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quarta-feira, outubro 10, 2018

Curiosidades Sanitárias - Parte II

Depois do episódio das curiosidades santiárias cortesia do "nazi ecológico", eis senão quando foi tempo de mais uma pérola (desta vez deixada no espelho) pelo "analfabeto honesto".


Pelo que tenho visto ultimamente, parece-me que nos últimos tempos se tornou moda ir de telemóvel em punho para a casa de banho. Ainda ontem ao entrar no WC deparo-me com um gajo nos urinóis a segurar a gaita com uma mão e o telemóvel com a outra. Não fiquei lá para saber como iria fazer para sacudir e fechar a braguilha, mas acredito que o desfecho possa ter sido sair de lá com a pila de fora.

Posto isto, era inevitável que mais tarde ou mais cedo alguém se esquecesse do telemóvel em cima do lavatório, apoiado no topo do urinol ou no rebordo da sanita. Valha-nos ainda existir gente honesta (ainda que analfabeta) que quando encontra equipamento tecnológico nas instalações sanitárias, o tenta devolver à procedência. Foi o caso deste bom samaritano, que deixou um recado dizendo "achei o um telemovel na wc - estou na recção ... obrigado ...". Espero que a mensagem tenha chegado ao dono do equipamento!

É nestas alturas que percebo que estou mesmo velho... ainda sou do tempo em que, em tom de brincadeira, quando ia arrear o calhau dizia que ia "mandar um fax". Agora, o pessoal vai à casa de banho e manda mesmo um e-mail, dois SMS, 5 Tweets, tira uma foto do cagalhão, publica no Instagram e ainda relata o episódio num post no Facebook...

terça-feira, dezembro 30, 2014

Afinal...

... nem tudo é mau! Contra as minhas expectativas o meu carro ficou pronto hoje, e tive direito a um pequeno desconto para não doer tanto (dos cerca de 900 passou para cerca de 700 "aéreos" - menos mal). Acho que a malta da oficina tem pena de mim... Além disso, finalmente chegou o meu novo telemóvel (a prenda de mim para mim) que a DHL fez o favor de guardar durante a semana em que estive ausente (... podia tê-lo recebido logo na segunda-feira passada...). Para quem estava habituado à lentidão de equipamento obsoleto, não ter de esperar para nada faz-me perceber o "maquinão" que tenho na mão, quando trabalho com o meu 1+1 (OnePlus One). Para terminar em beleza, o processo de adormecer as crianças no dia (noite) de hoje correu bem, e quase não houve gritaria... por agora, vou fechar a loja e dormir confortavelmente com o Pedro no sofá da sala, para dar algum descanso à mãe, que tem passado umas noites do piorio.

quarta-feira, dezembro 17, 2014

1+1

OnePlus One. É a marca/modelo do meu próximo telemóvel. Este vai ser o meu pequeno luxo e a a minha prenda de mim para mim, depois de andar no bolso com um Nokia da empresa, cuja única (ainda que grande) vantagem é ter uma bateria que dura uma semana inteira, e um iPhone 4 em segunda-mão, considerado obsoleto pela própria marca. Esta maravilha vem da China, mas tem tudo menos caraterísticas de material da loja do chinês (a não ser o preço, que é a grande vantagem para um equipamento com estas especificações). Depois de um sistema de venda a funcionar apenas por convites, que nunca mais me dava oportunidade de deitar as mãos a um, abriram a venda ao público em geral (ainda pela net) pela ocasião do seu primeiro aniversário. Encomenda feita e paga no próprio dia! Vou assim ficar com um “phablet”, já que o bicho tem um ecrã de 5,5”, mas acho que vale a pena. O meu ato de consumismo natalício está feito, mas acho que também mereço! Pode ser que chegue antes do Natal...

terça-feira, outubro 21, 2014

Que Tem em Comum um Telemóvel e o Ébola?

Durante o dia de hoje, uma escola do Porto foi palco de um dia no mínimo insólito. Tudo começou quando, durante uma aula, aconteceu aquilo que já não é novidade. Uma aluna estava entretida a brincar com o telemóvel, quando o mesmo lhe foi retirado pela professora. A aluna pediu o telemóvel de volta, a professora explicou que segundo as regras o telemóvel seria entregue na direção, e só aí poderia reclamá-lo. A aluna não gostou da resposta e ligou aos pais (cuidadosamente identificados nesta notícia do Público como "feirantes"), que se deslocaram de imediato à escola, não para repreender a filha mas sim para agredir fisicamente a professora, o que conseguiram. Entretanto foi chamada a polícia ao local. Até aqui, tudo no infeliz retrato já habitual do país em que vivemos. A parte mais insólita começa quando em simultâneo é dado um falso alarme pela parte de algum aluno, em como existia um caso de Ébola na escola. Os pais acorrem em massa ao local, e sentem as suas suspeitas confirmadas ao ver o aparato policial. Começa a loucura generalizada, impossível de acalmar mesmo com as explicações da polícia, que tentava sem sucesso conter a entrada dos pais em fúria no estabelecimento escolar. Resumindo os dois casos juntos, ocorre-me dizer que um povo intolerante, ignorante, desordeiro e medroso é suficiente para destruir o modelo de sociedade em que vivemos. Certamente este foi, no mínimo, um dia lamentável.

PS: a professora agredida decidiu não apresentar queixa contra os pais "feirantes".

domingo, outubro 19, 2014

Olhos Nos Olhos


Não costumo habitualmente colocar aqui vídeos ou outro tipo de conteúdos além de algumas imagens e muitas palavras. No entanto, este vale a pena ser publicado e sobretudo visto. Nem de propósito, hoje fui jantar fora e já depois de estacionar o carro e estar prestes a entrar no restaurante, apercebi-me que não tinha o telemóvel comigo. A minha primeira reação foi voltar atrás e regressar ao carro para ir buscar este pedaço de tecnologia que nos acompanha a todos, e nos torna sempre disponíveis mas tão inalcançáveis em todos os momentos. Sempre disponíveis porque temos a possibilidade de falar com toda a gente através de chamadas telefónicas, sms, facebook, google hangout, skype, whatsapp, viber... Tão inalcançáveis porque deixamos de olhar para quem está à nossa frente... deixamos de ver o rosto da pessoa que fala connosco... deixamos de ouvir e passamos a esperar o momento de sermos nós a falar alguma coisa, apenas até chegar o próximo silêncio incómodo. Quantas pessoas se sentam à mesa da refeição com o telemóvel ou tablet ao lado do garfo e da faca, distanciando-se automaticamente do(a) companheiro(a) que está ao lado... do filho que está em frente... do amigo(a) que temos a sorte de ter connosco? Nesta noite, deixei o telemóvel no carro. Nesta noite jantei, conversei, sem olhar para o pequeno visor para ver se tinha mensagens, chamadas ou simplesmente as horas. Nesta noite saí e bebi um copo sem iluminar a mesa escura do bar com a luz do pequeno ecrã. Nesta noite fui e estive só para quem foi e estava comigo. Quero ser assim mais vezes. Quero ser assim com mais pessoas. Quero que as pessoas sejam assim comigo. Quero. E posso. Podemos todos. A mudança só depende de nós.