não, não, não, não,
Já, já, já...

Bahhhhhhhhhhh...


sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Primavera

Muito... mas mesmo muito bom!

quinta-feira, março 10, 2011

Quando o Homem Vai à Luta...

Recentemente teve lugar o festival da canção de 2011. Escrevo festival e canção sem maiúsculas, porque ao longo dos anos consegui perder todo e qualquer interesse pelo evento, bem como - penso eu - a maioria das pessoas. Aquilo que era um acontecimento capaz de reunir toda a família em volta da televisão, na expectativa de ver a sua canção preferida ser eleita para nos representar internacionalmente, tornou-se uma banalidade e um desfile de canções ocas, idiotas, incipientes, interpretadas por quem se der ao trabalho de o fazer, escritas pelos pseudo-intelectuais do panorama nacional e apadrinhadas por sabe-se lá quem para conseguir chegar a lado nenhum. Este ano houve uma diferença: pelo meio dos artistas cinzentos apareceram uns cromos às cores, com um discurso em vez de canção. Surpresa das surpresas: ganharam. E ganhariam outra vez e quantas vezes fossem precisas, pelo menos no presente e no futuro que se avizinha. Independentemente do maior ou menor mérito que cada um de nós possa individualmente dar a estes "Homens da Luta", para já tenho de concordar que fazem falta. São uns cromos, sim senhor, mas uns cromos que nos (portugueses nos quais me incluo) tentam espicaçar, ainda que utilizando apenas palavras. Contra mim falo, mas penso que enquanto povo nos falta uma pitada de loucura. Precisamos de mais radicalismo na nossa vida... precisamos de um "sniper" que suba para cima de um telhado e abata um político corrupto, em vez de um batalhão de gordos iletrados desocupados que espera 5 horas para poder chamar filho da puta durante 12 segundos a um treinador de futebol derrotado que chega ao aeroporto. Não concordo com jornalistas (ex.: o MST com quem costumo concordar), que julgam má ideia ter este grupo a representar-nos na Alemanha, com um discurso de revolta, pelo facto de estarmos a pedir umas esmolinhas a esse mesmo país. Não concordo que temos de continuar cinzentos como as músicas do costume, à espera que o FMI nos salve dando cabo de nós. Não concordo com os que opinam que o problema de Portugal é que quem elege os políticos não são aqueles que lêem os jornais, mas sim os que limpam o rabo com eles. Sinceramente não sei com quem poderemos contar no futuro, mas começo a pensar que vale mais dar atenção a um punhado de alucinados do que a um batalhão de incompetentes, nem que seja para ouvir (e dar) um grito de liberdade.

sexta-feira, junho 26, 2009

Fale-se Bem... Fale-se Mal...

... o que é um facto é que sempre se falou dele. Independentemente dos mitos urbanos, dúvidas e suspeições em relação à vida privada deste cantor, a sua posição no mundo artístico é e será para sempre única. Detentor de um recorde que dificilmente poderá vir a ser batido (uma vez que a venda de discos já não é o que era), figura mítica da pop, tem o título de "rei" garantido para uns bons e longos anos após a sua morte. Não consigo compreender muito bem alguns fanatismos a que assisti no meio de vários tributos (já mais aceitáveis) que foram prestados ao longo dos últimos dias, mas deixo aqui a minha última salva de palmas pessoal para Michael Jackson, com o "muito obrigado" que todos os grandes artistas merecem de nós.
1958 - 2009

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Gostei da Onda...

... em geral, e particularmente deste senhor (Yuri Daniel) que tive o prazer de ouvir tocar baixo (o instrumento, não o volume...) integrado no Dudas Trio durante uma actuação a que assisti recentemente ali para os lados de Alfama. Já que gosto de jazz, comecei a minha busca de locais porreiros para ouvir música deste género, e quem conhece o género em questão sabe que o melhor do improviso, só mesmo ao vivo. Há certos pormenores musicais que são praticamente impossíveis de capturar numa gravação, por muito boa qualidade que esta possa ter. Mas voltando ao assunto principal, descobri um ambiente acolhedor que me permitiu desfrutar e (quase) esquecer a dor de cabeça que teimava em lixar o meu final de dia/semana. Nada que um triplo destilado (leia-se Jameson) com apenas uma pedra de gelo, não ajudasse também a curar. E assim se passou um serão agradável, num local agradável com música a condizer e companhia também, que tenciono repetir mais vezes. Vou continuar a minha busca porque de certeza que cantinhos deste género não faltam por aí. Guardem-me um lugar, s.f.f.

terça-feira, novembro 18, 2008

Raios me Partam...

... se não é mesmo verdade. Há cerca de duas semanas que eu e os meus amigos/colegas de trabalho andamos a fazer praticamente chacota do PJ, que teimava na existência de uma canção infantil (desconhecida para todos os restantes, quiçá até para o mundo, julgávamos nós). Já todos tínhamos feito pesquisas no Google (nas horas vagas, como é óbvio, porque isto é tudo pessoal de trabalho), e nada. Hoje senti um rasgo de inspiração baseado na descrição do próprio PJ, que indicava que a letra da música seria algo como "um dois três, quatro cinco seis, sete oito nove, dez onze doze... as joaninhas... no seu piquenique... tururu" (sendo que "tururu" representa o toque de um saxofone). O próprio nível de detalhe (ou ausência dele) só serviu para aumentar de forma inversamente proporcional o nível da chacota. Pois bem, chegou a altura de fazer um "mea culpa", e encarar a realidade. O raio da música existe mesmo! Fiz nova pesquisa, desta feita em inglês e para variar, no Youtube, e não é que surgiu isto que vos apresento!? PJ, espero que algum dia me possas perdoar... nunca mais vou duvidar dos teus conhecimentos musicais!



domingo, novembro 16, 2008

Quase Uma da Madrugada...

Descobri há umas semanas estes senhores. Eles já por cá andam há bastante tempo (pelo menos desde 1995), mas confesso que só agora (e graças a uma deambulação pela web) é que tive contacto com esta banda norueguesa de nome estranhamente português: Madrugada. Posso poupar-vos o trabalho de descobrir o porquê deste nome: parece que o termo foi mesmo sugerido à banda por um escritor, que lhes indicou tratar-se de uma palavra portuguesa que significa "daggry" ("madrugada", para os noruegueses - convenhamos que era estúpido estar para aqui a traduzir português para português...). É engraçado que dos vários álbuns que entretanto tive oportunidade de ouvir, cada um tem o seu estilo muito próprio, sem pretensões de estar a produzir qualquer tipo de evolução entre si. São simplesmente diferentes uns dos outros. Adicionalmente, não são facilmente categorizáveis em termos de sonoridade musical. Eu diria que o mais simples é dizer que são uma daquelas bandas de "sad rock", mas não me parece que seja completamente verdade. Seja como for, estou apreciador e recomendo. Para os mais curiosos, cliquem no link aqui mesmo ao lado. Para os ainda mais curiosos, dêem uma vista de olhos ao MySpace desta malta. Para os curiosos só assim-assim, basta dar uma espreitadela no site oficial da EMI, e apreciar o sonoro.