Saiu recentemente mais um balde de merda de medidas desconexas, meramente tentativas e aleatórias de desconfinamento, produto da gestão tirana e acéfala de um (des)governo qualquer, cujo principal foco foi o regresso à escola das crianças do pré-escolar e primeiro ciclo e que será seguido alguns dias depois do regresso dos restantes alunos. Rapidamente os canais de comunicação e redes sociais se inundaram de mensagens de regogizo por tal facto, com piadas sobre o assunto (tal como aquela que aqui apresento ao lado).
Honestamente, esta é uma das medidas que (salvo pelo facto de considerar que as crianças estão melhor servidas na escola em termos de aprendizagem), a nível de logística familiar me faz menos diferença. Pelo contrário, vou sentir falta das "visitas" dos meus filhos nos intervalos das aulas Zoom, sentando-se ao meu colo a meio de uma videochamada do trabalho a espreitar com um sorriso com quem eu estava a falar (algo que nunca impedi que acontecesse) ou simplesmente quando ía ter com eles, lhes dava um beijinho e perguntava se estava tudo a correr bem e se precisavam da minha ajuda. Esta proximidade que as circunstâncias nos impuseram, será sem dúvida algo que devia ser visto como um fator positivo e não negativo.
Talvez por ter a felicidade de os meus filhos não serem umas bestas e de gostarmos todos uns dos outros, não desgosto desta rotina de os ter mais perto de mim. Aprecio-a até (apesar de todas as dificuldades e trabalho extra que representa). Por isso (e uma vez mais repito) salvo pelo facto de as aulas Zoom não terem a mesma eficácia pedagógica para crianças desta idade que as aulas presenciais, a presença dos meus filhos em casa não era nem nunca foi um problema para mim. Durante este tempo em que convivemos no mesmo espaço (e tal como já tinha acontecido no passado) nunca houve lugar a problemas por esse motivo. Sempre nos demos bem, sempre houve entreajuda, carinho entre todos, disciplina e respeito.
Para aqueles que estão contentes por verem os seus filhos pelas costas, entregues a quem tome conta deles em espaço alheio, à sua maneira e com os riscos inerentes da situação atual, talvez não fizesse mal uma breve reflexão interior para pensar o que possa eventualmente estar errado nesta linha de raciocínio...


