sábado, janeiro 14, 2012

Rijo Como o Aço

Raios... não é que foi feito um filme com todos os ingredientes para correr mal... e que saiu bem!? Devido a alguns imprevistos demorei dois dias a ver o filme, dividido em três partes, mas finalmente consegui. E gostei! Se me dissessem que um "look-a-like" dos Transformers em que o enredo gira à volta de robôs à porrada, podia ser um filme interessante, eu não acreditaria. Mas aquilo que à partida poderia ser apenas mais um filme de acção mau, acabou por ser uma história interessante e às vezes comovente, mais baseada na recuperação de uma relação entre pai e filho do que tudo o resto. Hugh Jackman e mais uns quantos interpretaram (e bem) este filme que está com um rating mais do que justo de 7.3 no IMBD. O facto de ter um dedinho do Steven Spielberg também terá ajudado a evitar mais um daqueles fracassos de bilheteira. Mas o que interessa é que para mim... funcionou! Recomendo.

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Montanhas a Parir Hamsters

Digo hamsters porque nem ratos são... parece que as notícias mais recentes relacionadas com o poder político (e não só) em Portugal, são assustadoras: há compadrios, lobbies e "amiguismos" (gostei tanto desta última palavra que não hesitei repeti-la). Primeiro o escândalo que foi saber que organizações secretas (aparentemente não muito) recrutam ou tentam recrutar nos corredores da assembleia da república. Que estranho... já que praticamente todos os membros destas ditas sociedades secretas fazem precisamente parte da cena política do país. E já agora, estas sociedades são também conhecidas por servirem precisamente para "manipular" o destino de muitas pessoas, algumas bastante influentes. Por último ficámos a saber que políticos e filiados em partidos que só por acaso estão no governo, são conduzidos a cargos de administração de topo em empresas por influência desse mesmo governo. E eu que julgava que "Sociedade Secreta" e "Abuso de Poder" eram apenas dois títulos de filmes estrangeiros... pergunto-me o que se virá a descobrir mais... qualquer dia ainda nos tentam convencer que autarcas idóneos como o Isaltino Morais ou a Fátima Felgueiras aproveitaram a sua posição de poder para benefício próprio! Com franqueza...

quarta-feira, janeiro 11, 2012

O Caminho Mais Longo...

Ontem fiquei a trabalhar até tarde. Mais uma noitada daquelas em que tudo corre mal, ao serviço não sei bem do quê. A determinada altura comecei a lembrar-me do tempo em que, apesar de estrebuchar com as noitadas que tinha de fazer, no final seguia para casa com um sentimento de realização, orgulho e sentimento de dever cumprido. Acho que tinha sobretudo a ver com acreditar no que estava a fazer, no objectivo que queria alcançar... em suma, por toda a motivação que sentia e inevitavelmente me movia e fazia seguir em frente. Hoje não é assim. A noitada é um sacrifício, do início... até ao fim. O caminho de regresso a casa parece cada vez mais longo, acompanhado do sentimento de tempo perdido, de que nada ficou resolvido, de que nada mudou para melhor apesar do meu esforço. Numa altura em que a crise poderia até ser um elemento motivador para levar as pessoas a quererem e fazerem mais, parece que alguns acabam por condicionar o trabalho de muitos (leia-se, eu), e de fazer parecer que nada vale a pena. Luto todos os dias quando me levanto para não passar as horas seguintes como se fosse um autómato, e espero vir a vencer esta tendência por mim próprio, uma vez que já perdi a esperança que outros possam contribuir para que as coisas melhorem. Julgo aliás que isto reflecte o sentimento de muitos nesta altura. Enfim, como diz um amigo meu... para a frente é que é caminho! Mesmo que seja o de regresso a casa...

domingo, janeiro 08, 2012

Objectos de Tortura

Ontem fui convidado para uma festa de aniversário de uma criança, durante a qual como já tradicionalmente acontece, presentes são oferecidos. Até aqui tudo normal, mas nos últimos tempos e devido em parte ao facto de também ser pai fico extremamente solidário para com todos aqueles que, perante o frenesim da criança a as ofertas são direccionadas, tentam abrir/desembalar/montar as ditas oferendas. Existe na minha perspectiva uma corja no ramo dos fabricantes de brinquedos que passa os dias a imaginar formas de dificultar todo este processo para os pais e restantes familiares de crianças. Tal normalmente acontece através da adição de arames, tirantes de plástico, parafusos com diferentes dimensões e tipos de cabeça (estrela, fendas, sextavadas interiores, etc.). Qualquer pessoa, mesmo que não tenha filhos, consegue imaginar o qual difícil é desembalar um brinquedo e desapertar um conjunto de 12 parafusos para os quais um conjunto de ferramentas profissional é necessário, enquanto a criança visada salta e grita em cima de nós em modo crescendo. É mais ou menos equivalente a um sniper ter 30 segundos para fazer um tiro de 2 kms com alta precisão, pendurado de um avião numa corda elástica durante uma tempestade tropical. Aos senhores fabricantes de brinquedos, e em particular ao departamento responsável por este tipo de processo de embalagem em máxima segurança, gostaria de vos desejar tudo o que de mau vos possa acontecer. E se possível que vos espetem agulhas debaixo das unhas, todos os dias, quando chegarem ao trabalho.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Felicidade

Pode ser algo tão simples...

quinta-feira, janeiro 05, 2012

E Se Um Dia...

... olhas para o documento único do teu carro, e vês que já fizeste merda, isso é lixado. Foi o que me aconteceu hoje, ao perceber que não só estava em atraso com o pagamento do IUC (vulgo imposto único de circulação) bem como com a inspecção da viatura em causa. OK, vamos lá ter calma e tal... o que é preciso fazer: pagar o IUC pela net (para facilitar) e levar o carro à inspecção. Simples, não fora o piso dos pneus do carro ser mais careca do que uma pista de gelo no pico do Inverno! Vamos lá a ver então onde se arranjam 2 pneus p'ó bólide... epá... raio dos pneus... são largos... e caros como a merda! Toca a encomendar e agendar a troca... "ah e tal, desculpe lá... um dos pneus não é 93w, mas sim 93v... (não quis prescindir do 93w, porque dá para ir até aos 270 kms/h enquanto que o 93v só dá para 240 kms/h) tivemos de ir buscar o outro... se puder aguardar um pouco...". Tudo bem, vamos entrar em modo Zen e não stressar com a incompetência. Já agora, "a que horas fecha o IPO? 19h? Porreiro... são 18h30!"... Lá veio o pneu em falta e siga a abrir para o IPO (ainda bem que meti os 93w)! Inspecção para cá... inspecção para lá... são quase 20h... podes ir para casa, e até para o ano! Balanço final: 300 aéreos de pneus, mais 30 aéreos de inspecção... ah, já me esquecia do IUC... 140 aéreos!!! Resumindo, cerca de 500 aéreos num dia... porque sim! Iupi!

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Técnicas de Não Sei Quê

Ao longo da curta experiência profissional que vivi até ao momento, já me cruzei com as mais variadas personagens e respectivos estilos, no que diz respeito a técnicas de interacção com colegas, fornecedores, parceiros e afins. Destas técnicas gosto sempre de destacar as formas possíveis de disfarçar a própria ignorância e/ou desconhecimento sobre temas em discussão (os cargos de chefia são particularmente evoluídos no aperfeiçoamento das ditas). Enquanto que um zé-ninguém como eu, se não souber algo, levanta o braço e pergunta, o chefe sabe sempre tudo. Basicamente deve imperar o princípio de que um chefe está sempre certo, e raras vezes se engana. Por exemplo, se o chefe disser de forma assertiva que é fundamental saber quanto custa um pastel de nata na cafetaria, e o subalterno se vir forçado a apontar o facto de os pastéis de nata serem à borla, o chefe vai certamente responder algo como: "sim, mas e então o guardanapo que envolve o pastel... deve custar alguma coisa, não?". Outra técnica possível é dominar as conversas, impedindo assim que alguém fale e possa levantar alguma questão para a qual o chefe não terá certamente resposta (pelo menos útil). Outra forma de dominar uma qualquer reunião: invocar a vasta e profunda experiência prática (dos cerca de 2/3 anos em que tiveram de "meter a mão na massa"), relatando estórias extremamente divertidas, exóticas e reveladoras da grandiosidade dos feitos da pessoa em questão. Aqueles que não chegaram a ter 2/3 anos de experiência prática normalmente não se atrapalham com isso, porque podem sempre relatar os feitos de outros como sendo seus. Nota do autor: os 2/3 anos referidos são normalmente suficientes para perceber que, numa organização, alguém é suficientemente mau naquilo que faz e tem portanto de ser promovido a chefe para deixar de causar estragos sempre que mexe em alguma coisa. Como é óbvio nem todos os chefes são assim. Infelizmente os que não são assim costumam acabar por ser penalizados, porque obviamente não reúnem as características mais relevantes (acima indicadas) e necessárias à posição de chefe. Os restantes safam-se, nem que para isso seja preciso fazer com que os pastéis de nata passem a ser pagos.

terça-feira, janeiro 03, 2012

Televisão Horrorosa

Em tempos vi isto, e gostei...
Depois comecei a ver isto, mas fiquei pendurado à espera de reentré em Fevereiro!
Entretanto encontrei isto, e gostei... mesmo!
Agora comecei a ver isto...

Será que tudo isto diz algo sobre mim?

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Rescaldo do Primeiro Dia Útil do Ano

Com todo o positivismo que ainda assim me assiste, posso dizer que foi uma treta. Depois de uma semana de férias há muito desejada (e necessária) antecedida de uma semana de trabalho em dobro para deixar tudo operacional durante a minha ausência, cheguei ao "estaminé" e senti que nada aconteceu enquanto estive fora. Leia-se, o trabalhinho estava todo lá a aguardar o meu regresso. Pior, como ficou a aguardar o meu regresso, agora o tempo é curto para tratar de alguns pendentes. Pior, a malta que tal como eu se ausentou, veio com a "pica" toda e começa a fazer exigências. Pior, não estou para aí virado! Tal como já aqui mencionei, acho que tenho andado com algumas prioridades trocadas, e não me apetece muito abdicar da revisão que fiz das mesmas. Para ajudar à festa, o (péssimo) café que antes era à borla, passou a ser pago. Como medida de retaliação, posso desde já dizer que o "coffee break" que anteriormente levava entre 2 a 3 minutos, vai passar a levar cerca de 15 a 20, porque já que tenho de pagar pelo café, escolho ir bebê-lo a um local onde sirvam efectivamente café em vez de um copo de plástico com borras em água morna. Valeu o almocito porreiro no Medeia do Saldanha com uma Judas a acompanhar. Ainda um "piqueno" susto já na fase de regresso a casa (experimentei pela primeira vez pegar uma Hornet de empurrão, mas a coisa fez-se... resta ver amanhã de manhã como vai a coisa correr). O momento Zen do dia foi passado como habitualmente, sentado no puff com uma criança ao colo, a ver imagens hipnóticas (mais para mim do que para ele) no Baby TV. The end!

domingo, janeiro 01, 2012

Mais Um... ou Será "O"?

Em cada passagem de ano que vivo, sinto uma tendência para pensar nas chamadas resoluções de ano novo. Há quem planeie deixar de fumar, outros fazer uma dieta, ou simplesmente tentar de alguma forma ser uma pessoa melhor. Ser uma pessoa melhor é realmente um dos objectivos que almejo, não só na altura da passagem de ano, mas durante o ano inteiro. Muitas vezes dou por mim a reflectir sobre um dia que passou, e sobre algo que poderia ter feito melhor. Sinto que nem sempre respondo da melhor forma às pessoas (sobretudo quando estou "com os azeites")... nem sempre telefono com a frequência que gostaria às pessoas importantes mas que estão longe... em suma nem sempre tenho as prioridades certas e tomo as opções correctas. Ainda assim esforço-me por corrigir estes meus pequenos "defeitos" a cada dia que passa, por isso diria que neste final/início de ano, a minha resolução principal é continuar a tentar transformar-me numa pessoa melhor. Tentar manter e fazer mais amigos do que aqueles com os quais eventualmente vou perdendo contacto. Dar a importância certa a cada coisa, e não me deixar perder naquilo que pode ser apenas um meio para chegar a um fim. Na última semana tive oportunidade de aproveitar ao máximo o tempo com o meu filho. Independentemente de agora a criança estar com uma carrada de mimo que não se aguenta, foi realmente muito bom. Foram daqueles dias que ajudam realmente a colocar tudo em perspectiva. Por isso mesmo, espero que esta perspectiva (positiva, ao contrário da tendência), possa ser alargada aos outros 364 dias do ano, e possa ser "contagiosa" a todos os meus amigos. São estes os meus desejos (ainda que pouco ortodoxos) para todos os que me lêem!