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terça-feira, dezembro 23, 2014

A Sony Ganhou Tomates!

Finalmente! Nem de propósito, depois do meu post sobre o não-lançamento do filme "A Entrevista", parece que a malta da Sony ganhou tomates e decidiu avançar com a divulgação do filme, não só através dos cinemas, mas também através de canais de vídeo na Internet, como por exemplo o Youtube. Afinal existe esperança para a humanidade, e de certeza que toda esta situação vai tornar um filme que mesmo que seja mediano em qualidade, numa película de culto! Igualmente, tenho a certeza que nenhum mal virá ao mundo por tudo isto! E fico igualmente muito satisfeito por ver que o ataque de hackers pró Coreia do Norte à indústria cinematográfica teve já resposta com um "apagão" do fraco serviço de Internet que a Coreia do Norte usufrui através de um (e um só) provedor de serviços chinês. Isto faz-me lembrar um outro filme da década de 80, chamado War Games. Ainda que a "guerra" nele descrita seja diferente, não deixa de ser um exemplo de "cyber war"! A coisa está a aquecer! Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos...

quinta-feira, dezembro 18, 2014

Entrevista com Um Terrorista

Li hoje uma notícia que refere que o lançamento para o cinema do mais recente filme da Sony Pictures, “A Entrevista”, foi cancelado. O motivo do cancelamento prende-se com um conjunto de ameaças que surgiram da parte de um grupo de hackers autointitulado de “Guardiões da Paz”, devido ao fato de a trama do filme ser uma sátira em que se planeia o assassinato do líder da Coreia do Norte. Eu ainda sou do tempo em que as pessoas que fazem parte da chamada sociedade civilizada onde me incluo, tinham alguns tomates e nem sequer ligavam a este tipo de situação. Não sei precisar quantos filmes vi até hoje, que incluem referências satíricas aos chamados líderes terroristas de diferentes nações e religiões. Creio inclusivamente que quando os filmes de comédia absurda estavam na moda, raro devia ser o caso em que isto não sucedesse. E não me lembro de alguma vez isso ter tido qualquer tipo de repercussões. É bem certo que se os líderes terroristas de antigamente não ligavam a este tipo de situação, o caríssimo Kim Jong-Un pode não ser da mesma opinião. Ainda assim, lamentável é que, por se entender que por não ser da mesma opinião, se façam as coisas de maneira diferente. Ou será que antigamente só se fazia comédia com o aval dos visados? O Saddam deve ter-se fartado de passar autorizações às produtoras de cinema… O resultado final será que, tal como referido nas notícias que referem o cancelamento do filme, “A Entrevista” vai certamente cair nas malhas da net, espalhar-se de forma viral e provavelmente (e independentemente da qualidade) tornar-se um filme de culto. Eu pessoalmente tenciono ver, apesar do aviso de que irei sofrer um “amargo destino” se o fizer.

sexta-feira, maio 09, 2014

Metropolis

Tropecei neste filme acidentalmente, e só me ocorre perguntar a mim próprio como foi possível alguém fazer algo semelhante em 1927... no mínimo, impressionante!


segunda-feira, janeiro 28, 2013

Movie Weekend


Este fim-de-semana correu bem...

terça-feira, setembro 06, 2011

Legacy

Passado muito tempo do seu lançamento, finalmente vi Tron Legacy. E sinto que tenho de ver outra vez (possivelmente em HD)! O filme todo é espectacular, e nem a versão "digital" do Jeff Bridges da década de 80 soa a falso, mas sim a um quase intencional. O conceito da sequela foi muito bem esgalhado, os efeitos especiais e a fotografia são simplesmente fenomenais e a banda sonora é magnífica (Daft Punk rules)! Estava a precisar de ver um filme destes para mudar o meu estado de espírito (ainda que tenha sido interrompido cerca de 3 vezes com as insónias de um puto reguila), como tal, recomendo vivamente. Ah, e para quem não viu o primeiro, sugiro respeitinho e toca a escavar no baú do cinema à procura do VHS. Se tivesse que descrever este filme em duas palavras, seriam algo como: "nostalgia futurista".

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

A Invenção da Mentira

Tropecei hoje num filme que tinha para aqui escondido, cujo título não me dizia nada... Apesar de ser fã de Ricky Gervais, não fazia ideia que este ("The Invention of Lying") era um dos filmes dele (e não só, já que está repleto de actores conhecidos). Basicamente é uma comédia improvável com um toque dramático, como só ele consegue fazer. O mais interessante no filme, que me leva a comentar por aqui, é mesmo o tema. Imaginem o seguinte: vivem num mundo onde ninguém consegue dizer uma mentira, e basicamente "despeja" tudo o que passa pela cabeça, sem aquele "filtro" do socialmente correcto a que já estamos habituados. Se conseguiram imaginar uma breve aproximação do que acabei de descrever, imaginem agora que alguém que vive neste mundo consegue vencer essa barreira, e subitamente começa a mentir! Tal como se costuma dizer, em terra de cego quem tem olho é rei e... neste caso, o céu parece ser o limite. O que me fascinou no filme foi a simplicidade e profundidade da história, e foi pensar no que seria viver num mundo destes, sem mentirinhas piedosas e sem falsidades maldosas. O bom e o mau que daí poderia advir é, por muito que me esforce, impensável. Ainda assim, o "e se" não me sai da cabeça. E se de manhã alguém nos lança um "tudo bem" e começamos a despejar as nossas desventuras, traumas, receios... e se alguém nos pergunta o que achamos dessa pessoa, e temos de responder com a mais franca das verdades... e se alguém nos questiona sobre os nossos pensamentos e não podemos esconder nada... mesmo nada? O que é um facto é que, por muito sinceros que sejamos, todos praticamos a pequena mentirinha... a mentirinha piedosa, ocasionalmente (e ter de admitir isso mesmo é duro, muito duro). Mas acredito também que, tal como o filme mostra, não o poder fazer não seria propriamente uma solução melhor! Assim, só me resta assumir como pequeno aldrabão que sou, apesar de me considerar no geral uma pessoa franca e honesta! Enfim, agora que o meu cérebro está mais ou menos em curto circuito acho que o melhor é mesmo ir deitar-me e dormir sobre o assunto. Amanhã certamente terei oportunidade de praticar muitas pequenas tretas, ou eventualmente ter a oportunidade de disparar algumas grandes verdades. Apesar de tudo a última hipótese dá-me mais gozo do que a anterior!

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Alta Definição

No seguimento do post anterior, lembrei-me de escrever também sobre a mais recente maravilha dos serviços de TV por cabo disponíveis em Portugal. Raros são os casos em que não é disponibilizada meia dúzia de canais com imagem de alta definição, a.k.a. HD. Há que dar uso a todos os pixeis dos (ainda) caríssimos LCD que compramos desenfreadamente (falo por mim, que tenho dois). Cá por casa reinam o TV Cine HD... o AXN HD... o Fox HD... até o RTP HD já serviu para ver uns joguitos de futebol! Mas na qualidade de consumidor, penso ter um contributo a dar para um novo segmento de mercado nesta área. Assim, eu me pergunto: para quando um canal de PORNO HD!? Acho que tenho tanto direito a ver os poros da cara de um Dr. House, como de ver as borbulhas nas nalgas de uma Jenna Jameson! E arriscaria até dizer que a segunda hipótese, ainda que tendo o seu quê de chunga ou até, para alguns, de asqueroso, seria infinitamente mais interessante! Esta sim, seria uma forma útil de dar uso à alta definição. O mesmo se aplica à mais recente moda no cinema: o 3D. Porque não ter um título como "Voando Sobre um Ninho de Ratas" ou até mesmo um "Branca de Neve e os Sete Malandrões", seguido de um aliciante "Versão 3D". Era ver a malta toda na sala de cinema, com os oculinhos, a desviar a cabeça na altura dos chamados "cumshots"! Caríssimos amigos do audiovisual e multimédia, deixo-vos aqui estas sugestões que peço considerem com carinho. Existe claramente um mercado ainda por explorar nesta área!

domingo, março 15, 2009

Religioso ou Ridículo?

Religulous (uma espécie de aglutinação entre religioso e ridículo) é o mais recente filme-documentário dirigido por Larry Charles e escrito por Bill Maher, personalidades relacionadas com aquilo que melhor se faz ao nível de comédia (ex.: Seinfeld, Borat, stand up comedy, etc.). Este filme é uma espécie de "chamada às armas" por parte de Bill, no que diz respeito à "minoria" silenciosa (estatisticamente uma das "maiores minorias" de todas) das pessoas que não alinham em fanatismos e dogmas da religião como uma forma de conduzirem a sua vida. Basicamente, Bill permite-se a si próprio, durante este documentário, dialogar com representantes de várias religiões (e seitas), políticos, etc., e simplesmente questionar da forma mais clara e racional aquilo que defendem, sob um ponto de vista histórico e científico. Defende o principio básico que não precisa de uma religião que diga a alguém o que deve fazer, para que esse alguém possa assim fazer o que já é certo por convenções sociais e morais.





Para além de confirmarmos que os mais acérrimos e exaltados praticantes religiosos e defensores dogmáticos com que se depara são os mais desconhecedores de tudo o que é história e mesmo os fundamentos básicos da religião que praticam assim como de alguns princípios científicos básicos (e mais do que comprovados), descobrimos que existem verdadeiros lunáticos espalhados por esse mundo fora, que misturam aquilo que chamam de ciência ou política com religião e que se aproveitam de milhares de pessoas cuja ignorância é a única característica que as pode descrever. A política é, aliás, a área com maior interessem em colar-se a uma religião (veja-se que por este mundo fora a maior parte das guerras tem um fundamento religioso ainda hoje: os muçulmanos lutam pelo que o Corão lhes diz, os norte-americanos lutam por "Deus e pátria"). Bem vistas as coisas pouco mudou de há dois mil anos para cá... No entanto a referida "chamada às armas" não tem a ver com guerras. É feita no sentido em que, quem não acredita, deve dizê-lo ao mundo e deixar de compactuar com a miscigenação de ideologias. As pessoas não devem fugir ao medo e à incerteza de ter dúvidas compactuando com religiões e dogmas, mas devem sim ter a coragem de enfrentar essas dúvidas, questionar o que não compreendem e assumir de uma vez por todas que não podem saber tudo. Quando assumirmos que não temos a capacidade intelectual para compreender tudo o que nos rodeia, vamos deixar de ter a necessidade de acreditar em religiões e vamos finalmente poder evoluir e "salvar-nos" a nós próprios (em grande parte dos casos, de nós próprios) em vez de nos continuarmos a destruir, na esperança de que alguém (que não nós) nos venha salvar. Perdoem-me os meus amigos mais crentes por este discurso, mas eu pessoalmente cada vez me sinto encaixar mais na tal "minoria silenciosa".

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Vals Im Bashir

Se a espécie humana é capaz de grandes feitos, também é capaz do pior. É a única coisa que me ocorre após ver o espectacular filme Waltz With Bashir. Este filme de animação relata sob a forma de documentário um dos piores massacres da história da humanidade, que teve lugar num campo de refugiados palestinianos em 1982, levado a cabo por milícias cristãs sob o olhar (e não só...) conivente das tropas israelitas. Não querendo revelar mais da história verídica por detrás do enredo, resta-me dizer que em termos de animação, este filme é uma verdadeira obra de arte. As cores, a fluidez, a iluminação e o realismo são elementos absolutamente fantásticos, acompanhados por uma banda sonora igualmente espectacular, que tornam este filme digno da nomeação para um Óscar em 2009, um Grammy e um Globo de Ouro, entre muitos outros prémios recebidos. Nem mesmo a repressão exercida no Líbano, relativamente à proibição deste filme, foi capaz de impedir que este filme chegasse pela Internet aos críticos de cinema locais. Na qualidade do excelente filme de que se trata, mas talvez pelo facto de ser orientado a pessoas com um QI superior a um dígito, está (estupidamente) disponível em apenas... 3 cinemas no país inteiro. Em Lisboa está no Cascais Villa e no Medeia King. No site 7arte nem se consegue pesquisar. Deixo assim a minha recomendação para arranjarem forma de ver Vals Im Bashir, mesmo sem ser no cinema, porque certamente não se vão arrepender.