Precisamente há 5 anos atrás começou uma das maiores e mais emocionantes viagens da minha vida. As viagens que fazemos não são simplesmente as deslocações físicas e o espaço que percorremos, mas também o caminho que seguimos para nos transformarmos naquilo que somos (e que seremos um dia). Se havia um caminho certo a escolher nesse cruzamento que alcancei há 5 anos atrás, então foi sem dúvida aquele que escolhi. Desde então tenho caminhado e percorrido alguns quilómetros, fazendo escolhas noutros tantos cruzamentos, mas o solo que piso é suave e percorro-o acompanhado. As (poucas) dúvidas e as (algumas) adversidades que surgiram durante o trajecto foram sempre facilmente transpostas e ultrapassadas, sempre com olhares mútuos de confiança que já tão bem conhecemos e entendemos, e com os nossos braços sempre prontos a apoiar quem caminha ao nosso lado. Costumo dizer em tom de brincadeira que um ano desta caminhada corresponde a 10 ou 15 anos. Quem me ouve nestas alturas ri-se (como com tantas outras parvoíces que digo), mas não percebe que neste caso até digo a verdade. Esta correspondência não se deve a enfado ou monotonia relativamente à viagem, mas sim à variedade das paisagens que nos servem de pano de fundo, à diversidade dos trajectos percorridos, às diferentes texturas do solo pisado, ao descobrir de um pequeno pormenor a cada metro... a cada segundo, ao prazer de fazer uma caminhada acompanhado. Esta correspondência deve-se à intensidade da viagem em si. Só desejo ter as forças para continuar a caminhar por muitos anos... para continuar a amparar quem caminha comigo... para seguir o meu percurso, que é o nosso, com a mesma intensidade com que dei o primeiro passo há 5 anos atrás, e que ficou gravado no solo como se de um fóssil se tratasse. Se me estás a ler, quero que saibas que não tenciono desistir e tudo farei para que nunca desistas também. E lembra-te que as curvas e as montanhas que vão surgindo no horizonte podem apenas estar a esconder uma paisagem ainda melhor. Sempre que quisermos podemos parar, sentar, olhar à nossa volta, apreciar o que vemos, apreciar um ao outro... Por isso quando caminhares dá passadas fortes e confiantes, para que comigo deixes marcas ao longo do meu caminho... que é o teu... que é o nosso.
sexta-feira, outubro 31, 2008
Viagem
Precisamente há 5 anos atrás começou uma das maiores e mais emocionantes viagens da minha vida. As viagens que fazemos não são simplesmente as deslocações físicas e o espaço que percorremos, mas também o caminho que seguimos para nos transformarmos naquilo que somos (e que seremos um dia). Se havia um caminho certo a escolher nesse cruzamento que alcancei há 5 anos atrás, então foi sem dúvida aquele que escolhi. Desde então tenho caminhado e percorrido alguns quilómetros, fazendo escolhas noutros tantos cruzamentos, mas o solo que piso é suave e percorro-o acompanhado. As (poucas) dúvidas e as (algumas) adversidades que surgiram durante o trajecto foram sempre facilmente transpostas e ultrapassadas, sempre com olhares mútuos de confiança que já tão bem conhecemos e entendemos, e com os nossos braços sempre prontos a apoiar quem caminha ao nosso lado. Costumo dizer em tom de brincadeira que um ano desta caminhada corresponde a 10 ou 15 anos. Quem me ouve nestas alturas ri-se (como com tantas outras parvoíces que digo), mas não percebe que neste caso até digo a verdade. Esta correspondência não se deve a enfado ou monotonia relativamente à viagem, mas sim à variedade das paisagens que nos servem de pano de fundo, à diversidade dos trajectos percorridos, às diferentes texturas do solo pisado, ao descobrir de um pequeno pormenor a cada metro... a cada segundo, ao prazer de fazer uma caminhada acompanhado. Esta correspondência deve-se à intensidade da viagem em si. Só desejo ter as forças para continuar a caminhar por muitos anos... para continuar a amparar quem caminha comigo... para seguir o meu percurso, que é o nosso, com a mesma intensidade com que dei o primeiro passo há 5 anos atrás, e que ficou gravado no solo como se de um fóssil se tratasse. Se me estás a ler, quero que saibas que não tenciono desistir e tudo farei para que nunca desistas também. E lembra-te que as curvas e as montanhas que vão surgindo no horizonte podem apenas estar a esconder uma paisagem ainda melhor. Sempre que quisermos podemos parar, sentar, olhar à nossa volta, apreciar o que vemos, apreciar um ao outro... Por isso quando caminhares dá passadas fortes e confiantes, para que comigo deixes marcas ao longo do meu caminho... que é o teu... que é o nosso.
Tens claramente o dom da palavra...
ResponderEliminarParabéns aos dois e já agora que eu tenha o prazer de assistir a esta vossa caminhada.
Muitos, muitos Parabéns por esta vossa caminhada!!!
ResponderEliminarE obrigada por me deixarem (de alguma forma) fazer parte dela. Até porque eu estava lá na altura do primeiro passo!!!
Beijo grande para os dois