... não me apetece trabalhar. Mas ao fim de duas semanas de férias, lá teve que ser. Fica para trás um dia único partilhado com "A" pessoa, e as pessoas que são realmente importantes. Ficam para trás dias únicos em que o "sol" desapareceu do meu BI. Fica para trás uma semana de sol e calor nas terras quentes da península do Iucatão, que apesar de algumas pequenas atribulações vai deixar bastantes saudades. Ficam para trás as margueritas, as piña coladas, os daiquiris na praia. Ficam para trás os Mayas, o "snorkel", as pirâmides, os cenotes, os pesos, o "portunhol"... Em compensação a tudo o que ficou para trás, nasceu uma nova forma de estar na vida na qual deposito grandes esperanças, pela qual não fazia sentido esperar mais. A verdade é que graças a isto tudo, realmente não me apetece trabalhar... mas lá terá que ser. E assim retorno também à minha escrita, que de acordo com as notícias mais actuais do país certamente não terá falta de temas.
segunda-feira, maio 28, 2007
Por Motivos Profissionais...
... não me apetece trabalhar. Mas ao fim de duas semanas de férias, lá teve que ser. Fica para trás um dia único partilhado com "A" pessoa, e as pessoas que são realmente importantes. Ficam para trás dias únicos em que o "sol" desapareceu do meu BI. Fica para trás uma semana de sol e calor nas terras quentes da península do Iucatão, que apesar de algumas pequenas atribulações vai deixar bastantes saudades. Ficam para trás as margueritas, as piña coladas, os daiquiris na praia. Ficam para trás os Mayas, o "snorkel", as pirâmides, os cenotes, os pesos, o "portunhol"... Em compensação a tudo o que ficou para trás, nasceu uma nova forma de estar na vida na qual deposito grandes esperanças, pela qual não fazia sentido esperar mais. A verdade é que graças a isto tudo, realmente não me apetece trabalhar... mas lá terá que ser. E assim retorno também à minha escrita, que de acordo com as notícias mais actuais do país certamente não terá falta de temas.
quarta-feira, maio 09, 2007
Como Será...
Está quase... Os minutos passam sem nos apercebermos e as horas são fugazes. Não se sente nenhuma espécie de fogo de artifício interior nos dias que antecedem o momento, mas adquire-se uma forte percepção da realidade enquanto esta vai parecendo menos distante. A pegunta que se coloca frequentemente é: o que muda? Provavelmente nada, e ao mesmo tempo tudo. Enquanto que numa perspectiva mais desprendida se pode considerar o cumprimento de uma formalidade, por outro lado é revelar perante tudo e todos os que são importantes uma parte de nós e daquilo que somos. Concordo com a frase "o primeiro dia do resto da minha vida" para descrever o momento, ainda que sem nunca se aproximar da plenitude do seu significado. O "minha vida" passa a ser substituído por "nossas vidas" e tudo o resto leva o mesmo caminho. O bom disto é que nos faz pensar no assunto, no significado e nas vantagens de mostrarmos ter a certeza de que, no que depende de nós, nunca mais estaremos sós. No que depende de nós, estamos prontos a dar sem nada querer reeceber. No que depende de nós, estamos aptos a passar a ser pessoas melhores. Espero que isto aconteça comigo. Espero estar à altura das espectativas de quem embarca nesta aventura e neste desafio comigo. E os minutos que teimam em não deixar de passar à velocidade da luz? Está quase...
terça-feira, maio 08, 2007
Jonathan Seagull
Em mais um daqueles momentos que, durante o tempo em contra-relógio que tenho vivido, resolvi reservar para mim (ainda que a custo de me deitar às tantas da manhã), resolvi ver um filme (cortesia do meu tio e amigo "Silverwolf") de que tinha já ouvido falar muito desde criança e cuja história em contornos gerais já conhecia. O filme de 1973 é uma adaptação de um livro, e o título original é "Jonathan Livingston Seagull" (em português mais conhecido por "Fernão Capelo Gaivota"). Terminei o filme a pensar que não devem existir duas pessoas no mundo a interpretar esta história da mesma forma, ainda que certamente alguma interpretação tenham feito, em algum ponto se tenham identificado com o "protagonista", e no final se tenham transformado numa pessoa melhor. Resumidamente é uma lição de vida centrada precisamente em saber viver. A banda sonora, de Neil Diamond, enquadrada com o filme também é qualquer coisa de espectacular, e a fotografia é simplesmente impressionante, mesmo para os dias de hoje. Se o filme tivesse sido feito actualmente, certamente não seria tão bom em todos estes sentidos. Recomendo vivamente a quem ainda não conhece, que veja. Eu pessoalmente vou partir para a leitura do livro assim que possível.
sexta-feira, maio 04, 2007
Cabeça a Prémio
Fiquei recentemente a saber que, aqui há algum tempo atrás, alguém contemplou seriamente a hipótese de como tradicionalmente se costuma dizer, me "mandar desta para melhor". Não consigo até hoje perceber muito bem o porquê, e não sei exactamente se a pessoa em questão tencionava fazer a coisa sozinho (acho difícil), ou se estava a pensar em algo mais elaborado como um "hitman" ou coisa do género, mas devo dizer que fiquei bastante enaltecido com esta ideia. Achei espectacular alguém dar-me tanta importância a ponto de considerar esta hipótese como uma possibilidade, e eventualmente pagar a alguém para a levar a cabo! Estou habituado apenas a ver este tipo de coisas nos filmes, talvez num episódio especial do CSI, mas nunca pensei que poderia ser um dos protagonistas de uma situação semelhante. Até estou a imaginar um "sniper" num prédio vizinho à espera que eu chegasse a casa depois de um dia de trabalho, ou até mesmo alguém estacionado num local estratégico à espera de encenar um atropelamento e fuga... não me canso de dizer: espectacular! Aconselho vivamente o caro leitor a escolher alguém de quem não goste muito, e esgotar-lhe a paciência até ao limite. Quem sabe não tem a mesma sorte que eu e ganha um inimigo daqueles que nutrem por si um ódio de morte, na verdadeira acepção da palavra!? Eu pessoalmente, se voltar a ver a pessoa em questão e a oportunidade surgir, não hesitarei em reacender o fogo desta chama que se apagou...
domingo, abril 29, 2007
Rastejar, Se Preciso For
Depois de ter escrito o anterior post sobre Guernica, e já prestes a desligar o portátil, senti que me apetecia escrever um pouco mais sobre um assunto específico. Nos últimos tempos e por alguns motivos pessoais, tenho tido contacto com pessoas amigas ou conhecidas, que têm alguma facilidade em ir até ao que costumo chamar de "fossa". A fossa é um lugar relativamente comum, onde muita gente ocasionalmente vai parar (incluíndo eu) mas da qual devemos rastejar, se for preciso, para fora (até agora considero-me bem sucedido nessas circunstâncias, graças a mim e a quem me rodeia). A gaita é (e perdoem-me se o meu linguajar for piorando ao longo deste post) quando as pessoas se sentem estranhamente acomodadas na fossa e adquirem uma certa tendência para por lá ficarem. Sei que provavelmente nem todas as personagens que tenho em mente ao escrever estas palavras passarão por aqui, pois algumas nem conhecem este estaminé, mas quando um dia a oportunidade se me afigurar não hesitarei em transmitir esta minha opinião. A opinião de que, quanto mais atascados nos estivermos a sentir na merda da fossa, mais devemos chafurdar para sair dela. Quanto mais fracos e inertes nos sentirmos, mais devemos contrariar esse mesmo sentimento. A ideia de que a nossa vida é uma grande merda, raras vezes é verdadeira. Quanto mais não seja por poder sempre ser pior, ou porque nem sempre foi assim. Enquanto tivermos quem nos dê uma mão para sair da fossa... enquanto tivermos quem nos abrace... enquanto tivermos quem olhe para nós e sorria, então ainda não batemos no fundo. O meu principal conselho é que agarrem essas mãos que vos são estendidas. Não se prostrem, não cedam e optem por ir à luta e viver, por muito cómodo (ainda que pouco confortável) que possa parecer ficar apenas mais uns minutos na merda.
26 de Abril de 1937
Passam hoje três dias sobre o aniversário dos 30 anos do bombardeamento de Guernica, no País Basco, acontecimento que segundo o professor Jeffrey Hart, não passa de uma grande fraude. Porque é que perante os grandes crimes históricos contra a humanidade, existe sempre alguém que teima que os mesmos nunca tiveram lugar? Mas enfim... perante o desespero de uma televisão que se divide entre as novelas da globo e as da vida real, passei pelo canal da salvação (RTP2) onde estava nesse preciso momento a terminar um documentário sobre o quadro de Picasso e a possibilidade ou não de o mover para Guernica. Essas guerras territoriais espanholas não me interessam propriamente, mas confesso que a pintura em si, sim. Não sou conhecedor, não tenho obras assinadas (pelo menos por ninguém cujo nome possa ser reconhecido), mas sou apreciador como qualquer ser humano pode ser. Em minha casa tenho alguns retratos do esforço, trabalho, arte e criatividade de anónimos que ainda assim transpuseram algo para as telas, que me levou a olhar para elas de forma diferente. Mas isso para o caso também não é propriamente relevante. O documentário em si levou-me a pesquisar umas coisas sobre o Picasso, entre as quais encontrei uma frase que diz mais ou menos que "a pintura não foi feita para decorar as habitações, mas sim, é um instrumento de guerra ofensivo e defensivo contra o inimigo". Esta é uma grande verdade, e mesmo com uma celebração quase apagada do 25 de Abril, é impossível para quem quer que seja esquecer que os movimentos artísticos alimentam-se do espírito de quem mais sente, sofre e ama durante os momentos e ocasiões mais inóspitas, dando lugar ao génio e à revolução em si. Seja através da pintura, da literatura, da música, o espírito encontra um local onde triunfar. Arriscaria dizer que a arte é a mais forte das armas, por poder assumir várias formas, por estar dentro de todos nós à espera de ser descoberta e revelada... Gostaria de um dia descobrir que arte tenho dentro de mim, mesmo que não tivesse oportunidade para a revelar. Entretanto vou apreciando o que os mais afortunados que eu, neste sentido, têm para dar ao mundo em troca de, por vezes, absolutamente nada. Não é por acaso que muitos dos grandes pintores só tiveram o seu trabalho reconhecido depois de mortos. Esta indiferença perante o tempo e a mortalidade, revela aquilo que podemos chamar verdadeiramente de arte.
sábado, abril 28, 2007
Aconteceu no Oeste
Como resultado de mais uma pesquisa pelos corredores da FNAC, na saga da procura de artefactos para a minha colecção de spaghetti western, encontrei algo de diferente. Uma edição de coleccionador do "Aconteceu No Oeste" ("Once Upon a Time in The West"), de Sérgio Leone. Confesso que apesar deste meu gosto peculiar pelo estilo, e apesar de este filme ser um clássico, ainda não o tinha visto. Assim, mais ou menos em três prestações (o filme é grande p'a caraças), vi este filme e fiquei bastante supreendido. A realização é bastante invulgar (sinto que foge um pouco ao estilo habitual do Sérgio Leone), os protagonistas são do melhor (Henry Fonda, Charles Bronson e a curvilínea Claudia Cardinali, entre outros), o enredo bate aos pontos qualquer tentativa de "nó mental" do cinema dos dias de hoje... enfim, espectacular. E assim se passou uma tarde de sábado em que ao fim de muitos dias, semanas e meses sem tempo para nada, resolvi ter uns minutos de descanso e desligar de tudo o resto. Entretanto vou continuando no objectivo actual da minha saga, que consiste em esperar que o "Por Um Punhado de Dólares" (do qual tenho a sequela), com o Clint Eastwood, baixe dos 25 euros (será que os direitos do filme, nesta altura do campeonato, ainda não estão pagos???) para que me decida a comprá-lo.
quarta-feira, abril 25, 2007
Então Adeusinho
Provavelmente hoje era um dia bom para escrever algo sobre o 25 de Abril. Ainda assim não seria original pois já o fiz anteriormente. Provavelmente seria um dia bom para escrever sobre outra coisa qualquer, uma vez que o tempo (ou a falta dele) me fez estar ausente desta esfera por uns dias. No entanto é um dia excelente para escrever sobre a noite que o antecedeu. Escrever, mas pouco, porque o conteúdo é reservado aos directos participantes. O meu sincero obrigado a todos os que estiveram comigo (e aos que quiseram estar mas não puderam) e que ajudaram a criar uma noite espectacular. Espero que tenham gostado tanto quanto eu. E assim se diz adeus a uma fase da vida para começar a dizer olá a uma outra, que sinceramente me parece promissora! Outras noites e outros momentos importantes virão para serem celebrados (um deles ouvi dizer que está para breve), na companhia de muitos e bons amigos como estes que estiveram comigo.quarta-feira, abril 18, 2007
Uma Doninha Especial
Nos últimos tempos tenho-me deparado, no âmbito do que se tem feito pelas artes no panorama nacional, com uma subida de nível impressionante de qualidade em diversas áreas. São responsáveis por isso grandes artistas que temos (alguns deles aos quais é dada pouca ou quase nenhuma importância). Felizmente não é bem o caso dos Da Weasel, sendo que ainda assim constituem um grupo claramente limitado no seu sucesso pelo facto de serem portugueses e apostarem nesse mesmo mercado, e não noutros. Tomei ontem contacto com este álbum (Amor, Escárnio e Maldizer) e devo dizer que a palavra que me ocorre para o descrever, desde a qualidade das letras, da composição e de todo o processo de produção, é apenas "espectacular". Desde músicas que escutamos e ficam gravadas no ouvido, persistindo no tempo, até às mais sérias que servem objectivos claramente definidos, passando por momentos de "parceria" com os GF ("... sou tão nigga que até chateia..."), este álbum está recheado de "guloseimas" para quem o adquirir. Voltando ao aspecto mais genérico do panorama actual que referi à pouco, aproveito para dizer que quem organiza grandes espectáculos como aniversários de canais televisivos e afins, a meu ver faz mal em insistir tanto nas presenças artísticas internacionais. Do que tenho visto acabam por ser as que dão menos brilho ao espectáculo por escassearem precisamente em... espactacularidade. Em muitos sentidos podemos continuar a ser um país da treta, no entanto devemos assumir aquilo em que somos bons.
terça-feira, abril 17, 2007
Acção vs. Reacção
Ontem à tarde um cliente do Montepio Geral resolveu barricar-se numa dependência do referido banco, em Gaia, como uma tentativa de evitar a penhora da sua casa (250 mil euros) para cobrir uma dívida (66 mil euros + juros). O que estas situações do quotidiano têm de interessante é que servem para as forças de segurança se divertirem um bocado. Quando é efectivamente necessária uma intervenção eficaz, por vezes é mais difícil, mas enfim... Neste caso, o pobre do homem (pobre como quem diz, com uma casa de 250 mil biscas e uma dívida a rondar os 100...), viu a sua mala (que deixou no interior do banco) ser despedaçada por explosivos da PSP, por ter um aspecto suspeito. Provavelmente mandaram duas bananas e um iogurte para o galheiro... Até me admiro como não foi solicitada a intervenção das forças militares, talvez com um helicóptero ou outros meios espectaculares para o "show off" televisivo! Outro tipo de intervenção em que uma vez mais a dicotomia acção-reacção pode ser posta em causa, são as inspecções da ASAE, que levam sempre um batalhão de "geninhos" atrás, de G3 em punho. Ele é vê-los intimidar não só os feirantes, pescadores ou outros (mediante o local de intervenção), bem como as pessoas que por lá circulam. Existe coisa melhor do que ir passear calmamente a um domingo de manhã, por uma zona de guerra? Aguardo ansiosamente que as medidas que foram impostas (à moda do antigamente) lá para cima para os lados de Arcos de Valdevez, sejam impostas nos municípios das redondezas de Lisboa, de forma a que possamos todos ser multados efectivamente por coisas como atravessar fora da passadeira. Quem sabe daqui a uns tempos vivemos todos em "estado de sítio" (se é que não estamos já la)!?
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