Hoje foi o meu último dia de licença, em que tive oportunidade de estar com os meus filhos, para os meus filhos, na plenitude do tempo e do "estar". Por mais cansativo e fisicamente duro que tenha sido o último mês, não consigo deixar de sentir já uma ponta de saudade e nostalgia ao pensar que a partir de amanhã tudo será diferente. De qualquer forma há uma coisa que desejo manter e até melhorar a partir de agora, sobre a qual pensei (com alguma ajuda) e que se foi tornando mais evidente nas diversas ocasiões e momentos de partilha: é mais importante a qualidade do que a quantidade do tempo que passamos junto dos nossos filhos. Para quem tem habitualmente pouco tempo, torna-se mais natural gerir o pouco que se tem de forma mais eficiente. No entanto não tenho dúvidas que exista muita gente que tendo muito tempo para os filhos, não o aproveita da melhor forma possível. Já aqui falei várias vezes dos inimigos do costume, como a televisão e outras coisas mais que são fatores de distração destruidores. Por ter esta consciência não me sinto desanimado e vou continuar a dar o meu melhor na gestão de tempo que posso e quero fazer para que os meus filhos sejam o mais felizes possível (e já agora, eu também).
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segunda-feira, outubro 20, 2014
sábado, outubro 18, 2014
Tempo
Está a chegar ao fim um período importante da minha vida, em que estive sobretudo dedicado ao meu filho mais novo, Pedro. No início da próxima semana regressarei ao trabalho, depois de um mês inteiro em casa, em que tive a oportunidade de "desligar" o cérebro (quase) de assuntos profissionais e focar-me na minha vida pessoal e familiar. Foi um mês muito intenso e cansativo, em que passei a maior parte do tempo a cuidar dos meus, mas em que também tive algumas oportunidades para pensar em mim e na forma como encaro a vida a diferentes níveis. Apesar deste mês ter sido importante, penso que o equilíbrio do ritmo normal que se avizinha será também importante para enquadrar melhor ainda tudo aquilo em que refleti. Uma espécie de aplicação de resoluções de ano novo ainda que fora de época, e sobretudo focada em pequenas coisas capazes de fazerem uma grande diferença. É um percurso que ainda está a ser (e estará) percorrido, mas estou a conter a minha pressa para dar todos os passos ao ritmo certo. Não consigo no entanto deixar de sentir uma nostalgia e saudade antecipada pelo fato de deixar esta rotina, que em tantas ocasiões me deixou feliz, como noutras me deixou à beira da loucura e do cansaço extremo. Entretanto, é tempo de viver o presente, apreciar o fim-de-semana que aí vem e entrar com o pé direito na semana seguinte. Um bom fim-de-semana a todos!
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