Há alguns dias li uma expressão que me ficou gravada na memória: todos têm o direito de ser burros, mas alguns abusam desse privilégio. Já há muito tempo que não sentia verdadeira frustração no trabalho, mas as últimas semanas fizeram com que a minha memória fosse reavivada, em boa parte devido à interacção com um ou outro espécime da espécie acima indicada. Raras vezes me enervei realmente devido a situações profissionais. No entanto sinto que a tampa começa a querer saltar-me com alguma frequência nos últimos dias. Racionalmente sei que é uma estupidez, e relembro-me também de uma outra expressão de um amigo meu: "it's only work". O problema é que o "work" tem alguma facilidade em lixar tudo o resto, sobretudo quando é a parte significativa da nossa rotina e do nosso dia a dia. O velho sentimento de uns elementos da equipa remarem para um lado, e outros para o oposto, é cada vez mais forte. E apesar de se viverem tempos difíceis em geral, começo a sentir que se calhar nada disto vale realmente a pena. Enfim, amanhã é um novo dia, e hoje já ficou a perspectiva de que os problemas vão, no melhor cenário, continuar. Se assim for já não é mau, uma vez que a crosta vai secando. O problema vai ser quando alguém resolver arrancar a crosta e começar tudo da estaca zero... Cenas dos próximos capítulos serão aqui reportadas. Se agredir alguém com violência, prometo tentar obter fotografias!
segunda-feira, novembro 07, 2011
O Privilégio de Ser Burro
Há alguns dias li uma expressão que me ficou gravada na memória: todos têm o direito de ser burros, mas alguns abusam desse privilégio. Já há muito tempo que não sentia verdadeira frustração no trabalho, mas as últimas semanas fizeram com que a minha memória fosse reavivada, em boa parte devido à interacção com um ou outro espécime da espécie acima indicada. Raras vezes me enervei realmente devido a situações profissionais. No entanto sinto que a tampa começa a querer saltar-me com alguma frequência nos últimos dias. Racionalmente sei que é uma estupidez, e relembro-me também de uma outra expressão de um amigo meu: "it's only work". O problema é que o "work" tem alguma facilidade em lixar tudo o resto, sobretudo quando é a parte significativa da nossa rotina e do nosso dia a dia. O velho sentimento de uns elementos da equipa remarem para um lado, e outros para o oposto, é cada vez mais forte. E apesar de se viverem tempos difíceis em geral, começo a sentir que se calhar nada disto vale realmente a pena. Enfim, amanhã é um novo dia, e hoje já ficou a perspectiva de que os problemas vão, no melhor cenário, continuar. Se assim for já não é mau, uma vez que a crosta vai secando. O problema vai ser quando alguém resolver arrancar a crosta e começar tudo da estaca zero... Cenas dos próximos capítulos serão aqui reportadas. Se agredir alguém com violência, prometo tentar obter fotografias!
terça-feira, novembro 01, 2011
De Mãos Atadas
Nos últimos dias tenho reflectido muito sobre a cultura em torno do trabalho, que vivemos nos dias de hoje. A primeira constatação óbvia é que a evolução - dita a bem do conforto, modernização e automatização de tarefas - que tem acontecido nos últimos anos, em vez de contribuir para todos os aspectos mencionados anteriormente, tem o efeito precisamente oposto. Na parte de conforto, bem-estar ou qualidade de vida, o resultado é mau: arranjámos forma de poder levar o trabalho para todo o lado (smartphones, laptops, etc.), em vez de o deixar no respectivo local ao final do dia. Na parte da modernização, o resultado é infrutífero: basicamente geramos trabalho à volta de trabalho, isto é, se anteriormente processos mais "artesanais" tinham de ser executados para levar uma tarefa a cabo, agora temos processos para gerir processos que por sua vez gerem outros processos, sendo que a tarefa em si e o resultado final constituem menos de 10% do esforço envolvido. Na parte da automatização, o resultado é irrelevante: uma vez que cada vez mais processos e tarefas necessitam ser levados a cabo antes de atingir um fim, por mais que os mesmos sejam automatizados vão sempre surgir outros que - até serem eles próprios automatizados - vão exigir um esforço manual. E no fim da linha, quando tudo é moderno e automático, o ser humano pode ser excluído dando lugar ao negócio que apelido habitualmente de "máquina de fazer chouriços" (entra porco de um lado, sai enchido do outro). Pessoalmente, dia após dia, chego a casa com a sensação de que corri o dia inteiro e não cheguei a lado nenhum. Hoje é feríado... tinha intenção de passar um dia calmo com a minha família... Na prática? Atendi o primeiro telefonema profissional por volta das 11h, o último dos vários que entretanto atendi foi às 15h, já troquei mais de 10 emails... Resumindo: estou a ignorar a minha família para poder trabalhar durante um feriado, numa semana de férias que cancelei. Algo está errado: eu! Ainda não descobri/decidi o que vou fazer em relação a isto, mas alguma coisa vou certamente ter de fazer... ai isso vou!
terça-feira, outubro 18, 2011
Walking Dead...
The Walking Dead é a série que recomeçou recentemente com a segunda temporada, e que mais uma vez me capturou a atenção. Confesso ser daqueles que têm fascínio por séries e filmes apocalípticos, mas cada vez tenho mais dificuldade em impressionar-me com os mesmos. Em primeiro lugar porque a cada dia que passa o apocalipse parece mais uma realidade, e todos sabemos que a realidade não vende muito em termos televisivos (tirando a rapaziada que gosta de assistir à vida em comum de seres inertes fechados durante alguns meses num espaço partilhado). Logo, quando a ficção de aproxima da realidade, a coisa perde um bocado o sentido. No que diz respeito a filmes e séries de tripalhada e zombies, também me parece que cada vez estamos mais próximos de um cenário real repleto de mortos vivos. Vejo todos os dias zombies a passear nos átrios e elevadores por onde passo, com uma expressão sem vida no rosto. Os locais onde vou também parecem mais vazios, o que me leva a crer que os zombies se andam efectivamente a alimentar dos humanos (que consequentemente são cada vez menos). Noutros tempos se me falassem em levar uma dentada pensaria em algo como assédio sexual. Agora já não tenho tanta certeza que seja o caso, pelo que se o hálito do espécime não estiver lá muito católico, o melhor é fugir... não vá andar algum zombie a querer fazer de mim um deles!
terça-feira, outubro 11, 2011
Uma Grande Mais Valia
Por vezes fazemos coisas que se revelam uma grande mais valia... mais valia estarmos quietinhos! Foi o meu caso, quando tive a seguinte ideia brilhante. Tinha para aqui a rebolar por casa uns "tarecos" tecnológicos que, não estando a ser utilizados para nada, poderiam render uns trocos quando colocados à venda na net. Arrebanhei os ditos tarecos, e para dois ou três tive uma ideia genial: vou colocá-los à venda num site de leilões (o eleito foi o miau.pt) e coloco a base de licitação em 1 euro para ver o que dá. Dois destes tarecos eram simplesmente duas máquinas fotográficas digitais (uma Mustek D30 e uma Olympus C150). Nada de especial, mas também nada de se deitar fora. Tudo impecável, na caixa, com todos os respectivos acessórios. Até aqui tudo OK. Pouco tempo após colocar os anúncios começaram logo a ser visualizados por muita malta. Até aqui também tudo OK. Logo no início do leilão foi feita uma licitação pelo valor mínimo. Até aqui tudo OK. O que não foi muito OK foi que passado o prazo limite do leilão, essa foi a única licitação para cada um dos artigos... pelo mesmo comprador! Isto é, um senhor qualquer comprou duas máquinas digitais impecáveis pela módica quantia de... 2 euros!
Entretanto e findo o negócio, entramos em contacto, e o senhor pede imensas desculpas por não ter reparado que eu só me disponibilizava para entregar em mão na zona de Lisboa... sendo que o dito morava no Porto! Ah e tal, não se importava de enviar por correio? Enquanto deitava fumo do cérebro lá acedi e fui ver quanto custava enviar a tralha pelos CTT. O preço calculado foi de cerca de 6 euros!!! (3 vezes mais que o custo dos artigos). Pedi que fizesse a transferência e confirmasse a mesma antes de enviar os artigos... para que eu pudesse ter o trabalho e incómodo de me deslocar aos CTT para o efeito. Resumindo... os dois euros mais difíceis de ganhar que já tive! Que grande mais valia!
segunda-feira, outubro 10, 2011
O Toque de Midas
sábado, outubro 08, 2011
terça-feira, setembro 06, 2011
Legacy
Passado muito tempo do seu lançamento, finalmente vi Tron Legacy. E sinto que tenho de ver outra vez (possivelmente em HD)! O filme todo é espectacular, e nem a versão "digital" do Jeff Bridges da década de 80 soa a falso, mas sim a um quase intencional. O conceito da sequela foi muito bem esgalhado, os efeitos especiais e a fotografia são simplesmente fenomenais e a banda sonora é magnífica (Daft Punk rules)! Estava a precisar de ver um filme destes para mudar o meu estado de espírito (ainda que tenha sido interrompido cerca de 3 vezes com as insónias de um puto reguila), como tal, recomendo vivamente. Ah, e para quem não viu o primeiro, sugiro respeitinho e toca a escavar no baú do cinema à procura do VHS. Se tivesse que descrever este filme em duas palavras, seriam algo como: "nostalgia futurista".
domingo, setembro 04, 2011
3 Meses
Passaram 3 meses desde a última vez que escrevi. Se esta frase se assemelha ao início de discurso de um alcoólico numa reunião dos AA, esta comparação não está muito distante da verdade. E a verdade é que muita coisa se tem passado, e o somatório do tempo livre e da boa disposição não tem sido dos mais capazes. Coisas complicadas têm acontecido, misturadas com outras boas, como habitual receita de vida da maioria das pessoas, das quais não sou diferente. Ainda assim tenho feito um exercício pessoal em termos do estado de espírito com que alcanço o final de cada dia, e a coisa tem corrido mais ou menos. Quem sabe volte a ter a frequência e assiduidade de outrora por aqui, já que tal como os AA, também sofro de ressaca se passar muito tempo sem escrever. Mas ao contrário de quem tem uma recaída por um copo de qualquer coisa forte, o regresso à escrita é um prazer sem pecado. E sabe muito melhor do que passar um serão sentado em frente à televisão por achar que estou demasiado cansado para fazer o que quer que seja. Apesar de as férias deste ano (que já gozei) terem sido excelentes, não foram propriamente o protótipo acabado do "descanso", já que tal foi coisa que não tive. Dita a logística dos tempos actuais que assim seja, mas tenho esperança que o futuro se encarregue de repor alguma normalidade. Mas como já chega de lamurias, venho assim (mais uma vez) assinalar o meu regresso à escrita. Fiquei traumatizado quando, no meu aniversário, ao receber a tradicional versão impressa do último ano de posts, em vez do habitual "livro" recebi uma espécie de fascículo de banda desenhada... Está na hora de voltar às grandes publicações, novamente!
sexta-feira, maio 13, 2011
Pentelhos Encravados
Hoje tivemos mais um exemplo do nobreza da classe política em Portugal. Mais um atrasado mental mascarado de personalidade relevante para a sociedade política nacional, que conseguiu ter uma saída brilhante em plena entrevista televisiva, mostrando que nem sequer tem nem o discernimento necessário para distinguir o que pode e deve ser dito em público, daquilo que brota involuntariamente da boca para fora durante uma conversa de café, sem se pensar muito no assunto. Desta feita foi a vez de Eduardo Catroga, que sem se saber muito bem como nem porquê, a determinada altura assumiu um papel de relevo para a economia do país. E o que é que uma figura de destaque como esta tem a dizer em época de crise - vá-se lá perceber porquê - financeira? "Está na altura de deixar de discutir PENTELHOS!". Brilhante... e brejeirice aparte, uma afirmação sem dúvida muito atempada (acho que ainda não estamos na bancarrota). Se há pessoas que gostam muitas vezes de assistir a esta característica habitualmente adjectivada de "popularismo", eu gostaria de poder ver em algum político a capacidade de se focar com seriedade no que é realmente importante, fazendo-o da forma correcta, sem recorrer a truques e artifícios para desviar a atenção dos problemas, com as palavras mal escolhidas que se atiram tão facilmente como se armas de arremesso fossem. Acreditem que os suficientemente letrados ou não analfabetos como eu percebem na mesma, se não incluírem nas "merdas" que "cagam" da boca para fora como se de "diarreia" a escorrer do "cú" se tratasse, palavras como "pentelhos", "colhões" ou "conas". O princípio é mais ou menos o das conversas das crianças: tudo o que tem asneirada pelo meio, tem mais piada, com a atenuante que normalmente as asneiradas são um pouco mais suaves... e os políticos já não conseguem ter piada. Por isso mesmo, até nem estranho, mas consigo ainda assim continuar a ficar desiludido, porque nem a maior e mais grave crise dos últimos tempos, que supostamente todos nós atravessamos consegue colocar um laivo de seriedade naqueles que mais sérios deveriam ser... ou estar. Alguém que nos livre destes "pentelhos encravados"!
segunda-feira, maio 02, 2011
Mortos Mas Pouco
Quando Hitler morreu, não foi possível obter uma única prova concreta e inequívoca de que tal tinha acontecido. Supostamente ter-se-á suicidado... duas vezes! Por envenenamento e arma de fogo (não fosse o veneno estar fora de validade). Outras teorias ditam que terá ficado soterrado nos escombros resultantes da explosão que teve lugar no seu bunker. Passados tantos anos acompanhados de ausência de provas concretas, há quem acredite até hoje que tenha sobrevivido e passado o resto dos anos da sua vida escondido confortavelmente em algum lado. Mais recentemente Saddam Hussein, procurado durante anos, terá sido executado por enforcamento uma vez encontrado. Uma vez mais, em pleno século XXI no pico de uma era tecnológica, as provas que ficaram do sucedido foram umas filmagens pixelizadas de um telemóvel merdoso utilizado como câmara de filmar na solene ocasião. E nem depois disso uma fotografia ou qualquer outra prova concreta e inequívoca de que o velho tinha esticado o pernil. Hoje, supostamente, morreu Bin Laden. Aparentemente a localização do homem mais procurado pelos EUA era conhecida desde Agosto do ano anterior, mas hoje é que dava jeito bombardear o estaminé (certamente devia estar céu limpo ou algo do género). E uma vez mais, no ano de 2011, com toda a tecnologia disponível, com todos os meios de informação ávidos de provas do sucedido, o que sai para a net é uma fotomontagem de uma imagem com 2 anos misturada com partes do rosto do Osama. E para ajudar à festa, o funeral do homem é no mar, em local indeterminado, contra todas as regras sagradas do Islão. E depois os EUA vêm logo a correr muito dizer que fizeram análises de ADN que mostram 100% de compatibilidade com a família! Não sou muito de teorias da conspiração, mas porra! Alguém que faça o favor de ir rapar os ossos destes animais só para termos a certeza que está tudo a fazer tijolo! Ou pelo menos ofereçam umas máquinas fotográficas descartáveis aos carrascos e militares! Cá para mim esta rapaziada está numa casinha nos alpes suíços, com o avozinho Adolfo a servir um cházinho de ervas em chávena de ouro ao Hussein e ao Bin...
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