quinta-feira, outubro 30, 2008

Ora Aí Está o Que É

Finalmente o governo assumiu uma das coisas que mais ou menos encapotadamente tem andado a fazer nos últimos tempos. Uma daquelas que toda a gente vê, mas que até hoje ainda nenhum representante tinha chamado pelo nome: a ministra da educação vai ao parlamento explicar a proposta do governo para acabar com... as reprovações dos alunos no ensino obrigatório. Que isto já está a acontecer na prática, toda a gente sabe, mas que tal pode ser (e será) oficialmente admitido e assumido em público, é mais uma mostra do descalabro a que chegámos. Graças a Deus... perdão... Sócrates, que já existe o Magalhães, essa gloriosa "invenção portuguesa" (para quem não conhece, é um portátil baseado no já existente Classmate da Intel - e assemblado por cá). Mas se não fosse esta mesma gloriosa "invenção nacional", e tendo em conta que tendencialmente os homens e mulheres de amanhã serão desprovidos de todo e qualquer tipo de conhecimento, cultura e capacidade de raciocínio (o que já se nota hoje em dia, e bastante), Portugal poderia estar em risco. Assim, antecipo que a tal proposta para acabar com os chumbos seja deixar de leccionar matéria nas aulas. Assim os professores poderão dedicar-se apenas a, durante os 9 anos do ensino obrigatório, ensinar os alunos a pesquisar no Google. Se após algum tempo desta proposta entrar em vigor se perceber que ainda assim os 9 anos são pouco para o efeito, proponho que se alargue o ensino obrigatório até ao 12º ano. Para já aquilo que se vê é a rápida disseminação destes computadores de baixo custo. Um dia destes quem sabe sejam a custo zero. Assim sendo, e tal como diz um amigo meu: "à borla até pontapés na cabeça"!

segunda-feira, outubro 27, 2008

Não Há Estúpidos... Só Ignorantes

Medo, muito medo. Aquilo que eu pensava ser uma belíssima tirada de humor entre colegas da EDP (ver post anterior), está a transformar-se no início de uma guerra sem precedentes. Temo que o meu prédio possa vir a transformar-se numa batalha campal... numa espécie de Norte e Sul urbano (penso que a fronteira deve andar pelo 2º ou 3º andar, não tenho bem a certeza). Afinal o que parecia simples, não o é, e tenho até receio pelo facto de ter escrito o post anterior, correndo o risco de alguém já o ter lido. Temo ser um alvo neste preciso momento, de um qualquer "sniper" pronto a abater-me assim que chegar a casa. Então não é que o meu vizinho do 4º andar resolveu, como diz o povo, "tomar as dores" do funcionário da EDP e partir em sua defesa? Aqui fica um testemunho daquilo que pode ser o princípio do fim. Para quem não conseguir perceber pela imagem, deixo a legenda: "Não há estúpidos, há gente pouco inteligente ou «iogurtes»" (penso que quisesse dizer «ignorantes»). Por fim o autor desta missiva atira mais uma afirmação sarcástica: "No 4ºE há contador. Aqui quem é que será estúpido?", assim como quem dá uma bofetada no seu adversário, residente no 1º andar. Começo a temer pela minha segurança, ainda para mais porque hoje é o dia em que o funcionário vai passar pelo prédio para recolher a informação solicitada, e eu não deixei a contagem na porta. Se nos próximos dias não escrever, podem por favor enviar a polícia à minha procura...

domingo, outubro 26, 2008

Tu És Muito Estúpido...

"Tu és muito estúpido", foi a frase hilariante com que praticamente me escangalhei (gosto muito deste termo, "escangalhar") a rir quando cheguei a casa na sexta-feira e vi o aviso que um funcionário da EDP tinha deixado colado na porta do prédio. A frase não era da autoria do referido funcionário nem fazia parte do texto do aviso, que pedia encarecidamente aos moradores do prédio que deixassem um papel nas respectivas portas com a os valores dos contadores. A frase era sim, do meu vizinho Chico (toda a gente devia ter um vizinho Chico como o que eu tenho), que sendo também funcionário da EDP escreveu no aviso uma pequena missiva ao colega, dizendo (para quem não conseguir ler através da imagem) o seguinte: "Tu és muito estúpido, pois os contadores da electricidade estão na escada (do prédio)". Por fim indicou o seu número de funcionário e assinou o documento. G'anda pinta, é só o que me ocorre dizer. Chico: estás lá! Colega do Chico: um grando "buuuu" para ti! Aposto que fizeste esta esperteza no bairro inteiro, não foi, meu g'anda totó?

sábado, outubro 25, 2008

V de Lagarto

Fui hoje praticamente achincalhado quando me provaram que existia uma série cujo nome era algo semelhante ao que apresento no título deste post. Parecia-me ridícula a expectativa de que eu me lembrasse de uma série com extraterrestres-humanóides-lagartos passada em meados dos anos 80... aliás, parecia-me ridículo que existesse tal série televisiva. Afinal parece que sim, apesar de não se chamar "V de Lagarto", mas sim "V - A Batalha Final". Para quem tem um cérebro como o meu, cuja capacidade de auto preservação bloqueia este tipo de informação, aqui fica um lembrete sobre este assunto. Ah, e já agora, o meu wallpaper actual é uma fotografia de um destes extraterrestres-humanóides-lagartos, cuja cara hesita assumir-se como humano ou como lagarto.



terça-feira, outubro 21, 2008

Vida de Trolha

Se há coisa que dá gozo depois de feita, mas que custa muito a fazer, são as obras em casa. E custa muito mais quando somos nós próprios a levá-las a cabo. E custa ainda muito mais quando o tempo que dispomos para o fazer se resume a poucas horas por dia, depois do trabalho. É o meu caso. Ando nas últimas duas semanas a remodelar parte da minha casa a um ritmo de conta gotas. Ele é chegar a casa e deslocar móveis, retocar estuque, pintar paredes... depois jantar qualquer coisa... seguido de deslocar móveis, retocar estuque, pintar paredes. O pior é que nem se vê a luz ao fundo do túnel! Quer dizer... já faltou mais, mas isto é uma espécie de maratona: o que custa mais são os últimos metros (neste caso, os últimos metros correspondem aos acabamentos). Mas o que interessa é que até está a ficar bonito, o que me dá grande satisfação, porque já sei que se algum dia as minhas oportunidades profissionais no mundo da tecnologia se desvanecerem, posso sempre ter uma solução de recurso. Aceitam-se propostas de trabalho!

terça-feira, outubro 07, 2008

Fim do Mundo em Cuecas

Confesso que nos últimos tempos tenho andado com alguma preguicite aguda relativamente ao que considero a minha actividade regular de "blogger". Tenciono quebrar esta onda de marasmo que insiste invadir-me nos últimos tempos, e regressar ao que era. Julgo que este negativismo que nos tem rodeado a todos, talvez estivesse a levar-me a melhor. Mas enquanto hoje assisti ao que chamo carinhosamente de a notícia do "fim do mundo em cuecas", ao chegar a casa após um dia inteiro de formação que me impediu de ter conhecimento em primeira mão da crise que se abateu sobre o mundo financeiro (no qual ainda por cima me encontro agora inserido), e após pensar um pouco sobre o assunto, forcei-me a mudar um pouco o meu estado de espírito em relação a esta matéria. Concretamente, em relação à problemática que foi levantada, parece-me no mínimo ridícula a forma da mesma. Um dos cenários apocalípticos foi-me apresentado por um jornalista histérico, a falar em hipóteses cataclísmicas em que os portugueses amanhã de manhã iriam todos a correr aos bancos, levantar o seu dinheiro (afundando assim toda e qualquer instituição financeira). Em primeiro lugar, gostava de saber... para quê alguém faria isto? Qual o objectivo ou vantagem? Será que a grande depressão já foi assim há tanto tempo que ninguém se lembra? Em segundo lugar e tendo em conta o endividamento geral em que os portugueses vivem, iriam levantar... o quê? Eu particularmente posso levantar uma dívida de alguns milhares de euros... e o caro leitor, tem mais para levantar do que aquilo que deve? Agora que até já é um pouco tarde forço-me a assistir ao "Prós e Contras" na esperança (que cada vez se mostra mais vã), de obter mais alguma informação útil. Basicamente a opinião geral destes "experts" é tão boa como a minha ou de outra pessoa qualquer. Existem dúvidas, não se sabe como os mercados (e as pessoas) vão reagir, e é opinião geral de que é necessário evitar pânico desnecessário. Para mim o pânico é sempre isso mesmo: desnecessário. Tenho até para mim que ninguém até hoje "panicou" por necessidade alguma. Como tal e dada esta crise instalada tenho a dizer-vos o que vou fazer amanhã: vou levantar-me pelas 7h e picos, tomar banho, e vou trabalhar. Ao fim do dia serei até capaz de vir para casa, jantar e dormir. E assim farei dia após dia, até que o fim do mundo chegue mesmo (esperando não estar em cuecas). Aí então, e quando não restar outra solução, sou capaz de migrar para qualquer lado e começar a criar galinhas e leitões para sobreviver, qual eremita no meio do mato, recorrendo a truques dignos do Tom Hanks em "O Náufrago" para me conseguir alimentar, e aos meus. Ah, é verdade... já pensaram que eventos como a queda de edifícios com milhares de pessoas, o alagamento de cidades inteiras, mal construídas, devido a cheias, ou tsunamis que engolem a costa de países, podem ser uma forma muito mais surpreendente do mundo acabar? Quem me conhece (e entende) percebe que não estou a escrever com negativismo: estou a escrever porque estou a "pensar", e recomendo que todos façam o mesmo.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Filosofia do Pardal

Não sou muito dado a posts que simplesmente anexam imagens para o olhar do caro leitor (que regra geral espera mais do que isso). Ainda assim neste caso resolvi abrir uma excepção. Até porque já tinha em tempos recebido esta história por e-mail, e tinha-lhe posteriormente perdido o rasto, esta foi uma forma de "afixar" esta história dos tempos modernos. Muita gente certamente vai rever-se no grande princípio filosófico que aqui fica, mais concretamente no papel do pardal... Ele há fábulas da vida real, que nem o próprio La Fontaine se lembraria de escrever.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Melhores dos Melhores

Se há coisa que gosto é sentir que aproveito bem o tempo. É o que acontece quando penso em tudo o que fiz nestes últimos 2/3 meses, tanto em período de férias, como fora dele. Consegui fazer com que os dias que tinha para descansar (ainda que intercalados com semanas de trabalho) rendessem uns momentos bem passados. Começando por uns dias de praia magníficos na Ericeira, passando por uma viagem a Punta Cana, seguida de uma semana na Beira Interior, e acabando num fim de semana em Odeceixe, onde até o mau tempo resolveu dar tréguas. Sempre acompanhado, em qualquer das circunstâncias, da companhia dos melhores dos melhores. Um grande obrigado a todos por me terem ajudado a passar três meses magníficos. Resta agora voltar a aproveitar com a mesma "sede" todos os momentos, por muito curtos que sejam. Por muito "cliché" que seja a frase, não se pode dizer isto de outra forma: "carpe diem"!!!

quarta-feira, setembro 03, 2008

Os "Chromos" da Google

Cada vez mais acredito que num futuro próximo, a grande potência informática não será a Microsoft, mas sim a Google. As nuances dos sistemas operativos são cada vez menos importantes para as pessoas (o que permite uma maior abertura à chegada de novas tecnologias), as ferramentas abertas cada vez mais disseminadas (o que permite uma menor fidelização a software como Office's e afins) e... a Internet cada vez mais valorizada (a principal área em que a Google actua). A Google vai cada vez mais apoderando-se de nós e da nossa informação. Algo que começou com o mais simples motor de busca do mundo, passou por ferramentas como o Google Desktop (que permite fazer do nosso ambiente de trabalho, um motor de busca, indo parar a indexação da nossa informação pessoal sabe-se lá onde), o Google Maps (um dos, senão o maior SIG do mundo), o Google Earth (um levantamento impressionante de imagens de satélite do mundo inteiro) e até mesmo o Blogger, a ferramenta que suporta este vosso modesto estaminé! Hoje (02-09-2008) é a vez desta organização se estrear na produção de browsers. Como tal, está anunciado o lançamento do Google Chrome, com uma conferência de imprensa prevista para as 18h. O mais impressionante é a disseminação que esta informação teve, quando a ferramenta ainda nem sequer se encontra disponível (no momento em que escrevo este post). Confesso que estou com curiosidade, pelo que sou dos que estão com o "dedo no gatilho" para fazer o download. Assim serei mais um dos vendidos que cedem a alma ao Demo no purgatório da globalização. Vade retro!

terça-feira, setembro 02, 2008

Azia Pós Férias

Assim que regresso de férias posso logo dizer que comecei com uma "azia" do caraças. Ele foi um último dia de praia com direito a descarga poluente (valeu a manhã e o almoço na companhia dos amigos para salvar o dia)... ele foi pagar o IRS... ele foi a mudança de tempo... ele foi o trânsito da cidade... etc. Basicamente, aquele conjunto típico de pequenas coisas que nos fazem perceber que as férias... já eram! O primeiro dia de trabalho é igualmente mau. Para além dos 375 e-mails que temos para ler, temos ainda de lidar com aquela inércia que, quem não estava de férias ao mesmo tempo que nós, não consegue compreender. Enfim, espero que daqui a um ou dois dias a coisa melhore, mas para já confesso que não está famosa. Ontem assisti a uma reportagem que falava de "depressão pós férias". Se calhar existe mesmo...