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sexta-feira, junho 28, 2019

Trolhas & Informáticos

Diálogo fictício. Qualquer semelhança com a realidade, será pura coincidência:

- Oh Zé... devíamos fazer um site na Internet, para o nosso negócio das obras...
- Ah sim? Então e que nome de domínio registávamos?
- Epá... um qualquer! Olha, regista aí o domínio das obras...


Por acaso... têm um site porreiro!

quarta-feira, dezembro 11, 2013

Novelas Venezuelanas na MEO

Telenovela da MEO, vivida na primeira pessoa (longo, mas vale a pena ler...).

Início de Novembro:
Decido que o plano de dados para aceder à Internet, associado ao meu telemóvel M4O, é insuficiente (200mb) e resolvo pedir o plano de 1gb, que me permite obter de forma gratuita um cartão multi-sim (prémio produto do ano atribuído à PT). Contacto o apoio ao cliente para fazer o pedido. Indico o que pretendo (actualização do plano + cartão multi-sim). Durante a chamada obtenho confirmação da alteração do plano, bem como indicação de como receberia o cartão no prazo de 5 dias úteis. A chamada dura cerca de 20 minutos, tendo sido solicitado que "aguardasse por favor" umas 4/5 vezes.

Meados de Novembro:
Verifico que o plano de dados afinal não está actualizado conforme pedido (passou de 200mb para 500mb, e não 1gb). Contacto o apoio ao cliente, através do qual obtenho a confirmação de que tenho o plano actualizado... para os 500mb, e que não existe qualquer registo em como tinha sido solicitado o cartão multi-sim. Pedi para mudar dos 500mb para 1gb, mas obtive a explicação técnica de que o sistema só permitia uma alteração de plano por mês. Expliquei que não queria alterar o plano, mas sim o plano que tinha solicitado desde o início. A operadora não conseguia "operar" no sentido de mudar o que quer que fosse, e pediu-me para desligar e voltar a ligar para falar com outro operador mais "operacional". Cerca de 30 minutos de chamada, com cerca de 6/7 "aguarde por favor".

Chamada consecutiva em meados de Novembro:
Desligo e volto a ligar para o apoio ao cliente, sendo atendido por um novo operador mais prestável e "operacional". Explico a situação (de novo) e obtenho uma vez mais confirmação da actualização... para 500mb. Reitero que não era o que pretendia, expliquei as dificuldades sentidas até ao momento. O operador deu início ao processo de alteração, e solicitação do cartão multi-sim. Como o "sistema estava lento", indicou-me que poderia desligar e depois receberia uma SMS de confirmação da alteração do plano. Agradeci o facto de a chamada só ter durado cerca de 15 minutos, e de o operador só me ter pedido 3 vezes para "aguardar por favor".

Final de Novembro:
Não tendo recebido a SMS de confirmação de alteração do plano de dados, nem cartão multi-sim, contacto de novo o apoio ao cliente. O operador em questão confirmou que eu tinha o plano de 500mb (e não de 1gb) e verificou que não existia qualquer pedido de alteração de plano nem de envio de cartão multi-sim. Pedi para cancelar o meu contrato MEO na totalidade dos serviços, e disse que metessem a fidelização no cu. O operador pediu-me pela primeira vez para "aguardar por favor" enquanto direccionava a minha chamada para o departamento de retenção de clientes. 10 minutos de chamada e 1 "aguarde por favor".

Chamada consecutiva em final de Novembro:
Passada a chamada anterior para a retenção de clientes, expliquei pela quarta vez todo o histórico anterior. Obtive várias explicações possíveis para o sucedido. Nenhuma delas razoável. Após cerca de 30 minutos de chamada e cerca de 10 "aguarde por favor", foi-me proposto que seriam feitas as duas alterações que pedi inicialmente (1gb de plano de dados + cartão multi-sim) e ainda me fariam um desconto de 7,50 eur. na mensalidade durante dois anos. O plano ficaria activo no início do mês de Dezembro e o cartão seria enviado no prazo máximo de 5 dias úteis. Concordei.

Início de Dezembro:
Uma vez que continuava com um plano de 500mb, e ainda não tinha recebido o cartão multi-sim, contactei o serviço de apoio ao cliente. Foi-me indicado que efectivamente tinha o plano de 500mb, sendo que não existia nenhum pedido de alteração para 1gb, apesar de existir um pedido de emissão de cartão multi-sim. Perguntei como seria emitido o multi-sim sem ter o plano de 1gb, já que era a única forma de o obter gratuitamente. Explicaram-me que seriam cobrados mais 5 euros na factura mensal. Pedi para alterar o plano de 500mb para 1gb, o que foi feito na hora. Reiterei o pedido de envio de multi-sim (gratuito). Total de 20 minutos de chamada e 4/5 "aguarde por favor".

Hoje:
Já tenho 1gb de plano de dados. O multi-sim ainda não chegou. Contactei agora mesmo o serviço de apoio ao cliente, através do qual obtive confirmação em como não existe nenhum pedido de cartão multi-sim. Expliquei à operadora que a minha vida dava um filme indiano e pedi a emissão do cartão. Confirmou que receberei o mesmo num prazo máximo de 5 dias úteis. A conversa ficou-se por uns 5 minutos de chamada e apenas 1 "aguarde por favor".

To be continued...

Conclusões lógicas:
- todos os operadores da MEO sofrem de Alzheimer
- todos os operadores da MEO são mentirosos compulsivos
- o sistema informático da MEO corre em computadores 286 com 2mb de RAM
- o sistema informático da MEO é o Solitário
- na MEO, o conceito de dias úteis é subjectivo (aparentemente são todos inúteis)
- na MEO, o galardoado produto do ano da PT (cartão multi-sim) é um mito urbano
- mais um "aguarde por favor" e não há retenção de cliente que me retenha

sexta-feira, novembro 30, 2012

Made in China, Finished in Portugal...


Chegou hoje uma encomenda que fiz via Internet, de uns artigos "made in China"... Como não arranjava acessórios para o meu velhinho Samsung Galaxy S, mandei vir um suporte para o carro, uma tampa sem os cantos partidos, e umas películas protectoras para o ecrã (tudo pela módica quantia de 11 dólares). Apresento de seguida o resultado dos testes a estes magníficos produtos de origem oriental:

Tampa: muito bonita... quase idêntica à original... tirando o facto de "Samsung" vir escrito em bold e... não encaixar no dispositivo.

Suporte auto: após 10 minutos a conduzir e olhar esporadicamente para o dispositivo acoplado ao suporte, consegui fazer um descolamento da retina...

Películas protectoras: ainda não testei, mas dada a qualidade dos restantes artigos estou confiante que ao aplicar a película, o telemóvel ficara a funcionar em modo monocromático, ou então todos os caracteres serão convertidos para chinês.

O meu grande bem haja a quem produziu estes artigos de qualidade suprema... oxalá caguem numa sanita feita na china, e a mesma se parta e se enfie pelo vosso cu acima!

PS: já me esquecia de referir que a encomenda vinha numa caixa sobre a qual, de acordo com o estado em que se apresentava, dois ou três chineses devem ter estado sentados durante um mês (o tempo de espera que tive para a chegada da dita)...

terça-feira, outubro 11, 2011

Uma Grande Mais Valia

Por vezes fazemos coisas que se revelam uma grande mais valia... mais valia estarmos quietinhos! Foi o meu caso, quando tive a seguinte ideia brilhante. Tinha para aqui a rebolar por casa uns "tarecos" tecnológicos que, não estando a ser utilizados para nada, poderiam render uns trocos quando colocados à venda na net. Arrebanhei os ditos tarecos, e para dois ou três tive uma ideia genial: vou colocá-los à venda num site de leilões (o eleito foi o miau.pt) e coloco a base de licitação em 1 euro para ver o que dá. Dois destes tarecos eram simplesmente duas máquinas fotográficas digitais (uma Mustek D30 e uma Olympus C150). Nada de especial, mas também nada de se deitar fora. Tudo impecável, na caixa, com todos os respectivos acessórios. Até aqui tudo OK. Pouco tempo após colocar os anúncios começaram logo a ser visualizados por muita malta. Até aqui também tudo OK. Logo no início do leilão foi feita uma licitação pelo valor mínimo. Até aqui tudo OK. O que não foi muito OK foi que passado o prazo limite do leilão, essa foi a única licitação para cada um dos artigos... pelo mesmo comprador! Isto é, um senhor qualquer comprou duas máquinas digitais impecáveis pela módica quantia de... 2 euros! Entretanto e findo o negócio, entramos em contacto, e o senhor pede imensas desculpas por não ter reparado que eu só me disponibilizava para entregar em mão na zona de Lisboa... sendo que o dito morava no Porto! Ah e tal, não se importava de enviar por correio? Enquanto deitava fumo do cérebro lá acedi e fui ver quanto custava enviar a tralha pelos CTT. O preço calculado foi de cerca de 6 euros!!! (3 vezes mais que o custo dos artigos). Pedi que fizesse a transferência e confirmasse a mesma antes de enviar os artigos... para que eu pudesse ter o trabalho e incómodo de me deslocar aos CTT para o efeito. Resumindo... os dois euros mais difíceis de ganhar que já tive! Que grande mais valia!

quinta-feira, agosto 20, 2009

Google Vista da Rua

Depois da magnífica invenção do Google Maps... depois da integração do Google Latitude... eis que a Google nos apresenta o StreetView. Eu sei que pode não ser propriamente uma novidade, mas só ontem experimentei a navegação pela cidade de Lisboa, e devo dizer que é surpreendente. Isto porque o trabalho e esforço envolvido na tarefa de apresentar fotos (360º, em alta definição) de todas as ruas de uma cidade como Lisboa, é algo a admirar. É também engraçado observar os cuidados com a edição de imagem, como por exemplo tornar as matrículas e as caras das pessoas difusas. Mas ainda bem que o fazem, senão veja-se bem os problemas que o casalinho da foto apresentada, tirada no cimo do parque Eduardo VII, poderia vir a ter!? Se acederem directamente ao StreetView por este link, digamos que, de imediato, parece uma pose algo comprometedora... mas se observarmos com maior detalhe podemos constatar que aquilo que à primeira vista parece um fellatio em plena luz do dia, se trata apenas de uma ilusão de óptica... com muita pena nossa, é claro. Resta saber até quando esta foto vai estar disponível, mas um dia destes hei-de procurar um daqueles cantinhos na net que registam todos os momentos flagrantes em Lisboa, para andarmos à descoberta nesta magnífica ferramenta. Para já, deixo um link homólogo... ou até outro link homólogo, para imagens comprometedoras além fronteiras.

domingo, maio 03, 2009

Redes de Exclusão Social

Estive recentemente num jantar entre amigos onde surgiu a temática das redes sociais na Internet. Rapidamente adquiri aquele sentimento estranho de que estou a ficar velho. Estranho porque apesar de ser um gajo novo e minimamente por dentro deste tipo de ferramenta, o facto de não ter tempo para me dedicar a todas leva a que não conheça algumas. Tenho um carinho especial pela minha actividade de blogger, na medida em que gosto de escrever, e o faço com maior prazer a pensar sobretudo em mim e na satisfação que daí consigo tirar. Por motivos profissionais, tenho o meu cantinho no Linked In, o que também não requer grande atenção e cuidados e é relativamente simples de manter. Já há muitos anos que desisti do Hi5, porque sinceramente ao fim de pouco tempo comecei a questionar-me sobre o porquê de lá ter uma página pessoal. O Fotolog foi algo que me passou ao lado desde o momento em que apareceu. Agora a cada dia que passa, surge uma nova rede e alguém a enviar-me convites para por lá passar. Confesso ainda não ter tido tempo nem curiosidade que me motive a ver do que se trata o Facebook ou até mesmo o Twitter (daí o sentimento de velhice antecipada). Admito que por lá passarei, ainda que me reserve logo a seguir o direito de nunca mais por lá passar, se não vir nada que me interesse (como aliás faço em qualquer circunstância). De qualquer forma o ponto que gostava de referir é o facto de, para pessoas que tal como eu ainda não sabem o que é o Twitter e o Facebook, ou qualquer outra rede social que por aí esteja escondida, o mundo começa a ser pouco complacente. Aquilo que devia potenciar as relações sociais, acaba por ser mais um motivo de exclusão social. Mas enfim, penso que depois de ser excluído pelo facto de ser praticamente a única pessoa em Portugal que não tem TV Cabo, Meo, ou outro qualquer fornecedor de serviço de televisão digital, só faltava mesmo começar a ser excluído na minha própria área profissional... Resta-me assim a alegria pela indiferença que sinto perante essa exclusão, já que continuo a ter amigos com quem jantar e falar sobre estes mas também e sobretudo outros assuntos.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Cyber... Bullshit

Li hoje uma notícia que diz que irá começar em breve um julgamento de uma mulher implicada no suicídio de uma adolescente. Ao que parece a senhora fez algo chamado "cyberbullying" com a referida jovem (confesso que tive de ir ver o que queria dizer o termo, porque não tinha certeza). A origem do problema foi essa jovem ter gozado com a filha de Lori, a acusada e sua vizinha. Posteriormente esta terá criado um perfil falso no MySpace para ganhar a confiança e envolver-se com a jovem, tendo posteriormente posto fim à "relação" de amizade, levando a jovem ao suicídio. Existe uma expressão bem portuguesa para descrever casos como este: é daqueles que "não tem ponta por onde se pegar"! Como se pode imaginar, isto só podia ter lugar nos Estados Unidos... mas ainda assim (e apesar disso) não consigo decidir qual a maior imbecilidade no meio disto tudo: se a filhinha que não aguentou ser gozada... se a mãezinha que não tinha mais nada que fazer senão brincar na Internet... se a adolescente que se suicida por causa de uma amizade fictícia pela net com alguém que nunca viu... se o tribunal que decide julgar uma acusação destas. A todos os envolvidos neste processo eu tenho uma sugestão a dar: e se fossem todos "bardamerda" (outra expressão bem portuguesa, para traduzir a minha opinião pessoal)? Estou sinceramente fartos destes cybertermos que descrevem provações psicológicas horríveis comparativamente com a adolescência e o crescimento normal de qualquer ser humano. Lembro-me de gozar e ser... gozado. Lembro-me que os pais não usavam esquemas maléficos para vingar a honra do filho... gozado. Lembro-me de não saber sequer o que significava a palavra suicídio, quanto mais pensar cometê-lo por ser... gozado. Sei que não guardo nenhum trauma, e julgo sinceramente que certas coisas que nos acontecem enquanto crianças servem para moldar o nosso carácter, e sei que por vezes vale mais dotarmo-nos de meios para encarar o futuro do que deixar alguém encarar o futuro por nós. Uma sugestão final aos putos de hoje: os amigos também (e sobretudo) se fazem fora da Internet. Pensem nisso...