Em tempos vi isto, e gostei...
terça-feira, janeiro 03, 2012
segunda-feira, janeiro 02, 2012
Rescaldo do Primeiro Dia Útil do Ano
Com todo o positivismo que ainda assim me assiste, posso dizer que foi uma treta. Depois de uma semana de férias há muito desejada (e necessária) antecedida de uma semana de trabalho em dobro para deixar tudo operacional durante a minha ausência, cheguei ao "estaminé" e senti que nada aconteceu enquanto estive fora. Leia-se, o trabalhinho estava todo lá a aguardar o meu regresso. Pior, como ficou a aguardar o meu regresso, agora o tempo é curto para tratar de alguns pendentes. Pior, a malta que tal como eu se ausentou, veio com a "pica" toda e começa a fazer exigências. Pior, não estou para aí virado! Tal como já aqui mencionei, acho que tenho andado com algumas prioridades trocadas, e não me apetece muito abdicar da revisão que fiz das mesmas. Para ajudar à festa, o (péssimo) café que antes era à borla, passou a ser pago. Como medida de retaliação, posso desde já dizer que o "coffee break" que anteriormente levava entre 2 a 3 minutos, vai passar a levar cerca de 15 a 20, porque já que tenho de pagar pelo café, escolho ir bebê-lo a um local onde sirvam efectivamente café em vez de um copo de plástico com borras em água morna. Valeu o almocito porreiro no Medeia do Saldanha com uma Judas a acompanhar. Ainda um "piqueno" susto já na fase de regresso a casa (experimentei pela primeira vez pegar uma Hornet de empurrão, mas a coisa fez-se... resta ver amanhã de manhã como vai a coisa correr). O momento Zen do dia foi passado como habitualmente, sentado no puff com uma criança ao colo, a ver imagens hipnóticas (mais para mim do que para ele) no Baby TV. The end!domingo, janeiro 01, 2012
Mais Um... ou Será "O"?
Em cada passagem de ano que vivo, sinto uma tendência para pensar nas chamadas resoluções de ano novo. Há quem planeie deixar de fumar, outros fazer uma dieta, ou simplesmente tentar de alguma forma ser uma pessoa melhor. Ser uma pessoa melhor é realmente um dos objectivos que almejo, não só na altura da passagem de ano, mas durante o ano inteiro. Muitas vezes dou por mim a reflectir sobre um dia que passou, e sobre algo que poderia ter feito melhor. Sinto que nem sempre respondo da melhor forma às pessoas (sobretudo quando estou "com os azeites")... nem sempre telefono com a frequência que gostaria às pessoas importantes mas que estão longe... em suma nem sempre tenho as prioridades certas e tomo as opções correctas. Ainda assim esforço-me por corrigir estes meus pequenos "defeitos" a cada dia que passa, por isso diria que neste final/início de ano, a minha resolução principal é continuar a tentar transformar-me numa pessoa melhor. Tentar manter e fazer mais amigos do que aqueles com os quais eventualmente vou perdendo contacto. Dar a importância certa a cada coisa, e não me deixar perder naquilo que pode ser apenas um meio para chegar a um fim. Na última semana tive oportunidade de aproveitar ao máximo o tempo com o meu filho. Independentemente de agora a criança estar com uma carrada de mimo que não se aguenta, foi realmente muito bom. Foram daqueles dias que ajudam realmente a colocar tudo em perspectiva. Por isso mesmo, espero que esta perspectiva (positiva, ao contrário da tendência), possa ser alargada aos outros 364 dias do ano, e possa ser "contagiosa" a todos os meus amigos. São estes os meus desejos (ainda que pouco ortodoxos) para todos os que me lêem!domingo, dezembro 11, 2011
Discriminação Mas Em Bom...
Tivemos recentemente mais uma medida de génio implementada, no sentido de afundar o mais rapidamente possível a já fraca economia que ainda temos: o início do pagamento de portagens nas SCUT (a.k.a. via "sem custos para os utilizadores" - outros que não os já excessivos impostos que pagamos). Basicamente esta medida vai permitir a destruição da vida pessoal e profissional de muitos utentes que nestas vias circulam por necessidade (sim, porque por incrível que pareça nem toda a gente anda na estrada por desporto). A afluência dos "nuestros hermanos" também está claramente comprometida. Não vou entrar nos detalhes do porquê de isto ser mau para toda a gente, percebendo que tudo acontece a bem de mais meia dúzia de tostões para encher um pouco os bolsos já recheados dos administradores das concessionárias (ex-detentores de cargos públicos e afins). No meio disto tudo há um pormenor que dá um toque requintado de ridículo à coisa. Se um utente quiser pagar menos justificando a utilização de determinada via com o facto de a mesma não ser apenas uma questão de opção, pode candidatar-se a uma espécie de desconto, atribuído quase como se de um sorteio se tratasse, bastando para tal que justifique a sua pretensão (comprovativos de morada, etc. etc...). O mais engraçado é o nome que esta "abébia" tem. Nada mais nada menos do que "habilitação a discriminação positiva". Com este nome, só me ocorre dizer: f*da-se! Tenho impressão que se escutasse esta expressão na rua me afastava da pessoa em causa com medo que fosse uma gosma qualquer daquelas que se pega. Tudo no nome é mau, pelo que me parece que alguém foi obrigado a disponibilizar a dita "abébia" sem concordar muito com a mesma. Podiam ter-lhe chamado "cagalhões", "ranho" ou "hemorróidas", mas não tinha a mesma classe. Por mim, e no que toca a estas abébias, agradeço imenso mas espero que as metam todas no c*. Pessoalmente, mais depressa arranjo uma matrícula falsa e passo à borla nas portagens do que me habilito a ser discriminado positivamente. Irra!
sábado, novembro 19, 2011
Quando me Perguntam...
quarta-feira, novembro 09, 2011
segunda-feira, novembro 07, 2011
O Privilégio de Ser Burro
Há alguns dias li uma expressão que me ficou gravada na memória: todos têm o direito de ser burros, mas alguns abusam desse privilégio. Já há muito tempo que não sentia verdadeira frustração no trabalho, mas as últimas semanas fizeram com que a minha memória fosse reavivada, em boa parte devido à interacção com um ou outro espécime da espécie acima indicada. Raras vezes me enervei realmente devido a situações profissionais. No entanto sinto que a tampa começa a querer saltar-me com alguma frequência nos últimos dias. Racionalmente sei que é uma estupidez, e relembro-me também de uma outra expressão de um amigo meu: "it's only work". O problema é que o "work" tem alguma facilidade em lixar tudo o resto, sobretudo quando é a parte significativa da nossa rotina e do nosso dia a dia. O velho sentimento de uns elementos da equipa remarem para um lado, e outros para o oposto, é cada vez mais forte. E apesar de se viverem tempos difíceis em geral, começo a sentir que se calhar nada disto vale realmente a pena. Enfim, amanhã é um novo dia, e hoje já ficou a perspectiva de que os problemas vão, no melhor cenário, continuar. Se assim for já não é mau, uma vez que a crosta vai secando. O problema vai ser quando alguém resolver arrancar a crosta e começar tudo da estaca zero... Cenas dos próximos capítulos serão aqui reportadas. Se agredir alguém com violência, prometo tentar obter fotografias!
terça-feira, novembro 01, 2011
De Mãos Atadas
Nos últimos dias tenho reflectido muito sobre a cultura em torno do trabalho, que vivemos nos dias de hoje. A primeira constatação óbvia é que a evolução - dita a bem do conforto, modernização e automatização de tarefas - que tem acontecido nos últimos anos, em vez de contribuir para todos os aspectos mencionados anteriormente, tem o efeito precisamente oposto. Na parte de conforto, bem-estar ou qualidade de vida, o resultado é mau: arranjámos forma de poder levar o trabalho para todo o lado (smartphones, laptops, etc.), em vez de o deixar no respectivo local ao final do dia. Na parte da modernização, o resultado é infrutífero: basicamente geramos trabalho à volta de trabalho, isto é, se anteriormente processos mais "artesanais" tinham de ser executados para levar uma tarefa a cabo, agora temos processos para gerir processos que por sua vez gerem outros processos, sendo que a tarefa em si e o resultado final constituem menos de 10% do esforço envolvido. Na parte da automatização, o resultado é irrelevante: uma vez que cada vez mais processos e tarefas necessitam ser levados a cabo antes de atingir um fim, por mais que os mesmos sejam automatizados vão sempre surgir outros que - até serem eles próprios automatizados - vão exigir um esforço manual. E no fim da linha, quando tudo é moderno e automático, o ser humano pode ser excluído dando lugar ao negócio que apelido habitualmente de "máquina de fazer chouriços" (entra porco de um lado, sai enchido do outro). Pessoalmente, dia após dia, chego a casa com a sensação de que corri o dia inteiro e não cheguei a lado nenhum. Hoje é feríado... tinha intenção de passar um dia calmo com a minha família... Na prática? Atendi o primeiro telefonema profissional por volta das 11h, o último dos vários que entretanto atendi foi às 15h, já troquei mais de 10 emails... Resumindo: estou a ignorar a minha família para poder trabalhar durante um feriado, numa semana de férias que cancelei. Algo está errado: eu! Ainda não descobri/decidi o que vou fazer em relação a isto, mas alguma coisa vou certamente ter de fazer... ai isso vou!
terça-feira, outubro 18, 2011
Walking Dead...
The Walking Dead é a série que recomeçou recentemente com a segunda temporada, e que mais uma vez me capturou a atenção. Confesso ser daqueles que têm fascínio por séries e filmes apocalípticos, mas cada vez tenho mais dificuldade em impressionar-me com os mesmos. Em primeiro lugar porque a cada dia que passa o apocalipse parece mais uma realidade, e todos sabemos que a realidade não vende muito em termos televisivos (tirando a rapaziada que gosta de assistir à vida em comum de seres inertes fechados durante alguns meses num espaço partilhado). Logo, quando a ficção de aproxima da realidade, a coisa perde um bocado o sentido. No que diz respeito a filmes e séries de tripalhada e zombies, também me parece que cada vez estamos mais próximos de um cenário real repleto de mortos vivos. Vejo todos os dias zombies a passear nos átrios e elevadores por onde passo, com uma expressão sem vida no rosto. Os locais onde vou também parecem mais vazios, o que me leva a crer que os zombies se andam efectivamente a alimentar dos humanos (que consequentemente são cada vez menos). Noutros tempos se me falassem em levar uma dentada pensaria em algo como assédio sexual. Agora já não tenho tanta certeza que seja o caso, pelo que se o hálito do espécime não estiver lá muito católico, o melhor é fugir... não vá andar algum zombie a querer fazer de mim um deles!
terça-feira, outubro 11, 2011
Uma Grande Mais Valia
Por vezes fazemos coisas que se revelam uma grande mais valia... mais valia estarmos quietinhos! Foi o meu caso, quando tive a seguinte ideia brilhante. Tinha para aqui a rebolar por casa uns "tarecos" tecnológicos que, não estando a ser utilizados para nada, poderiam render uns trocos quando colocados à venda na net. Arrebanhei os ditos tarecos, e para dois ou três tive uma ideia genial: vou colocá-los à venda num site de leilões (o eleito foi o miau.pt) e coloco a base de licitação em 1 euro para ver o que dá. Dois destes tarecos eram simplesmente duas máquinas fotográficas digitais (uma Mustek D30 e uma Olympus C150). Nada de especial, mas também nada de se deitar fora. Tudo impecável, na caixa, com todos os respectivos acessórios. Até aqui tudo OK. Pouco tempo após colocar os anúncios começaram logo a ser visualizados por muita malta. Até aqui também tudo OK. Logo no início do leilão foi feita uma licitação pelo valor mínimo. Até aqui tudo OK. O que não foi muito OK foi que passado o prazo limite do leilão, essa foi a única licitação para cada um dos artigos... pelo mesmo comprador! Isto é, um senhor qualquer comprou duas máquinas digitais impecáveis pela módica quantia de... 2 euros!
Entretanto e findo o negócio, entramos em contacto, e o senhor pede imensas desculpas por não ter reparado que eu só me disponibilizava para entregar em mão na zona de Lisboa... sendo que o dito morava no Porto! Ah e tal, não se importava de enviar por correio? Enquanto deitava fumo do cérebro lá acedi e fui ver quanto custava enviar a tralha pelos CTT. O preço calculado foi de cerca de 6 euros!!! (3 vezes mais que o custo dos artigos). Pedi que fizesse a transferência e confirmasse a mesma antes de enviar os artigos... para que eu pudesse ter o trabalho e incómodo de me deslocar aos CTT para o efeito. Resumindo... os dois euros mais difíceis de ganhar que já tive! Que grande mais valia!
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