No passado fim de semana visitei um local que já não visitava há bastante tempo: a Aldeia Típica do Mestre José Franco. E sinceramente fiquei muito contente por o ter feito, lamentando apenas ter estado tanto tempo sem por lá passar. É um local mágico, onde se sente o amor e dedicação que um homem colocou em tudo aquilo que fez. E que fez desprendidamente e desinteressadamente, ao ponto de, mesmo já não estando entre nós, se ter assegurado que um espaço que sempre esteve aberto a toda a gente, sem custos para o visitar, assim se mantém até aos dias de hoje. O Pedro lá se entreteve a admirar as coisas pelas quais passava, mas o Alex gostou mesmo! Uma espécie de Portugal dos Pequeninos, com história e aquelas pequenas coisas que hoje em dia dificilmente se encontram e vêem noutro lado. Desde profissões antigas, a tradições, diversões e até alguns animais... tudo foi motivo de interesse, e o interesse dele fez-me sentir bem. Sem dúvida um passeio a repetir, até porque depois dali até à Ericeira é um saltinho, e um almoço bem junto ao mar, regado com uma sangria de espumante, foi o remate ideal para este passeio improvisado.
Mostrar mensagens com a etiqueta alex. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta alex. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, setembro 15, 2015
segunda-feira, setembro 14, 2015
Primeiro Dia de Aulas
Hoje foi o primeiro dia de escola "a sério" do meu filho mais velho. Pelas suas ações e reações deu-me algum conforto ver que não estava particularmente nervoso com a situação. O fato de não mudar de escola, de manter muitos dos colegas antigos, de já ter começado as aulas este ano ainda que em modo "brincadeira"... tudo contribuiu para que este dia não seja um marco muito vincado e com muito peso psicológico e emocional. Ainda bem! Mesmo assim, eu mais do que ele, não consegui deixar de sentir o meu coração ligeiramente apertado quando hoje o levei à sua nova sala de aula, onde tudo vai começar a decorrer de forma diferente daquilo que conhecia, onde basicamente a sua realidade se vai transformar. A perspetiva de olhar para ele e ver um menino crescido, em vez de um bebé, causa-me uma emoção difícil de explicar. Um misto de saudade de tempos que já lá vão, com preocupação em relação ao seu crescimento, e expectativa em relação ao seu futuro. Acho que na realidade ele saberá viver e lidar com estes momentos melhor que eu, já que metade destas preocupações lhe passam completamente ao lado. Para já e como sempre tem sido até hoje, sinto um enorme orgulho no meu filhote mais velho, que é também (e já) o mano velho de quem o seguirá nos mesmos passos, muito em breve. Espero estar à altura de acompanhar ambos nas aventuras que são e serão as suas vidas, e que os meus defeitos e falhas não me impeçam ainda assim de ser um bom Pai, tal como o meu sempre foi para mim. Um bom primeiro dia de aulas, filho! O pai vai estar a pensar em ti o dia inteiro!
terça-feira, dezembro 16, 2014
Natal Escolar!
Hoje foi a festa de Natal da escola do Alex. Uma vez mais, e por muito que o trabalho apertasse, mandei tudo para as urtigas já que para mim não é opção faltar a este tipo de eventos dos meus filhos. Sem dúvida que ninguém recordaria o fato de eu ter ficado a trabalhar num dia como este, a não ser o meu filho, se faltasse à sua festa. Lá fomos todos em romaria, pais e avós, para assistir ao espetáculo que carinhosamente alunos e professores prepararam para brindar os pais nesta ocasião. Muita cantoria e muitas fotografias para mais tarde recordar. Depois foi tempo de lanche para as crianças, durante o qual qual alguns pais desvairados aproveitaram para saciar a sua fome. No final, muito orgulho pelo filho que tenho, pela sua maneira de ser e estar e por tudo aquilo que faz na sua vida, já tantas vezes a pensar em nós.
terça-feira, novembro 25, 2014
TPC
Depois de andar a adiar durante algum tempo, finalmente consegui dedicar-me a ajudar o Alex a fazer um trabalho de casa que andava aqui a olhar para nós diariamente... Sempre que consigo vencer os obstáculos que teimam em se atravessar à minha frente, e arranjar o tempo para fazer este tipo de atividades com o Alex, chego ao fim com um enorme sentimento de satisfação. Não satisfação pelo trabalho em si, ainda que este tipo de tarefas manuais me agrade bastante. Mas satisfação por ver a reação do Alexandre... por ver a entrega dele a fazer algo com o pai... por ver o orgulho quando consegue melhorar de dia para dia a forma como se dedica e faz as coisas, especialmente quando alcança o objetivo final. Este tipo de evolução praticamente a olhos vistos deve ser das coisas mais compensadoras para um pai. Dá-nos a sensação que, no meio de muita asneira, estamos a fazer algo bem. Dá-nos o sentimento de valer tudo a pena. Gostava de me conseguir agarrar a este sentimento para sempre. Espero que o Alexandre e o Pedro me dêem a possibilidade de me continuar a sentir assim várias vezes, por vários anos.quarta-feira, novembro 05, 2014
Cinco
Ontem o meu pequeno Alex deixou de ser tão pequeno como era. Fez 5 anos. Por muito pensador e filosófico que eu por vezes possa ser em relação à minha vida, à análise do que fiz até hoje e do que gostaria de fazer no futuro, efetivamente uma coisa não tem margem para dúvidas. Ele (Alex) e o Pedro. A existência de ambos. É algo que, depois de acontecer, se revela imprescindível. Se hoje alguém me pedir para idealizar uma vida hipotética, um cenário, em que nenhum deles exista ou existisse, não consigo. Simplesmente porque não consigo abdicar deles, daquilo que são (com base no meu - melhor ou pior - contributo) e representam para mim. Uma gargalhada, um sorriso, um carinho, uma demonstração de afeto ou dependência de nós é algo que não tem equiparação com absolutamente nada. E isto pode parecer egoísta e egocêntrico, e talvez até seja, mas efetivamente não há nada que se assemelhe a estas situações e ao que de bom representam para alguém como eu. O meu pequenino deixou de ser tão pequenino, mas aos meus olhos não. Parabéns, Alexandre. Amo-te muito. Pai.
terça-feira, novembro 04, 2014
Hoje
Hoje foi dia de pensar em mim. E como parte de pensar em mim inclui pensar nos outros, passei o dia com o Alexandre. Desde o início deste ano, marquei este dia de férias e apesar das exigências profissionais, não abdiquei dele. Festejei o aniversário do meu pequenino a 100%. Fui com ele ao Pavilhão do Conhecimento para brincar e vê-lo brincar... almocei com ele, em família... fui com ele ao Oceanário e assisti com prazer a "visita guiada" que fez aos avós que ainda não conheciam... fui com ele brincar... jantei novamente em família, agora mais alargada, e vi o carinho dele para com todos e de todos para com ele, sentindo um enorme prazer e orgulho de ser o seu pai. Hoje foi dia de pensar em mim, pensando mais nele. Porque ele sou eu.
terça-feira, outubro 07, 2014
As Coisas Mais Simples
Aproveitando o tempo que tenho estado em casa, durante a licença parental pelo nascimento do meu filho Pedro, tenho feito muita coisa para além de tratar dele. Tenho feito alguma introspeção (sempre que posso, que não é muito frequentemente), tenho tentado resolver alguns "grilos" meus e tenho aproveitado para passar mais tempo também com o meu outro filho Alex. Esta tem sido de todas as minhas atividades, uma das mais senão a mais compensadora. É visível o efeito positivo e a alegria que consigo trazer ao puto só por estar mais tempo com ele, estar mais disponível para ele e para fazer coisas em conjunto. Hoje foi dia de trabalhos de casa, dedicado aos animais. O objetivo era preparar uma apresentação para falar do que seria o seu animal de estimação favorito. Assim, depois de o ir buscar à escola, foi tempo de colocarmos juntos mãos à obra e o resultado foi o que se vê na foto. Um cão em cartão, com direito a trela, osso e até um cócó e respetivo saquinho (para não ficar no chão). Amanhã terá de apresentar o trabalho aos colegas, por isso telefonou ele próprio aos avós para virem cá a casa hoje depois do jantar, para ter oportunidade de treinar a apresentação. Foi um espetáculo. E depois só queria brincar com o cão! E anda a malta comprar brinquedos caríssimos, quando um bocado de cartão, tesouras, cola e canetas de feltro fazem tanto ou mais efeito... Boa sorte para amanhã, Alex!
segunda-feira, setembro 29, 2014
Sono dos Justos
O Alexandre adormeceu há pouco. Fui deitá-lo, tarefa que realizo numa base diária, partilhada com a mãe ou os avós. Se quando o Alex era pequeno, esta me parecia uma tarefa que se revelaria dura no futuro (pensar em estar ali 10, 20 minutos ou o tempo que fosse preciso com ele, até que adormecesse), hoje em dia é algo por que anseio todos os dias, que aprendi a apreciar e que vejo como algo muito compensador. Outros pais que me leiam agora podem achar que eu sou maluco, sobretudo por deitar o meu filho e esperar que adormeça, numa base diária, há quase 5 anos. Mas se virem as coisas sob a minha perspetiva, podem acabar por me dar alguma razão. O porquê de considerar esta situação compensadora? Os fatores são tantos que nem sei ao certo por onde começar... Em primeiro lugar, o fato de o meu filho se sentir confiante e descansado por me ter a seu lado enquanto adormece, é uma demonstração do elo que une um filho a um pai de forma inexplicável. Depois, o fato de poder - até naqueles dias mais caóticos - passar alguns minutos 100% dedicado a ele, mesmo quando parece faltar tempo para tudo (quantos pais podem dizer ter estes momentos com os seus filhos todos os dias?). Poder contar-lhe uma história... falar com ele sobre como correu o seu dia... fazer-lhe cócegas... ouvi-lo a rir à gargalhada... abraçá-lo, ser abraçado por ele e ouvir a sua respiração tornar-se mais pesada enquanto adormece num sono profundo apenas digno dos anjos. E quando acorda a meio da noite porque sonhou com algo, apresso-me igualmente a ir ter com ele, para lhe restituir aquele mesmo conforto com que adormeceu... para que saiba que estarei sempre a seu lado... para que saiba que pode contar comigo, mesmo quando tudo parecer escuro à sua volta, mesmo quando julga estar só. Há cinco anos que deito o meu filho e vivo uma das melhores partes do meu dia nesse instante... nesses 10 ou 15 minutos. No dia em que o meu filho disser que não preciso de me deitar a seu lado até que adormeça... no dia em que o meu filho disser que já não é preciso contar-lhe uma história (de um livro ou inventada - são as melhores)... no dia em que o meu filho recusar o meu abraço ou não achar piada às minhas cocegas... vou sentir um misto de emoções. Vou sentir orgulho por estar a crescer... por estar a tornar-se um homem... por estar a seguir o seu caminho. Mas vou também sentir uma tristeza indescritível porque vou sentir que tiraram uma parte de mim. No entanto, vou deixar sempre claro que, tenha 5, 10, 20 ou 50 anos... quando a noite parecer mais escura e o quarto parecer mais vazio, bastará chamar-me para que eu esteja lá.
quinta-feira, maio 08, 2014
Pai Outra Vez
Passados alguns dias do nascimento do meu segundo filho, chegou a altura de escrever algo sobre o assunto. É certo que não coloquei por aqui qualquer pré-aviso deste acontecimento, mas agora que aconteceu é o mais real possível. Uma nova pessoa existe, está aqui, vive comigo e faz parte de mim. Já nasceu com personalidade, tal como o irmão. E espero que a mantenha, tal como o irmão, com todo o trabalho e dedicação que isso significa, mas que vale a pena. Enquanto pai e pessoa, sinto que estou diferente. Curiosamente e apesar de me sentir mais cansado do que esperaria, sinto-me mais apto a levar a cabo esta tarefa, pela segunda vez. Na realidade a primeira e a segunda vez misturam-se, porque nenhuma das duas acabou nem tem fim. Até isso é bom. Numa situação de menos paciência com o Pedro (de 2 semanas) o Alexandre (de 4 anos) prontamente interviu em sua defesa com um "não achas que devias ter mais paciência com o Pedro?". É também o detentor da voz que mais chama a atenção do Pedro, talvez pelas horas a fio em que o tagarela conversou com a barriga da mãe. Da mesma forma, sente mais a minha falta, e ocasionalmente chama-me durante a noite para me deitar um pouco a seu lado (o que faço sempre sem hesitação). Também subtilmente, durante o dia, vai "requisitando" mais amiúde atenção (que tento sempre dar). Acho sinceramente que a balança está equilibrada para ele, e que tudo vai correr bem para ambos. São 1h30 da manhã, e depois de tentar adormecer o Pedro durante cerca de 2 horas (sem sucesso), chegou a hora de este mamar, o que fez. Não oiço ruídos vindos do quarto onde a mãe, com mais sucesso e jeito natural do que o que tenho, o adormeceu sem problemas. Após estas linhas, vou-me deitar a seu lado e esperar que em poucas horas a rotina recomece, para que esta semente já transformada em planta possa crescer para se tornar uma árvore frondosa. Boa noite a todos.
domingo, janeiro 20, 2013
A Primeira Queda
Enquanto criança as minhas férias eram passadas maioritariamente num local onde andar de bicicleta era imperativo. Foi nesse local que aprendi a andar e era o meu meio de deslocação para todo o lado, sempre que lá passava aqueles meses de férias (na altura em que as crianças ainda tinham períodos de férias decentes). Não me recordo com muito detalhe como foi a minha aprendizagem ou a primeira vez que consegui andar sozinho. Recordo-me do tradicional truque, levado a cabo pelo meu pai, para deixar as rodinhas auxiliares: passava por fazer-nos crer que ao andar sem as ditas rodinhas, tinha no entanto a segurança da mão que apoiava o selim, não deixando cair a bicicleta para nenhum dos lados. Quando nos apercebíamos que estávamos a andar sem qualquer apoio (nem o das rodinhas, nem o da mão), fazia-se magia. Não me recordo tão pouco da minha primeira queda, ou sequer de quantas vezes caí (acreditem, foram muitas). No entanto posso garantir que nunca me vou esquecer da primeira queda do meu filho, enquanto ontem andava na sua bicicleta, cheio de alegria. Sinto um aperto no coração sempre que me recordo do olhar dele, do susto no seu rosto, do choque de perceber que podiam acontecer coisas menos boas enquanto se divertia, das lágrimas misturadas com sangue que teimavam em escorrer... Não aconteceu nada de especial, tirando um nariz amassado e um corte no lábio, mas ainda assim... inesquecível. É nestes pequenos momentos em que percebemos a capacidade que temos de amar alguém incondicionalmente e infinitamente mais do que qualquer outra coisa. Amo-te Alexandre. Cá estarei para te ajudar a levantar sempre que caíres, ao longo da tua vida.
sábado, abril 10, 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)







