sexta-feira, setembro 08, 2017

Regresso às Viagens - Menorca

Depois de alguns anos sem viajar de férias para fora do país, em família, decidimos que era altura de retomar a tradição. A última ocasião terá sido para aí em 2012, quando tivemos a brilhante ideia de levar o mai' velho (na altura filho único) connosco com cerca de 3 anos para Marrocos (Saidia). Algures no meio da nossa estadia por lá, "caiu-nos a ficha" de que estávamos em África, quando a criança se cortou num pé, e descobrimos que o resort de 5 estrelas onde estávamos não tinha um médico, um kit de primeiros socorros ou um simples penso rápido que nos pudesse fornecer - outra aventura a relatar um dia destes por aqui. Decidimos "dar um tempo" nas viagens, que acabou por se prolongar com o nascimento do mai' novo.

5 anos depois da experiência anterior, decidimos de novo arriscar, e ultrapassar um segundo trauma que tínhamos relacionado com viagens às baleares. De todos os locais que já conhecemos, aquele onde talvez tenhamos gostado menos de passar férias foi Maiorca. Apesar da beleza da ilha, foi um destino que nos pareceu demasiado "Albufeira" para o nosso gosto. E o facto da "fiesta" extrema não nos permitir dormir no hotel sofrível que escolhemos para ficar, também não ajudou (entre outras coisas). Ultrapassado o trauma, escolhemos Menorca como destino, já que nos afiançavam que era completamente diferente. Um destino mais calmo, bom para famílias com filhos, com uma beleza natural a conhecer e, acima de tudo, um local civilizado segundo os padrões europeus (o que dada a experiência marroquina era importante).

Foi efetivamente uma viagem boa, que deu para miúdos e graúdos apreciarem a vários níveis, e que marcou o nosso regresso às viagens turísticas para fora do país, agora a 4. Apreciámos o tempo, o mar, a gastronomia, alguns locais interessantes, e tudo correu pelo melhor. Palavras para quê... deixo aqui algumas das muitas fotos que foram tiradas, para mais tarde recordar.















quinta-feira, setembro 07, 2017

Férias de Verão - Episódio IV

O terceiro e último episódio que gostaria de relatar como parte dos eventos mais marcantes do período estival, foi aquele em que pela terceira (e felizmente última) vez tive de chamar o 112. Desta feita, na madrugada que antecedeu a viagem até terras beirãs para a última parte das férias, a minha esposa resolveu dar também um ar da sua graça e ter uma crise de hipertensão durante a noite. A medição com o aparelhómetro caseiro indicava uns 18/10 para quem costuma ter uns 11/7, o que acompanhado do mau estar que a impedia sequer de estar em pé, me fez chamar de imediato assistência a casa. Pelas 4 da manhã, e enquanto as crianças ainda dormiam, lá veio (mais uma) ambulância prestar a devida assistência. Dois bombeiros extremamente calmos e simpáticos ajudaram a amenizar a situação. Feita a análise inicial da situação, revelou-se necessário ir até ao hospital. Lá seguiu caminho na companhia dos bombeiros, enquanto eu esperava por uma tia que tive de acordar a meio da madrugada, para ficar em casa com as crianças, seguindo logo depois atrás da ambulância.

Chegados ao hospital, tudo decorreu relativamente depressa (as pessoas não têm tantas urgências às 4h como a partir das 10h da manhã). Triagem com direito a pulseiras não condizentes (amarelo para ela, cinzenta para mim), medição de tensão, análises ao sangue, eletrocardiograma... e tudo se fez a tempo de voltar para casa já com a tensão mais baixa e indicação para continuar a monitorizar nos próximos dias, ainda antes das crianças acordarem e se aperceberem do que quer que fosse.

No meio deste estardalhaço matinal, de referir um pormenor caricato indiretamente relacionado com o episódio. Uns dias antes, enquanto ainda estava sozinho em casa, acordaram-me também durante uma madrugada com uma chamada para o telefone fixo (achei logo que seriam más notícias) - afinal era engano, uma senhora que queria falar com alguém chamado GERSON (nunca tinha ouvido tal nome na vida). Um dos bombeiros que se deslocou neste dia a minha casa, chamava-se GERSON. A pessoa que foi atendida antes da minha esposa, quando fez o eletrocardiograma no hospital, chamava-se GERSON. Resultado: os astros alinharam-se de forma tão estranha no que diz respeito a este nome, que entrou na nossa vida de forma tão invulgar, que neste momento o meu mai' novo tem um boneco a que chama Nico GERSON!

Fica o registo da peculiaridade...

quarta-feira, setembro 06, 2017

Férias de Verão - Episódio III

Chegou a altura de relatar o terceiro e - quiçá - o mais invulgar episódio do meu período de férias: o dia em que atropelei um palhaço. E digo palhaço não no sentido pejorativo ou figurado, mas sim um palhaço a sério, na verdadeira aceção da palavra. Daqueles palhaços que andam com um nariz falso e roupas largas. Mais especificamente um artista de rua dos que andam pelos cruzamentos da cidade a fazer malabares. O episódio em questão teve lugar pela hora do almoço, quando regressava ao escritório depois de ir buscar uma encomenda. No cruzamento da Av. Marechal Spínola com a Av. Gago Coutinho, após o sinal mudar para verde, arranquei, e alguns metros antes do semáforo e cruzamento, o artista resolve atravessar as 5 faixas de rodagem a correr pelo meio dos carros, tendo sido eu o feliz contemplado com o embate.

Pela primeira vez na vida tive a indescritível perceção de que tinha acabado de ser responsável pela morte de alguém. Não tenho palavras para descrever essa sensação, tal como não tenho palavras para descrever a alegria que senti quando a pessoa se levantou pelo próprio pé sem indícios de grandes mazelas, apesar do aparato do embate e dos danos visíveis no meu carro. Apercebendo-se da asneira que tinha feito (e apesar de lhe doer mais a ele do que a mim) começou logo por me pedir desculpa e parecia hiperativo, pelo que tive de lhe pedir que se sentasse quieto enquanto chamava o 112. Pela segunda vez nestas férias ligava para o número de emergência médica, desta feita pedindo uma ambulância e a presença da polícia. O homem apresentava alguns arranhões nos braços e um hematoma começava a formar-se na perna, mas de resto parecia estar bem.

Entretanto e não bastando já ter um palhaço em cena, começa o circo a montar-se: chega um auto-tanque com meia dúzia de bombeiros de gabardina e capacete. Questiono o porquê da sua presença, já que tinha solicitado uma ambulância. Disseram-me tratar-se do procedimento comum neste tipo de acidentes. Logo de seguida chega um motociclista do INEM, ao qual fiz a mesma pergunta. Indicou-me que era quem estava mais próximo, e que a ambulância devia estar a chegar. Logo depois chega finalmente a ambulância, de imediato seguida pela PSP. O palhaço parecia em pânico e, no seu português com sotaque italiano, só dizia que nada daquilo era necessário e que todas aquelas pessoas deviam ter casos mais importantes a responder. Enquanto o palhaço era encaminhado para o interior da ambulância para observação, respondi às questões colocadas pela polícia, preenchi o formulário com a minha descrição do acidente e soprei o balão. Apesar de não ser claramente responsável pelo sucedido, o polícia deu-me logo a entender que teria dificuldades em ser ressarcido pelos danos, já que os peões não têm seguro. Teria de tratar diretamente com a pessoa ou, em caso de necessidade, abrir um processo judicial para o efeito. Esta parte será matéria para uma segunda parte deste episódio, já que conversações estão ainda a decorrer. Posso dizer que o palhaço não necessitou ser hospitalizado, estando bem de saúde. Eu já tenho o carro reparado (ativei a cobertura de danos próprios para não ter de pagar os 1.800 euros de reparação) e estou muito grato por tudo ter corrido pelo melhor e terminado apenas como (mais uma) história caricata para contar.

PS: hoje já me consigo rir de alguns pormenores da situação, tais como o facto de durante todo o tempo em que este episódio decorreu, o nariz de palhaço daquele jovem italiano artista de rua nunca lhe ter caído ou saído do seu rosto.

Férias de Verão - Episódio II

Após o período de "descanso" inicial das férias, por terras algarvias, tive de me separar do resto da família alguns dias e ficar por Lisboa durante uma semana, antes de me juntar a eles por terras beirãs. Foi logo no primeiro dia de regresso ao trabalho, que fiz o número artístico de me "lesionar" estupidamente a sair do banho. Concretamente consegui fazer a proeza de partir ao meio uma unha do pé, com uma valente biqueirada no poliban. Sangue em fartura e um penso mal amanhado levaram-me a decidir procurar a assistência médica mais próxima, antes de seguir para o trabalho. Pela terceira vez desde que sou residente na minha morada atual, tentei dirigir-me ao centro de saúde da zona para ver um problema resolvido.

A primeira vez foi quando precisei que tratassem do meu filho mais velho, quando fez um golpe profundo na cabeça. Na altura, depois de pedir cuidados de enfermagem, vi os mesmos serem recusados e recomendado que me dirigisse ao hospital para que levasse pontos. Desisti do centro de saúde, atravessei a estrada e dirigi-me à clínica privada que existe logo em frente onde fui prontamente atendido por um médico que resolveu o problema com um simples ponto sintético, que mais não é do que um penso.

A segunda vez foi quando tive um acidente de mota a caminho do trabalho, e me dirigi ao centro de saúde ainda com as roupas e equipamento rasgados e a sangrar de várias feridas (à vista). Uma vez mais pedi cuidados de enfermagem. Informaram-me que sem marcação teria vaga pelas 17h00 da tarde (eram 10h00 da manhã). Evidenciei o estado em que me encontrava, explicando que aguardar 7 horas poderia não ser razoável para obter o tratamento que precisava. A senhora que me atendeu reconsiderou e fez-me a generosa oferta de esperar até às 12h30, altura em que excecionalmente me poderiam atender. Desisti novamente, fui até casa tomar banho e fazer os pensos possíveis com aquilo que tinha nos armários, e dirigi-me (de carro) às urgências da CUF onde finalmente fui (bem) tratado.

Retomando a história atual, pela terceira vez dirigi-me ao mesmo centro de saúde, onde pedi (novamente) cuidados de enfermagem. O primeiro contacto foi com o segurança, já que das várias senhas possíveis (com letras de A a F) não estava certo de qual seria a correta para mim. Posso dizer que falhei redondamente no questionário que me efetuou, no sentido de me (tentar) ajudar...

Segurança: qual é o seu médico de família?
Eu: honestamente não sei, nunca o conheci e ainda não precisei dele...

Segurança: então e costuma ser atendido em baixo ou em cima?
Eu: ... (silêncio)... baixo? cima? como assim...?

Segurança: da última vez que cá veio, foi atendido neste piso ou no de cima?
Eu: do que me recordo, quando cá vim a última vez só havia atendimento num piso...

Segurança: (evidentemente agastado com a minha ignorância sobre o modo de funcionamento atual daquele centro de saúde, retira uma senha qualquer e manda-me subir as escadas)
Eu: ... obrigado...

Subo as escadas e deparo-me com as cerca de 15 pessoas que estariam à minha frente, com as mais variadas letras e números nas suas senhas. Depois de aguardar 15 minutos sem que ninguém ali presente fosse chamado pela única senhora que estaria a prestar atendimento, achei que não havia duas sem três, desisti novamente e segui caminho para o trabalho. Tentei abstrair-me da dor que sentia sempre que usava o pé na condução ou simplesmente a andar. Já a meio da manhã consegui dar uso ao cérebro e lembrei-me que ao lado do edifício onde me encontrava havia um hospital privado. Dirigi-me lá e em menos de meia hora fui atendido e devidamente tratado.

Relato este episódio com alguma vergonha por ser digno de um cidadão sénior com problemas de mobilidade, mas não podia evitar deixar aqui um grande bem haja ao Serviço Nacional de Saúde por tão bem saber atender e tratar as pessoas que o justificam e contribuem para a sua existência, no que diz respeito a este tipo de local de atendimento - centros de saúde - para aqueles que eventualmente lá conseguem ser atendidos.

terça-feira, setembro 05, 2017

Férias de Verão - Episódio I

No seguimento do resumo que aqui publiquei anteriormente, apresenta-se o primeiro episódio de uma série de eventos que que foram as pinceladas que deram cor às minhas férias de verão em família. A primeira semana de férias foi passada por terras algarvias, mais concretamente ali para os lados da Lota, onde excecionalmente este ano conseguimos uma casa a "walking distance" da praia. Apreciamos bastante a zona a este de Faro, e temos por ali visitado bastantes locais e praias bonitas. Poder sair de casa e praticamente de seguida colocar o pezinho na areia, também tem o seu valor.

O episódio em questão passou-se logo após os primeiros dias, quando já próximo da hora do almoço, me dirijo ao mai' novo que roía um pêssego com os pezinhos de molho à beira mar, para o levar para casa. Ao olhar com mais atenção para ele percebi logo que algo de errado se passava. Umas estranhas manchas vermelhas com relevo tinham-se formado no espaço de alguns segundos no rosto e peito, pelo que peguei nele e em passo acelerado fui até casa onde lhe dei banho. As manchas começaram a desaparecer mas começaram a dar lugar a inchaço, pelo que nos metemos todos no carro no sentido de nos dirigirmos às urgências mais próximas. Dado não conhecer o lugar, e após duas ou três tentativas ter percebido que ali por perto não me iria safar optei por voltar para casa e chamar o 112, em vez de andar à procura de algo que poderia não encontrar rápido o suficiente.

O atendimento foi o melhor do início ao fim. Liguei ainda do carro, e após um rápida descrição do sucedido e despiste de alguns sintomas, passaram-me diretamente à enfermeira da viatura de emergência médica, que me disse para ficar em casa onde iriam ter comigo. Em menos de 10 minutos chegaram duas ambulâncias, bombeiros e INEM, que fizeram a primeira observação do jovem. O perigo de edema da glote foi colocado de parte, o que nos tranquilizou um pouco, mas a reação alérgica continuava, pelo que seria necessário levá-lo às urgências mais próximas: Vila Real de Santo António. Mal dei por mim o bombeiro já tinha pegado na criança e entrava para a ambulância com ele, todo animado. Fui atrás até lá, e foi uma tarde "bem" passada à espera que a medicação fizesse efeito, para finalmente após umas 2 horas (com direito a sesta pelo meio) poder voltar a casa.

O motivo da reação alérgica era para nós desconhecido. Não era o primeiro pêssego que comia, pelo que não sabíamos o que pensar. Ficou confirmado no entanto que o insuspeito pêssego era a causa, quando por lapso alguns dias mais tarde bebeu um gole de Compal da dita fruta, e iniciou de imediato o mesmo tipo de reação, ainda que em menor dimensão, e atacado (e resolvido) com Aerius. E assim ficámos com uma história e um cagaço valente, para mais tarde recordar...

domingo, setembro 03, 2017

Final de Férias do Período Estival

É hoje o último dia de férias dos dias que reservei para "descansar" neste período estival. Realço o "descansar", porque tal como esperava, provavelmente estaria relativamente longe disso. Ainda assim, as férias são como o sexo. Mesmo quando não é aquilo que esperávamos, é bom na mesma.

Posso no entanto dizer que foi um período interessante, e que termino com um sorriso no rosto, pronto para enfrentar o trabalho e levando histórias para contar (conforme também tenciono ir fazendo por aqui).

Como por exemplo aquele episódio em que o mai' novo foi de "charola" para o hospital. Como por exemplo aquele episódio em que tal qual cidadão idoso me ia partindo todo a sair do banho, sozinho em casa. Como por exemplo aquele episódio em que atropelei uma pessoa. Como por exemplo aquele episódio em que a minha esposa foi de "charola" para o hospital a meio da noite. Acho que neste momento devem ter o meu número na "blacklist" do 112...

Depois há também os locais visitados, como terras algarvias, terras beirãs (com direito a uma voltinha de mota pelo meio) e terras baleares de "nuestros hermanos" (com voltinha de avião, obviamente).
Enfim, tal como disse, para um período de cerca de um mês apenas, foi fixe, e no final da história, acabou por correr tudo bem.

segunda-feira, julho 10, 2017

Escapadinha até ao Monte do Peral

O conceito de "escapadinhas", mesmo na sua vertente mais comercial no que diz respeito a pacotes de experiências à venda (Odisseias… Lifecooler… etc.) cada vez me é mais apelativo. O facto de adquirirmos um destes pacotes (ou de alguém nos oferecer um) é uma boa forma de deixarmos de procrastinar uma curta viagem (ou escapadinha) de uma noite ou fim-de-semana, para reservarmos tempo de qualidade para nós próprios (e/ou os nossos).
Recentemente tive a oportunidade de ter um desses momentos, ainda que não tenha sido fruto de nenhum pacote previamente adquirido ou oferecido (mas podia muito bem sê-lo). O destino foi o Monte do Peral, no Alentejo, e foi o local perfeito para fugir de uma Lisboa cinzenta e fria (por lá o céu estava limpo e a temperatura acima dos 30º).


O caminho até lá foi parte importante da escapadinha. Paragem à entrada de Évora para visitar o Cromeleque dos Almendres, onde já há uns anos não passava.


Depois em Arraiolos para almoçar. Chegada ao Monte a meio da tarde, bem a tempo de passar umas horas valentes na piscina "infinita" com vista para a paisagem típica alentejana com Monsaraz lá ao fundo.


Monsaraz seria precisamente o local escolhido para jantar, onde - perante lotação esgotada em todo o lado - tivemos uma "abébia" do restaurante XX onde um simpático gerente teve pena deste casal com dois filhos e nos passou disfarçadamente à frente de uma lista de espera para nos sentar numa mesa reservada para alguém que não chegou a aparecer. O mais novo tinha fome e exigiu comida ao empregado que passava, que prontamente respondeu ao pedido como se uma ordem fosse!


Depois de uma noite bem dormida (mais ou menos… tanto quanto era possível com os 4 numa mesma divisão), o dia seguinte (mesmo no Alentejo) nasceu cinzento. Por isso depois do pequeno almoço cedo nos fizemos ao caminho de volta para parar no museu da sempre estranha Aldeia da Luz, no caminho que faríamos até à Marina da Amieira, onde o sol já despontava com força, e nos permitimos almoçar na esplanada do restaurante panorâmico com vista para a barragem do Alqueva.

Sei que foram apenas 2 dias (1 noite) com bastantes quilómetros percorridos, mas foi sem dúvida uma forma de me obrigar a desligar de tudo o resto, coisa que não conseguiria ter feito se tivesse ficado por casa.

terça-feira, junho 13, 2017

Por Estradas Serranas

Como andava já há algum tempo a "faltar aos treinos", no que diz respeito a uns convites que volta e meia uns amigos meus me endereçam para ir arredondar pneus na Serra da Estrela, no passeio que fiz no mês passado comprometi-me com eles que a organização da próxima volta à serra seria assegurada por "moi même". Assim, aproveitando a motivação que trazia da viagem anterior, rapidamente comecei a delinear na minha cabeça os percursos possíveis para esta voltinha, que se combinou logo de início ter a duração de um fim-de-semana, para não andarmos em correrias. O mote era a descoberta da Serra do Açor, já que iríamos andar essencialmente para aqueles lados. O grupo era pequeno mas bom. Éramos apenas 4, mas todos nos conhecíamos, tínhamos confiança uns nos outros e sabíamos que rolávamos a ritmos compatíveis.





Para mim, o ponto de partida foi Vila Franca de Xira, onde combinei encontrar-me com o primeiro companheiro do grupo. Os restantes iríamos ter com eles a Abrantes, já que ambos eram da zona de Leiria. Começámos assim bem cedo o nosso passeio, atravessando a ponte em Vila Franca para começar a rolar Ribatejo fora em direção ao que seria a primeira paragem do dia: Muge.

Já é uma tradição que nestas voltas o pequeno almoço seja consistente, por isso nada melhor que uma das célebres bifanas do igualmente célebre Silas, para saciar a fome e abrir o apetite para o percurso. Assim foi, e lá seguimos a bom ritmo em direção às curvinhas do Tramagal, que antecedem a chegada a Abrantes. Tivemos azar, já que a meio da zona de curvas apanhámos um jipe da GNR a 40 kms/h, numa zona onde não se podia ultrapassar. Ficámos apenas "meio" saciados com aquele troço. Entretanto lá chegámos ao ponto de encontro em Abrantes, onde o resto do grupo já nos esperava.



Tempo de abastecer e rapidamente seguir viagem, que a malta queria era rolar! Entretanto um telefonema a uns amigos gorava as minhas expectativas de ir almoçar à praia fluvial de Oleiros (bar fechado por não estarmos ainda em época balnear), mas entretanto surgiu a oportunidade de fazer algo diferente (e melhor). Uma paragem para da a conhecer a um dos elementos do grupo o centro geodésico de Portugal em Vila de Rei, e também apreciar a paisagem e o bom tempo que se fazia sentir.


Seguindo viagem já em direção a Oleiros, a barriga já dava sinal. Uma vez chegados lá, tivemos o privilégio de ir para a adega dos tais amigos, que acabou por ser uma experiência 100 vezes melhor do que a planeada. Esperavam-nos queijinhos, presunto, paio, pão, vinho e um franguinho da churrasqueira das "boazonas" (o Manuel e o Joaquim), refeição que nos soube maravilhosamente. Alguns (vários) dedos de conversa, um forte agradecimento ao anfitrião e era tempo de seguir caminho.


Depois de Oleiros era altura de rolar em direção à Pampilhosa da Serra, onde não iríamos parar, seguindo em direção a Fajão através do impressionante parque eólico e paisagem avassaladora da serra, virando depois em direção à barragem de Santa Luzia, onde nos iríamos deter por uns instantes no miradouro a observar a beleza natural daquela zona. O tempo e a estrada continuavam do nosso lado, dando-nos um prazer enorme rolar por aquelas curvas.


De seguida foi tempo de seguir para o Piódão. Já todos conhecíamos o local, pelo que este troço valeu mais pelo percurso que pelo destino só por si. Parámos para saciar os burros, e logo a seguir fomos até Vide saciar as burras.


A partir de Vide faríamos o troço final do dia, em direção às Penhas da Saúde. Uma estrada simplesmente magnífica que nos permitiu subir a serra com mais uma bela barrigada de curvas. Detivemo-nos antes de chegar ao destino final, para medir as "galinhas" dos pneus (a.k.a. Chicken Stripes) e constatar que ninguém as tinha, tal tinha sido a qualidade do percurso feito até ali.


Apesar de ainda termos luz, a hora já era avançada (20h) e estava na altura de irmos fazer o checkin na pousada da juventude das Penhas da Saúde, e depois procurar um lugar para jantar.


Estacionadas as burras e checkin feito, sugeri irmos jantar ao Restaurante Medieval, mas como era dia de queima das fitas ou algo do género, estava cheio e só nos poderiam servir daí a uma hora. Seguindo um conselho que nos deram entretanto, fomos ao restaurante Varandas da Estrela, que foi simplesmente magnífico, quer no atendimento quer na qualidade dos pratos servidos. Como já não íamos para lado nenhum, o consumo de sangria foi elevado, e quando já levávamos várias horas de conversa e mais do que um jarro por pessoa achámos que era tempo de ir descansar.


O quarto onde fiquei era miserável. Tinha uma janela para um morro, apanhava umas águas do telhado, o que significa que numa parte tinha de baixar a cabeça para não bater no teto. E durante a noite inteira estive com a cabeça encostada a um radiador com 50 anos que teimava em fazer barulhos metálicos de 20 em 20 segundos. O descanso não foi muito, mas foi o suficiente. No dia a seguir um bom pequeno almoço compensou (parte) da noite mal dormida, e lá seguimos novamente o nosso caminho.

A primeira etapa do dia foi o percurso das Penhas da Saúde até Manteigas. Este trajeto vale mais pela paisagem do que por si só, mas uma vez chegados a Manteigas, o troço que vai até Belmonte é sem dúvida espetacular. Boa paisagem, boa estrada e curvas largas e rápidas. Em Belmonte não fizemos questão de parar, optando por seguir viagem até à Sortelha. Aí sim, tivemos de parar durante algum tempo, até porque algumas pessoas não conheciam. É um local mágico, que vale a pena visitar (assim como se constatou com um segundo grupo de motas que entretanto também por lá apareceu).


A hora já era adiantada, e como tal abreviámos caminho (tínhamos pensado ir até Espanha e voltar), seguindo logo em direção a Penamacor. Novo abastecimento à saída, antes de parar novamente para almoço, desta feita em ambiente familiar (mais concretamente filhos, mulher e sogros - que como sempre muito bem souberam receber). Gastronomicamente a viagem não poderia também ter corrido melhor! Um cafezinho no clube desportivo da terra e lá seguimos o nosso caminho novamente.


Castelo Branco foi ponto de passagem e depois, de forma a evitar a A23 optámos por seguir em direção a Cernache de Bonjardim, sempre por nacional. E assim continuaríamos até próximo de Tomar, onde finalmente o cansaço nos pediria para fazer os últimos quilómetros do dia numa via mais rápida. As despedidas num misto de alegria pela experiência vivida, e tristeza por chegar ao fim, e as ideias para as voltas seguintes a serem deixadas no ar… Chegado a casa pelas 20h, com cerca de 800 kms feitos em 2 dias, uma valente barrigada de curvas, paisagens e mais experiências vividas e a partilhar. Venha a próxima, que a depressão da segunda-feira seguinte assim o exige!

sexta-feira, maio 26, 2017

Outro Passo do Meu Caminho Mais Longo

Ora então chegou a altura de fazer a crónica de um dos meus recentes escapes motociclísticos (apesar de já ter acontecido há mais de um mês), que consistiu em 3 dias de passeio entre o norte de Portugal e Espanha. Só não foram 5 dias porque o meu mai' novo festejava o seu terceiro aniversário, e há que definir prioridades na vida. Assim sendo, e como não iria conseguir fazer a viagem planeada com os meus camaradas motards na sua totalidade, optei por tirar um dia de férias e fazer do percurso até ao ponto de partida da viagem a sério, um complemento.

Dia #1 (Póvoa de Santa Iria - Porto)

Como pela manhã é que se começa o dia, lá me fiz à estrada por volta das 9h de uma sexta-feira que, ao contrário do que as previsões indicavam, se apresentava com bom tempo e uma temperatura mesmo boa para este tipo de passeio. Como o objetivo era esse mesmo - passear - o tipo de percurso que tracei consistia sobretudo em estradas nacionais, pelo que depois de passar o trânsito matinal da N10 até Vila Franca de Xira, foi tempo de começar a rolar com mais suavidade e descontração nas restantes localidades ribatejanas por onde passei. Assim foi até chegar a Muge, local da primeira paragem, para tomar o pequeno almoço que se impunha: uma bifana no Silas, a base nutritiva de qualquer pequeno almoço.


Uma vez saciada a forme, foi tempo de me juntar aos primeiros companheiros que me esperavam, para começar a formar a comitiva. Já que o ponto de encontro era em Abrantes, foi só continuar pela nacional e aproveitar (bem aproveitadinhas) as curvas do Tramagal. Feitas as curvas, e depois de dar uma ou duas voltas em Abrantes, enquanto procurava as bombas de gasolina que seriam o ponto de encontro, lá me juntei aos meus companheiros. "E agora?", comentámos nós? Foi tempo de seguir em direção à Sertã, passar depois por Pedrogão e parar na Picha. Assim fizemos. Estrada boa, curvas do melhor, ritmo descontraído, e o bom tempo sempre a ajudar. Chegados à Picha, o almoço elegido por todos foi… bifana. Aí paguei o pecado da gula, por já me ter empanturrado no Silas algumas horas antes, mas tal como Obélix, ainda tinha espacinho para mais uma…


Enquanto acabávamos de almoçar, um maluco qualquer fez questão de tirar fotos junto a cada uma das máquinas estacionadas em frente à esplanada. As máquinas sobreviveram, o maluco ficou feliz, e nós seguimos caminho. Mais uma barrigada de curvas até Góis, onde parámos para apreciar a paisagem e fazer uma mijinha ao ar livre. O companheiro seguinte já tinha dado notícias do seu paradeiro, pelo que estaríamos prestes a encontrá-lo. Ainda antes de chegar ao local combinado, ao passar na zona da Penacova, lá vinha ele em sentido contrário, já à nossa procura. Assim se juntou mais um, e depois de mais uma cafezada lá seguimos viagem novamente.


O ponto de encontro seguinte para reunir (mais) tropas era na Mealhada, mas como o Buçaco fica mesmo ali ao lado, uma voltinha por esses lados e uma subida ao miradouro da Cruz Alta, era o que se impunha. Uma paisagem fabulosa, que depois de vista nos inspirou a fazer a descida da serra com as motas desligadas e em completo silêncio, simplesmente rolando até cá abaixo…


Seguiu-se uma estradinha da boa, até à Mealhada, onde nos quedaríamos junto ao Cine Theatro, a refrescar a goela enquanto esperávamos pelo resto do grupo (mais dois). Pelo meio, um telefonema inesperado que nos obrigaria a chegar ao Porto, local de pernoita, com hora marcada. Foi tempo de abandonar as estradas nacionais e seguir pela AE até ao destino, correndo o risco de perder a reserva caso não chegássemos a tempo.


Correu tudo bem, e o minimalista e sensaborão Ibis Budget lá tinha os quartos à nossa espera. Checkin feito, foi hora de voltar a apreciar a viagem e o convívio, e ir ter com o resto da malta (morcões) que se juntaria a nós no Cais de Gaia, para mais uns momentos refrescantes, em boa companhia.


O final da noite decorreu a saborear uma bela "petit française" num restaurante alusivo à temática em questão (motas), que permitiu contar mais umas valentes mentiras e dizermos mal uns dos outros, sempre com boa disposição.


Como a noite já ia adiantada, e o dia seguinte seria bem preenchido, era tempo de voltar ao hotel para descansar. O Douro vinhateiro esperava por nós!

Dia #2 (Porto - Saucelle)

O dia seguinte começou com o cheiro a torradas queimadas. O lamentável espaço para o pequeno almoço era insuficiente para o grupo de trabalhadores do Nails 'r Us (ou lá o que eram) e alguém deixou ficar uma fatia de pão esquecida na torradeira, o que despoletou a fúria da gerente do estabelecimento. Abertas as portas e saciada a fome, rapidamente preparámos as nossas montadas e nos dirigimos ao primeiro ponto de encontro da manhã, onde os morcões já nos esperavam. Reunidas as tropas, foi tempo de nos fazermos à estrada, começando a percorrer o caminho que nos levaria à magnífica N222.


A primeira paragem foi feita a meio da manhã, quando saboreámos mais um cafezinho enquanto se contavam as primeiras mentiras do dia, e se começava já a pensar por onde iríamos e onde almoçaríamos. O Pinhão foi o local eleito, e rapidamente alguém sugeriu um restaurante no qual faríamos marcação, para assegurar que ninguém passaria fome naquele dia… Traçado o caminho e o próximo destino, lá nos fizemos novamente à estrada.


Depois de muitas curvinhas, imediatamente antes de chegar ao Pinhão, a estrada transformou-se numa enorme reta que acompanhava de muito perto o rio Douro. Uma vista absolutamente fabulosa, para terminar aquela tirada em beleza, antes de almoçar. O restaurante Veladouro, com uma vista fantástica para o Douro e os enormes cruzeiros que por ali passam, foi sem dúvida um local de eleição, onde me permiti saborear uns valentes secretos. O grupo estava no seu auge, já que muitos dos que ali estavam não fariam a viagem completa, e acompanhar-nos-iam apenas durante aquele dia ou manhã, regressando depois a casa. Terminado o almoço e feitas as despedidas, foi novamente tempo de seguir viagem.


O percurso da tarde foi recheado de curvas e contracurvas, caminhos bem asfaltados, em empedrado e até mesmo em terra batida. Subimos às alturas e descemos até ao nível do Douro por várias vezes, e assim como intercalávamos nestes desníveis, sentíamos uma montanha russa de emoções.



A determinada altura ao percorrer a crista curvilínea de um monte, com tudo o resto lá em baixo e o sol a pôr-se ao meu lado, só me ocorria que ser feliz era aquilo. Algumas paragens (poucas) e muitos quilómetros rodados, sempre a apreciar a paisagem e aquela sensação de liberdade que gostaríamos de reter para sempre.


O rumo levava-nos à zona de Barca de Alva, para depois darmos o salto para Saucelle, onde pernoitaríamos.


Ao chegar ao local da dormida, apesar da barriga cheia de passeio algum cansaço e impaciência já se faziam sentir. Talvez tenha sido isso que me tenha levado a tomar uma decisão errada, quando tentei dar a volta à mota, para a estacionar, em cima de um punhado de gravilha com piso inclinado. Resultado? Uma mota estatelada no chão, e eu em pé, com cara de parvo, a olhar para ela. Não parecia ser grave, já que o tombo da mota tinha sido pequeno. Nada aparentava estar danificado, mas quando a levantei do chão, senti um calafrio… o seletor das velocidades tinha-se partido, brincadeira para fazer com que a viagem terminasse para mim já ali. Os meus companheiros apressaram-se a revelar a camaradagem, enquanto um deles dizia: "vamos fazer o checkin, e já arranjamos solução para isto!". Assim foi. Tratados os proformas do alojamento, puxei da minha veia de MacGyver, e lembrei-me de alguns itens que levava no meu kit de ferramentas personalizado: abraçadeiras de plástico, fita cola "americana" e… uma chave de porcas em L (formato similar ao da peça partida). Com a ajuda dos meus companheiros desmontei a peça partida e "construí" uma peça de substituição improvisada, que me permitiria nessa noite jantar e dormir descansado, sabendo que no dia seguinte conseguiria seguir viagem com o resto do grupo!


Passado o (grande) susto, foi tempo de começar a pensar naquilo que nos esperava no dia seguinte (ainda que para mim e mais uns quantos fosse também o dia do regresso a casa).

Dia #3 (Saucelle - Póvoa de Santa Iria)

Este seria o terceiro (e para mim e mais uns quantos, o último) dia de passeio. Depois de um pequeno almoço saboroso, acompanhado do briefing do que se faria naquele dia (e também na próxima passeata a combinar), foi tempo de preparar as montadas (a minha já artilhada com um seletor personalizado) e seguir viagem. Logo à saída de Saucelle, tempo para uma paragem no primeiro miradouro do dia, e apreciar a paisagem magnífica daquela zona de Espanha, para logo a seguir regressar aos percursos vinhateiros com vista para o Douro.


Mais umas quantas paragens e passagens por locais que pareciam estar a ser descobertos pela primeira vez, e que dificilmente tiveram grupos como aquele a rolar por ali.


O sentimento de felicidade era crescente, e andávamos todos com um sorriso idiota estampado no rosto. Depois de uma manhã intensa em termos de locais e paisagens visitados, foi tempo de esticar as pernas das "meninas", e aproveitando que já se fazia tarde para almoçar no local previsto: Miranda do Douro. Assim que entrámos no IC5, e pela primeira vez ao fim de 3 dias de viagem, a necessidade de velocidade apoderou-se de (quase) todos nós, e fizemos umas boas dezenas de quilómetros a ritmo de autobahn. Quando chegamos ao fim, o sorriso que trazíamos estampado na cara rapidamente se desvaneceu quando o cerrafilas, ao chegar a nós, perguntou: ninguém viu o radar que ali estava? Restou-nos rezar para que estivesse a mentir, só para nos azucrinar a cabeça. Aguardo correspondência em casa um dia destes…

Nada melhor que almoçar uma bela posta mirandesa para ajudar a eliminar a azia que a perspetiva de uma multa e uns pontos a menos na carta nos estava a provocar. Assim, lá nos reunimos novamente em amena cavaqueira, enquanto degustávamos a dita posta de dimensões descomunais. A sensação de que findo o almoço, a reta final do passeio começava ali, estava cada vez mais presente na minha cabeça.


Feitas as despedidas à saída do restaurante, foi tempo de montar novamente e seguir caminho. Desta feita o IC5 foi percorrido dentro dos limites da velocidade, até voltarmos às estradas nacionais que tanto nos agradam, e que nos conduziram no percurso de regresso ainda por algumas paragens. A primeira foi em Trancoso, onde pudemos observar o castelo e refrescar numa esplanada estrategicamente situada à beira da estrada.


O meu seletor customizado começava a apresentar alguns sinais de fadiga, ainda que se mantivesse operacional. Fomos seguindo caminho, e quando já estávamos prestes a chegar a Nelas, em busca de um posto de abastecimento, ao sair de uma rotunda o seletor "desintegrou-se" forçando-me a uma paragem para reconstrução do mesmo. Como a prática faz a perfeição, sendo a segunda vez que executava aquela tarefa, em cerca de 5 minutos estava novamente pronto a rolar. Abastecimento feito, paragem para café e definir onde iríamos jantar.


Seguindo em direção a Coimbra, uma vez chegados à cidade encaminhei o grupo até ao Jardim da Sereia, onde escolhemos a esplanada mais adequada para degustar uns bifes e umas fresquinhas, enquanto ao nosso lado um grupo de miúdas histéricas tinha orgasmos enquanto assistia a um jogo da liga espanhola. A hora já era adiantada, e rapidamente nos fizemos de novo à estrada. Despedida dos 3 constituintes daquele pequeno grupo na estação de serviço de Santarém, para depois rumar diretamente a casa. Mais uma aventura vivida por locais ainda por explorar, com algumas amizades antigas e outras feitas durante aqueles três dias, vividos em liberdade e com espírito de camaradagem. Como costumo dizer amiúde durante estas voltas, "facilmente me habituava a esta vida...".