Além de ter sido o Dia de São José, ontem, 19 de março, foi também o Dia do Pai. E é justo que aqui fale dele, porque ao longo de 40 anos tenho tido a felicidade de o poder sistematicamente festejar, com o meu. Mais recentemente a celebração multiplicou-se, porque além de filho sou também pai, e a festa torna-se mais "alargada". Assim foi ontem: a feliz oportunidade de estar com todos. Um bom jantar carregado de chicha da boa, uma vinhaça à maneira, umas boas risadas e melhores conversas. E não é preciso muito mais do que isto. Uma troca de prendas simbólica que regra geral tende a evidenciar o potencial alcoólico que existem em mim (o que muito contente me deixa, não é uma reclamação) e assim se passa um bom serão, alheios a novelas covidianas e outras que tais. Espero que assim seja por muitos e longos anos, até porque vale sem dúvida a pena celebrar o Pai que tenho. Espero que os meus filhos assim pensem também ao longo da sua vida, será sinal que alguma coisa de jeito terei feito. Para todos os pais por aí, espero que tenham tido a mesma sorte que eu.
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sábado, março 20, 2021
terça-feira, março 19, 2019
O Orgulho de Ser Pai
Há quem defenda que os dias disto e daquilo que valem muito pouco... que são meramente manobras de marketing e incentivo ao consumismo, etc. etc. etc. Eu acho que cada um tem direito a ver estes dias da perspetiva que melhor entender, mas eu pessoalmente gosto de ver o lado positivo da coisa, o copo meio cheio.
Este foi um Dia do Pai, como tantos outros Dias do Pai que já passaram. Nos outros dias, não deixo de ser pai nem de ter o meu pai, mas não é por isso que não posso aproveitar esta data para festejar de maneira um bocadinho diferente. De apreciar e de me entregar à indulgência de gozar o facto de ter um pai e de ter filhos (e ser consequentemente o pai deles). Foi isso que fiz.
O dia começou com um beijinho a cada um logo ao acordar (tal como começam e acabam todos os dias). A lembrança da praxe que vale pela alegria de quem a dá, sobretudo o mais velho que já vê as coisas à sua maneira. De seguida, e porque o mais pequeno é isso mesmo... pequeno, tinha na agenda participar numa atividade a dois na escola. Felizmente tive a oportunidade de participar, apesar do horário coincidente com o trabalho. A atividade consistia em ir observar todas as "obras de arte" que tinha preparado para mim, assim como uma canção dedicada à minha pessoa e cantada com uma vozinha nada menos que angelical. Quase uma hora e meia de brincadeira depois era tempo de ir trabalhar. A ameaça de uma lágrima vertida que consegui evitar com uma brincadeira qualquer no momento da despedida, e a promessa de que o Dia do Pai ainda teria continuação.
É impossível um dia correr mal depois de um começo destes. Afinal, quantas vezes temos a possibilidade de começar um dia de trabalho a brincar com os nossos filhos? Durante o dia tive a oportunidade de ligar ao meu próprio Pai, que tem sido e será uma referência para mim no que diz respeito ao desempenho desse papel (só posso esperar que os meus filhos sintam algum dia por mim a mesma admiração que eu sinto pelo meu). Um telefonema, um beijinho e a combinação do jantar "mais logo" para continuar a celebrar.
A chegada a casa e a calorosa e habitual receção dos pequenos, antes de seguir para o restaurante, onde se reuniria uma mesa cheia com uma família feliz. Era novamente tempo de celebração. Já no final do dia e depois das despedidas, tive a oportunidade de registar um "instantâneo" que me ficou gravado na mente e no coração, e que tenho a oportunidade de partilhar aqui. O registo de dois irmãos que partilham entre si o mesmo amor que é partilhado entre e com os pais. É impossível não ver.
Este foi um Dia do Pai, como tantos outros Dias do Pai que já passaram. Nos outros dias, não deixo de ser pai nem de ter o meu pai, mas não é por isso que não posso aproveitar esta data para festejar de maneira um bocadinho diferente. De apreciar e de me entregar à indulgência de gozar o facto de ter um pai e de ter filhos (e ser consequentemente o pai deles). Foi isso que fiz.
O dia começou com um beijinho a cada um logo ao acordar (tal como começam e acabam todos os dias). A lembrança da praxe que vale pela alegria de quem a dá, sobretudo o mais velho que já vê as coisas à sua maneira. De seguida, e porque o mais pequeno é isso mesmo... pequeno, tinha na agenda participar numa atividade a dois na escola. Felizmente tive a oportunidade de participar, apesar do horário coincidente com o trabalho. A atividade consistia em ir observar todas as "obras de arte" que tinha preparado para mim, assim como uma canção dedicada à minha pessoa e cantada com uma vozinha nada menos que angelical. Quase uma hora e meia de brincadeira depois era tempo de ir trabalhar. A ameaça de uma lágrima vertida que consegui evitar com uma brincadeira qualquer no momento da despedida, e a promessa de que o Dia do Pai ainda teria continuação.É impossível um dia correr mal depois de um começo destes. Afinal, quantas vezes temos a possibilidade de começar um dia de trabalho a brincar com os nossos filhos? Durante o dia tive a oportunidade de ligar ao meu próprio Pai, que tem sido e será uma referência para mim no que diz respeito ao desempenho desse papel (só posso esperar que os meus filhos sintam algum dia por mim a mesma admiração que eu sinto pelo meu). Um telefonema, um beijinho e a combinação do jantar "mais logo" para continuar a celebrar.
A chegada a casa e a calorosa e habitual receção dos pequenos, antes de seguir para o restaurante, onde se reuniria uma mesa cheia com uma família feliz. Era novamente tempo de celebração. Já no final do dia e depois das despedidas, tive a oportunidade de registar um "instantâneo" que me ficou gravado na mente e no coração, e que tenho a oportunidade de partilhar aqui. O registo de dois irmãos que partilham entre si o mesmo amor que é partilhado entre e com os pais. É impossível não ver.
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