sábado, agosto 17, 2019

Férias de Verão - Semana #2 e 1/2

Apesar de ter de regressar ao trabalho antes de gastar os cartuchos finais das férias de verão, fiz a coisa de forma a não causar muito impacto, aproveitando um feriado a uma quinta-feira, pelo meio do mês de agosto, que permite sempre aproveitar melhor o tempo. Assim, e apesar de ter passado a tarde de quarta-feira no hospital a fazer análises, a levar soro e proteção gástrica para curar o estrago que um jantar de sushi mal amanhado tinha feito na véspera, lá decidi pegar na família e rumar novamente em direção à zona centro, desta feita para o Pescanseco, onde a família já nos esperava.

Uma vez mais, festas populares e animação não faltavam por ali, tendo coincidido a nossa ida com a festa da Pampilhosa e o arranque do Seaside, evento que tem crescido por ali ao longo dos anos.

Para não variar, as banhocas foram uma constante, a começar pelo Rio Unhais que acaba por ser o centro da atenção da praia fluvial da Pampilhosa.


À noite também não podíamos faltar à festa, apesar de acabarmos por não ligar muito aos artistas "cabeça de cartaz", até porque regra geral a atuação fica para bastante tarde. Ainda assim dá para visitar as barraquinhas com artesanato, beber um ou dois Caipirões, comer as habituais farturas e andar nos carrosséis com a criançada...

Apesar de ter menos dias para gozar ali do que aquilo que gostaria, tentei aproveitar o tempo ao máximo, e deu até para proporcionar ao nosso "velhote" um dia diferente e bem passado, com uma visita às piscinas de Fajão (que nenhum de nós conhecia) onde se passou uma manhã excelente, e o tradicional almoço que, desta feita e por mero acaso, acabou por ser mesmo naquele que era o antigo restaurante Juiz de Fajão, onde tantos almoços em família fizemos... Grande dia!


Tudo o que é bom acaba, e era altura de regressar a Lisboa, para os preparativos da última semana de férias que seria passada fora do país. Ainda assim foi com bastante satisfação que assisti à reta final da reconstrução da nossa casa de família que quase dois anos atrás tinha ficada reduzida a cinzas. Mais que isso, sempre que me detinha a olhar para o nosso "velhote" a observar com satisfação a sua casinha novamente de pé e quase pronta a receber-nos a todos lá dentro.

Não percebi se este mealheiro que por lá andava no meio das obras era para colocar alguma moedinha, mas como não tinha nenhuma de 5 cêntimos, deixei-me estar...

domingo, agosto 11, 2019

Férias de Verão - Semana #2

Depois de uma semaninha de praia, impunha-se agora uma visita ao centro do país, a Pedrogão de São Pedro, onde estaríamos com a família e aproveitaríamos o calor de forma diferente: a beber minis nas festas populares, a comer a comidinha caseira da sogra e a refrescarmo-nos numa piscina improvisada para a criançada. Resumidamente foi assim que se passou (e bem) esta segunda semana de férias.

Os sogros a integrarem o grupo de cantares tradicionais da terra, durante as festas...


Os putos enfiados dentro de água sempre que a oportunidade se lhes afigurava...


O emborralhar na horta numa mistura de trabalho e diversão...


E ainda alguns passeios, como foi a ida até Penha Garcia...



... ou a passagem por Constância e Alomourol no regresso a casa.



E pronto... não é preciso muito mais do que isto para se passar uma semana feliz.

domingo, agosto 04, 2019

Férias de Verão - Semana #1

Depois de mais um ano, que foi novamente de mudança, bastante trabalho e recheado de acontecimentos, a necessidade de férias já se fazia sentir com alguma intensidade. Posto isto foi altura de começar o período estival rumando em direção a terras algarvias, onde iríamos aproveitar um excelente tempo (apesar da água a temperaturas dignas da Nazaré) e recarregar baterias. O local escolhido foi o do costume: Santa Luzia. As praias visitadas variaram sobretudo entre o Barril, a Terra Estreita ou a Lota.




Esta zona do Algarve nunca deixa de me encher as medidas. Santa Luzia é uma pequena vila piscatória com um ar pitoresco, onde sabe bem passear e vaguear pelas ruas ou pela zona junto à ria.


As praias de caraterísticas tão distintas também são de aproveitar. Apesar de ter cada vez mais gente (nada que se compare ainda assim à zona mais oeste do Algarve), continua a ser um destino de eleição para quem gosta de fugir à confusão.


Para não variar, conseguimos mais uma vez ter um tempinho para estar também com alguns amigos que por ali costumam passar...

domingo, julho 21, 2019

Até Sempre...

Amigo...

Foi apenas há pouco mais de meio ano que te conheci, mas logo desde o primeiro momento percebi que só podias ser um gajo 5 estrelas. Pelo menos assim o entendo, de alguém tão avariado como eu e mais uns quantos, ao ponto de alinhar na peregrina ideia de ir dar uma volta de mota à Serra da Estrela naquele que terá sido provavelmente o dia mais frio do ano. Essa foi a primeira de algumas oportunidades que tive de rolar contigo, e em todas elas foi com muito prazer que o fiz!

Nas oportunidades que tive de partilhar kms de estrada contigo, uma boa refeição à mesa ou simplesmente um par de minis num café, sempre demonstraste possuir uma forma de ser e de estar na vida que respeito. Acessível, descomplicado, honesto, com sentido de humor, e pelo que várias pessoas poderão testemunhar, sempre pronto a ajudar o próximo. Assim o fizeste.

Depois da aventura pela serra, destaco ainda a partilha de uma viagem aos picos da Europa (onde foste o "operador de câmara" de um certo episódio protagonizado por mim e por uma abelha com aversão a motociclistas, entre outros episódios que se proporcionaram nessa viagem).

Houve também lugar a um outro passeio em que rolámos pela região centro do país (que sei que encaravas também como um dos melhores "recreios motociclistas" em território nacional), com boa estrada, boa mesa e boa companhia.

E muitas outras voltas que partilhaste com outros companheiros que tenho a certeza absoluta agora sentem a tua falta. Com a tua partida, ficou o vazio e o sentimento de que ficaram muitos bons momentos e kms por partilhar. Tenho a certeza que os percorrerias com qualquer um de nós, com o imenso prazer e a alegria de viver que sempre demonstravas ter.

Partiste de forma trágica, mas a fazer algo de que gostavas. Não estavas só. Os amigos e companheiros de estrada que estavam lá, encabeçam agora um grupo mais alargado de pessoas que - tal como eu - só por se terem cruzado contigo, não conseguem ainda conceber que já cá não estás. Simplesmente não parece real, e garantidamente não parece justo.

Não me costumam faltar as palavras, mas a cada linha que escrevo, sinto uma dificuldade crescente em continuar... pelo que te peço consideres este meu singelo adeus, repetindo apenas as palavras e pensamentos de muitos companheiros de duas rodas que te pedem agora que olhes por nós, até ao dia em que nos voltaremos a encontrar...

Um abraço.


domingo, junho 30, 2019

Luz e Fé

60.000 testemunhas de Jeová... centenas de autocarros... Av. Lusíada cortada ao trânsito num dos sentidos durante 3 dias... 1 estádio de futebol cheio... piscinas montadas no relvado para batismos em massa... Depois de tamanho ato de fé, é bom que o Benfica não volte a perder em casa. Ao menos que se tenham lembrado de regar o relvado com a água benta que terá sido vertida nas piscinas.


Pergunta: qual é a semelhança entre um par de testemunhas de Jeová, e um par de tomates?
Resposta: ambos batem, batem... mas nenhuns entram.

sábado, junho 29, 2019

A Lei do Punho

Mais um passo no caminho que eu e o meu filhote mais velho decidimos percorrer, faz agora 2 anos. Tem sido uma experiência espetacular fazer parte desta Ohana, que a prática do Kenpo permitiu que descobrisse e passasse a fazer parte. Venha mais um ano!


sexta-feira, junho 28, 2019

Trolhas & Informáticos

Diálogo fictício. Qualquer semelhança com a realidade, será pura coincidência:

- Oh Zé... devíamos fazer um site na Internet, para o nosso negócio das obras...
- Ah sim? Então e que nome de domínio registávamos?
- Epá... um qualquer! Olha, regista aí o domínio das obras...


Por acaso... têm um site porreiro!

quinta-feira, junho 27, 2019

Inutilidades...

É minha plena convicção que, segundo a teoria darwiniana, caminhamos em direção ao futuro no sentido de nos tornarmos todos uns gordos balofos de mobilidade reduzida, sem dentes e com outras transformações morfológicas que passam pelo facto de deixarmos de utilizar várias das capacidades físicas que fomos desenvolvendo até hoje. Este mesmo pensamento vem-me à cabeça sempre que me cruzo com algumas invenções modernas à venda numa loja qualquer. Há uns tempos atrás, aconteceu-me ao deambular pela Worten, quando encontrei um corredor dedicado a... "cenas"... entre as quais estava este artefacto da foto que aqui partilho. Por não entender logo de que se tratava despertou-me a curiosidade e por ser prefixado por um "i", pensei tratar-se de algo tecnológico, eventualmente relacionado com a Apple. Nada mais longe da verdade. Se tivesse de descrever isto da forma mais respeitosa e técnica possível, teria de dizer tratar-se de um bocado de plástico com uns buracos. E pronto, é isso. Para que serve? Para brincar com os nossos animais de estimação, com o mínimo de movimentos possíveis. Essencialmente colocamos uma bola no topo deste caixote de plástico, e ela sairá na parte inferior do mesmo, numa direção aleatória. O cãozinho sai disparado a correr para ir buscar a bola. Repetimos o processo, sem nunca ter de a atirar ou fazer qualquer outro movimento mais brusco. Se tivermos sorte, o cãozinho aprende ele próprio a colocar a bola no caixote, e nem temos de mover o nosso rabo gordo do sofá para entreter o animal!



É caso para ficarmos orgulhosos da humanidade, pela capacidade que alcançámos de produzir merdas destas, que se podem comprar por uns meros 20 euros.

quarta-feira, junho 26, 2019

Rossio na Betesga

Fico sempre maravilhado quando vou a uma bomba de gasolina atestar (sem estar na reserva), e consigo meter quase 70 litros de combustível num depósito com 68 litros de capacidade...


terça-feira, junho 25, 2019

Longa se Torna a Espera

As férias estão quase aí, e como cá por casa já há muito que não se viaja em família, para fora, era tempo de renovação de passaportes para quase todos... Há já uns meses que começou a preocupação, assim que me apercebi das notícias que reportavam longas filas em tudo quanto era lado, quer para obter passaporte, quer para obter cartão do cidadão. Pior um pouco quando ao tentar fazer o agendamento via site do IRN, as datas mais próximas que me apareciam, mesmo para locais fora da grande Lisboa, eram de setembro ou outubro deste ano... O tempo parecia cada vez mais curto para tratar do assunto, então aproveitei então o feriado do Santo António para ir com o mai' velho até aquela que julgava ser uma conservatória menos movimentada, nessa linda terra de Arruda dos Vinhos. Não poderia estar mais errado. Quando chego ao local, ainda 1 hora antes da abertura, já estavam cerca de 100 pessoas espalhadas ao longo da rua, à espera.


Como a esperança é a última a morrer, lá me aguentei para ver se me safava de qualquer forma, já que tinha "reservado" o dia para tratar disto. Por fim, às 9h, abriu. Lentamente as pessoas foram entrando e tirando as respetivas senhas para os seus afazeres. Escusado será dizer que quando finalmente consegui meter o pé dentro da conservatória, já não havia senhas disponíveis para ninguém. Resolvi ainda tentar outra conservatória de uma zona eventualmente com menos afluência, e então dirigi-me a Sobral de Monte Agraço. Cenário idêntico. Entretanto já eram quase 10h, pelo que seria escusado ir onde quer que fosse. Meti a viola no saco e voltei para casa.

Felizmente, entretanto já se resolveu o problema. Envolveu ir a uma zona do interior do país onde se tratou de tudo em pouco mais de 15 minutos, sem necessidade de apanhar seca em filas de espera sem fim à vista. Não consigo ainda assim perceber esta afluência em contínuo há já largos meses para este tipo de processos, nem a falta de capacidade de tratar dos mesmos. Pessoalmente e por aquilo que ouvi de experiências semelhantes à minha, e do que assisti na primeira pessoa, prefiro fazer uma viagem de centenas de kms para chegar, ser atendido e voltar a casa, do que ter de acampar de madrugada em frente a uma conservatória para fazer uma bodega de um documento que me obrigam a renovar a cada 5 anos, e pelo qual tenho de pagar uma exorbitância.