Maria Antónia, João Aguardela (as dúvidas que este apelido suscitou durante o dia de hoje...) e Luís Varatojo dão alma e voz ao grupo A Naifa. Este grupo português tem uma sonoridade especial, aliando o toque tradicional do fado a um som contemporâneo, diferente. Já tinha ouvido algumas músicas anteriormente, visto uns clips de vídeo, mas agora tive contacto directo com "Uma Inocente Inclinação Para o Mal". Este álbum é mesmo muito bom, pelo que para quem gosta da mistura temporal como ingrediente base para uma boa música, recomendo vivamente. Dos anos de 2006 e 2004, estão também disponíveis respectivamente os álbuns "Minutos Antes da Maré Encher" e "Canções Subterrâneas". Estes senhores têm um site oficial, um MySpace e um blog, onde se pode consultar a agenda do grupo, saber um pouco mais sobre o mesmo e ouvir/ver algumas das suas músicas/vídeos. Apreciem!
quarta-feira, julho 02, 2008
Som d'A Naifa
Maria Antónia, João Aguardela (as dúvidas que este apelido suscitou durante o dia de hoje...) e Luís Varatojo dão alma e voz ao grupo A Naifa. Este grupo português tem uma sonoridade especial, aliando o toque tradicional do fado a um som contemporâneo, diferente. Já tinha ouvido algumas músicas anteriormente, visto uns clips de vídeo, mas agora tive contacto directo com "Uma Inocente Inclinação Para o Mal". Este álbum é mesmo muito bom, pelo que para quem gosta da mistura temporal como ingrediente base para uma boa música, recomendo vivamente. Dos anos de 2006 e 2004, estão também disponíveis respectivamente os álbuns "Minutos Antes da Maré Encher" e "Canções Subterrâneas". Estes senhores têm um site oficial, um MySpace e um blog, onde se pode consultar a agenda do grupo, saber um pouco mais sobre o mesmo e ouvir/ver algumas das suas músicas/vídeos. Apreciem!
terça-feira, julho 01, 2008
Consulta Pública Mas Pouco
Recebi hoje um e-mail com o seguinte texto: Amigas(os), passem este e-mail a todos os vossos contactos e mobilizem-nos a enviar o e-mail que está a bold para o endereço abaixo. É que se não houver gente suficiente a participar na consulta pública eles vão mesmo pôr-nos a pagar a factura de electricidade dos devedores. Chamo a vossa atenção para a mensagem que se segue, uma vez que é do interesse de todos reclamem e passem ao próximo. Caros amigos, esta malta pretende pôr os cidadãos comuns, bons e regulares pagadores, a pagar as dívidas acumuladas por caloteiros clientes da EDP, num total de 12 milhões de euros e, para o efeito, a entidade reguladora está a fazer uma consulta pública que encerra em meados de Julho. Em função dos resultados desta consulta será tomada uma decisão. Esta consulta não está a ser devidamente divulgada nem foi publicitada pela EDP, pelo menos que eu saiba. A DECO tem protestado, mas o processo é irreversível e o resultado desta consulta irá definir se a dívida é ou não paga pelos clientes da EDP. A DECO teme que este procedimento pegue e se estenda a todos os domínios da actividade económica e a outras empresas de fornecimento de serviços (EPAL, supermercados, etc.). Há que agir rapidamente. Basta enviar um e-mail com a nossa opinião, o que também pode ser feito por fax ou carta mas não tenho os elementos. Peço que enviem o mail infra e divulguem o mais possível, para bem de todos nós cumpridores.
Enviar para: consultapublica@erse.pt Exmos. Senhores, pelo presente e na qualidade de cidadão e de cliente da EDP, num Estado que se pretende de Direito, venho manifestar e comunicar a Vsª Exsª a minha discordância, oposição e mesmo indignação relativamente à 'proposta' – que considero absolutamente ilegal e inconstitucional – de colocar os cidadãos cumpridores e regulares pagadores a terem que suportar também o valor das dívidas para com a EDP por parte dos incumpridores. Com os melhores cumprimentos, [Nome]
Como sempre me acontece nestas "chain letters" fiquei desconfiado, e resolvi investigar. Confirmei a veracidade desta informação através da notícia publicada pela Agência Financeira, que diz o seguinte:
Proposta que ERSE colocou em consulta pública está a gerar grande polémica. As facturas de electricidade poderão vir a incluir uma parcela para a constituição de um fundo de maneio para a EDP. Esta é mais uma das propostas da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), que consta de um vasto documento que está em consulta pública, revela o «Correio da Manhã». A constituição deste fundo de maneio visa «compensar as necessidades (das empresas) do desfasamento entre os prazos de pagamento ao fornecedor e os prazos de recebimento dos clientes», de acordo com a proposta da ERSE. Esta compensação, a que se poderão somar outras, como o valor dos incobráveis, poderá vir a penalizar a factura dos clientes da EDP a partir do próximo ano, caso a consulta pública não «chumbe» a Revisão do Regulamento Tarifário, que se encontra em discussão até ao dia 7 de Julho.
Toda a informação sobre esta proposta ou consulta pública está disponível no site da ERSE, num conjunto de PDFs com umas centenas de páginas, para quem estiver interessado em ler. Escusado será dizer que já fui um dos felizes remetentes do e-mail acima apresentado. Um dia destes um gajo vai às compras e paga a dobrar porque o cliente anterior não pagou as dele...
domingo, junho 29, 2008
Bem Podia Ser Verdade
Morte em Viena é o título do último de três livros que li do Daniel Silva. Apesar de este ter sido o que menos cativou a minha atenção, dentro do género é mesmo muito bom. Um tipo de escrita ficcional que gira em torno dos grandes acontecimentos da história mundial mais recente, chamando a atenção para os grandes problemas que ao longo dos anos têm afectado e muitas vezes moldado a humanidade. Desta vez o tema principal é o holocausto, revelando pormenores sórdidos de acontecimentos como a "marcha da morte", entre outros. É aqui também abordada a questão dos criminosos de guerra que escaparam e se embrenharam na sociedade sob novas identidades, acabando eventualmente por ingressar de forma interventiva na vida social e política dos dias de hoje. Em última análise, se pensarmos nisso, a nossa vida é regida maioritariamente por este tipo de pessoas, que passam incólumes por entre os eventos que directa ou indirectamente despoletam, sob o disfarce de pessoas respeitáveis. Mas mais não digo, e também não quero aprofundar o tema. Quem gostar, fica a saber que se trata de ficção, mais concretamente sobre espionagem. O tema de fundo já referi, pelo que só falta descobrir os detalhes e o desfecho. Recomendo, este ou outro do mesmo autor.
sábado, junho 28, 2008
Palavras Para Quê?
Se há sinal de que estou a ficar velho e gasto, é assistir à forma como os outros escrevem. É certo que sempre existiu gente a escrever mal... é certo que o "acordo ortográfico" já viu dias melhores e hoje em dia é permitido escrever quase tudo da maneira que nos apetecer... mas quando esta nova forma de escrita chega às letras garrafais de jornais e revistas, pelas mãos dos nossos profissionais da comunicação, não tenho como deixar de ficar surpreendido. Parece que numa qualquer novela, temos a boa da Rita Pereira a fazer papel de "espiã". Sim, confesso que fiquei algo confuso quando confrontado com este título, porque não sabia ao certo qual era o dito papel. No caso de fazer de "espia", ainda chegaria lá, mas assim não. Enfim, após rasgar esta página com o único intuito de o apresentar aos meus caros (e poucos) leitores, posso apenas dar-me por satisfeito, porque nestas situações poderia ser sempre pior. Sei lá... podiam ter escrito que a senhora fazia papel de "espiona", "espiolhosa" ou até de "espionésia". Enfim, conforme disse, sinto-me velho e gasto. Parabéns ao 24 horas pelos seus jornalistas e por quem faz a revisão dos textos.
sexta-feira, junho 27, 2008
Tenho Uma Pen de 4 GB...

Legenda (imagem e texto cortesia da Carla): disco rígido do 305 RAMAC da IBM, construído em 1965, com o peso de 1 tonelada, e com a capacidade de... 5 MB!
quinta-feira, junho 19, 2008
Confiança e Esperança
Vivemos numa era em que depositamos as nossas esperanças nas mais variadas coisas. Embora cada vez transpareça mais que o difícil é ter confiança em nós próprios, não temos qualquer dificuldade em fazer com que uma festa popular ou um europeu de futebol tome conta dos nossos corações e dite a nossa disposição para o dia a dia. Essas estranhas forças movem-nos de formas inexplicáveis pela lógica. Fazem qualquer trabalhador sair mais cedo, qualquer patrão permitir que tal aconteça, cria hordas de automobilistas a caminho de um qualquer lugar onde possam ter acesso a uma televisão, levam multidões à loucura em locais públicos e, quando o fim (bom ou mau) surge, é hora de voltar cabisbaixo à rotina do nosso quotidiano. Quão mais interessante (não necessariamente mais fácil) seria depositar este tipo de energia num qualquer outro objectivo, pessoal ou profissional, e vivê-lo com o mesmo ânimo? Poderíamos até ter a sorte de esse ânimo ser vivido justificadamente, pelo que daí pudesse advir. Mas muitas vezes estas pequenas coisas que vamos fazendo e que acabam por ditar o nosso futuro, são experiências que passam incólumes à nossa própria emoção, isentas de qualquer descarga de adrenalina. Posso dizer no que concerne a minha experiência própria, que ao longo dos últimos anos senti este tipo de emoção em alguns acontecimentos. A única diferença é que nem sempre os outros estão preparados para os viver de uma forma colectiva e partilhar a nossa alegria. E aí é que reside o busílis da questão: este tipo de energia gera-se mais facilmente quando em grupo, mas será que perdura da mesma forma? Penso sinceramente que não, e desafio qualquer um que discorde a olhar os eventos realmente importantes (para si próprio) de uma outra forma... a festejar essas ocasiões com outro ânimo... esse exercício vai servir certamente para ver tudo o resto por uma perspectiva diferente... uma perspectiva melhor.
quarta-feira, junho 18, 2008
G'anda Malha!
Sei que não é novidade nenhuma para quem já ouviu. Sei que não é original dizer que se gosta, bem como escrever sobre isso. Mas não consigo evitar fazê-lo. Quando saiu, gostei muito de X&Y, mas este novo álbum é sem dúvida uma g'anda malha! Viva la Vida é diferente... mas diferente para melhor. Este álbum tem um ritmo que parece pouco ter a ver com o anterior. E Violet Hilll é sem dúvida um grande cartão de visita para quem quiser ouvir melhor o que estes senhores andam a fazer em termos de música. Para quem achar que a minha opinião vale alguma coisa, recomendo...PS: para quem não sabe, estou a falar dos Coldplay!
terça-feira, junho 17, 2008
Tecnologia Ecológica
Uma das coisas mais observáveis por cá (leia-se, no nosso país) é a existência de cidadãos de primeira, segunda, terceira e por aí fora. Enquanto alguns têm direito a tudo, outros têm direito a muito pouco. Coisas tão simples como "telefone" não chegam ao país inteiro, ou pelo menos não chegam nas condições mais adequadas. Tenho um exemplo disso. Na terra onde residem alguns dos meus ascendentes, e onde passo uns tempos ocasionalmente, não existe rede móvel. Até aqui tudo mais ou menos normal. É uma aldeia pequena, no fundo de um vale, cuja população não justifica qualquer tipo de esforço para resolver a situação. Mas o problema é que até o telefone fixo que lá chegava há já alguns anos, parece estar condenado a morrer. Se pensarmos que esta é uma aldeia onde reside uma população idosa (ainda que reduzida) e que o contacto com o exterior é fundamental pelas mais variadas razões, é preocupante pensar que em 80% das vezes, não se consegue fazer de e para lá qualquer ligação telefónica. Há alguns dias atrás, enquanto lá estive, vi o porquê deste tipo de problemas, e não resisti a tirar umas fotos. Pelos vistos é assim que os senhores da PT fazem as instalações telefónicas no interior do país. Deve ser por uma questão de "harmonia ecológica", porque cheguei a confundir esta molhada de fios com um ramo de flores no meio da erva. Muita gente defende que se deve falar com as flores e plantas, mas caramba, até pelo telefone!?segunda-feira, junho 16, 2008
Som da Bossa Nova
sexta-feira, junho 13, 2008
Sardinha Baratinha
Confesso que ontem (e provavelmente hoje) não me dei ao trabalho de ir festejar os santos populares. Muitos podem achar uma vergonha que alguém nascido em Lisboa e que vive em Lisboa, como eu, não se dê ao trabalho de sair de casa para este efeito. Conforme os anos têm passado (e se tem tornado moda ir aos santos populares) tenho-me progressivamente distanciado destes festejos, por cada vez serem menos aquilo que eu conhecia e gostava (devo estar a ficar velho...). Como em tantos outros acontecimentos que de repente se tornam moda em Portugal, também os santos já são uma "feira das vaidades". Para além disso, aquilo que custa este festejo a quem nele participar tem tudo menos algo a ver com "popular". Digamos que pagar 1,5 euros por uma sardinha (chegava para pagar um quilo), ou 3 euros por uma bifana, não é o que mais gosto de fazer. Realmente depois do preço dos combustíveis, só faltava mesmo o desvario do preço das sardinhas. Mas enfim, os habitantes de Alfama e outros bairros típicos que se dedicam a esta actividade, têm que facturar o suficiente para o resto do ano... só espero que a ASAE não dê cabo dos planos à malta. Se começarem a incomodar muito, é questão de convidar o Sr. António Nunes e oferecer-lhe uma sardinha no pão com um charuto a acompanhar, que certamente se arranja um "buraquinho" na lei...
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