Não se trata de um engano meu, quero efectivamente dizer "cintura escondida". Isto porque hoje em dia existe uma nova moda entre as miúdas, que consiste em usar calças abaixo do número correcto. Tal facto provoca que o excedente de pança e nalgas se esprema pelo topo do que era suposto ser uma cintura descaída, ou seja, a cintura em si fica escondida por aquilo que é cientificamente denominado por... banhas. Outro efeito colateral (ou talvez cú-lateral) é o chamado look "trolha", que poderia ser descrito por Joe Berardo como "andar com o rego do 'ass' à mostra". O que tenho constatado é que ainda assim, moral não falta a estas moças. Talvez estejamos a regredir aos ideais estéticos renascentistas, em que mocinhas mais "arredondadas" eram o ideal de beleza da época. Eu pessoalmente continuo a preferir cinturas descaídas em que se consiga efectivamente ver a cintura. Quanto ao rego do "ass" pode ficar escondido até ordens em contrário. E se por algum motivo tiver que ser mostrado, ao menos que valha a pena ver. Caso contrário, e como dizem os "bifes", é "too much information"...
segunda-feira, abril 28, 2008
Calças de Cintura Escondida
Não se trata de um engano meu, quero efectivamente dizer "cintura escondida". Isto porque hoje em dia existe uma nova moda entre as miúdas, que consiste em usar calças abaixo do número correcto. Tal facto provoca que o excedente de pança e nalgas se esprema pelo topo do que era suposto ser uma cintura descaída, ou seja, a cintura em si fica escondida por aquilo que é cientificamente denominado por... banhas. Outro efeito colateral (ou talvez cú-lateral) é o chamado look "trolha", que poderia ser descrito por Joe Berardo como "andar com o rego do 'ass' à mostra". O que tenho constatado é que ainda assim, moral não falta a estas moças. Talvez estejamos a regredir aos ideais estéticos renascentistas, em que mocinhas mais "arredondadas" eram o ideal de beleza da época. Eu pessoalmente continuo a preferir cinturas descaídas em que se consiga efectivamente ver a cintura. Quanto ao rego do "ass" pode ficar escondido até ordens em contrário. E se por algum motivo tiver que ser mostrado, ao menos que valha a pena ver. Caso contrário, e como dizem os "bifes", é "too much information"...
quinta-feira, abril 17, 2008
Neblina...
Acabei agora de ver isto, e posso dizer que é preciso um gajo muito marado como o Stephen King para pensar na natureza humana pela perspectiva que é aqui retratada... The Mist é realmente um filme diferente, que aborda aquilo que somos sem paninhos quentes, com todas as pequenas (e grandes) coisas que fazem de nós pessoas melhores... e piores. Muito piores. Se pensarmos nisso, a neblina é uma boa metáfora para muita coisa. Mas não me vou armar em "spoiler", por isso não revelo mais do que já disse. Apesar de ser um filme de ficção científica, com os efeitos especiais que o estilo implica, não deixa de ter um impacto do caraças. Consegue surpreender (ou chocar), o que hoje em dia é cada vez mais difícil. Divirtam-se... se conseguirem. Deixo-vos uma citação do mestre: "Interesso-me por pessoas boas em situações más, pessoas comuns em situações extraordinárias".terça-feira, abril 15, 2008
Feio, Porco e Mau
Existem poucas figuras públicas que me provoquem aquele sentimento especial de ter vontade de virar a cara e tapar os ouvidos, quando aparecem publicamente. Alberto João Jardim é uma destas personalidades. Uma pessoa que, para além do asco que a sua figura provoca, consegue ter um discurso que agrava ainda mais o nojo a sua presença faz sentir. Alguém que não consegue evidenciar qualquer tipo de boas maneiras ou educação, não deveria ter direito ao tempo de antena que lhe é dado. Alguém que não responde a perguntas importantes, que insulta numa base diária todo o tipo de pessoas e que fazendo parte da classe política, não respeita nenhum dos seus pares, nem o seu chefe em comando, nem o seu próprio patrão (o povo português, e mais especificamente os habitantes da Madeira), não merece dispor do poder que detém, para não dizer retém, há décadas. A sua prepotência serve apenas para exacerbar a sua aparência de suíno gordo e suado (reparem que nem me dei ao trabalho de usar a palavra "transpirado", por ser demasiado fina para o espécime em causa), cuja boca se abre apenas para emitir grunhidos estranhos e imperceptíveis para pessoas com um QI superior a um dígito. Voltando à referência dos seus pares resta-me dizer que por muito maus que sejam, este ganha-lhes aos pontos por reunir três características singulares: consegue ser "feio, porco e mau". E no meio disto tudo ainda há quem lhe ache muita graça, ainda há quem vote nele... e ele continua alegremente rindo à gargalhada, enquanto insulta uma nação inteira.
segunda-feira, abril 14, 2008
Dias de Blues
Há dias assim... dias de "blues". Quando tentamos fazer algo e não conseguimos fugir à inevitabilidade de não o conseguir, aquele "D" enorme da palavra "desistir" que surge pela primeira (espero que última também) vez no nosso vocabulário, a dura realidade de percebermos que não somos perfeitos, ao contrário daquilo que por vezes pensamos... torna estes dias mais longos. Pouco nos resta senão curtir a nossa própria neura, ouvindo uma música, vendo um filme ou lendo um livro em conformidade com o nosso espírito. Não é bom, não é mau, não é felicidade, não é infelicidade... apenas é o que é. Já há algum tempo que não era contemplado com um fase assim, mas agora aconteceu. Sei exactamente em antecipação tudo o que vai acontecer, todos os estágios intermédios até este sentimento se desvanecer. As palavras que ouvirei e as que ignorarei (assim com os seus locutores), a concordância e/ou a (auto-)reprovação, aquele dia em que não vou pensar nisso e finalmente os dias que vêm depois. Faz parte de um processo, daí encarar a coisa de ânimo leve, apesar do ânimo ser pesado. No meio disto aborrece-me o facto de escrever tão bem (dentro daquilo que quem escreve qualquer coisa consegue avaliar sobre si próprio) textos que dizem tão pouco, ou que pelo menos não dizem nada de jeito. Estranho síndrome este que afecta a actividade criativa de quem a consegue (nem que seja só ocasionalmente) ter. Talvez por isso pintores e outros artistas plásticos famosos tenham sido especialistas em fases de "blues"... talvez essas fases funcionem como musas inspiradoras. Ainda bem que não sou artista, pois assim posso simplesmente esperar que passe.
domingo, abril 13, 2008
Linguística
Do rescaldo de um fim de semana passado sobretudo a vegetar, dos bocadinhos passados em casa em frente à televisão, vão ficar na memória algumas frases impressionantes. Nas notícias, gostaria de realçar a seguinte: "hoje de manhã no IC17 ocorreram 3 acidentes, um em cada sentido". Da próxima vez que passar naquela via tenho de ir com atenção, porque entre os dois sentido habituais deve estar um que eu nunca vi e que pode levar quem por lá passa sabe-se lá onde. Ainda nas notícias, mas já no final do dia, fiquei a saber que um dos carros clássicos expostos na FIL "vale o suficiente para comprar um bom apartamento com piscina". Tenho de ver se arranjo uma dessas piscinas para apartamentos, porque quando comprei o meu só trazia banheira. Podiam ter aproveitado e enviado estes senhores para o campeonato da língua portuguesa que passou também hoje na SIC, apresentado pela Bárbara Guimarães. No entanto seria provavelmente mais sensato esperar que alguém produzisse uma versão deste campeonato ao estilo "liga dos últimos"... sempre seria mais adequado.
domingo, abril 06, 2008
Gajo Prenho
Soube nos últimos dias que apareceu o primeiro gajo prenho na televisão (como não poderia deixar de ser, no programa da Oprah), a dar um ar da sua graça. Provavelmente insatisfeito com a representação do Arnold em Júnior, achou por bem mostrar que o céu é o limite, e que aquilo que hoje é ficção, amanhã será a realidade. Dei a esta notícia a importância que ela merece: nenhuma, e como tal, não me preocupei em apurar factos com maior detalhe do que as letras gordas de uma notícia de jornal. No entanto considero-me uma pessoa preocupada com a sociedade em geral, e confesso temer pelo bem estar físico da aventesma em questão. Em primeiro lugar, questiono-me sobre como é possível um gajo (pelos vistos casado e já com filhos) engravidar? Tirando a bizarria genética, afinal de contas... quem lhe fez o filho... e como!? Na realidade não quero saber... Depois, pergunto-me como terá o filho? Pelas orelhas? Pelo cú? Se for pelo cú antevejo um grave problema de hemorroidal, já para não falar nos possíveis nomes a dar à criança: Cócó, Cagalhoto, Bosta... certamente terá uma vida de merda, mais uma vez, não quero saber. Depois interrogo-me que nome dará a criança aos membros do seu agregado familiar, uma vez que o pai foi na realidade a sua mãe, e a mãe não lhe é nada. Não quero saber. Resta-me questionar como é que um gajo metido numa embrulhada destas pode afirmar-se seguro da sua sexualidade, quando eu que estou de fora tenho até dificuldade em seguir o fio à meada. Mas como em todas as outras coisas, não quero saber. Parabéns ao pai/mãe, madrasta e meios irmãos, e o importante é que venha com saúde, quatro bracinhos, seis perninhas, e acéfalo como o seu progenitor.
segunda-feira, março 24, 2008
4 Dias e 3 Noites...
... aqui. Foi pouco, muito pouco. E apesar da promessa que tinha feito a mim próprio de que esta viagem não seria uma busca incessante de coisas e locais, como é hábito em qualquer capital europeia, o inevitável aconteceu. Em tão pouco tempo foi muito bom conseguir ver a torre Eiffel, a vista do Trocadero, o Arco do Triunfo, a Bastilha, o Louvre, o museu Ródin, o museu Picasso, os Champs-Élysées, o Sena, a Sacré Coeur, a catedral de Notre Dame, a Ópera, a Madeleine... Apesar do cansaço foi bom, mesmo muito bom. E só ficou a vontade de ver muito mais. Até o mau tempo que ameaçava inicialmente lá se aguentou e deu muitas vezes lugar a um sol radioso. Dias inteiros de caminhada (e algumas viagens de metro) numa cidade espectacular, com muito para ver, pessoas simpáticas (ao contrário de algumas opiniões que já tinha ouvido), e aquele gostinho a férias que fica sempre a pedir mais um dia que seja. Lugares míticos que finalmente fiquei a conhecer e que vão fazendo de quem os visita, pessoas diferentes, melhores. Não é uma viagem original, mas recomendo vivamente, pelo menos com mais duas ou três noites de estadia.
quarta-feira, março 19, 2008
Potencialmente Perigosos
Não posso deixar de aproveitar a última onda de terror promovida pelo governo, em relação a raças de cães consideradas perigosas (este post é dedicado ao meu amigo Luis), para lançar um apelo que julgo fazer sentido quando comparado com as leis que estão prestes a ser aprovadas. Uma vez que se contempla a hipótese de proibir a (pro)criação ou importação de certas raças de cães, por estas serem potencialmente perigosas, parece-me justo que se estenda esta medida a um âmbito mais alargado. Nomeadamente, julgo que seria interessante proibir a procriação entre os humanos também. Considero que somos uma raça extremamente perigosa. Vejamos por exemplo os últimos casos de criminalidade a que assistirmos, com homicídios, assaltos e o famoso "carjacking". Julgo que deveríamos começar todos a ser esterilizados à nascença, em vez de tentarmos educar os nossos filhos para saberem viver em sociedade e a ter um comportamento adequado. Quem o tentasse seria multado ou até mesmo condenado em tribunal. Agora os que concordam com estas medidas estão a pensar automaticamente: "não é a mesma coisa". Concordo. Não é efectivamente a mesma coisa porque não fazemos com que seja. Isto é, a partir do momento em que tiro a carta de condução, sou responsabilizado no caso de infringir as regras de trânsito ou se cometer um crime ao volante. No entanto se for dono de um cão, o conceito de responsabilidade torna-se mais difuso. Nunca assisti a um polícia ou qualquer outra autoridade pedir contas a nenhum dono de Pit Bull ou Rott, nunca vi ninguém pedir qualquer tipo de documentação ao proprietário de um animal (sim, os cães também têm identificação), nunca observei qualquer esforço significativo no sentido de certificar treinos de obediência deste ou outro tipo de animais de estimação, que poderiam até determinar a forma como estes animais podem circular na via pública (açaimes e afins não são a meu ver obrigatórios em todos os casos). Existe um grande vazio, legal e moral, quanto a esta questão. No entanto parece-me que tentar eliminar um problema não é a mesma coisa que resolvê-lo. E o "eliminar" é relativo, porque da mesma forma que existem proprietários deste tipo de animais que já se encontram à margem da lei, após a entrada em vigor de uma proibição deste género, o problema vai manter-se inalterado (senão agravado). Mais uma questão de demagogia a que tão bem estamos habituados.
segunda-feira, março 17, 2008
Pêlo na Venta
Se há coisa que me faz espécie, são mulheres de bigode. Lembro-me de, quando era criança, observar e estranhar os pelos que teimavam em sair da cara de algumas senhoras. Mais tarde e enquanto adolescente, a estranheza só se agravou. Não conseguia compreender como é que um espécime do sexo oposto conseguia, em alguns casos, ter mais pelos na cara do que eu! Cheguei mesmo a conhecer algumas mulheres "de barba rija", literalmente, daquela que arranha mesmo! Hoje em dia, quando tenho mais barba do que nessa altura pensaria vir a ter, o fenómeno continua a intrigar-me como sempre. A proximidade de mulheres com estas características continua a provocar-me o mesmo desconforto ao fim de todos estes anos. Hoje em dia para além do desconforto, confesso tratar-se de um fenómeno para o qual não encontro explicação. Sei que há gostos (e fetiches) para tudo, mas por muito jeitosa que fosse a mulher em questão, não consigo imaginar-me atraído por uma bela bigodaça. Além disso, as soluções existem e são muitas, desde a velhinha gilete (que no caso das mulheres julgo ser pouco recomendável), passando pela descoloração (solução apenas parcial, como é óbvio), até à depilação a laser (o método mais definitivo). Assusta-me assistir ao desfasamento entre a crescente preocupação dos homens com a aparência (que me parece aceitável desde que não entre nos extremos da "metrosexualidade") relativamente à despreocupação de algumas quanto aos cuidados consigo próprias. Nesta como em tantas outras situações, no meio é que está a virtude, que neste caso é como quem diz... há mínimos! Por isso, minhas amigas penugentas, vão mas é tratar disso antes que comecem a ficar com bocados de sopa agarrados!
Are You Talking to Me?
"Are you talking to me?": Foi esta a frase de Robert Deniro que ficou célebre, na personagem de Travis Bickle em Taxi Driver. Desengane-se o caro leitor se julga que taxistas com acessos de violência só existem em filmes. No nosso querido Portugal temos direito a isto e muito mais. Temos direito a tipos que atropelam crianças aos magotes, quando estas atravessam passadeiras. Ah, esqueci-me de referir que o tipo achou melhor fugir do que ajudar as quatro crianças, para se entregar apenas duas horas depois? Ah, esqueci-me de referir que tudo isto é feito sob efeito de álcool? Naquela quantidade proibida por lei? Quer dizer, "lei" é mais uma forma de expressão. O tipo já foi ouvido pelo tribunal, e no próprio dia foi decretado o termo de identidade e residência, o que significa que ainda no próprio dia, se quisesse, teria voltado ao trabalho. Fico feliz quando vejo esta igualdade que paira diariamente no nosso país. Quando vejo pessoas que são impedidas de trabalhar por uma qualquer burocracia, enquanto que outras o podem continuar a fazer, mesmo violando todas as regras possíveis e imaginárias? Prefiro ver 30 Travis Bickles a circular por aí do que saber que posso estar a conviver com criminosos avalizados para continuarem a fazer o que bem entenderem. Qual seria a reacção de quem toma estas decisões e de quem constrói estas regras, se amanhã esta pessoa repetisse a mesma proeza, dentro da "lei"? Provavelmente seria virar a cabeça e não pensar mais no assunto. Mas eu penso, e sei que outros também o fazem. Só gostava de ter respostas para tudo, mas tenho de contentar-me em ter as respostas que vou descobrindo...
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