domingo, abril 14, 2019

Outro Trabalho de Casa

Mais uma ocasião para puxar pela cabeça. Desta feita um trabalho para as férias da Páscoa, em que o objetivo era fazer um projeto alusivo ao sistema solar. Depois de algumas trocas de ideias entre pais e filho, lá tomámos a decisão sobre o que fazer.

Ingredientes para a receita escolhida (e respetiva origem):
- bolas de esferovite de tamanhos diferentes (loja do chinês)
- tinta e gouaches (loja do chinês)
- tábua velha (restos lá por casa)
- palitos (restos lá por casa)
- caixa de iogurte (restos lá por casa)

Ferramentas:
- pincéis e berbequim

Resultado final:


quinta-feira, abril 11, 2019

Invisível

Gosto muito de vinho. Admito que não sou um profundo conhecedor, mas pelo menos acho que me posso intitular de apreciador. Também não sou esquisito nem descrimino por regiões ou castas, gosto de vinhos das várias zonas do país, e tenho sempre curiosidade de ir experimentando mais uns quantos. Na maioria das vezes aprecio mais vinho tinto do que branco, mas recentemente descobri um vinho que... não é uma coisa nem outra. Pelas suas peculiaridades e particularidades, e também pela sua qualidade, é digno de registo. O seu nome: Invisível. Porquê "peculiar"? Porque se trata de um vinho branco feito de... uvas tintas.

Aqui fica a sua breve descrição: "Invisível é um vinho branco de uvas tintas obtido a partir da lágrima de uvas finas da casta Aragonês. Resulta da vindima nocturna, de um talhão seleccionado, quando atingido o ponto óptimo de maturação. Quase transparente, com laivos rosa, apresenta um aroma floral, com notas de frutas brancas (melão e pêra). O paladar confirma o aroma, com um bom equilíbrio e final levemente adocicado. Acompanha pratos de sushi, peixes fumados e mariscos".

Quem tiver a curiosidade de experimentar ou saber mais sobre este vinho, aqui fica o link para o site da garrafeira nacional.

sexta-feira, março 29, 2019

Trabalho de Casa

Ainda recentemente tive uma conversa sobre a falta de engenho que cada vez mais as pessoas têm. A facilidade com que tudo se alcança nos dias de hoje mata a imaginação, pelo menos é essa a minha convicção. Ainda assim existem alguns resistentes por aí, e nada como ocasionalmente puxar pelo engenho e aplicá-lo em trabalhos manuais, nem que seja para fazer uma coisa tão simples quanto um brinquedo!

terça-feira, março 19, 2019

O Orgulho de Ser Pai

Há quem defenda que os dias disto e daquilo que valem muito pouco... que são meramente manobras de marketing e incentivo ao consumismo, etc. etc. etc. Eu acho que cada um tem direito a ver estes dias da perspetiva que melhor entender, mas eu pessoalmente gosto de ver o lado positivo da coisa, o copo meio cheio.

Este foi um Dia do Pai, como tantos outros Dias do Pai que já passaram. Nos outros dias, não deixo de ser pai nem de ter o meu pai, mas não é por isso que não posso aproveitar esta data para festejar de maneira um bocadinho diferente. De apreciar e de me entregar à indulgência de gozar o facto de ter um pai e de ter filhos (e ser consequentemente o pai deles). Foi isso que fiz.

O dia começou com um beijinho a cada um logo ao acordar (tal como começam e acabam todos os dias). A lembrança da praxe que vale pela alegria de quem a dá, sobretudo o mais velho que já vê as coisas à sua maneira. De seguida, e porque o mais pequeno é isso mesmo... pequeno, tinha na agenda participar numa atividade a dois na escola. Felizmente tive a oportunidade de participar, apesar do horário coincidente com o trabalho. A atividade consistia em ir observar todas as "obras de arte" que tinha preparado para mim, assim como uma canção dedicada à minha pessoa e cantada com uma vozinha nada menos que angelical. Quase uma hora e meia de brincadeira depois era tempo de ir trabalhar. A ameaça de uma lágrima vertida que consegui evitar com uma brincadeira qualquer no momento da despedida, e a promessa de que o Dia do Pai ainda teria continuação.


É impossível um dia correr mal depois de um começo destes. Afinal, quantas vezes temos a possibilidade de começar um dia de trabalho a brincar com os nossos filhos? Durante o dia tive a oportunidade de ligar ao meu próprio Pai, que tem sido e será uma referência para mim no que diz respeito ao desempenho desse papel (só posso esperar que os meus filhos sintam algum dia por mim a mesma admiração que eu sinto pelo meu). Um telefonema, um beijinho e a combinação do jantar "mais logo" para continuar a celebrar.

A chegada a casa e a calorosa e habitual receção dos pequenos, antes de seguir para o restaurante, onde se reuniria uma mesa cheia com uma família feliz. Era novamente tempo de celebração. Já no final do dia e depois das despedidas, tive a oportunidade de registar um "instantâneo" que me ficou gravado na mente e no coração, e que tenho a oportunidade de partilhar aqui. O registo de dois irmãos que partilham entre si o mesmo amor que é partilhado entre e com os pais. É impossível não ver.

sexta-feira, março 08, 2019

Aquilo Que nos Une...

... é muito mais que aquilo que nos separa. Se há coisa que aprendi ao longo dos anos é que uma paixão comum é capaz de unir pessoas muito diferentes. Por vezes não é fácil porque nem todos vivemos essas paixões da mesma forma, e na realidade nem sempre acontece, mas é um bom ponto de partida. Para mim, as motas são isso mesmo. Graças a elas conheci lugares e sobretudo pessoas que me enriqueceram individualmente e que me educaram no que diz respeito a viver e estar no seio de um grupo, como diz um amigo meu, de uma "equipa". Não posso dizer que tenha ficado um grande amigo de todas as pessoas com quem me cruzei neste meio, mas posso no entanto dizer que isso aconteceu em relação a uns quantos (poucos mas bons) que tenho a certeza vão ficar por muitos anos.

Depois, volta e meia temos esta mania de nos juntarmos para contar umas mentiras e rir um bocado (umas vezes às custas dos outros, outras vezes de nós próprios). Mas regra geral é sempre porreiro quando isso acontece. Deixo aqui o registo fotográfico de um desses "ajuntamentos" (ainda que não tenham lá estado "todos"...), para mais tarde recordar.


terça-feira, março 05, 2019

Carnaval na Eira...

... Páscoa à lareira. Mas enquanto a Páscoa não chega há que curtir o Carnaval, e mais do que as máscaras é o contacto com a natureza que os satisfaz. Feliz Carnaval, meus filhos!




sábado, março 02, 2019

O Sonho de Ajudar Alguém

Faz hoje pouco mais de um mês que recebi um contacto que me fez vibrar por dentro. Por um lado, uma situação complicada: a ideia de alguém que luta com uma doença oncológica, e cuja possível salvação assenta na hipótese de um transplante de medula óssea. Por outro lado, a esperança resultante da possibilidade de eu ser a solução para esse mesmo problema.

Faz precisamente 10 anos que me inscrevi como dador de medula óssea. 10 anos depois e pela primeira vez, sou identificado como potencial dador compatível com alguém que precisa de mim. Importava fazer alguns exames adicionais para confirmar essa compatibilidade (o que muitas vezes não acontece). Não esperei, e no dia seguinte dirigi-me ao Centro de Histocompatiblidade do Sul para fazer todos os exames necessários. 5 recolhas de sangue depois, uns quantos formulários preenchidos e uma longa conversa com uma médica, considerei-me informado.

O processo foi-me todo explicado, assim como os riscos associados às possíveis intervenções tendo em vista a recolha, para que estivesse bem ciente deles e decidisse logo se queria avançar ou não. Infelizmente são alguns os casos recentes de dadores compatíveis que se recusam fazer as intervenções necessárias à doação de medula. A mim pessoalmente isso choca-me. Ter a possibilidade de salvar a vida de alguém, e conscientemente decidir não o fazer, é algo que para mim não tem explicação possível.

Infelizmente já passou bastante tempo e não voltei a ser contactado, pelo que só posso assumir não se ter verificado a compatibilidade... a esperança de poder salvar alguém desvanece-se assim, mas só posso dizer que era algo que faria sem qualquer hesitação.

sexta-feira, março 01, 2019

Venha o Recomeço

16 de outubro de 2017 - o dia em que tudo mudou. Finalmente, passado mais de um ano, resultado de um longo processo e de bastante esforço e sacrifício de toda uma família, sobretudo dos meus pais que nunca cruzaram os braços nem desistiram perante todos os obstáculos e adversidades que se foram colocando pelo caminho, surgiu a luz ao fundo do túnel. A reconstrução da casa que nos viu a todos crescer, que assistiu a tantas alegrias e umas quantas tristezas, que ajudou a moldar as nossas personalidades e a tornar-nos a todos aquilo que somos hoje, vai finalmente começar.

A limpeza dos destroços que entulhavam as paredes que sobreviveram, tem o mesmo efeito na nossa alma. Limpa parte da nossa tristeza e abre o nosso coração para a esperança e um novo caminho. Afinal nem tudo está perdido. Afinal há coisas que podem renascer das cinzas. E felizmente os que assistiram à sua queda, estão cá todos prontos e ávidos para assistir à sua ascenção.Venha o recomeço.






sexta-feira, fevereiro 15, 2019

A Mijona

A primeira revisão e o dia que apresentei a minha GSXR aos bombeiros da Póvoa de Santa Iria:

Depois de uma semana a andar com o meu brinquedo novo, era altura de fazer uma revisão para tratar do básico que já tinha identificado. Tive direito a uma Maxsym 600 como mota de cortesia, um belo de um trambolho de uma maxi-scooter que não vale um peido. Mas como a cavalo dado não se olha o dente, lá aproveitei para não ficar apeado enquanto a menina estava no doutor.


Quanto à revisão propriamente dita, em primeiro lugar, o básico: óleos, filtro, anticongelante. Depois: tinha velas novas mas infelizmente teve de levar outras, pois as que tinha não eram as corretas. Limpeza do filtro do combustível e corpo da injeção para eliminar um ocasional engasganço que ocorria em baixa rotação. Reparação do poisa-pés direito que estava a impedir o correto acionamento do travão traseiro e substituição da manete da embraiagem que estava partida e obrigava a "ginástica" para por a mota a trabalhar.

Assim que a fui buscar notei logo a diferença. Fui curtir uma voltinha só para testar e por fim fui abastecer tendo em vista passeata no dia seguinte. Exagerei quando atestei porque vi algum combustível "respirar" para o chão. Cheguei a casa, estacionei a menina, e fui jantar fora com a famelga.



O episódio podia terminar aqui, mas algumas horas depois, quando regresso a casa, tinha todo um aparato na garagem do prédio. Além dos vizinhos todos em pijama, à porta estava um carro dos bombeiros com os pirilampos ligados! Entrei e percebi logo o que se passava... um cheiro intenso a combustível infestava a garagem do prédio e andavam todos a tentar adivinhar de onde vinha aquele cheiro! O click foi instantâneo, e quando abri a box vi de imediato a poça de gasolina debaixo da mota, que explicava o sucedido...

Desculpas pedidas a toda a gente pelo incómodo, lá tive de deixar a burra dormir ao relento, tendo a "incontinência" durado a noite toda. Entretanto falei com o meu mecânico que se prontificou a vir buscar a mota no dia seguinte.

O diagnóstico inicial era ter o depósito "roto" algures na parte superior do mesmo. Até então nunca tinha calhado atestar mesmo até à "goela", caso contrário teria também ficado já esse problema resolvido aquando da revisão. Acabou por ser algo mais simples, um o-ring que entregou a alma ao criador e deixou verter combustível. Reparação fácil e lá fiquei com mais uma história para contar!



PS: a partir deste dia, carinhosamente batizei a mota de "Mijona".

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

A Minha Extravagância

Depois de ter encasquetado a ideia peregrina de que gostaria de ter uma segunda mota (como se uma não fosse mais do que suficiente)... depois de passar algum tempo a "brincar" nos classificados online a ver "motinhas" que gostaria de ter à laia de "brinquedo"... eis senão quando dou por mim a ligar a um tipo que tinha uma "burra" interessante à venda e a ir experimentá-la.

Muita indecisão... muito conflito entre o racional (não precisas de uma segunda mota para nada... é um custo que não te ajuda em nada... corres o risco de te dar problemas... etc. etc. etc.) e o emocional (é tão fixe ter uma segunda mota... dá para fazer umas viagens mais longas de forma mais confortável... o motor daquilo...).

A certa altura disse a mim próprio "que se lixe" e confirmei a compra. Claramente é um "animal" que não foi devidamente estimado ao longo dos seus 20 anos de idade, mas não deixa por isso de ser um exemplar admirável. Uma Suzuki GSX1300R (a.k.a. Hayabusa - o "Falcão Peregrino"), uma mota com uns impressionantes 1300cc e 175cv, que detém até hoje o recorde da mota de fábrica mais rápida do mundo. Uma potencial clássica, com umas linhas controversas que ou se adoram ou se odeiam. Felizmente faço parte do primeiro grupo, e por isso tenciono tratá-la bem esperando que em resposta ela me trate bem a mim também.