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sexta-feira, fevereiro 28, 2020

Meio Mundo a Tentar...

... enganar o outro.

Tenho por hábito comprar e vender umas coisas no OLX. Recentemente coloquei à venda um GPS antigo, sendo que no dia seguinte recebi um contacto de um potencial interessado, que devia logo ter percebido que não ia levar a lado nenhum... de jeito.

Comprador: Boas. Tenho interesse em comprar GPS. Ainda tem?
Eu: Bom dia. Tenho Sim. Como quer combinar? Cumprimentos

Comprador: Aceita MBWAY?
Eu: Sim. Pretende o envio por correio ou entrega em mão?

Comprador: Sim o quê? Após o pagamento contrato uma transportadora para ir aí buscar, ou envia-me você.
Eu: Boa noite. Tinha respondido que sim à sua pergunta, se aceito MBWAY. Depois questionei sobre o envio ou entrega em mão. Relativamente ao envio, se mora longe posso enviar à cobrança. É de que zona?

Comprador: OK, pode agora?
Eu: Hoje não consigo, se quiser combinamos amanhã durante o dia, no Colombo.

Comprador: Odemira.

Eu. OK, posso enviar por correio. Faça a transferência por MBWAY e envio ainda hoje. Indique-me a morada. Cumprimentos.

Comprador: Envie a referência do valor para pagamento. Basta ir à opção "levantar dinheiro", introduz o valor e diz-me a referência para eu pagar.

Para pessoas menos versadas em tecnologia e no MBWAY, esta operação permite levantar dinheiro numa máquina multibanco, sem recurso ao cartão, pelo próprio; se eu lhe tivesse enviado a referência, na prática estaria a autorizar que levantasse dinheiro da minha conta em meu nome. Em vez de me pagar... pagava-lhe eu. Tratava-se assim de uma tentativa de burla.

Seguiu-se assim a minha resposta, o mais educada possível dadas as circunstâncias:

Eu: Olha pá... dinheiro para te dar via MBWAY não tenho... mas se quiseres arranjo aqui um barrote cheio de farpas para te enfiar pelo cú acima. Vai mas é mamar na quinta pata do cavalo. Como diria o Fernando Rocha, havias de cair de uma falésia abaixo, em cima de uns rochedos, vir de lá um "cangarejo" e comer-te o cú. Cumprimentos.

E é isto.

sábado, junho 22, 2019

Darwin no Seu Melhor

Vi ontem esta notícia:

Jovens estão a desenvolver um novo osso devido ao uso excessivo dos telemóveis.
Uma espécie de chifre está a nascer na parte de trás do crânio da população mais jovem. O motivo é a posição habitualmente adotada para utilizar o telemóvel, que exige mais força do pescoço.


(...)
Mais recentemente, em 2018, os investigadores retomaram as pesquisas, com intuito de descobrir se fatores como o sexo ou a idade influenciavam o surgimento do osso. Numa população de 1200, a estrutura óssea estava presente em 33% dos casos. 
(...)


Notícia completa aqui.

Estou chocado... sempre pensei que a primeira evolução darwinista relacionada com a utilização de tecnologia fosse o sobredesenvolvimento de um polegar gigante para melhor teclar nos telemóveis...


quarta-feira, outubro 10, 2018

Curiosidades Sanitárias - Parte II

Depois do episódio das curiosidades santiárias cortesia do "nazi ecológico", eis senão quando foi tempo de mais uma pérola (desta vez deixada no espelho) pelo "analfabeto honesto".


Pelo que tenho visto ultimamente, parece-me que nos últimos tempos se tornou moda ir de telemóvel em punho para a casa de banho. Ainda ontem ao entrar no WC deparo-me com um gajo nos urinóis a segurar a gaita com uma mão e o telemóvel com a outra. Não fiquei lá para saber como iria fazer para sacudir e fechar a braguilha, mas acredito que o desfecho possa ter sido sair de lá com a pila de fora.

Posto isto, era inevitável que mais tarde ou mais cedo alguém se esquecesse do telemóvel em cima do lavatório, apoiado no topo do urinol ou no rebordo da sanita. Valha-nos ainda existir gente honesta (ainda que analfabeta) que quando encontra equipamento tecnológico nas instalações sanitárias, o tenta devolver à procedência. Foi o caso deste bom samaritano, que deixou um recado dizendo "achei o um telemovel na wc - estou na recção ... obrigado ...". Espero que a mensagem tenha chegado ao dono do equipamento!

É nestas alturas que percebo que estou mesmo velho... ainda sou do tempo em que, em tom de brincadeira, quando ia arrear o calhau dizia que ia "mandar um fax". Agora, o pessoal vai à casa de banho e manda mesmo um e-mail, dois SMS, 5 Tweets, tira uma foto do cagalhão, publica no Instagram e ainda relata o episódio num post no Facebook...

domingo, outubro 19, 2014

Olhos Nos Olhos


Não costumo habitualmente colocar aqui vídeos ou outro tipo de conteúdos além de algumas imagens e muitas palavras. No entanto, este vale a pena ser publicado e sobretudo visto. Nem de propósito, hoje fui jantar fora e já depois de estacionar o carro e estar prestes a entrar no restaurante, apercebi-me que não tinha o telemóvel comigo. A minha primeira reação foi voltar atrás e regressar ao carro para ir buscar este pedaço de tecnologia que nos acompanha a todos, e nos torna sempre disponíveis mas tão inalcançáveis em todos os momentos. Sempre disponíveis porque temos a possibilidade de falar com toda a gente através de chamadas telefónicas, sms, facebook, google hangout, skype, whatsapp, viber... Tão inalcançáveis porque deixamos de olhar para quem está à nossa frente... deixamos de ver o rosto da pessoa que fala connosco... deixamos de ouvir e passamos a esperar o momento de sermos nós a falar alguma coisa, apenas até chegar o próximo silêncio incómodo. Quantas pessoas se sentam à mesa da refeição com o telemóvel ou tablet ao lado do garfo e da faca, distanciando-se automaticamente do(a) companheiro(a) que está ao lado... do filho que está em frente... do amigo(a) que temos a sorte de ter connosco? Nesta noite, deixei o telemóvel no carro. Nesta noite jantei, conversei, sem olhar para o pequeno visor para ver se tinha mensagens, chamadas ou simplesmente as horas. Nesta noite saí e bebi um copo sem iluminar a mesa escura do bar com a luz do pequeno ecrã. Nesta noite fui e estive só para quem foi e estava comigo. Quero ser assim mais vezes. Quero ser assim com mais pessoas. Quero que as pessoas sejam assim comigo. Quero. E posso. Podemos todos. A mudança só depende de nós.

terça-feira, novembro 17, 2009

O Rádio do Mandarim

Durante estes dias em que 99% do meu tempo é ocupado a mudar fraldas e a minimizar o estrago que as cólicas fazem a uma indefesa criatura com menos de 4 quilos, ocupei os restantes 1% com uma actividade que tinha pendente: montar um autorádio com DVD que comprei há uns 2 meses. Esta aventura dividiu-se em vários capítulos, desde o primeiro que é comprar algo do género pela Internet. Passados uns dias, levantei o aparelho numa loja de vão de escada ali para os lados de Sacavém, para chegar a casa e verificar que não dá para ligar com as ligações disponíveis (lá me lixaram o brinquedo novo). Começou assim o episódio seguinte de descobrir que adaptadores é necessário adquirir, para que tudo funcione. Uma vez descoberta uma loja que tratava do assunto, e feitas duas encomendas (uma falhada e outra que foi um grande sucesso), lá avancei para o passo seguinte: descobrir como obter imagem num rádio com leitor DVD. Pelos vistos alguém acha útil só poder ter imagem num rádio leitor de DVD com o travão de mão puxado... No manual, para ultrapassar esta "característica", dizia para ligar o fio rosa ao preto (o que não funcionou). Como tal resolvi inventar, e antes que o aparelho queimasse, descobri que funcionava ligando o fio laranja ao vermelho. Conclusão: quem escreveu o manual era daltónico. Posto isto, lá começou a maravilha tecnológica de origem chinesa a funcionar, e inclusivamente, quando está a reproduzir áudio simples, mostra um wallpaper com uma frase que diz tudo: "the joy is that creat a pute hapiness". Quando descobrir o que quer dizer "creat" e "pute", tenho a certeza que tudo fará sentido. De qualquer forma, devo dizer que o inglês dos chineses é muito melhor que o meu mandarim, e os rádios então, são espectaculares!