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quarta-feira, setembro 09, 2015

O dia em que apaguei a minha conta do Facebook

Como habitualmente fazia, durante o serão de ontem e já depois de deitar a criançada, dei por mim a desperdiçar uma vez mais tempo valioso a alimentar o cérebro com lixo. Lixo, aquilo que existe em grande quantidade na maior rede social de todos os tempos. O que inicialmente era uma plataforma onde as pessoas podiam manter contacto umas com as outras, onde familiares e amigos podiam matar saudades através de fotos e mensagens, onde se podiam combinar encontros no mundo real, passou a ser uma plataforma para potenciar a disseminação de lixo visual, de notícias que nos deixam deprimidos, de histórias e estórias desinteressantes ou falsas, de mecanismos de deturpação da realidade, de meio de expressão de opiniões agressivas e extremistas. Passou inclusivamente a ser o foco de afastamento de pessoas em alguns casos (é frequente ouvir o termo "desamigar" hoje em dia). Em suma, passou a incluir no seu todo uma quantidade suficiente de aspetos negativos que, a meu ver, começam a ultrapassar os positivos. Neste, como em tantos outros casos da nossa vida, penso que devemos ser seletivos. E por muito que possamos dedicar tempo a personalizar aquilo que queremos ver e não ver no Facebook, por muitas ferramentas de remoção de publicidade que possamos instalar nos nossos computadores, por muito criteriosos que pretendamos ser com os nossos "amigos", no fim do dia vamos certamente ver algo que não gostaríamos de ter visto de qualquer forma. Simplesmente está fora do nosso controlo. Outro fator negativo é o vício do consumo fácil de informação (útil e não útil) e da necessidade de obter retorno sobre o que escrevemos e publicamos, que nos rouba tanto tempo diariamente. Se uma pessoa passar em média 1 hora por dia no Facebook, no final do ano gastou 365 horas, o que fazendo o cálculo a 24 horas por dia, representa 15 dias! Pior ainda se fizermos o cálculo a 8 horas por dia (um horário normal de trabalho) representa algo como 45 dias!!! 45 dias úteis sentado em frente ao computador a comer lixo visual e (des)informativo! Por mim, chega. Sei que vou perder algumas coisas boas, e possivelmente para aqueles que hoje em dia gerem os contactos com os seus amigos exclusivamente via Facebook, se calhar irei perder também o contacto com eles. De qualquer forma acho que vale a pena arriscar. Vale a pena investir, por exemplo, o tempo que habitualmente perdia, a tomar eu a iniciativa e estabelecer um contacto mais direto com as pessoas com quem quero estar ou falar. Vale a pena converter este desperdício de tempo noutras atividades mais compensatórias para o corpo e para a alma. Por isso tudo, o dia em que apaguei a minha conta do Facebook... foi ontem. Amigos (reais), sabem onde me podem encontrar.

domingo, julho 06, 2014

Big Brother is Watching

Na sequência de alguns artigos que li sobre aspetos sociológicos e psicológicos relativos a redes sociais e à forma como conduzem experiências com os seus utilizadores, mais concretamente no caso do Facebook em que o estado de espírito dos utilizadores foi "manipulado" numa experiência com 700 mil pessoas (sem o conhecimento ou consentimento das próprias), resolvi na última semana fazer o exercício de autocontrole de não aceder à dita rede. Foi muito menos difícil do que pensei, mas verifiquei um pormenor interessante: o Facebook não quer que as pessoas façam o que eu faço. Dito assim parece algo óbvio, já que o Facebook não quer perder os seus utilizadores, fonte de rendimento através da visualização de publicidade, para a organização. Mas a forma como o faz é, no mínimo, agressiva. Posso dizer que, apesar de ter todas as notificações desabilitadas, passados dois dias comecei a receber e-mails a dizer que "muito tinha acontecido desde a última vez que tinha acedido"... depois este tipo de notificação por e-mail, intensificou-se, começando a receber estas mensagens de 8 em 8 horas, indicando que tinha X pedidos de amizade... Y convites para eventos... Z notificações de publicações... basicamente, um massacre! Resolvi portando deixar para o fim-de-semana o ato de colocar a leitura em dia, e repetir esta ausência da dita rede com mais frequência e por períodos maiores, para ver o que acontece a seguir. Se a trama se adensar, a inativação de conta (pela segunda vez) avizinha-se como uma possibilidade.

terça-feira, novembro 19, 2013

Distracções

Num interregno que faço durante a preparação de uma acção de formação que vou dar esta semana (considerando que são 01h00 e ainda não terminei, está a correr bem...), reflicto um pouco sobre a quantidade de distracções que temos diariamente ao nosso alcance. Nomeadamente, enquanto dava uma voltinha pelo Facebook, verifiquei a quantidade abismal de publicações que por ali surgiram durante o dia de hoje, em detrimento de meia dúzia que lá foi colocada durante o fim-de-semana. Significa isto que, no fim-de-semana, enquanto estamos provavelmente concentrados em fazer coisas que nos dão prazer, a tendência para nos especarmos em frente ao computador a ler e escrever coisas com pouco significado é pouca. Já durante pleno dia de trabalho a conversa é diferente. Não me considero melhor nem pior que os outros mas, talvez por (de)formação profissional de vários anos, diversões como o Facebook são zona interdita para mim durante o horário de trabalho. E muito sinceramente, acho que no mínimo devíamos todos ser mais regrados quanto à utilização desta ferramenta que muito mérito e utilidade tem (se bem utilizada, com conta, peso e medida). Mas o tema deste post são as distracções, e não apenas o Facebook. Há quem se disperse a falar ao telemóvel, enviar mensagens, jogar, ver televisão, etc. A quantidade de objectos de distracção que nos rodeiam hoje em dia, seja em que circunstância for é excessiva, e raras são as vezes que não nos dispersamos com algo que simplesmente não deveria estar ao nosso alcance. O resultado? A falta de produtividade ou eficiência naquilo que nos tínhamos proposto fazer. Quer sejamos trabalhadores, estudantes ou outra coisa qualquer, se interrompemos o que estamos a fazer, sistematicamente, durante o dia, o resultado final não pode ser bom. Recordo-me que quando estudava, muitas vezes optava por sair de casa, e ir para a faculdade, para uma biblioteca ou outro local neutro onde as distracções não existissem ou pelo menos fossem mais reduzidas. Hoje em dia, a facilidade com que as ditas distracções vão atrás de nós, tornam tudo mais difícil. Somos uma cultura com um potencial enorme, dotadas de ferramentas incríveis que nos dão acesso a um mar de informação e fazem com que estejamos sempre contactáveis, mas... o resultado é bem diferente do que esse potencial poderia anunciar. Estando eu próprio, de alguma forma, a "cair" no paradigma da distracção ao escrever neste meu blog quando deveria estar a preparar a minha formação, vou minimizar o estrago dando por terminada a minha publicação de hoje, e voltando ao trabalho (que bem preciso). A reter? Num jogo (profissional, académico, pessoal...) em que as regras mudaram substancialmente nos últimos anos, talvez seja melhor sermos árbitros de nós próprios, para garantir que conseguimos alcançar algumas vitórias. Caso contrário, iremos conseguir pouco mais que alguns empates a 0...

quarta-feira, março 17, 2010

Anti-Social

Pois é, tenho de confessar que cedi à pressão das redes sociais e, duante uns tempos, aderi ao Facebook. Pior ainda, para além de ter aderido ao Facebook, comecei a brincar com uma treta chamada Farmville. Isto é, para além de ter aderido a uma daquelas redes sociais que de social pouco têm, e utilidade menos ainda, acabei por começar a perder tempo precioso todos os dias a semear abóboras e a alimentar galinhas virtuais. Quando dei por mim a adubar terrenos vizinhos à meia noite, em vez de ir para a cama, achei que tinha batido no fundo. Posto isto, e tal como fiz quando apareceu o Hi5 há uns anos atrás... cancelei a minha conta. Adeus Facebook, Farmville, porcos, vacas e galinhas virtuais. Vou mas é dedicar mais tempo a coisas mais importantes, e restringir a minha actividade de lazer cibernauta à escrita de umas parvoíces neste estaminé. Pelo menos escrever sempre é mais produtivo do que semear abóboras virtuais!