Fiquei hoje a saber enquanto assistia a uma parte da entrevista dada pela ministra da educação, que a mulher sofre de autismo. A 90% das perguntas colocadas pela Judite de Sousa, a senhora começou a respectiva resposta por: "A sua pergunta na realidade é...". Acho isto de uma genialidade fora de série, porque sempre que alguém for confrontado com uma pergunta desconfortável, basta reformular a mesma para outra mais conveniente e responder de seguida. Para além desta articulação (ou falta dela) em termos de discurso, conseguiu ser contraditória de forma constante. Ao mesmo tempo que quer realçar a diminuição do abandono escolar, acenando com 30 mil alunos a mais nas escolas, não dá resposta ao encerramento dos estabelecimentos de ensino. Ao mesmo tempo que quer que os professores levem a cabo as suas medidas, chama-os de incompetentes ao dizer que o seu descontentamento se deve ao facto de agora terem que trabalhar mais. Ao mesmo tempo que diz que as suas políticas são fundamentais e inevitáveis, mostra-se completamente indisponível para sequer conversar sobre o assunto com a classe e os seus representantes. Este é um exemplo perfeito dos ministros-fantoche nos quais o primeiro mete a mão pelo rabiosque, de forma a que estes acenem a cabeça de acordo com a sua própria cadência. Este é mais um exemplo de como um mau líder é trinta vezes pior que um líder ausente. Gostava sinceramente de saber como é que uma pessoa que não tem qualquer tipo de experiência de ensino (básico e secundário) e que não tem a humildade de falar com quem tem, pode assumir ser a detentora da verdade sobre uma realidade que desconhece completamente. Já que a aventesma é licenciada em sociologia, podia fazer o raciocínio lógico de que ninguém gosta de trabalhar contrariado nem tão pouco fazer algo em que não se acredita.quinta-feira, março 06, 2008
A "Mulher Patrão"
Fiquei hoje a saber enquanto assistia a uma parte da entrevista dada pela ministra da educação, que a mulher sofre de autismo. A 90% das perguntas colocadas pela Judite de Sousa, a senhora começou a respectiva resposta por: "A sua pergunta na realidade é...". Acho isto de uma genialidade fora de série, porque sempre que alguém for confrontado com uma pergunta desconfortável, basta reformular a mesma para outra mais conveniente e responder de seguida. Para além desta articulação (ou falta dela) em termos de discurso, conseguiu ser contraditória de forma constante. Ao mesmo tempo que quer realçar a diminuição do abandono escolar, acenando com 30 mil alunos a mais nas escolas, não dá resposta ao encerramento dos estabelecimentos de ensino. Ao mesmo tempo que quer que os professores levem a cabo as suas medidas, chama-os de incompetentes ao dizer que o seu descontentamento se deve ao facto de agora terem que trabalhar mais. Ao mesmo tempo que diz que as suas políticas são fundamentais e inevitáveis, mostra-se completamente indisponível para sequer conversar sobre o assunto com a classe e os seus representantes. Este é um exemplo perfeito dos ministros-fantoche nos quais o primeiro mete a mão pelo rabiosque, de forma a que estes acenem a cabeça de acordo com a sua própria cadência. Este é mais um exemplo de como um mau líder é trinta vezes pior que um líder ausente. Gostava sinceramente de saber como é que uma pessoa que não tem qualquer tipo de experiência de ensino (básico e secundário) e que não tem a humildade de falar com quem tem, pode assumir ser a detentora da verdade sobre uma realidade que desconhece completamente. Já que a aventesma é licenciada em sociologia, podia fazer o raciocínio lógico de que ninguém gosta de trabalhar contrariado nem tão pouco fazer algo em que não se acredita.segunda-feira, março 03, 2008
Vítimas?
Está neste momento a dar uma reportagem sobre pedofilia na TVI, que me faz tanta vontade de rir como de chorar. Temos um país de vítimas, mas sobretudo vítimas de cegueira ou estupidez. Em cada 100 casos de pedofilia, 90 são o mais profundo disparate e falta de atenção da parte de quem devia acompanhar as crianças e que aqui dá a cara, também como vítima, neste tipo de reportagem. É uma mãe que vive anos com o casal de filhos a serem violados diariamente pelo padrasto, sem dar por nada nem tão pouco achar estranho os 15 comprimidos que o marido dá ao filho todos os dias à noite (para o fazer dormir). É uma câmara municipal (de Lisboa!) que coloca um homem previamente condenado por pedofilia a trabalhar num parque infantil, como parte de um projecto de reinserção social. Se no meio disto tudo os maiores culpados não são aqueles que assistem a tudo isto com indiferença, para mais tarde se auto intitularem de vítimas também, não sei então quem será. Só sei que acabei de ver uma criança sair de um tribunal em pânico porque o homem que abusou dele viu a sentença reduzida de 15 para 6 anos... em pânico porque ninguém sabe onde está esse mesmo homem, neste preciso momento.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Acontece aos Melhores
No que diz respeito a carros, entre os poucos que tive, confesso que por algumas más experiências ando sempre à espera da próxima vez que o bicho avarie. Uma vezes tenho tido alguma sorte, outras nem por isso. Mas o que é um facto, é que as avarias acontecem aos melhores. Hoje foi mais um dos dias em que tive de vir de carro para o trabalho. Mas o insólito do dia não se deu comigo. Comecei por apanhar um pouco mais de trânsito do que o habitual, e passados alguns minutos extra em relação ao previsto, percebi porquê. Estava um carro avariado na Avenida da República, junto ao Campo Pequeno. Até aqui tudo normal, não fosse a marca do veículo em questão ser... Ferrari! E nem sequer era dos clássicos, era novo! Não sou daquelas pessoas que ficam felizes com a desgraça alheia, mas confesso que me deu alguma vontade de rir ao passar com o meu "velhote" ao lado de um Ferrari praticamente novinho em folha (igual ao Scaglietti que aqui apresento)... avariado! Eu nem sabia que aquilo trazia triângulo! Mas parece-me bem, porque se as avarias têm que acontecer, ao menos que aconteçam a quem pode! Por isso aproveito esta ocasião para deixar um pedido aos fabricantes de automóveis: quanto mais topo de gama for, mais avarias deve ter!
sábado, fevereiro 23, 2008
Procura-se... Ponte!
Se o caríssimo leitor deste "estaminé" já alguma vez passou pela experiência de ter sido assaltado, o melhor mesmo é nunca ficar descansado. É porque hoje em dia tudo se rouba, até uma ponte de 4 toneladas. O insólito deu-se na República Checa, conforme noticiado no Portugal Diário. Trata (ou tratava-se, melhor dizendo) de uma ponte ferroviária, em ferro, que ligava duas cidades e... que desapareceu sem deixar rasto. Só foi dado o alarme pela empresa de segurança responsável quando se aperceberam de que a ponte... já não estava lá. Nem tão pouco sabem ao certo quando foi roubada, apenas indicando que terá sido entre Dezembro e Janeiro. Digamos que esta empresa de segurança, no mínimo, deixa um pouco a desejar. A chefe da polícia disse que "não se sabe se a ponte foi roubada para uso pessoal". Eu diria que não vejo grande utilidade pessoal para uma ponte ferroviária com 4 toneladas, mas isso é só a minha opinião. Espero que um dia não se lembrem de roubar a célebre Ponte Carlos! Na volta foi o Sr. Mário Lino que teve mais uma ideia brilhante para resolver o problema da terceira travessia sobre o Tejo. Será que isto está à venda no e-Bay? Tenho de lá ir dar uma espreitadela...
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Para os Olheiros
Andam para aí a contratar tantos coxos, quando na realidade podiam fazer um dois em um e contratar para uma qualquer equipa de futebol... um massagista! Aconteceu na Holanda, num jogo disputado entre o NEC e o De Treffers. Enquanto Jan Maas (o artista que podem ver no vídeo anexo) acabava de assistir um jogador perto da área da sua equipa (suponho que seja a sua), acabou por ter uma "pequena" intervenção no jogo em causa. Segundo as palavras do próprio, "não resistiu" e acabou por defender um golo de cabeça. Quem não gostou muito foram os jogadores adversários. Mas palavras para quê, vale mais ver o vídeo...
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Movimento de Massas
Em dias como o de S. Valentim, surgem sempre uma dicotomia entre as pessoas que optam por celebrar a ocasião, e aquelas que defendem que a ocasião é, passo a expressão, como o Natal: quando o Homem quiser. Diz a segunda parte que a primeira se deixa levar pelas massas e pelo consumismo, uma vez que qualquer altura é boa para presentear, ter uma atenção ou fazer feliz de quem se gosta, não fazendo por isso sentido a existência de tal dia. Eu pessoalmente concordo com alguns destes argumentos, mas concordo também que não faz mal nenhum existir um dia específico em que essas atenções acontecem automaticamente e quase sem ser preciso pensar nisso. Até porque não é a existência desta data que inviabiliza que nos restantes dias do ano se aja da mesma forma. Por isso a minha sugestão para os mais rezingões é: deixem-se disso e alinhem nos "movimentos das massas" ainda que algo consumistas (não obrigatoriamente), mas que pelo menos são positivos.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Publicidade Mal Amanhada
Hoje quando cheguei a casa, tinha esta publicidade na minha caixa de correio. Será que isto é algum tipo de publicidade subliminar? Por outro lado, e uma vez que estou "vivinho da silva", poderá ser classificada como publicidade enganosa. Pelo menos houve um engano no público alvo. Se o objectivo for incentivar-me a "limpar o sebo" a alguém, também me parece publicidade sugestiva um pouco agressiva. Tenho de ver se falo com algum licenciado em marketing para tentar perceber melhor este cenário. De qualquer forma, pergunto-me se existe alguém que, ao contrário do que eu fiz, guarde este cartão para um dia mais tarde, quando for necessário. Digamos que não é propriamente daquelas coisas que se costume estar à espera, e para as quais guardamos estrategicamente um cartão para ter os contactos à mão de semear. Bem, mas pelo menos estão aqui por perto... e além disso têm flores naturais! Assumindo que a publicidade em questão possa ser dirigida a mim, isto seria tudo espectacular, não fosse o facto de eu me estar bem cagando para aquilo que me possa acontecer... depois de "quinar". Quero lá saber se vou para a cova com flores naturais, de "pechibeque" ou se vou ser "cromado"! E qual é a vantagem de ir para o estrangeiro, depois de morrer? Parece-me que estes senhores da funerária deviam rever melhor a sua campanha de marketing. Meditemos...segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Técnicas de Engate - Parte I
Atrevo-me a começar este post por um título que antecipa algo mais, porque são várias as vezes que apanho conversas de café/restaurante ao meu lado, que claramente são das mais puras técnicas de engate. Próximos episódios se adivinham, portanto. De qualquer forma ontem aconteceu-me precisamente isto. Um casalinho de "amigos", até já algo "entradotes" em termos de idade, com a mais pura conversa de engate. No entanto confesso que nem todas as técnicas a que assisto se coadunam com o que eu faria na mesma situação. Este era um desses casos em que claramente a técnica aplicada não seria uma boa aposta. Desta feita passava concretamente por (a senhora) descrever o seu antigo par ao mais íntimo pormenor, da forma mais escabrosa possível. A falta de nobreza do animal era inversamente proporcional à humildade da senhora e ao espírito de sacrifício com que se dedicou (supostamente) à relação. Como se o facto de alguém se deixar espezinhar, possa ser auguro de algo bom para outra relação a caminho. Basicamente é como se a senhora (que obviamente não pensava nisto por esta perspectiva) quisesse dar entender que pela sua capacidade sofredora e habilidade para ser maltratada fosse uma espécie de marketing a dizer "eu sou uma boa aposta para relações futuras". Provavelmente é... para gajos que gostem de arrear nas mulheres, por exemplo. Por seu lado o homem ia cumprindo a sua função, fazendo de bom ouvinte, provavelmente enquanto pensava quando é que estaria ultrapassada a fase do exorcismo para poderem passar à fase do galanteio, já independente de escárnio e maldizer de terceiros. Parece-me a mim que funciona melhor elogiar alguém do que denegrir outrém, mas isto é só a minha humilde opinião.
domingo, fevereiro 10, 2008
Encruzilhadas
Uma das coisas que gosto é de começar um dia sem o planear. É de sair de casa sem saber exactamente o que vai acontecer ou aquilo que vou fazer. Hoje foi um dia desses. Ou melhor, pensei em algo que acabei por desistir de fazer, e consequentemente... passei um dia ainda melhor. O fugir de uma multidão que nos espreita numa esquina, pode levar-nos a locais muito mais interessantes e igualmente mais esquecidos pela maioria das pessoas. Acho que a vida é isso mesmo, uma série de encruzilhadas que nos vão aparecendo pela frente, que nos podem levar a descobrir o melhor e o pior. Pobres daqueles que no entanto optam por não escolher nenhum dos caminhos e muitas vezes preferem voltar para trás. Vale mais "esbardalhar-me" contra um muro num beco sem saída, do que ficar por saber o que ali iria encontrar.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Ninguém se Faz
Uma das frases que sempre retive, daquelas que as nossas avós nos dizem quando somos pequenos, foi a para mim célebre "ninguém se faz". O contexto é o de que, quando se critica alguém pela sua aparência física, tal é incorrecto pois essa mesma aparência não terá sido escolhida pelo/a próprio/a (pudera!!!). De qualquer forma, julgo ser justo dizer que hoje em dia, a minha avó não poderia estar mais errada. Pelo facto de alguém nascer com um trombil de meter medo ao susto, ou de ter um rabo que parece um saco de levar pancada, actualmente tudo pode mudar. No entanto alguns casos existem em que, quem muda, até nem estava tão mal quanto isso. A esta altura já toda a gente sabe (pelo menos os gajos) que estou a falar da Luciana Abreu, ex-Floribela, actual Floriboazona. A menina andou durante os últimos tempos a fazer um "tuning" corporal e entre as várias mudanças colocou um par novo de airbags frontais, uma pintura nova à base de louro platinado e um tom dourado-solário na pele. O resultado obtido foi digno de reportagem fotográfica na FHM com forte probabilidade de aumento exponencial de vendas da actual edição. Até a Produções Fictícias já fez o seu trabalho de casa relativamente ao assunto! Eu pessoalmente devo dizer que quanto ao aspecto visual, "ah e tal, sim senhor". O que é esquisito é pensar naquele papel da coitadinha que sempre foi apanágio desta figura pública, e que agora claramente se perde para sempre. Com que lata é que uma jeitosa destas, pode pedir o que quer que seja às "fadinhas"? Com que legitimidade pode tentar sequer representar desgostos de amor quando ela própria deve levar resmas de gajos ao suicídio? Enfim, conforta-me pensar que atrás daquela produção toda, existe uma personalidade que pelo que consta não interessa a ninguém. Por isso ao primeiro "estou um pouco confusa" que escutasse, com aquele sotaque característico, o mais certo era desatar a fugir. Mas que esteticamente a coisa resultou... resultou, caraças!
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