terça-feira, maio 22, 2012

A Última Conversa do Dia


Escrevo hoje porque ontem já não deu...

Depois de um dia que correu bem conforme decidi iria acontecer de manhã, eis senão quando a terminação foi do melhor. Deitar o meu filhote... contar-lhe uma história... ele contar outra a mim, baseada num fim de semana bem passado... depois subitamente e já quase adormecido, o seguinte diálogo:

Ele: Pai, gosto muito de ti!
Eu: Eu também gosto muito de ti, filho.
...
Ele: Pai... o Alexandre e o Pai são muito amigos!
Eu: Pois somos, filho. Somos os melhores amigos.
...
Ele: Pai, és muito lindo!
Eu: Tu é que és, filho. Tu é que és muito lindo.
...
Ele: Tu és mais!

Indecisão

Presunto ibérico...


... ou bifes?


sábado, maio 19, 2012

28 de Abril

No dia 28 do passado mês determinei que começaria uma nova etapa da minha vida. Passado quase um mês, algumas coisas mudaram conforme tinha em mente, outras nem por isso. Mas se alguma coisa mudou, então é porque a história da "nova etapa" se confirma. Por outro lado, a nossa vida muda constantemente, a não ser que não façamos nada por isso. Acho assim que as minhas acções e comportamentos é que levam a reacções e resultados. Em suma, está tudo bem mas pode ficar ainda melhor. O que é um facto é que desde então sou uma pessoa mais inquieta, ainda que não necessariamente mais ansiosa. Questiono-me mais, revejo-me mais e às minhas acções no final de cada dia, critico-me mais pensando de que forma poderia ser melhor. Temos a tendência natural para considerar parte do que nos acontece como inevitável ou até uma cósmica conspiração para que as coisas nos corram assim sem que nada tenhamos feito por isso. Não é verdade. Aliás, nada poderia ser mais errado. Efectivamente um grande resultado pode estar simplesmente à espera de uma pequena acção, e cada vez mais tenho a certeza disso. Próximos passos? Não sei ao certo. Mas sei que vou continuar a mexer a colher para agitar a sopa no tacho. Bom fim de semana a todos.

quinta-feira, maio 10, 2012

Conversa de Gajos...

Dia #1
Gajo A: Epá... a miúda X 'tá gira... quer-me parecer que pôs uns "baguitos"...
Gajo B: Realmente... há pr'ali mais maminhas do que havia antes.
Gajo C: É mesmo gira, a miúda...

Dia #2
Gajo A: Caraças... a miúda X 'tá mesmo "diferente".
Gajo B: Está mesmo... realmente!
Gajo C: Gira, gira!

Dia #3
Gajo A: Epá... não acho aquilo muito normal...
Gajo B: Pois não... realmente!
Gajo C: Parece-me ver ali uma pança... se calhar está grávida!

... silêncio...

Dia #4
Gajo C: Oh miúda Y, a miúda X está grávida?
Miúda Y: Sim, sim... nasce daqui a uns meses! (riso inocente)

... silêncio...

Gajo C: (modo pensamento) Dasse!!!

segunda-feira, maio 07, 2012

Segunda-Feira...

A pedido de algumas famílias:

Tantos anos a marrar, e lá consegui trabalho,
Suga-m'a energia toda, é um emprego do car*l#o.
Quando chega o fim do mês, só penso em receber,
Durante os outros dias, sinto que me estão a f*d#r.
Investi em formação, passei noites sem dormir,
Este meu triste empenho, até faz os outros rir.
A semana vem ai, segunda vai começar,
Dá-me um nó na barriga, tenho de ir mas é c*g#r.

Segunda-feira... bahhhh.
Acabou-se a brincadeira... bahhhh.
Olh'o pró pijama no chão...
Voltar para o emprego?
Não, não, não, não,
Já, já, já...

Bahhhhhhhhhhh...


sábado, maio 05, 2012

Memórias de um Dente...

Costuma dizer-se que quem não tem sarna para se coçar... arranja-a. Sinto que, de alguma forma, foi o meu caso. Consulta de rotina do dentista, há uma semana atrás: "ah e tal... tem aqui um siso que tem de se arrancar". A partir daí, como que deixei de ter controlo sob as minhas acções e o rumo que a minha vida seguiu, e no espaço de uma semana arranquei-o mesmo. Digo que perdi o controlo porque o fiz sem perceber muito bem o porquê. Não tinha nenhuma relação conflituosa com o dito dente... nunca me incomodou... penso que nunca terá falado mal de mim a ninguém. No entanto expulsei-o daquele cantinho escuro e confortável onde habitava há muitos anos sem nunca causar má vizinhança, sem motivo aparente. Já da parte do dentista, justificações não faltavam:

Ele: Os dentes do siso são remanescências dos nossos antepassados símios, e não fazem falta.
Eu: Se não fazem falta, e de acordo com as teorias de Darwin, a natureza encarregar-se-á de os fazer desaparecer totalmente a seu tempo (o que neste momento e no que concerne a minha pessoa, não é o caso).

Ele: Os dentes do siso, devido ao facto de não serem utilizados, bem como da sua posição, são de difícil higienização.
Eu: OK, só tenho de garantir que lavo os dentes correctamente e isso deixará de ser um problema.

Ele: O seu dente do siso não vai sair mais da gengiva, pelo que a sua raiz pode causar uma cárie no molar.
Eu: Pode, ou vai? Se só "pode", isso significa que há uma hipótese de absolutamente nada de errado ocorrer. E se ocorrer, qual é o resultado? Arrancar um dente?

Enfim, todas estas questões faziam eco na minha cabeça revelando uma lógica inabalável, nos dias que antecederam esta minha pequena cirurgia, mas tal como referi, a modos que entrei e saí desta situação meio "hipnotizado", e o que é um facto é que o dente se encontra neste momento em parte incerta.

Em termos do processo da cirurgia em si, posso resumi-lo a um pequeno corte, meia hora de abanões alternados com puxões, dois ou três pontos e três horas de paralisia facial, durante o próprio dia. Foi uma estreia para mim já que não me recordo de alguma vez ter arrancado um dente. Hoje, dia seguinte, cheguei a temer esvair-me em sangue dentro da boca sem me aperceber. De resto, as dores são poucas e o sangue está finalmente a começar a estancar (mais de 24h depois), pelo que posso sinceramente dizer que a vida me sorri... e eu respondo... ainda que com um dente a menos na cremalheira.

quinta-feira, maio 03, 2012

Os Tarolos

Falhei hoje a minha tentativa de obter um record de dias consecutivos sem me aborrecer com nada nem ninguém. Trata-se de uma decisão consciente de mudar a minha forma de ser e estar, sendo que estes primeiros dias têm sido bem difíceis, porque tal qual um jogo de computador, os obstáculos vão aparecendo, e  a cada dia que passa parece que vou aumentando de nível. É como se o Universo conspirasse e várias pessoas e acontecimentos à minha volta percebessem que eu estou em modo (tentativo) Zen, tornando-se o seu objectivo principal destronar-me desse estado. A manhã de hoje ainda foi suportável, mas à tarde, e tal como se costuma dizer tecnicamente... passei-me. Foi um "passar" mínimo, quase reduzido a dois ou três desabafos com um volume de 2 ou 3 decibéis acima do habitual, mas ainda assim falhei o meu objectivo diário. Consegui respirar fundo e endireitar-me psicológicamente antes de chegar a casa, o que é fundamental. Ainda assim amanhã terei de começar da estaca zero e corrigir os erros cometidos durante o dia de hoje. É inacreditável no entanto a quantidade de situações e personagens obtusas que conseguem atirar autênticos tarolos para a nossa frente, quando só tentamos seguir o nosso caminho. Ainda assim, acho que se assumirmos que o nosso caminho é um percurso mais acidentado, e que o objectivo é percorrê-lo, os tarolos deixam de o ser e passam apenas a fazer parte do cenário. Amanhã há mais. Se me passar novamente e agredir alguém (o que daria um episódio interessantíssimo para relatar aqui no blog) aviso.

terça-feira, maio 01, 2012

No Dia do Trabalhador...

... há quem se dê a muito trabalho. Leia-se a multidão de "zombies" que a título de uma mega promoção da cadeia de supermercados Pingo Doce (redução de 50% para compras superiores a 100 euros) decidiu passar o que poderia ser um dia de descanso ou de lazer, em filas que chegaram a 7 horas de espera para uma caixa de supermercado. Independentemente do apelo da promoção, só consigo ver coisas erradas nesta fotografia (e não me refiro à imagem que aqui deixei). Mais concretamente, em primeiro lugar e em tempo da dita crise, este é um dos actos mais consumistas (mascarado de poupança) que se pode imaginar. Em segundo lugar, realmente quando Deus criou o homem sobrestimou largamente a sua capacidade, tendo como exemplo os espécimes que em resultado do caos gerado por esta "promoção" andaram à pancada, insultaram e até deram facadas a outras pessoas. Em terceiro lugar, a preserverança e paciência de alguém que espera algumas horas para estacionar o carro no parque do supermercado, mais algumas horas para entrar no dito supermercado, e depois ainda espera outras 7 horas numa fila para pagar as suas compras, contrastam com o comportamento geral da população em coisas que deveriam ser realmente importantes (ao contrário do que é - para mim - comprar iogurtes a metade do preço). Apesar de esta história que fiquei a saber por acaso (já que há mais de um mês que não vejo um telejornal) me causar grande infelicidade, feliz de mim que passei o dia sem fazer absolutamente nada a não ser brincar com o meu filhote, e acima de tudo sem gastar um único tostão.

terça-feira, março 20, 2012

Um Dia para Parar e Apreciar...

Se há coisa que me faz sair da rotina e voltar aos bons hábitos (como o é o da escrita) é o meu filhote. E que melhor motivo que o dia do pai, em que me obriguei a fazer algo diferente. Sair cedo do trabalho, e ir passar uma hora a brincar com ele na escola, junto dos amigos, foi um bálsamo bem útil. Poucos dias somos recebidos por alguém com um sorriso de orelha a orelha, com um abraço forte e uma prenda feita com amor. Alguém com apenas 2 anos guardar segredo da surpresa que preparava há uns dias, e recitar um pequeno poema que memorizou de propósito para mim, deixa-me no mínimo de boca aberta... Então, quando cheguei, foi mais ou menos assim:

"Trago a mãe no coração,
e o pai no bolso.
O bolso rasgou-se,
o pai caiu ao chão!
Peguei nele com jeitinho,
e guardei-o no coração!"

Para alguns pode até parecer ridículo, mas para mim é uma carta de amor. E já dizia Fernando Pessoa que as cartas de amor são ridículas, que só as pessoas ridículas não escrevem (nem gostam de receber).

Obrigado, Alex.

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Primavera

Muito... mas mesmo muito bom!