Fico sempre emocionado quando vejo aquelas situações em que os filhos olham para os pais como se fossem as pessoas mais lindas e os seus super-heróis. Claramente não é o meu caso. Segundo o meu filho mais velho, o pai é um assaltante procurado pela polícia, e a mãe teve uma trombose. Segundo o meu filho mais novo, o pai é um cagalhoto cheio de grainhas e a mãe uma batata grelada. Enfim... a beleza da paternidade.
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sexta-feira, fevereiro 21, 2020
sábado, outubro 04, 2014
Conversas de Pais
Uma das caraterísticas de ser pai é que, se por um lado perdemos a nossa vida social, por outro ganhamos a do(s) nosso(s) filho(s). Hoje foi dia de aniversário de um amigo... do meu filho, que por acaso é filho de um amigo meu, o que melhora a coisa, já que a festa não foi exclusiva para a criançada. Que o digam as várias minis que emborquei e os croquetes, rissóis e chamuças que enfardei durante a tarde e noite. Ainda assim, se neste caso a festarola até foi boa, há sempre alguns aspetos incontornáveis que vão contra a minha essência. São esses aspetos as conversas de papás e mamãs. Sinceramente, e por muito que goste de ser pai (e achar que sou razoavelmente proficiente nesse papel), aborreço-me de morte quando faço uma pergunta tão simples como o nome de uma criança, e fico a saber tudo sobre ela desde a quantidade de vezes que faz cócó por dia até ao número máximo/mínimo de horas que é capaz de dormir. Esta última irrita-me solenemente, já que sou pai de dois que pura e simplesmente acham que dormir é uma cena que não lhes assiste. Tendo em conta este ponto sensível, fico logo com vontade de fazer bonecos de vudu dos pais em questão e espetá-los com cavilhas, mal chego a casa. Eu até percebo que a coisa tem um efeito catártico para os que se queixam das maleitas que os apoquentam, e gabarolas dos que acham que os filhos são os melhores do mundo em tudo o que fazem (mesmo que o que fazem com a idade que têm se resuma a comer, dormir, defecar e urinar - o cócó tem várias cores e tonalidades possíveis que contam uma história sobre a criança. e a urina é prova que a bexiga funciona bem, assim como os restantes órgãos internos). O que incomoda é que esse efeito catártico/gabarolas dependa de terceiros que, ou por falta de vontade de debater o tema nos mesmos termos, ou por falta de paciência para aturar pessoas que só sabem viver através dos outros, simplesmente não estão para aí virados (exemplo: eu). Restou-me esperar que a resposta à minha questão sobre o nome da criança terminasse ao fim de uns 20 minutos de monólogo, para educadamente me retirar e ir buscar outra mini fresquinha, na esperança de esquecer o pouco que ouvi da conversa.
sábado, setembro 27, 2014
5 Meses Depois...
O Pedro é uma realidade. Está aqui. Veio modificar radicalmente a vida de outras tantas pessoas. Começando por mim, pela mãe e pelo irmão que apenas com 4 anos tanto gosta dele. 5 meses depois, aqui está ele, já com a sua forma de ser e estar... com a sua personalidade. Como é possível alguém com 5 meses ter uma personalidade tão marcada e forte? Não tem sido sempre fácil, como também não foi com o irmão. Mas tenho a certeza que o esforço dos momentos mais difíceis será igualmente compensador. 5 meses depois, depois da mãe, chegou a minha vez de estar com ele. E quando digo estar, digo ESTAR a 100%. Sem meios tempos nem distrações. Um mês inteiro completamente dedicado a este pequeno ser que tem um impacto tão grande e de tão variadas formas naquilo que é a nossa vida. Confesso-me rendido a ele, e acho que é a melhor forma de estar. Não tentar fazer outras coisas que requeiram a minha atenção, outras que não tomar conta dele. Umas vezes é mais difícil, mas outras é magnífico. Quando sai um sorriso ou uma gargalhada, o sentimento equivale a ver um dia radioso de sol abrir no meio de uma tempestade. E quanto mais sorrisos, olhares, toques se vão desenvolvendo e desenrolando a partir do seu pequeno corpo, em relação a nós, mais radiosos ainda se tornam os dias que temos o privilégio de passar com ele. Agora que chegou o Outono, espero ver começar o meu verão, nas próximas semanas. E sei também que é mais certa esta minha previsão do que as que o IPMA falha numa base diária...
quinta-feira, outubro 15, 2009
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